História Echoes Of Love - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Dr. Bruce Banner (Hulk), Peggy Carter, Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Agente 13, Amizade, Ao3 Br, Drama, Família, Fanfic, Homem De Ferro, Marvel, Romance, Sharon Carter, Sharony, Tony Stark, Tudo Culpa Da Paola, Universo Alternativo
Visualizações 27
Palavras 2.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite com a clareza do dia em nossas vidas ... ♥
Tem atualização de EOL para vocês, espero que gostem!
As coisas não estão boas então, já adianto isso.
Beijos da Care ♥

Capítulo 10 - Ela


O dia estava calmo e ter um momento só para mim era tudo o que eu precisava. O verde da natureza me trazia muita paz e fazia eu me sentir em casa. Quando eu digo casa, não é a minha casa verdadeira, mas sim, uma realidade distinta, cuja qual eu desconhecia, mas que me confortava imensamente e me fazia ser eu, a Sharon Carter que eu queria, ou quero ser.

A textura da grama em minha mão me trazia um leve déjà vu, como se aquilo já tivesse acontecido comigo, mas eu não me lembrava.

Os dias não vinham sendo muito favoráveis a mim dentro daquela casa e tudo parecia piorar a cada dia que passava. Exceto por uma pessoa, Ethan. Ele era um amor de pessoa e eu confesso que estava muito apegada ao garoto. Até o chamei de filho há alguns dias atrás, eu não me entendo. Talvez eu me sinta mãe mesmo dele e também me sinto sendo algo para Tony Stark, mas não consigo decifrar o que é. Contando que ele está muito estranho comigo, desde o dia em que eu o questionei mais uma vez sobre o dia do meu acidente e ele me contou exatamente o que aconteceu, ele significava muito para mim, e esse muito era algo extremamente bom, vindo de uma pessoa que conheci fazem exatos dois meses e oito dias.

— Desculpa a demora – Sorri, aquela voz me trazia felicidade. Senti os braços de meu irmão passarem por minha cintura e seu beijo em minha bochecha logo depois, me fazendo sorrir ainda mais quando ele se sentou na grama ao meu lado.

— O importante é que você veio, Steve. Como você está?

— Na correria. A Daisy está ansiosa demais com as coisas e eu também, por isso te chamei aqui. – Ele estava nervoso e eu estranhei aquilo, mas deixei que prosseguisse, o incentivando a falar – Eu vou ser pai! – Abri a boca totalmente surpresa, meu irmão, o homem que eu descobri amar incondicionalmente como minha família teria um filho. Se eu estava feliz?!

— MEU DEUS, EU VOU SER TIA! – acabei gritando e atraindo a atenção de todos que estavam no parque, mas eu não liguei. Abracei Steve me jogando em seu colo e ele caiu deitado sobre a grama, rindo junto a mim e beijando meu rosto – Parabéns, parabéns, parabéns!

— Calma, você quer me matar antes do meu filho nascer? – disse rindo e o soltei, me apoiando no chão para poder fita-lo enquanto tirava alguns fios de cabelo do meu rosto – Mas sim, você vai ser tia e obrigado maninha. Eu não sabia que você iria ficar tão feliz assim.

— Eu fiquei sim, essa é a melhor notícia que eu poderia receber. Você sabe que eu te considero meu irmão mesmo.

— Eu sou seu irmão de verdade, Sharon. Não precisa apenas me considerar – sorriu e eu fiz o mesmo. Ele tinha razão quanto a tudo isso e por alguns segundos eu fitei o céu.

As nuvens desenhando o inimaginável e me fazendo sorrir internamente.

O carinho do meu irmão se juntando ao canto dos pássaros e as vozes das pessoas conversando naquele parque.

Eu queria uma vida boa.

Eu queria ser feliz, embora eu não me lembrasse de nada.

— Você vai poder me acompanhar na consulta ainda hoje? Eu não quero te atrapalhar com sua namorada e... mãe do seu filho – apertei a barriga dele lhe provocando cocegas, ele riu.

— Você nunca me atrapalha, Sharon! E vai ser uma menina e vai se chamar Miranda.

— Adorável? Você é um homem fantástico mesmo. Daisy tem sorte em ter você.

— Todos têm sorte em me ter – brincou e revirei os olhos, eu tive que fazer isso.

— Estou feliz por você, você está com um olhar mais intenso, mais...

— Apaixonado?! Sim, eu estou – e ele estava mesmo. Até seu jeito de falar demonstrava isso e eu estava achando lindo. – Mas para de falar de mim e vamos falar de você, está tudo bem em casa?

— Na medida do possível, sim! – suspirei, eu não sabia mesmo disfarçar as coisas – Posso te fazer uma pergunta?

— Claro – ele me olhou atenciosamente e dei uma checada no meu relógio, não podíamos nos atrasar – Droga, depois Steve, estamos atrasados para a consulta.

— Pensei que fosse mais tarde.

— E era, mas você demorou para chegar aqui e eles ligaram remarcando hoje mais cedo, corre – disse vendo ele levantar no desespero e segurei o riso. Ele era muito meu irmão mesmo.

...

— Não teve alteração nenhuma? – Daisy perguntou ao namorado e eu apenas fiquei em silencio, aproveitando do bom lanche natural que havíamos comprado.

— Não. Ela disse que a Sharon está bem para o estado emocional dela, e a mente dela também está, mas não está, ela não se lembra de nada, Dai.

— É questão de tempo. Doutores avaliam o quadro médico do paciente, e a memória não é algo que eles analisam como uma coisa ruim, afinal, o tecido do cérebro dela já desinchou, mas...

— Nada de diferente aconteceu. Saco, a Sharon... – o interrompi.

— Dá para vocês pararem de falar de mim em terceira pessoa, eu estou aqui! – bufei e devolvi o lanche em seu prato – Isso tudo é chato para vocês, mas também é para mim, ok? É tudo muito desagradável, então vamos mudar de assunto?

Eu já estava esgotada de toda aquela conversa. Steve passou a mão no meu ombro me fazendo suspirar.

— Me desculpe, eu sou um babaca mesmo.

— Não, você não é. Só não precisa ficar relembrando que sou uma desmemoriada pelo mundo. Reclamar que em tão pouco tempo isso tudo não mudou, não vai fazer mudar, Steve. Vamos falar de coisas boas, como por exemplo, a vida de vocês. Vocês estão esperando um filho, tem coisa mais maravilhosa do que se conversar?

— A Sharon tem razão, vamos fazer ela feliz com o que ela sabe amor... – sorri, era disso que eu estava falando – Quer ser madrinha da Charlotte?

— Não ia ser Miranda?

— Amor, Miranda é mais bonito... – Steve tentou, eles iriam me divertir com aquele papo todo.

— Charlotte e não se fala mais nisso, Steve Carter Rogers.

— Daisy Johnson Rogers, não começa! – ele foi firme e fez ela ficar surpresa com o modo que ele a chamou. O cutuquei por debaixo da mesa, tinha falado demais e eu mordi os lábios.

— Eu já volto! – me levantei apressada, não podia perder aquela cena, mas também não queria atrapalhar os dois. Caminhei em direção ao toalete mais próximo da lanchonete e arrumei meu cabelo na frente do espelho.

“Jantar nós três hoje à noite?” – era o que a mensagem escrevia na tela do celular quando ouvi o barulho do mesmo, sorri.

“Tony...” – apaguei e pensei duas vezes antes de voltar a escrever - “Vamos deixar isso para...” – apaguei mais uma vez, eu não podia fugir dos problemas, mas também não podia aceitar tudo aquilo de forma fácil, mas eu não conseguia. - “Pode ser, vou adorar passar um tempo com vocês” – enviei, não havia mais volta.

Tony estava bem afastado de mim nas últimas semanas e eu não conseguia mudar isso, e muito menos descobrir o motivo de toda aquela estranheza. Guardei o aparelho na bolsa e voltei para a mesa em que estava. Daisy beijava intensamente meu irmão e aquela cena me constrangeu de certa forma.

Pigarreei chamando a atenção dos dois que me olharam corados e me sentei.

— O Steve me pediu em casamento – não tive a chance de falar ou fazer alguma coisa, pois Daisy já estava me abraçando em extrema felicidade.

— Uau, meus parabéns... sério! – disse sorrindo. Eu estava mesmo feliz por ela, não iria negar. A soltei e abracei meu irmão, recebendo um beijo no rosto do mesmo e um aperto na mão, logo quando ele a segurou — Que vocês dois sejam muito felizes, e que a família de vocês só cresça. Que os três sejam unidos e...

— Para de ser clichê, credo. Você sempre fala isso – ele torceu o nariz segurando a risada, mas eu não. Dei minha melhor risada, havia achado graça daquilo.

— Eu gosto das coisas simples e clichês, faz parte de mim.

— Eu sei, e é por isso que eu te amo, porque você é quem você é!

Sorri e vi os dois se abraçarem de lado. Aquilo era a definição de família para mim. Uma família unida e feliz e eu daria de tudo para ter isso um dia.

...

Meus olhos continham lágrimas e eu mal conseguia andar com elas me atrapalhando. Chegar até o quarto não foi uma tarefa fácil, mas foi algo que eu consegui.

Eu não queria saber se tinha alguém em casa, eu só queria sair dali. As fotos de nós dois no criado-mudo da cama me inspiravam o ódio e tudo o que eu consegui fazer foi jogar uma a uma na parede, conseguindo apenas ouvir o barulho dos quadros de vidro se quebrando.

Cai na cama e abracei ao meu travesseiro, chorando. Como ele poderia ter feito aquilo comigo? Como poderia ter sido tão cruel com sua própria esposa? Eu não conseguia entender os atos e as intenções de Tony comigo, mas eu precisava entender.

A mentira fora a pior parte disso tudo e eu não conseguia lidar com aquilo.

Depois de arrumar todas as minhas coisas, pude ouvir a voz de Ethan adentrar os meus ouvidos, eles haviam chegado. Me olhei no espelho e arrumei meu cabelo, não podia mostrar para o meu filho algum sinal de fraqueza, pelo contrário.

— Sharon? – a voz de Tony se fez presente e aquilo me deu um mal-estar, eu precisava ir falar com ele, mas eu não queria o olhar, não sabia do que era capaz. Sua imagem se fez presente na minha frente e eu apenas ergui o olhar para poder fita-lo.

Desgraçado, porque era tão bonito e ao mesmo tempo um filho da puta?!

— Tudo bem? Você estava chorando? – eu não conseguia esconder, não estava com maquiagem e os olhos avermelhados e inchados gritavam que eu havia, ou melhor, ainda estava chorando. Passei a mão em minha bochecha e me levantei quando o mesmo se aproximou.

— Não chega perto de mim – pedi com a voz baixa, foi o que saiu.

— Amor, o que aconteceu?

— Não me chama de amor, Anthony! – fui firme, mas eu estava quase desmoronando. Pela primeira vez eu havia o chamado pelo nome, e sempre dizem que quando fazemos isso, é porque as coisas não estão boas para a pessoa chamada.

— O que aconteceu? Me deixa te ajudar...

— Ajudar? Jura mesmo que você quer me ajudar? Por que não me machucar? – joguei as palavras em cima dele aumentando o tom da minha voz. Queria tocar o seu mais profundo para ele se remoer a qualquer momento.

— Papai? – Ethan o chamou da porta do nosso quarto e eu desviei o olhar.

— Ethan, vai para o seu quarto e coloca o fone de ouvido, filho, por favor – pediu calmamente e viu o garoto lhe obedecer, ele era mesmo muito educado. Sua voz embargada dizia que as coisas não estavam mesmo muito bem.

— Você quer conversar?

— Eu quero que você vá para o inferno – gritei com ele, as lágrimas tornando a caírem em meu rosto. — Como você pôde?! Como pôde fazer aquilo comigo? Sabia que a culpa disso tudo é sua? De eu não te amar, de você não ter uma boa família, de não ter nada?

Eu não conseguia medir minhas palavras, queria apenas fazer ele sofrer. Eu sabia que aquilo havia mexido com ele, sua reação não negava.

— Quem te contou? – sua voz estava baixa e o olhar também.

— Interessa? Mas eu falo, o Steve me contou, porque ele sim foi homem suficiente para me contar a verdade, quando você não teve. Você mentiu para mim, Tony!

— Foi um acidente...

— UM ACIDENTE?!

— Sim, um acidente, porra! – ele gritou e respirei fundo para não fazer nenhuma besteira que me permitisse um arrependimento futuro. — Eu havia bebido, você demorou para chegar em casa, chegou alegando estar com um cara do serviço e ter recebido uma promoção, por isso havia ido almoçar com ele e ficou presa no trânsito. Eu não acreditei, não dormi, bebi ainda mais e continuei fumando como sempre...

— Aquele maldito charuto... – resmunguei.

— Tudo subiu para a minha cabeça e eu quis fazer o pior. Conforme eu olhava para você e pensava naquele cara eu sentia cada vez mais ódio, mais repulsa e, você não me obedecia, aquilo foi o fim e eu fiz o que fiz.

— Me empurrou contra a parede?! Sua própria esposa por ciúme?

— Não era apenas um ciúme...

— Era o que então? Me diz, mas que fique claro que nada vai justificar o que você fez.

— Desconfiança e desejo, eu quis fazer. Eu me senti bem fazendo aquilo, mas depois vi que fiz coisa errada.

— Depois já era tarde demais – balancei a cabeça.

— Me perdoa, Sharon!

— Por que você mentiu para mim? Eu só queria entender isso – funguei, cessando o choro aos poucos depois de me abraçar.

— Eu não tive coragem de dizer a verdade...

— Você não quis dizer a verdade, não é? Isso iria me afastar, mas você queria viver uma vida como se nada tivesse acontecido... eu tenho tanta raiva de você – Eu tinha mesmo, mas ao mesmo tempo eu tinha amor, um amor desconhecido por ele, totalmente inexplicável. Eu estava ferida dessa forma porque estava me apaixonando por Tony Stark.

— Eu não consigo mais continuar com isso, me perdoa.

— Com essa farsa toda? Você nunca me amou, não é? Por isso fez o que fez e...

— EU SEMPRE TE AMEI, SEMPRE! – ele gritou e se aproximou um pouco de mim, tremi, porém, permaneci em silêncio – E eu ainda te amo, mas não posso continuar a viver bem, dizendo que estou bem quando não estou. Eu fiz isso com você – ele apontou para mim – Eu fiz isso, Sharon. Eu não sou um bom homem, e você também não tem nenhum quadro de melhora. Eu não sei também se você aceitaria ficar comigo quando se lembrasse, mas nem isso acontece e eu não estou preparado para viver com tudo isso, estou cansado.

— Eu também estou cansada de ser cobrada de algo que a culpa não é minha, e completamente sua. A minha memória não foi tirada de mim porque eu quis, mas sim porque foi a consequência de uma ação. Depois de tudo isso, o mínimo que poderia fazer era ter paciência e esperar, mas você está fugindo, fugindo de tudo... eu não quero mais isso para a minha vida, não quero mesmo, Tony.

Me afastei secando o rosto mais uma vez, droga de lágrimas.

— Sharon, não vai embora, fica...

— A casa é sua, eu tenho que sair, não você. – Segurei uma das malas na mão e o encarei – Até o dia da nossa audiência de divórcio, Tony. Sinto muito em ter sido um peso em sua vida.

— Sharon – o ouvi me chamar, mas eu não queria saber, apenas sumir dali. Sentiria muita falta do Ethan, mas eu daria um jeito nisso tudo. A dor era a minha maior preocupação naquele momento, embora eu não quisesse a sentir, aquele aperto no peito, aquele incômodo estava ali e parecia que não ia embora tão cedo.

Eu precisava de ajuda para seguir em frente e precisava de ajuda para enfrentar aquele problema, antes que um dos lados perdesse todo o controle



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