História Ensina-me a amar - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Algol de Perseu, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Freya, Geist de Serpente, Hilda de Polaris, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Jabu de Unicórnio, June de Camaleão, Kanon de Gêmeos, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Miho, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Mu de Áries, Pandora, Radamanthys de Wyvern, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei, Shura de Capricórnio, Thetis de Sereia, Violate de Behemoth (Estrela Celeste da Solidão)
Tags Romance, Shaka De Virgem, Shaka X Shina, Shakina, Shina De Ofiúco
Visualizações 223
Palavras 4.784
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus lindos!

Esse é o penúltimo capítulo dessa trama inusitada, e eu queria, de coração, agradecer à todos vocês pelo carinho e apoio!

Agradeço a cada favorito, comentário, e visualização que dedicaram à essa história! Me honra saber que cada um de vocês dedicaram um pouquinho de seus preciosos tempos para acompanharem a fic!

Sem mais delongas, vamos ao capítulo!

Boa leitura!


OBS: a arte da capa do capítulo é minha!

Capítulo 26 - Tempo de perdoar...


Fanfic / Fanfiction Ensina-me a amar - Capítulo 26 - Tempo de perdoar...

O Cavaleiro de Bronze e sua acompanhante se aproximam dos dois casais de noivos, e vão cumprimentá-los.

Os quatro olham para os recém chegados um pouco atônitos, pois apesar de o terem convidado, já esperavam que ele estivesse mais uma vez ausente, pois sempre se recusava a voltar ao Santuário, sob qualquer circunstância.

- Mu, Eiri, faço votos que sejam muito felizes! - abraça à Eiri e dá um forte aperto de mão no ariano - Peço perdão pela demora e por ter perdido a cerimônia, mas sabe como são as companhias aéreas… sempre atrasando tudo.

- Não se preocupe… - Mu fala ainda meio surpreso -  O importante é que esteja aqui!

- É verdade. E seja muito bem vindo à nossa comemoração! - Camus se aproxima e estende a mão ao Pégaso, que a aperta e este logo depois abraça a Geist.

- Parabéns, Vampirinha! Você merece ser muito feliz! - o moreno fala com sinceridade.

- O- obrigada Seiya… - a ariana responde um pouco confusa.

- Ah! Deixe-me apresentar à vocês a minha esposa, Giselle. - a loira cumprimenta aos quatro, que estão completamente abobados em saber que o japonês era um homem casado.

- Muito prazer em conhecer vocês, e lhes desejo toda a felicidade do mundo! Se são amigos de Seiya, os considero meus amigos à partir de agora. - a francesa sorri simpática.

- Muito obrigada! - os quatro respondem em uníssono.

- Gostei de você… - a italiana pega a jovem pela mão, e juntamente com Eiri, caminham para o meio do salão improvisado - Vem comigo. Vou te apresentar às outras meninas.

Seiya, que fica conversando um pouco mais com os noivos, não nota que ainda é o centro das atenções, e que, tanto Saori como Shina não desviavam os seus olhares dele.

Shaka compreende o que se passa ali: as duas precisavam conversar com o Pégaso, resolverem definitivamente o que se passou há mais de um ano atrás. Principalmente a jovem deusa, que ainda carregava uma enorme culpa por ter sido tão intransigente, e ter ferido mortalmente o seu orgulho.

Angello fica um pouco enciumado, mas sabe que de um jeito ou de outro, aquela conversa entre a sua esposa e o bronzeado teria que acontecer, então, era melhor que fosse logo, e que essa sombra do passado já não fosse mais uma tristeza no coração de sua adorada.

- Vai Saori… diga o que sente, seja sincera e lhe peça perdão. - o azulado sela seus lábios ao dela com sutileza, e ela sorri confiante. Olha pra Shina, que acena em positivo, e ela, aos poucos, vai chegando perto do rapaz, que ainda conversava animado com Camus e Mu.

- Seiya…-  japonês a olha inexpressivo, e isso a deixa bastante nervosa - Eu… queria conversar contigo…

- Sim, tudo bem. - responde um tanto seco.

- Vamos até o bosque, assim poderemos falar mais à vontade.

- Como quiser. - ele pede licença e segue a divindade, onde vão para a entrada do frondoso bosque, e ficam de frente um para o outro.

A lilás está muito apreensiva, mas tinha que pedir perdão… tentar se redimir…

- Seiya, eu… - respira profundamente - sei que tudo que eu disser pode parecer falso e cheio de mentiras, mas, a verdade, é que eu… sinto muito! Sinto sinceramente todo o mal que te causei, todo o sofrimento que te fiz passar, e sei, que por mais que eu fale o quanto eu me arrependo, nenhuma dessas palavras irá apagar o que está feito, então… do fundo da minha alma eu te peço… perdão… - chora como há muito não fazia. Era um arrependimento que lhe corroía, pois ele sempre foi o seu mais fiel protetor, e ela não teve nenhuma consideração ao passar por cima de seus sentimentos.

- Saori… eu… - aclara um pouco a garganta, e volta a falar - Eu te confesso que você me decepcionou muito e que por muito tempo lhe odiei com toda o meu ser, mas… com o tempo, a minha ferida foi cicatrizando, e essa raiva também foi se esvaindo, sumindo. Hoje, sou um homem feliz, pois conheci uma mulher maravilhosa, a qual eu amo com todas as forças, que me apóia, me incentiva, que me ama acima de tudo, e não a teria conhecido se ainda estivesse aqui, cheio de dúvidas, questionamentos quanto aos meus sentimentos por ti e por Shina.

A grega pisca um pouco os olhos, pois não entendia muito bem o que o moreno queria com aquele discurso todo.

- O que quero dizer, é que mesmo se utilizando da pior maneira para fazê-lo, ainda assim fez o que era correto, pois se não fosse assim, ainda estaria aqui, duvidoso, indeciso, sendo infeliz e fazendo tanto a ti, quanto a Shina infelizes junto comigo, pois acho que jamais conseguiria escolher entre uma ou outra... essa é a verdade. - fala um pouco sem jeito.

- Seiya… então… me perdoa? - o olha expectante.

- Sim… eu a perdôo… não poderia ser diferente, porque apesar de não amá-la mais como mulher, é minha deusa, a quem eu devo honrar, proteger com a minha vida se preciso for. - dá um largo e genuíno sorriso.

- Ah, meu amigo… - se abraça à ele, chorando copiosamente - Não sabe o quanto senti sua falta…

- Eu também Saori… eu também… - beija o topo da cabeça dela, que sorri em meio às muitas lágrimas emocionadas que derramava.

Os dois estava tão absortos naquele terno momento, que não perceberam a aproximação de uma terceira pessoa.

- Seiya…

Olham para a direção de onde vem a voz, e o rapaz a mira com um largo sorriso no rosto.

- Shina…

A italiana caminha até ele e lhe dá um forte abraço. Ele retribui o terno gesto, e afaga carinhosamente as madeixas verdes da moça, que continua chorando sem sentir, assim como Saori, que um pouco afastada, ainda chora devido ao tocante momento que viviam.

- Me perdoa Seiya… sempre me senti culpada pelo seu afastamento, e peço que me desculpe.

- Cobrinha… não tenho o que perdoar! Não se manda no coração, e o seu, escolheu o Shaka porque se apaixonou por ele. Na época eu não entendi, me revoltei, mas, hoje vejo tudo com muita clareza. - beija a testa da ariana com candura.

- Sim… eu me apaixonei, e sou muito feliz…

- Isso é o que importa: você e Saori são felizes… e eu também! - olha pra grega e faz um gesto com a mão, a chamando para junto deles e também a abraça - Agora, quero que façam parte da minha vida, das minhas conquistas, das minhas alegrias… quero que voltemos a ser amigos, que voltem a ser a minha família…

- Claro, Seiya! Seremos sempre suas amigas, não é Saori?

- Sim! E vejo que está muito bem acompanhado… quem é essa menina linda que veio contigo? - a deusa pergunta curiosa.

- Ah! Ela é Giselle, minha esposa!

Ambas se olham surpresas, porém, logo abraçam o seu sorridente amigo. Estavam felizes… felizes pela nítida felicidade dele.

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Enquanto as suas respectivas esposas conversavam com o bronzeado, Shaka e Angello se aproximaram da loira que o acompanhava. As outras meninas finalmente tinham dado uma trégua na enxurrada de perguntas que faziam à garota, que sempre simpática, respondia a tudo, com amabilidade e cortesia. Aproveitando o ensejo, começaram a puxar assunto.

- Com licença. - o canceriano inicia a conversa - Venho junto com meu cunhado lhe dar as boas vindas ao Santuário de Atena! Meu nome é Angello, e sou o Guardião da Casa de Câncer, e este é Shaka, o Guardião da Casa de Virgem, e estamos encantados em conhecer uma menina tão bonita e carismática como você! - estende a mão à moça, que retribui o cumprimento e depois aperta a mão do indiano.

- Eu é que estou encantada em conhecer tanta gente bacana e acolhedora, e em conhecer esse lugar lindíssimo! Como estudante de arquitetura, um recanto como este é um paraíso! - ela vê o sorriso descontraído dos rapazes e fica um pouco acanhada - Me desculpem, acho que me empolguei e falei demais, e acabei esquecendo de me apresentar direito. Muito prazer: meu nome é Giselle e sou a esposa do Seiya! - diz orgulhosa.

Os dois ficam boquiabertos em saber que o Pégaso já era um homem casado, e notam a imensa semelhança que a loira tem com Shina.

O virginiano sorri serenamente, e fala de igual maneira.

- Seiya tem muita sorte, pois é uma moça muito bonita e gentil.

- Faço minhas as palavras do meu cunhadinho, e espero que o seu marido cabeça dura volte a morar aqui no Santuário conosco. Assim, você poderá conviver com todos nós, incluindo as meninas, que pelo visto, gostaram muito de ti. - diz o azulado honestamente.

- Mas foi para isso que viemos: para morar em definitivo aqui na Grécia. Resolvemos tudo o que estava pendente em Tóquio, nos transferimos para uma universidade em Atenas e compramos um pequeno apartamento por lá. Seiya também veio para tentar se entender com Saori e Shina, que são as suas esposas, não é assim? - os dois acenam em positivo, e ela fala um pouco apenada - Não sei ao certo qual foi o grau de desavenças que houve entre eles, mas Seiya precisava ter essa conversa para enterrar definitivamente o passado, e ficar com o seu coração livre de qualquer tipo de ressentimento, pois remoer coisas dessa natureza fazem muito mal, principalmente quando estamos esperando um bebê. - põe as mãos no ventre, acariciando-o - Quero que ele cresça em um ambiente harmônico e feliz, e que todas as pessoas que conhecemos gostem muito dele e que possam estar sempre conosco.

- Um bebê????? - os dois indagam surpreendidos, e a loira ri ante as caras espantadas que ambos faziam.

- Sim, estou grávida. E essa foi a maior motivação para o Seiya querer voltar pra Grécia. Não sei se ele irá voltar a morar aqui no Santuário algum dia, mas fico feliz que ele tenha decidido esquecer o passado e viver perto de seus amigos. - suspira emocionada.

Shaka beija o dorso da delicada mão da francesa, e fala com tranquilidade.

- Te felicito por seu neném, e faço votos que ele dê a você e ao Seiya, imensas alegrias.

- E que tenha muita saúde, que seja muito inteligente e feliz! Que seja corajoso e destemido como o pai, porém, puxe a beleza da mãe! - diz o italiano num tom brincalhão.

Num gesto inesperado, a garota abraça os dois homens com muito afeto, e dá um terno beijo na bochecha de cada um, e estes ficam um pouco ruborizados.

- Obrigada por serem tão legais comigo! - ela vê Seika passando de braços dados com Shion logo atrás dos dourados e acena para o casal - Bem… agora, se me derem licença, vou ficar um pouco com a minha cunhada. Até logo!

- Até logo! - respondem os dois vendo a francesa se afastar aos poucos.

Eles se olham e falam um pouco intrigados.

- Ela é a cara da sorella… - o azulado coça a cabeça.

- E o jeito dela em se expressar lembra um pouco o da Saori… - o indiano fica a pensar.

- Acho que o Pangaré gostava mesmo das duas… - conclui Angello.

- Sim… e a Giselle é uma síntese do que ele mais gostava nelas.- completa o loiro.

- Que seja feliz então! - ergue a taça de champanhe, na intenção de um brinde.

- E nós também!

Ao tilintar das taças, ambos sorriem abertamente, e se abraçam como os bons amigos que eram agora. Foram muitos anos de inimizade e rancor, mas tudo isso foi superado, quando o sentimento mais nobre que existe entrou em suas vidas: o amor.

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Geist e Eiri, que estavam em uma animada “reunião” com várias das meninas em uma das mesas, decidiram que já era hora de jogarem o bouquet, pois o voo para Cancún, onde o quarteto passaria a lua-de-mel, sairia em poucas horas, e ainda tinham que checar os últimos detalhes antes de deixarem o Santuário. Decidiram fazer essa viagem em conjunto por causa de Camus, que ficou muito tempo afastado do convívio com seus pares, e esta seria uma ótima oportunidade de voltar a se entrosar, se divertir em grupo.

As noivas vão para o altar, e viram-se de costas para a pequena multidão de mulheres que estavam atrás delas. Ameaçam jogar os bouquets várias vezes, até, que decidem fazê-lo.

O bouquet de Geist, que era de rosas vermelhas, cai certinho nos braços de Lara, que estava sentada ao lado de Kanon, e nem participava da “briga” pelo valioso enfeite. Ela olhou para o seu amado com ternura, e este lhe deu um beijo apaixonado. Afastaram-se devagar, e ele indaga taxativo.

- Quer casar comigo?

- C-claro… - o abraça com força - Eu te amo!

- Também te amo! - voltam a se beijar com fervor.

O bouquet de Eiri, que era de rosas cor de chá, vai parar nas mãos de um confuso Kiki, que olha o objeto e fica com muita vergonha por ter se tornado o centro das atenções. Eiri vai até o adolescente, o beija na testa e fala compreensiva.

- Não fique assim… você é um sortudo, sabia? Aposto que tem um monte de menininhas aqui que adorariam ficar com o dono desse bouquet! - ele sorri ao ver algumas meninas acenando para si - Mas, se não quiser guardá-lo, pode dar pra quem você acha que mereça usá-lo.

O menino olha ao redor e pensa bem. Caminha em passos rápidos até uma das mesas perto do bolo, e entrega o bouquet à Ametista, que sorri radiante, e dá um singelo beijo na bochecha do pequeno lemuriano, sob o olhar de soslaio de Ikki.

- Obrigada, Kiki! Vou guardar com muito carinho!

- Mas se o Ikki demorar pra casar, as flores vão ficar murchas! - o menino fala preocupado.

- Te mete com a tua vida, moleque! - responde o Fênix fingindo irritação - Mas se você quiser - olha para a loira com paixão - Podemos nos casar amanhã mesmo!

- Jura!!????

- Juro!

- Claro que eu quero! Amo você, Ikki!

- Também te amo! - se beijam com ardor, e Kiki disfarça, saindo de lá à francesa.

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Perto da entrada do maravilhoso jardim, Camus enlaça sua mão à de Geist, e pergunta ansioso.

- Vamos querida? Senão podemos nos atrasar.

- Sim, gelinho! Não vejo à hora de chegarmos à Cancún…

- Eu também… te amo Giovanna, e vou te amar por toda a vida!

- Também te amo, Albert… como jamais sonhei amar um dia!

Se beijam com devoção. Se amavam e superaram todas as dificuldades para estarem juntos e viverem o seu amor. Assim como Mu e Eiri, que se aproximavam deles, e estavam prontos para deixarem o local.

Os quatro se dirigiam ao grande portal florido, quando sentiram um poderoso cosmo surgir na frente deles, e um brilho azulado tomar conta do recinto, quase cegando à todos. Quando a luz cessa, vêm em sua frente uma belíssima mulher, alta, de pele alva, ondulados cabelos castanhos e olhos verdes, com um corpo escultural, trajando um esvoaçante vestido rosa, e que lhes sorria de um jeito muito amável.

Saori reconheceu imediatamente sua divina irmã, e foi até ela, falando com suavidade.

- Bem vinda ao meu Santuário, Vênus! Pelo visto, suas feridas cicatrizaram perfeitamente!

- Obrigada Atena! Sim. Eu tive sorte, pois foi um processo lento e doloroso, porém, tudo acabou bem, e aqui estou. - dá um beijo na testa de sua irmã - Agradeço a ti e aos teus cavaleiros por me auxiliarem em um momento de extrema dificuldade, e como prova de minha eterna gratidão, vim felicitar e abençoar as uniões de todos os presentes. Me permite, irmã?

- Claro que sim!

As duas vão até aos recém-casados, e a deusa do amor lhes dá as suas bênçãos. Estes, recebem humildemente a dádiva dada pela divina mulher, e seguem para as escadarias das 12 Casas ainda mais contentes do que antes.

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Marin que estava um pouco mais distante, com a pequena Sofia no colo, e não tinha visto direito o que aconteceu, sente um aperto no peito. “O que será que ela veio fazer aqui? Será que pedirá Sofia de volta? Céus…” pensa aflita. Aiolia, que notou a súbita mudança no comportamento da ruiva, pega a sua mão e fala baixinho.

- Fique tranquila… ninguém vai tirar nossa filha.

Ela o olha, e sente segurança em suas palavras, ficando assim, um pouco mais relaxada.

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A deusa castanha vai até aos quatro cavaleiros que resgataram a pequena Harmonia na missão do Caribe, e os abraça com candura. Os rapazes sentem uma paz muito grande com esse gesto, e a mulher lhes fala com serenidade.

- Qualquer coisa que faça por vocês não será o suficiente para agradecer o fato de terem salvo a vida de minha pequenina. Lhes dei o dom de amar, e vejo que foram muito felizes em suas escolhas, e uma união já rendeu até um fruto. - olha pra Saga, que acena respeitosamente - Que o amor continue sempre guiando as suas vidas, e que sempre lhes façam trilhar pelos caminhos da justiça e da verdade!

Dohko, Misty, Algol e Saga fazem uma pequena reverência à divindade, e esta segue pelo salão, para abençoar e conversar com os outros convidados.

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Marin continua apreensiva, e gela ao sentir o cosmo da divina mulher perto de si. Aiolia se abraça à sua esposa, e olha imponente pra deusa, que lhes dedica um aprazível sorriso.

Mariana também se aproxima, seguida de perto por Aldebaran, e Vênus lhe reconhece instantaneamente.

- Então é aqui que se fixou, Íris? E vejo que também se apaixonou? - olha o taurino de cima abaixo e ri de canto - Tem muito bom gosto, querida! Meus parabéns! - o brasileiro fica sem jeito ante as palavras da divindade.

- Obrigada, Vênus! Estou muito feliz aqui, e não tenho a mínima intenção de voltar ao Olimpo, pelo menos, enquanto durar este corpo mortal.

- Te compreendo… desejo-lhe tudo de melhor, pois me alertou quanto aos planos de Hera, e assim tive tempo hábil para proteger a minha filhinha. - olha para a garotinha nos braços da Águia e uma lágrima cai de seus orbes - Te agradeço de todo o coração!

A mulata assente positivamente, e Vênus fica de frente à Marin, que aperta Sofia contra si, para que ninguém a tomasse dela.

A deusa percebendo a angústia da ruiva, toca de leve o seu ombro, e fala com muita verdade.

- Fique sossegada, amazona! Ela é sua filha agora! Jamais separaria uma mãe de sua cria! - sorri singela, e põe a mão no ventre da japonesa, que estranha um pouco esse gesto - Seu coração transborda de amor, amor este que será suficiente para Sofia, e para esse pequenino que está por vir…

- A… a senhora está dizendo que estou…? - a japonesa indaga atônita.

- Sim. Estou dizendo que está esperando um lindo menino, que será um honrado cavaleiro, o futuro Guardião da Casa de Touro. - a divindade fala convicta.

 Aiolia chora de emoção, e abraça à sua esposa, que ainda está aérea com o que ouviu.

- É um milagre… - o leonino murmura baixinho.

- É o milagre do amor… - a deusa toca o rosto do grego, que assente comovido.

- Será uma honra pra mim ser mestre de seu filho, meu amigo. - Aldebaran dá um forte abraço no loiro, enquanto Marin põe Sofia no chão, pois esta queria andar para junto de Miguel, que vinha de mãos dadas com June, pra perto deles.

- Vênus observa sua filhinha junto do menininho e suspira. Olha para Marin e June e fala suavemente.

- Acho que o amor entre esses dois vai transcender a amizade infantil… e quando Harmonia ama, este se torna um sentimento que levará para toda a vida…

As amazonas se olham e sorriem. Se era uma profecia, ficariam satisfeitas, pois o que mais queriam, era que seus filhos fossem felizes, tanto no presente, quanto num futuro juntos.

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A deusa do amor se aproxima de Saori e Angello, e lhes dá um longo e demorado abraço. Beija com muito carinho a testa da lilás, e segura ambas as mãos da moça entre as suas. Ficam se olhando por algum tempo, e seus orbes transmitem uma intensa gama de sentimentos que todas duas queriam expressar, mas não acharam que ali fosse o lugar nem o momento pra isso. Eram muitas mágoas, desavenças, mal entendidos… eras a fio de conversas e situações que não foram resolvidas e definidas como deveriam, mas, tudo o que se passou, naquele instante, tinha sido momentaneamente esquecido. Um sentimento de perdão e empatia surgiu entre elas, e num significativo silêncio, elas haviam se perdoado mutuamente.

A divina Olimpiana acarinhou o rosto da deusa da sabedoria, e falou com mansidão.

- Fico feliz que tenha deixado o amor entrar em sua vida, e que esteja tão feliz ao lado de seu cavaleiro. - olha pra Angello, que assente sorrindo - E você, meu rapaz, soube perdoar, esquecer… deixou seus mais puros sentimentos falarem mais alto do que o rancor e o ressentimento, e agora é feliz e também faz a minha irmã se sentir igual. - dá uma de suas mãos à ele, e leva as mãos de ambos ao seu peito - Que se amem com sapiência, que sempre saibam relevar os pequenos obstáculos e superar os maiores. Que sempre estejam dispostos a ouvirem mais do que falarem, que se adorem e se respeitem acima de tudo…

- Obrigada, irmã… - a jovem Kido fala com os verdes olhos marejados.

- Não se preocupe… sua irmã está em boas mãos. - o canceriano fala convicto.

- Eu acredito… até breve! - a linda mulher se afasta, indo em direção à saída do bosque, onde encontra o juiz de Kaina encostado em uma das árvores, com um olhar perdido, ao longe…

Ela toca o ombro do loiro, que se assusta um pouco com o repentino gesto. A divindade o olha empática, e fala com naturalidade.

- Estava pensando nela?

- Nela quem… - tenta em vão disfarçar.

- Ora Radamanthys… sei muito bem que se apaixonou por Hera,  e que a falta de notícias dela o está matando por dentro. - ri de canto e ele abaixa a cabeça, um pouco apenado.

- Isso é tão evidente assim? - suspira profundamente - É verdade… eu não queria, mas… aconteceu.

- Não se sinta mal e nem se envergonhe do que sente! Cuidou dela por meses, e pôde conhecer sua real natureza, sua melhor e mais bonita faceta… além de tudo, ela é linda, tenho que admitir. - torce um pouco a boca, pois detestava reconhecer a beleza de suas rivais.

- Soube que ela foi julgada, mas nem mesmo Atena sabe qual foi sua sentença, e nem aonde ela está… e isso me angustia. Não deveria me sentir desse jeito, mas…

- Ela foi condenada. - despejou de uma vez - Foi destituída de seus poderes, perdeu sua essência divina e teve selado o seu cosmo.

- Ela agora é…

- Sim, uma mortal comum. - responde serena.

Ele volta a se entristecer, e Vênus estende sua mão com um pequeno cartão, e põe nas mãos do espectro de Wyvern.

Ele a mira interrogante, e ela lhe dá um meio sorriso.

- Nova York? - ele indaga curioso.

- Hera está nesse endereço, que pertence à um abrigo para moradores de rua, pois está desmemoriada, e acreditam que ela tenha sofrido algum acidente, ou trauma.

- Ela, não se lembra de nada? De que era uma deusa… de nenhum de nós? - questiona incrédulo.

- Exatamente. Foi parte do castigo imposto por papai… nesse abrigo a chamam de Joan, e acham que ela é alguma turista européia, por causa de seus traços marcantes. Vá atrás dela Radamanthys! Seja feliz e a faça feliz igualmente!

- Como vou resgatá-la? Não vão liberá-la assim! Preciso de documentos, provas de sua ligação comigo e…

- Tenho certeza de que Saori e seu Patriarca poderão lhe ajudar, pois sua Fundação tem bastante facilidade em “mexer os pauzinhos” para facilitar esse tipo de burocracia.

- Acha mesmo que irão me ajudar, sendo que Hera tramou contra todos? - rebate ainda duvidoso.

- Olhe para o semblante de seus amigos… preste atenção, e veja se alguém terá coragem de te impedir de ser feliz… ainda mais por ela estar sem memória. Ela terá a oportunidade de ter uma nova vida ao seu lado… ao lado de quem a ama de verdade, e a quem ela também aprendeu a amar…

- C-como assim? Ela me ama…? - não acredita no que acabou de escutar.

- Sim… ela mesma me disse antes de ir a julgamento… “Diga à Radamanthys que o amo… pois creio que jamais voltarei a vê-lo…” - seca com as pontas de seus dedos a solitária lágrima que rola o rosto do inglês - Vá atrás dela… siga em busca de sua felicidade…

- Sim… eu irei. Obrigado, Vênus! - beija galante o dorso da mão da castanha, e segue para falar com Shion e Kanon.

A divindade suspira sorridente, e fala pra si mesma.

- Só falta falar com mais duas pessoas… - segue pelo bosque e o atravessa, chegando perto da praia de rochedos, onde Shaka e Shina estão, admirando o início do pôr-do-sol, alheios ao que estava acontecendo na festa.

Silenciosa, a deusa chega perto deles e fala com animação.

- Aí estão vocês! Estava mesmo à procura dos dois…

Eles se assustam, e ficam olhando intrigados para a divina mulher, que sorri com candura, e acaricia os rostos de ambos.

- Vim falar com ambos, pois são a maior prova de que o amor pode nascer nas terras mais secas e nos corações mais duros…

O casal se olha confuso, mas volta a prestar atenção nas palavras dela.

- Sei que estão confundidos, pois hoje em dia se amam com devoção, porém, nem sempre foi assim, não é mesmo?

Ambos acenam positivamente, e continuam atentos aos dizeres da deusa do amor.

- Os dois não tinham a mais vaga noção do que era o amor em sua essência. - olha para o loiro e fala seriamente - Shaka era um homem arrogante, soberbo, que achava que por si só se bastava, e que não precisava de nada nem ninguém pra se sentir confortável, e nunca se deixou levar por sentimentos, pois em sua mente, isso era nocivo e prejudicial à sua elevação espiritual. - dirige-se à Shina e continua séria - Você, minha menina, passou anos de sua vida crendo equivocadamente que a obsessão que nutria por Pégaso era amor, o que estava muito longe de ser, pois o amor é um sentimento libertador e não escravizador. - volta a olhar para os dois - Cada qual, ao seu jeito, foi endurecendo seus corações, suas almas, se fechando para o mundo, vivendo suas particulares tristezas e frustrações, ensimesmados numa redoma de solidão e vazio. Mas, graças a sabedoria de minha irmã, que mesmo totalmente fora de sua razão e moral, agiu corretamente, vocês dois se deram uma chance de serem felizes, de tentarem alcançar o amor, a alegria de dividirem mais do que sexo, mais do que paixão… aprenderam a solucionar pequenas questões, a superarem os obstáculos, as intempéries, as tristezas… aprenderam a amar…

O casal se olha com os orbes rasos d’água, pois o que ela dizia era certo: enfrentaram tudo juntos, unidos, pois se amavam verdadeiramente.

Ela dá um suave beijo na testa de cada um e sorri satisfeita. Gostava de ver o amor estampado no rosto dos apaixonados. Essa era sempre a sua maior recompensa.

- Que sejam felizes meus queridos, e que essa união possa transmitir à todos o melhor que existe em vocês, e que os frutos desta tragam ainda mais alegria e satisfação às suas vidas. - se afasta rumo ao mar, e sua figura vai se esvaindo como fumaça. Estava contente, pois fez o que queria com perfeição: abençoou o lar de sua irmã e a todos os seus habitantes.

O casal de Virgem se olha com paixão, e se beijam com volúpia, desejo…

Ele enlaça sua mão à dela, e fala sussurrando em seu ouvido.

- Vem comigo… vamos nos amar…

 

Continua…

 


Notas Finais


E aí meus amores? O que acharam desse penúltimo capítulo?

Finalmente Seiya conseguiu perdoar Saori, e todos enfim se entenderam!
Na verdade, ele gostava das duas de igual maneira, e jamais conseguiria se decidir entre uma ou outra, e a atitude da Saori, apesar de totalmente errada e reprovável, foi o que permitiu o trio Seiya x Shina x Saori seguir por outros caminhos, que os conduziriam à verdadeira felicidade.
É o famoso “escrever certo por linhas tortas” kkkkkkkkkkkkkk

Escolhi Giovanna para ser o nome de Geist por ser um nome simples e com um significado muito bonito, pois quer dizer “cheia da graça de Deus”.
Escolhi Albert para Camus por causa de Albert Camus, escritor francês de origem argelina, que foi a inspiração original de Kurumada para o nome do personagem.
Albert significa “nobre”, que combina perfeitamente com o gelinho, não acham?

Provavelmente eu faça uma side-story com a lua-de-mel desse quarteto, só não vou prometer uma data, pois isso depende de inspiração. Mas, deve ser divertido imaginar o Iceberg num lugar de praia e calor, e o Mu todo certinho em trajes mínimos, concordam?

Marin teve uma surpresa em tanto ao saber que está grávida! Nem ela e nem Aiolia esperavam por isso!
E o fato dela não ter percebido a gravidez é pelo pouco tempo, pois estimo umas duas semanas de gestação, e somente uma deusa poderia ter tal percepção.

Quanto ao castigo de Hera, achei que esse era o mais justo, visto que, o que ela faria, traria consequências graves e ela jamais seria soberana de coisa alguma, pois Chronos nunca daria esse mole pra ela kkkkkkkk
Parece uma punição muito radical, mas lembrem-se que Zeus não é flor que se cheire, e pode ser extremamente cruel quando quer.

O nome Joan coloquei em Hera, é uma homenagem à Joan Fontaine, musa da era de ouro de Hollywood, e uma das mulheres mais bonitas que já existiu, na minha opinião.
Quando pensei em Hera para a fic, eu a imaginei lindíssima como ela, que foi minha inspiração para a personagem em si.
Este é um link com a imagem dessa excelente atriz: https://goo.gl/images/zTzjQF

Shaka e Shina se emocionaram demais com as palavras da deusa do amor, que fez um breve resumo da história desses dois apaixonados.
Eu, pessoalmente, acredito que o amor pode alcançar à todos, independente de qualquer empecilho ou barreira. Ambos eram duros, arrogantes, amargurados. Mas, esse sentimento lindo os transformou em pessoas melhores, os tornando mais amigos, mais compreensivos e abertos ao novo.

Agradeço de coração à todas as meninas que fizeram campanhas ao longo da fic, em especial à Lisle, que sempre encabeça todas elas! Marin vai ter um bebezinho, e Rada vai atrás de Hera, pra tentar ser feliz! Muito obrigada à todas!

Vamos ver como será o desfecho desse lindo casal, semana que vem, no último capítulo dessa trama, que já me deixa com uma enorme saudade!

Fiquem à vontade para comentarem, para deixarem suas opiniões, impressões e críticas! Amo saber o que pensam!

Agradeço o carinho para com a fic, e espero vocês no último capítulo!

Mil bjos e até lá!


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