História Ensino Infundamental - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Arrependimento


1 de Abril, 2015

Eu tô bem feliz hoje(raciocina e você entende a piada).

Minha vida é tão interessante ao ponto de eu apenas relatar as coisas semana por semana, ou quase... Mas também falar sobre cada coisa que eu passo no dia-a-dia não seria nada agradável. Ou você gostaria de saber como eu tomo meu banho? Que músicas eu ouço? Como eu durmo? Acho que não, né? Primeiro porque todo mundo toma banho igualmente, ou pelo menos, eu acho... e eu não estou falando pelos homens, porque eu não tenho curiosidade em saber como eles tomam banho. Segundo... acho que não é tão ruim falar sobre músicas, mas eu gosto de rock, principalmente, e um pouco de Funk, resto é resto. E terceiro, dormir não precisa de meios, só fechar os olhos e pronto.

Bom, hoje é quarta-feira, e é pra ser só mais um dia comum.

-- Acorda, peste. -- Eu.

-- Ah, não... -- Ela se retorce na cama.

-- Deixa eu adivinhar... não vai hoje?

-- Não sei...

-- Você tem matemática hoje.

-- Eita porra, é mesmo!

Além de matemática ser uma das matérias mais 'reprovantes' pra minha irmã, a gente conseguiu uma professora que promete reprovar geral no último ano de fundamental... adrenalina não pode faltar no final do ano.

Na escola? Tudo sussa. Me surpreendi bastante com o pessoal que eu conheci. Já disse que não gosto de repetir as coisas, mas acho que explicando o porquê disso pode fazer você entender.

Pegando a minha infância, que não foi como a maioria delas são, e vendo como a minha adolescência está se desenvolvendo hoje, existe algumas coisas em comum, e talvez a mais importante delas seja o fator social fraco. Desde pequena, mesmo quando eu corria atrás de amizades, essa questão nunca foi o meu forte, e provavelmente, nunca vai ser. Mesmo quando eu era amigável, mesmo quando eu esbanjava alegria, mesmo quando eu era carinhosa, o maldito social nunca conversou comigo. Então, quando eu digo e repito, mesmo não gostando, que eu me surpreendi vendo que eu consegui me relacionar com alguém, é porque realmente, chegou em mim. Mas aí, vem a questão das 'falsas amizades', que também me consome de medo quando eu vejo que estou me relacionando bem, mas no fundo, a pessoa não liga pra mim. Ainda mais além, eu acredito que o social seja algo muito temporário, porque, quem realmente chega próximo, quem realmente te quer próximo, algum dia vai sair da sua vida, seja da maneira que for.

Bom... é por essas, e mais algumas outras razões que eu vivo pelo meu viver, por mais que seja difícil.

Na escola...

-- Bom dia. -- Falo com a Leticia, que tá sentada lá denovo.

-- Bom dia.

-- Você gosta desse lugar, né? -- Tentativa de criar assunto.

-- Um pouco. Não procurei outro.

Nós ficamos sentadas perto da porta da sala, esperando alguma coisa acontecer. Alguns minutos depois, os outros dois meninos aparecem.

-- Ai que lixo! -- Henrique joga a mochila no chão. Num tom de voz meio retardado.

-- Você sempre chega assim? -- Pergunto.

-- Às vezes.

É hora da aula! Estou tão empolgada! Espero sinceramente que você já tenha percebido o segredo.

Espero que você também não queira saber como eu estudo, porque eu não vou dizer mesmo.

Mais tarde...

Já são quase 17 horas da tarde. Neste momento, todo mundo conversa, grita, faz tudo... menos as tarefas. Eu, inclusive, já estou exausta nesse momento do dia, talvez, dormir até tarde não seja ruim! Na verdade, eu digo essas coisas apenas por dizer, porquê eu nunca tento.

-- Acorda!! -- Henrique grita do meu lado.

-- Ai, viado... tu me assustou... -- Odeio quando me dão sustos.

-- Não pode dormir na aula! -- Ele diz.

-- Mano, eu só não respondo como eu devo, porquê eu tô com sono...

-- E você ia dizer o quê?

-- No mínimo, eu ia te bater, e falar que se você fizer isso de novo, eu te quebro.

-- Eita porra. -- O Luiz se espanta.

Aliás, eu vou começar a chamar ele de Felipe, não só porque ele tem 'Felipe' no nome, mas também porque esse nome não combina muito com essa narrativa, ninguém mandou se chamar Luiz. Apelidos? Não dou, acho que é íntimo demais. Minha irmã me chama de Key. Acho fofo, mas na maioria do tempo a gente se chama por 'irmã'.

Em casa...

Cheguei em casa. Primeiro que a minha irmã, aparentemente. Antigamente, minha mãe dizia pra eu esperar ela, mas eu não espero mais, primeiro porque minha própria irmã não me quer de babá, e além disso, eu não quero ser babá de ninguém.

Bom... não tem bagunça por aqui, isso significa que ela, a pessoa mais poderosa  do baguio, está em casa, a MÃE.

-- Mãe? -- Procuro ela.

-- Oi! Tô aqui fora. Cadê sua irmã?

-- Não sei. Mãe, ela tem 14 anos, ela sabe se cuidar.

-- Não, não sabe. Você pode até saber, mas ela, não.

Parece que alguém resolveu aceitar que eu sou melhor.

-- E o que quer que eu faça?

-- Liga pra ela. Ela não tá namorando, né?! -- Ela olha no fundo dos meus olhos.

-- Eu não sei, mãe. Eu não me intrometo na vida dela.

Cinco minutos depois, a bandida chega.

-- Cheguei!! -- Ela, toda animada.

-- Mãe!! Ela tá sim!! -- Brinco.

-- Quê?!! -- Ela corre pra sala.

-- Oi, calma, eu tô o quê?

-- Pra você chegar animada assim, só pode tá de paquera. -- Falo.

-- Heim?!?! Tá louca guria?

-- É bom você não tá mesmo não. -- Minha mãe dá bronca.

As broncas da minha mãe são divertidas, geralmente ela nunca se estressa a ponto de dá uma surra na gente, ela sempre foi bem humorada, mas eu acredito que se minha irmã tivesse namorando mesmo, eu ia sentir o chão tremer hoje!

-- E se fosse minha irmã você nem ia brigar. -- Ela diz.

-- Claro que não, olha pra ela, o cara que namorar ela vai é sofrer.

-- E eu?

-- Prefiro nem pensar...

-- Ai, eu me divirto nessa casa... -- Digo.

Mas a minha mãe tem toda a razão, quem quiser se arriscar comigo, vai ter uma tarefa difícil: Me aturar.

4 de Abril, 2015

Já é sábado! Mas como eu já mencionei, eles não servem de nada pra uma pessoal antissocial que nem eu. Já a minha irmã quase sempre sai com os amiguinhos. Acho que melhor do que já é ficar em casa seria ficar nela sozinha... nada como ficar em casa sem ninguém pra te aborrecer ou te dar ordens. Esse é um dos fatores que me faz querer sair da casa da minha mãe o quanto antes, pois ela mesma admite que eu já sei me virar. Mas enquanto eu não posso, fico em casa, geralmente escutando música ou assistindo TV.

-- Porquê você não sai com a sua irmã? -- Minha mãe pergunta.

-- Eu gosto mais de ficar em casa.

-- Mas se ela, que não tem nem metade do seu juízo sai por aí, porquê você não aproveita?

-- Mãe... Acho que a senhora sabe muito bem que eu não sou de amizades.

-- Eu nunca entendi isso.

-- E quem me entende?

Ela estava varrendo a casa, e de repente paramos de conversar. Eu e ela sempre vivemos muitos desses momentos: eu relembro o meu passado, e ela me conforta.

-- Você é bem mais do que você pensa, Kate. -- Ela senta do meu lado. -- E se você ficar mal assim, lembre que eu estou com você. Eu realmente me arrependo de nunca ter notado isso antes, mas assim como eu já perdoei você e sua irmã de muitas coisas, eu vou sempre insistir que você me perdoe, perdoe seu pai, e principalmente, a sua irmã.

-- Mas porque minha irmã?

-- Lembra da época que você sempre ia pra casa da sua tia?

-- Aham...

-- Você não imagina o quanto que ela sentia sua falta. Sempre dormia comigo, porque não tinha você no quarto dela. Ela chorava... hoje nem tanto, porque ela cresceu.

-- Nossa... nunca tinha imaginado isso. Mas porquê ela não demonstra isso pra mim? -- Lá vem a choradeira!

-- Porque ela sabe o quanto impediu sua alegria. Ela quer te ter do lado, mas ela sempre lembra que foi a "culpada" da tristeza que você sente hoje, e isso nunca deixou ela conseguir o que quer.

-- Eu juro que isso nunca passou pelo meu raciocínio... mas até que a gente tá bem nesses últimos dias...

-- Vocês não estão "bem". Vocês estão simplesmente dividindo tempos, apenas convivendo, em vez de amar uma a outra.

-- Entendi... eu acho...

-- Kate, vocês duas têm muito em comum. Eu quero que vocês se divirtam juntas, brigas sempre vão ter, mas eu quero que você entenda, que ela te vê como um exemplo. Vocês têm a mesma idade, mas ela é só uma menina, e você, uma mulher feita.

-- Como assim?

-- Você sabe muito mais do que ela, sabe dos perigos que tem por aí, sabe enfrentar esses perigos. Ela é frágil, já você, demora pra alguém te derrubar, ninguém te engana fácil.

-- É... nisso tudo... a senhora tem razão. -- Deve ser porquê ela é uma MÃE...

-- Então, ajuda ela, mostre pra ela o que é bom e ruim. Eu sei que isso também é uma tarefa minha, e eu não vou deixar de fazer minha parte, mas você precisa mostrar que é companheira dela.

-- Eu não sei se eu consigo...

-- Eu queria muito ver vocês duas sorrindo juntas denovo... faz isso por mim. Lá dentro do meu quarto tem um álbum bem grande de fotos, pega ele. Não importa se você já viu, eles são justamente pra sempre relembrar os melhores momentos da nossa vida, vai lá...

-- Tudo bem, eu vou.

-- Ela te ama, Kate. Faça ela mostrar isso. -- Ela me dá um beijo na testa. CLÁSSICO.

Bom... depois desse discurso de mãe super-gente-boa, eu fiz o que ela me pediu.

E ele é bem grande MESMO!! Faz pelo menos uns cinco anos que ninguém toca nele. E já quando eu abro, lá está... eu e minha irmã, cada uma num berço... eu sinceramente não quero um espelho na minha frente só pra não ver os sorrisinhos que eu estou fazendo...

Depois, eu vejo uma foto, também de nós duas, no aniversário de 3 anos. A gente parece duas mortas de fome colocando bolo na boca, porque alguém não quis dar colher justamente pra ter essa foto fofa...

Depois, uma foto minha do lado do nosso falecido cãozinho... o Jaquinho! Eu tinha uns oito anos nessa foto, fui eu que dei o nome pra ele! Aliás, baseado no meu, hehe... Ele morreu ano passado, provavelmente não aguentou ver o jogo do Brasil naquela copa do mundo.

Por falar em futebol, uma foto do meu pai comigo numa quadra urbana, daquelas que tem em quase toda esquina.

Só que de todas elas, a minha preferida: a foto em que eu e minha irmã estamos segurando nossos novos amiguinhos da família, uma dupla de primos, no caso, uma menina e um menino. Tínhamos sete anos nessa foto, só que agora são eles dois que estão nessa idade... o tempo não espera mesmo né?

Aliás, logo eu trago esses dois pra cá, vai ser divertido!



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