História Entre O Agora E o Nunca - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori
Tags Sasusaku
Visualizações 165
Palavras 2.574
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura e leiam as notas finais

Capítulo 28 - Capítulo vinte e sete


Quando acordo na manhã seguinte, o sol brilha através da enorme janela, mesmo com as cortinas fechadas. Estou sozinha na cama, mas sei que não estou sozinha na casa. Foram os passos de Sasuke no piso fora do quarto, com seus sapatos elegantes, que me acordaram. Meu coração está exausto, mas minha mente e meu corpo parecem renovados. Não consigo lembrar quando foi a última vez que dormi tão profundamente.

Acho que nunca.

Eu me levanto do colchão, me desvencilhando do lençol. Não consigo acreditar no que fiz ontem à noite, mas fiz e acabou, e posso encarar Sasuke e não sentir vergonha ou então posso me esconder dentro deste quarto pelo resto da vida.

Escolho a alternativa mais realista.

Quando saio do quarto, me pergunto por que não acordamos antes de amanhecer e partimos, como ele planejou.

Ele está sentado sozinho na sala de estar quando paro à porta, completamente vestido com seu melhor terno e as costumeiras bolsas no chão a seus pés, menos a que contém o dinheiro.

Há um jornal em sua mão e uma caneca de café puro na mesa perto da poltrona.

— Por que a gente não saiu cedo? — pergunto, entrando na sala.

Ele abaixa o jornal e então decide dobrá-lo e deixá-lo na mesa, perto do café.

— Achei que você precisava dormir.

Fico constrangida, fracassando em minha tentativa de não sentir vergonha de minha aventura sexual, mas na verdade duvido que sua resposta tenha qualquer coisa a ver com isso. — Obrigada — digo.

Olho para ele de novo.

— Pelo jeito, você vai ter que me comprar mais um par de sapatos — comento, apertando os dedos dos pés nus contra o chão frio e duro, com as mãos atrás das costas.

Os sapatos que ele me comprou ficaram na casa de Konan quando tivemos que sair de lá às pressas. Não tenho tido muita sorte com sapatos ultimamente.

— Isso já foi providenciado — diz ele, cruzando as pernas e alisando o colete.

Olho ao redor, procurando sacolas de lojas de departamentos ou talvez roupas femininas que tenham sido deixadas ali por qualquer motivo.

Uma mulher baixinha, de meia-idade, usando uniforme azul-marinho entra pela porta da frente, carregando uma bolsa espalhafatosa em um braço e várias sacolas gigantes no outro. Um molho de chaves tilinta em sua mão depois que ela fecha a porta com o quadril. Ela consegue jogar as chaves na bolsa, girando o pulso desajeitadamente para alcançá-la.

— Ah, você deve ser Izabel — diz a mulher, com os olhos brilhando. — Eu sou Ophelia. Prazer.

Faço um cumprimento de cabeça e me apresento, embora ela aparentemente já saiba meu nome; bem, o nome que Sasuke me deu, pelo menos.

Ela deixa a bolsa cair no chão e anda pelo espaço amplo da sala de estar, na minha direção, com as sacolas ainda penduradas no braço, parecendo cortar sua circulação.

— Você acertou o tamanho — diz ela, olhando para Sasuke, e ela deixa as sacolas no sofá impecavelmente limpo. — E eu tenho uma filha do seu tamanho — diz ela, olhando para mim, agora —, então espero ter escolhido bem. Meleena deu trabalho quando era mais nova, pode ter certeza. — Ela gesticula dramaticamente com as mãos. Seus dedos são cheios de anéis. — Claro que foi culpa minha, por criá-la usando Versace e Valentino, mas ela é a garota mais invejada quando entra em qualquer ambiente, então acho que o sofrimento que ela causou em mim e na minha conta bancária valeram a pena. Venha, me deixe ver você. — Tento disfarçar a expressão constrangida que sei que está no meu rosto enquanto ela puxa um lindo vestidinho floral de uma sacola e o encosta em mim.

Decido olhar para Sasuke em vez disso, esperando que ele me diga exatamente quem é a mulher e o que ela está fazendo ali.

Seus olhos sorriem para mim.

Não consigo acreditar. Ele sorriu para mim?

— Serve perfeitamente — diz Ophelia.

Mas então ela deixa o vestido de lado e começa a tirar outras peças de roupa da mesma sacola. A seguinte está cheia de caixas de presentes, e ela abre cada uma e desembrulha um vestido enrolado em papel de seda extravagante e tule, que provavelmente custou mais do que vale. Enquanto segue tagarelando sobre sua filha mimada porém “merecedora”, ela inspeciona cada um dos vestidos, encostando-os em mim como que para imaginar como vou ficar neles.

Ou talvez imaginando como “Meleena” ficaria neles.

Essa mulher é bem esquisita.

— Claro que, depois que o pai dela foi embora, precisei arrumar um emprego. — Ophelia balança a cabeça e me olha como se o fato de ela ter um emprego fosse a coisa mais lamentável que já aconteceu. — Então, para sustentar Meleena e seu gosto tão caro, entrei para o ramo. Olhe, experimente este. Hoje o dia está bonito, então você deve usar alguma coisa combinando.

— Que ramo, exatamente? — pergunto.

Eu me viro de costas para eles e tiro a camiseta. Mal olho para o vestido que Ophelia me passa, mais curiosa a respeito dela, na verdade.

Sasuke bebe seu café e finge ler o jornal. Ou talvez não esteja fingindo. Metade do tempo eu não tenho certeza, com ele.

— Da faxina — responde ela.

Fico um pouco confusa, e ela percebe, tenho certeza.

— Você consegue... comprar Versace e Valentino com salário de faxineira? — pergunto, incrédula. — Sem querer ofender.

— Não ofendeu — diz ela, enfiando o vestido pela minha cabeça. — Mas consigo, sim. Só trabalho para quem pode me pagar. Celebridades, músicos; sabe, gente que tem tanto dinheiro que não sabe o que fazer com ele. Gente rica contrata alguém para fazer as coisas mais sem importância, só porque pode. Eu lucro com a tolice deles. — Ela olha para Sasuke. — Sem querer ofender.

— Não ofendeu — diz ele, tomando mais um gole de café.

— Ah, entendi — digo enquanto o tecido fresco e fino desliza pela minha pele.

Eu me viro depois de me vestir.

— Sim, acho que este ficou perfeito — diz ela, pondo as mãos na cintura e me olhando de alto a baixo. — Mas você deveria usar um sutiã sem alças, pelo menos.

Ophelia mexe em outra sacola enquanto lança um olhar para Sasuke.

— Pelo jeito, você acertou o número do sutiã dela também — diz ela, e sinto meu rosto corando de novo.

Acho que ele deve ter uma boa ideia do tamanho, considerando tudo.

— As roupas de baixo foram as únicas que eu tive que parar e comprar enquanto vinha para cá. O resto, roubei do quarto da minha filha. Tem uma bolsa e mais algumas coisas básicas aí também. — Ela põe o sutiã na minha mão. — Aposto que com as roupas que ela tem naquele quarto e nunca usou já dá para comprar um Bentley.

Visto o sutiã sem alça que Ophelia me deu, depois de arrancar a etiqueta, e ela me ajuda a fechá-lo nas costas, já que tenho dificuldade para fazer isso sozinha. Depois ela fecha o zíper atrás do vestido rendado floral rosa-claro e eu tento me ver nele. É bem curtinho, alguns centímetros acima dos joelhos. E pinica na gola, que é alta. Não estou acostumada a usar coisas assim, ao menos não em todo lugar, exceto por algumas horas em alguma festa, onde eu só precisava ficar quietinha e bonita. Com Sasuke, pareço passar mais tempo fugindo para salvar minha vida do que ficando quietinha.

A seguir vêm os sapatos.

— E-eu acho que qualquer coisa de salto não é boa ideia — protesto delicadamente quando ela abre a primeira caixa.

De jeito nenhum vou usar esses. São lindos, sim, mas nem morta.

Ophelia olha para Sasuke de novo. Ele assente para ela, como se dissesse que está tudo bem.

Ela fecha a caixa, decepcionada, e abre outra.

— Não é o que eu escolheria para usar especificamente com esse vestido — diz ela —, mas pelo menos combina.

Ela deixa as sandálias de tiras cor creme no chão, diante de mim, e eu as calço. O sutiã é desconfortável — acho que qualquer sutiã incomodaria, depois de tanto tempo sem usar —, me apertando debaixo dos braços. Tento resistir ao impulso de ajeitá-lo, mas perco a batalha depois de seis segundos. Sei que não devo parecer muito uma dama no momento, puxando o elástico apertado com os braços para cima e fazendo caretas de desconforto. Quando acho que consegui ajeitá-lo, relaxo os braços novamente e fico parada ali, constrangida.

— Você está bonita — diz Sasuke da poltrona, com o jornal apoiado nas pernas.

Você também...

— Obrigada — digo, e desvio o olhar.

Nunca senti tanto medo de olhar nos olhos dele. A humilhação é mais forte do que eu pensava. Quanto mais ele me olha, mais paranoica fico sobre o que está passando pela sua cabeça agora. Não sei o que deu em mim ontem à noite. Entrei no quarto dele com paixão e desejo nos olhos, mas em algum momento, que acho impossível determinar, me transformei em uma masoquista psicótica.

Mas ele deixou. E não sei ao certo o que pensar disso. Sei que ele não sentiu nenhum prazer com isso, nem eu esperaria que sentisse, mas, de nós dois, só eu pareço estar constrangida com o fato.

Sasuke se levanta da poltrona e deixa o jornal na mesa. Ele enfia a mão no bolso direito e tira um rolo de notas.

— Pelas roupas da sua filha — diz ele, pondo o dinheiro na mão de Ophelia. — E aí tem o suficiente para pagar pelo seu tempo também.

Ela enfia o rolo no bolso.

— Então acho que é isso — diz Ophelia. — Se decidir se mudar de novo para estes lados, sabe como me encontrar. Meu preço vai continuar o mesmo para você.

Sasuke assente.

— Pode deixar — diz.

Ophelia se vira para mim com um grande sorriso nos lábios fechados.

— Mantenha esse cara na linha — diz ela. — E experimente usar salto. Você vai ficar sensacional.

Retribuo o sorriso.

— Vou pensar.

Ela me dá um tapinha no braço ao passar, pegando sua bolsa do chão a caminho da porta.

Muito tempo depois que Ophelia vai embora, continuo olhando para a porta. Não estou pensando nela, mas não tenho coragem de olhar para Sasuke.

Ele anda até parar na minha frente e segura meus cotovelos. Meus braços estão levemente cruzados na barriga.

— Sakura — diz ele.

Ergo os olhos para encará-lo, e antes que ele possa dizer o que planeja, desato a falar, baixinho:

— Olhe, desculpe por... Sasuke, eu não estou maluca, nem... bom, me desculpe mesmo.

— Não precisa se desculpar — diz ele.

Eu apenas olho para ele.

— Você toca maravilhosamente bem — continua ele. — Já pensou em tocar como profissional?

Muitos longos segundos se passam antes que eu consiga responder.

— Já considerei subir em um palco em algum lugar — digo, e ele solta meus cotovelos. — Mas não tenho mais nenhum interesse por esse tipo de coisa. Só quero tocar para mim mesma.

Para evitar encontrar o olhar dele de novo, vou até o sofá e começo a organizar as roupas em uma pilha caprichada sobre a almofada.

De costas para ele, continuo:

— Nem imagino o que vou fazer quando chegar à casa da minha tia, mas vou pensar. Vou estudar alguma coisa, e depois, talvez eu comece a... — Não consigo terminar porque não sei o que dizer. Fujo do assunto, mexendo ansiosamente no tecido em minhas mãos: — Pelo menos vou estar bonita quando encontrar com ela. Talvez ela me aceite, agora que estou usando roupas que não vieram da liquidação de alguma loja barata.

— Pode me prometer uma coisa? — pergunta Sasuke.

Eu me viro para olhá-lo.

— Acho que lhe devo essa — digo. — O quê?

— Que vai tocar para mim de vez em quando, só isso.

— Como assim?

Ele se curva sobre uma estante e pega outra maleta. Então se aproxima de mim e a deixa no sofá, abrindo os dois fechos laterais.

Quando ele a abre, está vazia. Ele aponta rapidamente para minha pilha de roupas.

— Nosso avião parte daqui a uma hora — diz ele. — Daqui em diante, a menos que eu dê ordens contrárias, você é Izabel Seyfried e é muito segura de si. É voluntariosa, tem língua afiada, mas deixa sempre que só eu fale, a não ser quando sente a necessidade de dar sua opinião, seja qual for o assunto, mesmo quando ninguém pedir. Você não tem medo de nada, mas emana um ar de vulnerabilidade que você secretamente sabe, é claro, que motivaria um homem poderoso a querer descobrir como seria domá-la. Você é rica, embora ninguém precise saber de onde vem o seu dinheiro, apenas que tem o suficiente para limpar o rabo com notas de 100 toda vez que caga. E o único homem em qualquer ambiente que pode amansar você sou eu, e é quase certo que precisaremos demonstrar isto ao menos uma vez durante esta missão. Portanto, mantenha isto em mente: seja o que for que eu fizer com você, entre no jogo. E seja o que for que eu mandar você fazer, faça sem questionar, pois pode significar a diferença entre a vida e a morte. Entendeu?

Olho para ele sem expressão.

— Você vai me levar com você? — Há umas cinquenta perguntas rodopiando em minha cabeça, mas essa é a única que consigo pinçar do turbilhão.

Ele se aproxima de mim.

— Sim — responde ele. — Vou levar você comigo em uma missão porque quero que você veja como é. Precisa entender que a vida que levo não é para você. — Ele pega minhas mãos e se senta comigo no sofá, empurrando a maleta para o lado. — Espero que isso a ajude a aceitar melhor uma vida normal; com uma faculdade, um emprego, amigos e namorados.

Ele aperta minhas mãos mais firmemente e eu começo a olhar para além dele, pensando no que ele disse, em seus motivos para fazer isso. Por um momento me pergunto quem, de nós dois, ele está tentando convencer.

— Sakura, escute com atenção — diz ele. — Se escolher ir comigo, saiba que pode morrer. Vou fazer todo o possível para manter você a salvo, mas isso não é uma garantia. Por mais que você confie em mim, nunca, sob qualquer circunstância, deve confiar totalmente em alguém. No final, você só pode confiar em si mesma. Eu não sou seu herói. Não sou sua alma gêmea que jamais deixará que nada de ruim lhe aconteça. Sempre confie em seus instintos primeiro e em mim, se decidir confiar, por último.

Faço que sim, apreensiva.

— Então, o que vai ser? — pergunta ele. — França ou Los Angeles?

Não preciso pensar a respeito, na verdade, porque sei o que quero, mas finjo pensar, para parecer menos irracional.

— Los Angeles — digo, soltando o ar dos pulmões.

Sasuke me olha nos olhos por um momento. Há um ar de contemplação e até um pouco de hesitação em seu semblante.

Ele se levanta e alisa o terno.

— Então faça suas malas — diz ele ao se afastar. — Vamos partir em dez minutos.


Notas Finais


Gostou? Comente, por favor, eu preciso da opinião de vocês.

Me sigam: @_MyTika

Vejam minha nova fanfic:
(Minha sereia)
https://spiritfanfics.com/historia/minha-sereia-10907111

Obrigado por ler até aqui, tchau, bjs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...