História Entre o metal e a magia. - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Steampunk, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Projeto


Quando Pedro e Kale viram Anne caminhando na direção deles, ambos tentaram se esconder um pouco mais atrás de uma pilha de caixas na esperança de não serem pegos, contudo em vão. Ao ouvir o nome de Pedro eles se revelaram, a pele branca do garoto ficou vermelha e de cabeça baixa.

- eeh...oi mãe...quando você... – disse o jovem em uma mistura de vergonha e nervosismo.

- soube que você estava me seguindo antes mesmo que Kale te chamasse, se quiser realmente me seguir sem ser pego pelo menos tire a cartola, é chamativo – Anne o olhava de cima para baixo, seu olhar deixava claro o que sentia...decepção – lhe falta astúcia Pedro, e a você Kale falta discrição.

Os dois jovens se encolheram ao ouvir Anne falando, sua voz era firme, dava medo. Então ela fez um sinal com a cabeça para que a seguissem, Pedro se perguntava onde ela o descobriu, mas guardou aquela pergunta para depois.

- Sra. Lewis, como consegue chegar a conclusões nos seus casos tão rápido? – perguntou Kale, de forma direta e sincera, sem hesitar.

- então ouviram a conversa também, como eu imaginei – a mãe de Pedro andava na frente deles, e não olhava para trás enquanto falava – é uma questão de prática, vendo tantas cenas de crime você acaba por desenvolver uma “visão além do alcance”.

- mãe, sabe quem é o assassino em série? – Pedro também foi direto, não gostava de ficar para trás.

- ainda não, mas há suspeitos – Anne andava com classe, sempre de cabeça erguida – logo descobrirei, falta pouco.

- mãe, como essa mulher foi assassinada em uma rua tão movimentada e não teve testemunhas?

- a sua pergunta se responde, Pedro. O fato de ser movimentado foi o que ajudou a não ter testemunhas, aquela rua durante a noite é sempre cheia e tem muito barulho, o assassino usou isso ao seu favor.

Após essa resposta Pedro começou a pensar no caso com mais crítica, mas não entendia nada do que estava acontecendo, por que alguém faria isso? Como alguém consegue ser tão insano e doentio? Por que só mulheres? Perguntas e mais perguntas o perturbavam, mas não chegava a nenhuma resposta.

Após instantes de silêncio, Kale resolveu voltar para a escola, não podia perder mais aulas e não queria que a escola ligasse para seus pais. Ela fez um sinal com a cabeça que Pedro já conhecia, a noite iriam conversar por cartas expresso. Depois de alguns mais quarteirões, chegaram em casa, o pai trabalhava com atenção usando os óculos com múltiplas lentes de aumento em um pequeno relógio de bolso, acabou por não perceber que Pedro havia regressado com a mãe. Subiram as escadas e logo Anne disse:

- me mostre seu projeto.

Pedro travou. Ele ainda estava incompleto, não gostava que vissem seus inventos inacabados.

- Não está pronto ainda mãe, mas se esperar 1 hora eu trago ele para você.

Anne consentiu e se afastou, o jovem logo subiu as escadas, entrou no quarto e trancou a porta. Preparou os materiais e retornou ao trabalho, acertando os últimos detalhes e finalizando a estética da invenção. Os minutos se passavam e Pedro se manteve focado, o menor erro poderia não ser nada interessante ao usuário, então precisão e delicadeza eram imprescindíveis. Suas mãos trabalhavam com tamanha destreza que poderia ser um profissional, as peças se encaixavam umas nas outras e iam formando uma máquina completamente diferente das outras que ele já havia feito.

Era sua décima criação, a primeira foi feita dois anos antes, era uma pequena esfera de 3cm de diâmetro com quatro pernas, que ao apertar a parte superior começava a andar sem parar feito com a ajuda do pai, mas acabou parando de funcionar por bater nas paredes muitas vezes. Ao lembrar daquilo uma nostalgia tomou conta do garoto, que começou a se lembrar de seus primeiros desenhos, algumas boas ideias e outras praticamente impossíveis, iam de simples brinquedos até máquinas voadoras, contudo como ele não sabia usar sistema de comando remoto então a maior parte deles não saía do papel.

Foram muitos os projetos feitos, mas nada se igualava àquele, nem por função e nem por complexidade, foram dias de desenhos, dezenas de dias trabalhados na relojoaria, várias idas ao mercado, finalmente o trabalho árduo e delicado feito noites a fio naquele quarto estava chegando ao fim.

Após 50 minutos, estava pronto, a invenção que ajudaria sua mãe a parar o terror daquele que se autointitulava como Asmodeus.



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