História Entre Primos - Capítulo 2


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esta fic será beeem hot, então não polparei nas cenas kkkk boa leitura.

Capítulo 2 - Deliciosa Oportunidade


Fanfic / Fanfiction Entre Primos - Capítulo 2 - Deliciosa Oportunidade

No dia seguinte acordei cedo para preparar o café da manhã para nós dois, o Itsuya não ia trabalhar naquele dia, era domingo, e a minha prova seria dali a duas horas.

A noite, diferente do que pensei, fora tranquila, depois que tomei banho, fui dormir exausto, e toda aquela preocupação me fez cair em um sono sem sonho. Acordei com as energias renovadas e com os pensamentos positivos, eu iria passar naquela prova e finalmente me afastaria do meu primo antes que o autocontrole falhasse.

—Bom dia, dormiu bem? -Perguntou assuntando-me, eu estava à beira do fogão, preparava panquecas. -Está assustado? -Eu o ouvi sorrir e não tardou para senti-lo abraçar-me por trás e dar-me um beijo no pescoço. -Boa sorte hoje, criança.

—Obrigado. -Respondi baixinho e ouvi uma cadeira ser arrastada, ele sentava-se à espera do café da manhã. -Não vai me contar o que aconteceu ontem para você voltar tão debilitado?

—O de sempre, o problema é que eles já sabem quem sou e meio que estão se juntando em grupo, mas não se preocupe, eu resolvo.

Coloquei as panquecas nos pratos e sentei-me ao seu lado.

—O bom de ir morar em outro lugar, é que não vou perder o juízo preocupado com você todas as noites. -Aleguei e logo em seguida levava um pedaço da panqueca à boca, ele fizera o mesmo e vi as suas bochechas corarem.

—Está ótimo. Vou sentir falta da sua culinária.

—Sei, mas enfim... você está melhor?

—Sim, quase não sinto nenhuma dor, as suas mãos são maravilhosas. -Esta palavra me fez corar, ele nem ao menos vacilava ao falar este tipo de coisa, senti-me pior ainda, pois eu insistia em acreditar que ele sabia de tudo e que estava fazendo jogo duro, mas no fim eu tinha a certeza de que eram apenas paranoias. Ele poderia me abraçar, dormir abraçado ao meu corpo, deixar que eu ficasse sentando dentre suas pernas enquanto assistíamos filme, deixar que eu o tocasse enquanto estava despido, ele apenas me via como um primo e que me enchia de mimos, pois prometera a minha mãe que cuidaria de mim até a maioridade, esta que não estava longe.

—Está exagerando quando diz isso.

—Claro que não, não sou de mentir ou de querer agradar, quando eu dou um elogio, é porque ele é bem merecido. Aceite, você será um bom estudante de medicina e se sairá perfeitamente bem nessa prova de hoje.

—Você me superestima, Itsuya, isso me constrange.

—Acho visualmente agradável quando você fica constrangido assim. -Ele virou-se para o meu lado, a sua cadeira ficava quarenta centímetros distante da minha. -Por que ontem você também estava assim, em? -Perguntou-me apertando a minha bochecha.

—Para, Itsuya! -Exclamei dando um tapa em sua mão, ele sorriu e insistiu naquela pergunta, o que me encurralou. Passou rapidamente pela minha cabeça, revelar tudo que estava acontecendo comigo, mas não achei coragem para tal, contudo, mesmo se eu passasse na prova, a minha mudança de casa para o campus, só seria dali a dois meses. Eu teria sessenta dias correndo o risco de não conseguir me controlar diante do meu primo. -Eu não estava constrangido, eu estava... preocupado, você chegou com hematomas em lugares diferente, está... está sendo espancado, eles estão conseguindo tocar em você e isso me desagrada. -Baixei a cabeça e descansei os talheres sobre a meia panqueca, então o ouvi arrastar a cadeira para me abraçar descansando a cabeça em meu ombro, enquanto seus braços enrolavam-se em minha cintura.

—Eles me encurralaram bem perto daqui, eu não pude correr para casa, não quero que saibam que você é meu parente, eu tive que fingir que estava perdendo para eles irem embora. -Revelar aquilo não me fez ficar melhor, saber que ele chegou desabilitado daquela forma por minha causa, só me fez querer ainda mais sair daquela casa, sair da vida do Itsuya. –Eu sabia que você ficaria assim, pensei em não contá-lo o que realmente aconteceu, mas você sabe, não gosto de esconder nada de você. –Beijou-me na testa e aqueles lentos segundos me foram o suficiente para reagir aquilo da maneira mais desnaturada possível. Segurei-lhe o rosto com as duas mãos, o encarei em silêncio enquanto ele me olhava encantadoramente.

—Itsuya... –Deslizei o meu polegar sobre aqueles finos lábios e a vontade de beijá-los me tirava da sanidade. Senti-o esquentar as bochechas, eu o havia deixado corado e paralisado permitindo-me fazer o que eu bem quisesse e quando me aproximei guiado pelo meu desejo, quando os meus lábios estavam a dois centímetros dos dele, ele me sussurrara:

—Se você passar poderá fazer o que quiser comigo. –Ao ouvi-lo dizer aquilo, afastei-me bruscamente, eu havia passado dos limites, e sem resposta fui correndo para o meu quarto, quando cheguei neste, joguei-me na cama e abafei o meu choro no travesseiro, não tardou para ouvi-lo bater à porta.

—Você me preocupa quando age assim. –Falou detrás da porta e ao não ouvir uma resposta, procedeu. –Kanji, você está nervoso com a prova, eu sei, mas pense que a minha proposta seja uma motivação, você poderá me pedir para ir buscar a sua pizza favorita no outro lado da cidade, não terei desculpa para recusá-lo. –E eu pensei que a sua proposta se referia ao seu corpo, como eu era pervertido, e isso só me encheu mais de ódio, afundei mais ainda a minha cabeça no travesseiro, eu podia ouvir a armação dos meus óculos estralar. –Não se afunde nesta responsabilidade... –Não o permiti que procedesse com a frase, levantei-me bruscamente e abri a porta com a mesma euforia, o encarei ofegante e ele me sorriu lindamente. -...você é muito birrento, sabia? –Abracei-o sem motivos, a minha cabeça batia em seu peito, ele ainda tinha que se envergar para encostar o seu queixo em meu cocuruto.

—Desculpa. –Pedi escondendo o meu rosto em sua camisa, aquele cheiro me enlouquecia, o apertei em meu abraço, o suficiente para senti-lo sob aquela calça de moletom.

—Você não voltará nas férias, não é mesmo? –Senti uma agulha espetar o meu coração. –Por isso está todo estranho nesses últimos dias? –Afastei-me atordoado, eu não sabia o que dizê-lo. –Por que não quer voltar para a casa que foi da sua mãe?

—É que... Bom... Eu conheci uma garota que fará o mesmo curso que eu, então, se desse certo, eu não queria desperdiçar o tempo livre que teríamos.

—Eu sou um desperdiço de tempo para você? –Perguntou da forma mais ingênua e sensual possível, fiquei sentindo aquela dorzinha familiar detrás do pescoço que eu sempre sentia quando o encarava demais.

—Não... Não é isso...

—Você pode trazê-la para cá, não me importo com barulhos estranhos.

—Não... bom... é que você é muito bonito e ela poderia me trocar por você.

—Se ela tiver este caráter, então ela não te merece... porém, eu não ligo muito para garotas, não da forma que todos pensam.

—Como assim? Então... –Senti o meu peito inchar e o ar me faltar nos pulmões. -...você prefere...

—O que? Homens? Claro que não, a macharada não faz o meu tipo, pele grossa, suores excessivos, não me vejo excitado com estes tipos de coisa.

—Mas...

—O que eu quero dizer, é que não preciso tanto de garotas, quando eu quiser sair com alguma, eu saio, você sabe a facilidade que eu tenho nisso, é tão fácil que não é prazeroso. Prefiro desafios, e uma universitária que troca o namorado pelo primo dele, é de longe o meu tipo de garota. –Respirei fundo e migrei o olhar para o chão, as chances que achava que tinha, resumiram-se de quase nada, para absolutamente nada. –Então era esse tipo de conversa que você queria ter comigo? Falar sobre garotas? O que você quer saber sobre elas, eu não sei de muita coisa, pois cada moça é uma moça. –Procedi em silêncio. –Kanji! Você está tão ansioso em agradá-la que está ficando paranoico, foi por isso que você quase me beijou na cozinha? –Esbugalhei os olhos e as palavras me fugiam, fiquei sacudindo as mãos enquanto eu o assistia sorrir com dentes a mostra. -Você nunca beijou ninguém? –Indagou-me num tom baixo e sensual. Conceituei com a cabeça. –Se ficar apenas entre nós dois, eu posso ajudá-lo com isso.

—N-Não, não se preocupe. –Mas ele queria me ajudar naquilo. Aproximou-se, me teve pela cintura e segurou no meu queixo, estava um pouco agressivo, mas aquilo me agradou.

—Só digo logo que os meus lábios não são que nem os delas, se bem que... –Deslizou o seu polegar sobre os meus lábios que estavam afastados. -... os seus são macios, você, Kanji, é todo delicado, tem mãos macias, cintura fina, és o tipo de homem que me deixaria confuso. –Concluiu retirando os meus óculos, eu estava entregue a ele e fechei os olhos logo mais o senti beijar-me. Um calafrio percorreu por todo o meu corpo, o sabor daquela pessoa estava me tresloucando e desesperadamente fui em busca de sua língua e quando a encontrei ele me largou subitamente e entendi o que havia ocorrido, puxei a minha camisa para cobrir a ereção que o beijo provocara em mim. Estava constrangido, eu queria sumir, correr dali, mas as minhas pernas não me obedeciam. Eu não pude encará-lo, mas o medo de ele me odiar me fez lagrimejar. –Não se preocupe, é normal isso acontecer.

—Por que eu seria... seria o tipo de homem que o deixaria confuso? –Ele gargalhou descontraído, coçou a cabeça e me respondeu displicente.

—Só falei aquilo para você relaxar e se envolver, e pelo jeito... você se envolveu até por demais.

—Você não...

—O que? Fiquei excitado? Desculpe-me, mas não, nem se fosse com uma garota, isso não seria o suficiente, mas... por que a pergunta?

—Como vou saber se estarei agradando a minha parceira? –Indaguei sem pensar no que eu estava fazendo, ele pressionou os lábios, concordara com a minha dúvida, deu de ombro e me respondeu.

—Assim como você ficou, elas também ficam, para saber se você está no caminho certo, só tem um jeito e é através do tato, mas isso se não for feito corretamente, poderá assustá-la e estragar tudo, mas não posso continuar a explicar sobre isso, se arrume e vá fazer a sua prova. Não a perca, se não perderá a oportunidade de conhecer a garota pessoalmente. –Assenti com a cabeça e o obedeci.

Fui fazer a prova e logo quando cheguei no campus, a ansiedade me pegou de jeito, nas horas seguintes, com o decorrer do exame, eu consegui focar nas questões e por um bom tempo , não me veio o Itsuya em mente.  



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