História Entre Primos - Capítulo 4


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Estimulante


Fanfic / Fanfiction Entre Primos - Capítulo 4 - Estimulante

Mais uma vez eu me encontrava angustiado, estava na cozinha esperando a tia Mai servir o jantar, ela cantarolava animada, nem imaginava que naquela noite o filho não poderia voltar.

—O Tsu te disse para onde ele foi? –Perguntou-me quando me serviu.

—Não, mas não se preocupe, ele sempre sai assim, do nada.

—Será que é namorada?

—Espero que não. –Respondi tão rápido que nem percebi que uma veia delatava na testa da tia Mai.

—Por que não? –Indagou calculista.

Consegui driblar a tia Mai com uma história de que logo logo o Itsuya estaria voltando para a fazenda, pois se recusava a morar na casa da tia e que por ser longe, uma namorada da cidade nunca se sentiria confortável no campo. Ela enxergou sinceridade em minhas palavras e disse até que sentia pena do filho, em relação a essa teimosia de não querer morar no apartamento que fora de sua tia e que agora pertencia ao primo.

Após o jantar, a tia Mai ficou no quarto do filho, eu a levei alguns lençóis limpos. Ela se queixava da falta de camisinha e de desorganização.

—O meu filho é estranho, veio para a cidade só para tocar em uma simples lanchonete, já cogitei até que poderia haver uma garota especial lá, mas não achei nenhuma foto, nenhuma carta, nada, nenhum presente, nem camisinhas. Não vejo rastros de maconha, de nenhuma droga, ele não bebe, não é imundo, as suas roupas são cheirosas, passadas e dobradas, nem parece que este quarto pertence aquele ogro de três metros de altura. –Eu fiquei a ouvi-la pasmo, eu não achava nada de estranho no comportamento do meu primo. – A Mei, com certeza ficaria feliz em deixar a casa dela nas mãos de um sobrinho tão organizado. –Concluiu emocionada, eu não sentia a mesma dor que a tia Mai sentia pela perda da irmã, mas a presença da mamãe me fazia falta, ela morrera há três anos, mas eu ainda pensava que a qualquer momento retornaria de uma das suas longas viagens.

—A senhora quer que o Itsuya traga garotas para cá?

—Não de modo libertino, você deve entender, Kanji, o Tsu esse ano entra na família dos trinta, e o histórico de fertilização dos nossos homens, diz que ele não tem muito tempo para formar uma família e eu sempre o ouvia dizer que desejava ser pai. –Aquelas palavras me caíram como uma pedra em chamas, eu nunca ouvi o Itsuya mencionar filho, ou melhor, eu nunca o perguntei sobre esse assunto. –Você me parece surpreso, ele nunca o contou isso?

—Deve ter mencionado.

—Por ter sido criado sem o pai e por viver longe dos seus tios, você não deve conhecer esse infeliz histórico. Os homens da nossa família, tendem a perder a fertilidade e a potência sexual antes de completarem quarenta anos, você também está nesse meio, mas ainda é muito novo, tem tempo para pensar no caso, mas o Tsu... É lamentável que um rapaz tão bonito quanto o meu filho, não esteja aproveitando enquanto ainda tem potência. Se vocês forem tão íntimos quanto aparentam ser, você já deve ter o visto pelado, o Tsu tem uma arma potente, mas lhe faltará munição. –Eu poderia ter ficado constrangido naquele momento, mas o tom em que a tia Mai falava, era malicioso.

—Por que a senhora está falando do pinto do seu filho comigo? –Indaguei desconfiado.

—Por que eu quero um neto e você vai me ajudar com isso.

—Isso não cabe a você decidir. 

—Está com ciúmes? Seria injusto se tivesse, você o abandonará, o fez perder tempo, o Tsu depois que veio morar aqui, só se preocupa com você. Eu sei que a Mei foi uma ótima tia para ele, mas não vejo motivos para tanta preocupação, ele não precisava ter desistido da faculdade, afinal só faltava um semestre, por que ele fez isso? –Eu não tinha palavras para respondê-la. –Hoje eu percebo que vocês são íntimos, estão extremamente acostumados com a presença do outro, preocupei-me quando os vi dormindo juntos, pensei que o Tsu estivesse te seduzindo e por este motivo não mencionou mais em ter uma família, pensei que ele estivesse deitando com você. Tive medo, eu não quero um filho gay. –A fome desaparecera, eu não pude sentir dor maior ao ouvir a minha tia favorita me magoar daquela forma, ela seria a primeira pessoa a apontar o dedo na minha cara, caso eu desabafasse o que estava se passando comigo.

—Por que a senhora cogitou que o Itsuya fosse gay? –Perguntei o mais displicente possível.

—Com vinte nove surgem as primeiras frustrações durante o sexo, talvez ele estivesse procurando outros meios de sentir prazer, pois sabe que a vez dele está se aproximando.

Senti uma sensação demasiada em meu peito, uma cólica me dominava enquanto em minha mente, vinha-me uma cena do Itsuya deitado em sua cama, de pernas afastadas chamando-me para preenchê-lo. Sacudi a cabeça e me levantei antes que ficasse ereto com aquela ideia.

—A senhora não devia pensar nessas coisas, o Itsuya sai com muitas garotas, ele está aproveitando o quanto pode.

—Você tem certeza? –Assenti com a cabeça. –Ele nunca, nem sequer sugeriu ir pra cama com você? –Admito que ela me pegou de surpresa, mas a verdade era a verdade.

—Nunca, tia Mai, nunca mesmo. –Respondi angustiado.

—Ele nunca... –Estreitava os olhos, estudando o modo em que eu ia respondê-la. -... ele nunca tocou em você por debaixo da blusa, nunca o flagrou no banho só para conversar, nunca... ele nunca... –Estreitava mais os olhos na medida em que falava. -... o beijou? –Engoli em seco, fiz todo o esforço que eu poderia ter feito e a respondi.

—Nunca. –Ela ficou me encarando por uns cinco segundos e logo tornava a rir e a ter a expressão bondosa de sempre.

—Ah, então, deve ser paranoia minha mesmo, menos mau. –Sorriu tornando ao seu jantar. –Não vai jantar?

—Não, acabei comendo besteiras quando cheguei da prova, vou dormir, estou muito cansado. Boa noite, tia Mai.

—Boa noite, meu querido.

Voltei para o meu quarto e eu realmente queria dormir, deitei-me na cama e não tardou para o sono me dominar.

Foi pelas três da madrugada que eu acordei zonzo e fui à suíte, levantei a tampa do vazo e comecei a “tirar água do joelho”, até que no meio do caminho, eu ouço o som da cortina da banheira se abrindo. Ainda sonolento, olhei para o lado e quase meu coração parou, o Itsuya estava todo ensaboado, com cara de paisagem, sob o meu chuveiro.

—QUE?!! –Acabei por espalhar xixi pelo banheiro todo e escorreguei caindo sentado no azulejo. O Itsuya não se demorou a ir me ajudar, do jeito que estava, cheio de espuma, apressou-se, estendendo a mão para mim, a dor nas minhas nádegas me fez segurar naquela mão afastando da minha mente, as perguntas que eu queria fazer, até que as coisas pioraram quando o Itsuya também escorregou e caímos os dois, ele encima de mim, com uma perna de cada lado. A situação me obrigou a ficar calado enquanto o meu rosto fervia e a minha mente se concentrava em outra coisa além daquele homem nu sobre a minha pelve. Mas me desconcertei quando o vi gargalhar e se sentar sobre o meu corpo, colocava o meu membro dentro do moletom como se fosse a coisa mais casual do mundo e me dizia que nós deveríamos lavar o banheiro e tomar banho depois, pois estávamos cheirando a urina.

Levantamo-nos com mais cuidado, passei pano com desinfetante no estrago que eu havia feito, e o Itsuya terminava o banho dele. Eu nunca o tinha visto completamente sem roupa, entendi naquele momento a frustração da tia Mai ao dizer que o filho tinha uma arma potente, mas lhe faltava as munições. 

—Por que você veio para o meu banheiro? –Perguntei-o quando acabei de passar o pano, sentei na privada e evitei olhá-lo.

—O do corredor dá pra ouvir o chuveiro no meu quarto, a mãe poderia acordar e me encher de perguntas.

—Entendo. –Quando ele intencionou desligar o chuveiro, levantei-me e o impedi. –Não vai agora, por favor.

—Por quê? –Eu não pude baixar a cabeça, pois o que eu veria lá em baixo era algo que me deixaria mais constrangido do que eu já estava, então o encarei. –Isso é estranho, você está molhando o seu moletom. –Removi o que estava, aparentemente, o incomodando e enquanto o fazia, não tirei os olhos dos dele. –O que você quer com isso?

—Como foi hoje? –Perguntei quando não havia mais nenhuma roupa em meu corpo, aproximei-me mais dele, como se eu já não estivesse próximo o suficiente, mas ele não recuara.

—Foi tranquilo, demorei, por que encontrei alguém no caminho. –Peguei o pote de sabonete líquido, e derramei uma boa quantia em minha mão, a espalhei pelo corpo do Itsuya, que estava sério, demasiadamente sério. –O que você está fazendo? –Eu estava nervoso, mas não queria que a oportunidade passasse.

—A tia Mai me disse algo sobre os homens da nossa família. –Ele sorriu e segurou meus punhos.

—Entendi o que você pretende com esse banho. –Iniciou pegando o pote de sabonete, diminuía a pressão do chuveiro e derramou uma boa quantidade de sabão em seu corpo. –Vá em frente, tente.

Após aquele desafio, um pouco similar ao sonho que eu tive, coloquei a minha perna direita dentre as dele e mais uma vez eu ficava nas pontas dos pés e o beijava, para a minha surpresa, fui tão correspondido, que mais parecia que eu estava sonhando novamente, mas eu tive a certeza que não. Eu o sentia de verdade, eu o sentia em minha coxa, eu o sentia em minhas mãos, eu o sentia em meus lábios. Deslizei pelo sabonete, desgrudei do beijo e iniciei uma massagem em seus mamilos, ele sorriu, certamente fez cócegas, o que era uma boa reação. Com os meus polegares eu fazia pressão em cada definição daquele abdômen, deslizando até os pubianos que possuíam o mesmo tom das médias madeixas.

—Deixe-me fazer isso, Itsuya. –Sussurrei segurando em sua perna, ele mais uma vez sorriu e envergou-se um pouco para me beijar, e com um pouco de esforço, consegui levantar aquela que eu segurava e apoia-la na borda da banheira.

Eu ainda o beijava, quando deslizei a mão para o seu quadril, seguindo para as laterais da pelve, e procedendo para aquele lugar limitado, que com certeza ninguém nunca o tocara. Toquei-o ali com a ponta do meu dedo do meio, finalmente o vi ter uma reação inusitada, e me encarou segurando em meu pescoço.

—I-Isso é novidade. –Ao vê-lo corar, inseri o meu dedo e o assisti a enrugar a testa e morder os lábios. Percebi então, que havia chegado a hora certa. Com a mão livre agarrei o seu membro e o senti crescer em minha palma. Em dois movimentos eu o via entregue a mim, entregue ao prazer que eu estava-lhe proporcionando. Inseri um segundo dedo. –K-Kanji, eu... –O sentir apertar os meus ombros e finalmente o fiz ejacular, e não era um sonho.

O prazer múltiplo o fez cair de joelho na banheira, estava ofegante e eu feliz, apesar de não ter feito nada em mim, eu estava satisfeito, ajoelhei-me diante dele e segurei em seu queixo.

—Eu consegui estimular a sua próstata, agora, por favor, estimule a minha, mas... eu não quero com o dedo. 



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