História Entrelaçados ( Taegi - VSuga ) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Suga, V
Tags Kim Taehyung, Min Yoongi, Taegi, Taeyoon, Vsuga, Whipped!yoongi, Yoontae, Yoonv
Visualizações 146
Palavras 1.385
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fluffy, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Só consegui ver o Run dos agentes secretos há poucos dias e ainda não superei o ~casal havaiano~ socorro hahahsjsnsnsnsnn

Capítulo 1 - One-shot


Fanfic / Fanfiction Entrelaçados ( Taegi - VSuga ) - Capítulo 1 - One-shot


Girl, you know I want your love
Your love was handmade for somebody like me
Come on now, follow my lead
I may be crazy, don't mind me

(Shape of You - Ed Sheeran)


•♢•♢•


Ao fim de mais uma gravação do “Run”, eu só queria tirar aquele paletó e vestir minhas roupas casuais de sempre.

Meu namorado, provavelmente, usaria algo bem chamativo, extravagante e duas vezes maior do que ele, mas eu não ligava: era um de seus maiores charmes.

A excentricidade de Taehyung foi o que mais me chamou a atenção desde o começo, assim como seu coração tão puro e uma alegria tão contagiante que eu julgava não serem capazes de existir, a ponto de cogitar que tudo não passava de uma farsa, mas o tempo provou como eu estava errado.

Taehyung realmente era assim, e o melhor de tudo: existia pertinho de mim.

Andávamos de volta ao prédio no qual fingimos ser agentes secretos após a corrida de kart, e diminuí minha velocidade para deixar os membros passarem à nossa frente, permitindo um breve momento só nosso.

Ele sorriu docemente ao perceber minha intenção, abaixando o olhar, como o bobo apaixonado que era.

Não que eu também não fosse, mas Taehyung tinha uma fofura incomparável.

- Hoje você não ficou tão sem-graça. - comentei casualmente, olhando-o de esguelha, e percebi a confusão em seu semblante.

- Do que está falando?

Sorri de canto antes de segurar sua mão e levantá-la entre nós, como havia feito minutos atrás diante das câmeras.

- No Havaí, você até escondeu o rosto de tanta vergonha quando sugeri esse lance de dar as mãos pra evitarmos brigar. Mas, dessa vez, até que você ficou calminho. - zombei.

- Hyung! - suas bochechas coraram, embelezando ainda mais aquele rosto naturalmente perfeito e estupidamente simétrico, em meio a uma risada encabulada - Depois de tudo o que aconteceu desde então… Nem faria sentido ter tanta vergonha de novo. - afirmou, beijando as costas da minha mão, e então eu mesmo acabei ruborizando.

De fato, já tinha alguns meses desde que as coisas mudaram entre a gente.

Mais precisamente, desde o último Bon Voyage, no qual fomos para o Havaí e pudemos passear, só os dois, ainda que os riscos de brigarmos por bobagens fossem enormes justamente por sermos tão diferentes; ao mesmo tempo, porém, era esse o detalhe que tornava tudo mais divertido, pois Taehyung sempre me surpreendia com suas linhas de raciocínio únicas, além de sempre dizer o quanto me achava super maneiro, genial, autêntico, cheio de presença no palco ao entoar meus raps…

Não que eu não tivesse confiança nas minhas habilidades, ou nem teria insistido tanto na carreira musical, mas sempre que Taehyung me elogiava tão sinceramente com aquele brilho infantil nos olhos, era como se borboletas resolvessem atacar meu estômago.

Eu tinha plena consciência de que era bissexual, mas há muito tempo ninguém mexia tanto assim comigo, e me peguei reparando demais em Taehyung diversas vezes, não só no seu jeito de ser, mas na sua voz, no seu rosto, no seu corpo…

Na coreografia de “Blood, Sweat & Tears”, então, eu precisava me esforçar para manter a sanidade mental quando descia a mão lentamente por seu pescoço e o via dançar daquele jeito marcante e sedutor que a música pedia.

E, por tanto observar Taehyung, eu sabia exatamente como o mais alto estava apenas de olhar para ele.

Foi assim que, dias depois após voltarmos do Havaí, percebi que ele parecia mais nervoso perto de mim, até mesmo tímido, mal conseguindo conter o rubor ao me encarar, sorrindo daquele jeito que sempre sorria quando ficava envergonhado demais com alguma coisa.

Então, uma noite, quando Taehyung resolveu invadir minha cama para dormir, seus braços esguios não me envolveram com a mesma firmeza das outras vezes, como se houvesse alguma hesitação.

Eu estava de costas e, então, girei o corpo até ele.

Estava escuro, mas eu sabia que ele havia paralisado na mesma hora, prendendo o ar.

- Ainda acordado, Yoon-hyung? - murmurou, certamente para não acordar Seokjin no cômodo ao lado, onde éramos separados apenas por uma prateleira.

- Pois é. Tem umas coisinhas me intrigando, e aí perco o sono.

- Oh... Tipo o que?

- Tipo… Você.

- E-eu?

- É. - aproximei mais nossos rostos sobre o travesseiro, misturando nossas respirações - O que houve, Taehyung? Você está esquisito desde que voltamos de viagem.

- Ah… - ele riu baixinho, e seu hálito de menta tão próximo me arrepiou todo - Você pode achar idiota se eu contar.

- “Idiota” eu já te acho sempre, então, né? Que diferença faz?

- Você é mau, hyung! - protestou, entre risos.

- Resta aceitar. - dei de ombros, sorridente.

- Hm… - ele parou por um momento, e deduzi que mordia o lábio inferior antes de prosseguir - E-eu fiquei… Pensando… Sobre nossas mãos.

- Como assim?

- B-bom... Fui só eu que achei que elas se encaixavam perfeitamente?

- Hã… - pisquei os olhos, tentando assimilar o que ele dizia.

- Eu tive a impressão de que… Foram feitas uma pra outra. Destino mesmo, sabe? E fiquei morrendo de vontade de pegar na sua mão de novo, mas não sabia como fazer isso sem parecer tão “do nada”. M-mas… Senti falta de ficar de mãos dadas com você.

Notei sua cabeça abaixar, o que fez sua testa encostar na minha.

Talvez estivesse vermelho como um tomate?

Porque eu estava.

- Sabe, Tae… É irônico, mas vamos ter que concordar dessa vez. - ele levantou o rosto, fazendo as pontas de nossos narizes se tocaram - E a gente só dá as mãos quando discorda, né?

- H-hyung…

Puxei sua mão debaixo do lençol, entrelaçando nossos dedos.

- Sabe, Tae… Há mais coisas que quero descobrir se podem se encaixar tão bem assim. - sussurei ainda mais baixo do que antes, como se contasse um segredo, num timbre rouco carregado de desejo.

E, de fato, foi quando nosso segredo começou, pois a distância entre nossas bocas não existia mais.

Outro encaixe perfeito.

Taehyung ficou um pouco receoso no início, já que nunca havia se envolvido com nenhum garoto, mas eu tinha paciência e carinho para lhe ensinar tudo o que quisesse, respeitando seu ritmo.

Foi então que, há pouco tempo, quando ficamos sozinhos no dormitório, descobrimos o encaixe perfeito dos nossos corpos.

Fios azuis e cinza-escuro desgrenhados por dedos desesperados, junto a lábios e línguas cada vez mais vorazes em meio ao contato direto de nossas peles quentes e suadas, as respirações descompassadas, Taehyung se contorcendo de prazer ao gemer meu nome bem no meu ouvido enquanto eu me enterrava mais e mais em seu interior, até que se desmanchar completamente debaixo de mim, gritando arrastado ao pender a cabeça para trás e apertar meus ombros com força.

Ah… Foi maravilhoso.

Sua expressão de mais puro deleite ao chegar ao ápice era a coisa mais linda que eu já tinha visto.

Principalmente quando um sorriso fraco, porém radiante, surgiu em seus lábios inchados, e ele me abraçou para nos perdermos em beijos lentos e delicados, sem ver o tempo passar.

Antes de tomarmos banho juntos, ficamos ali na cama mais alguns minutos, nos encarando, como se para ter certeza de que não era um sonho.

Ele me fazia um cafuné, enquanto a ponta de meus dedos deslizava pela lateral de suas costas.

- Sua pele é tão bonita, Tae. Às vezes, dá até pena de marcar, mas… Não resisto. - sorri, malicioso - O contraste com o dourado não fica tão ruim assim.

- Engraçadinho… - riu soprado - Mas a sua fica marcada mais fácil, por ser branquinha como a neve. Só que… - ele mesmo se interrompe, me encarando como se segurasse outra risada.

- O que?

- A neve é tão fria, mas você tem tanto fogo… Como pode?

- Ah, Tae… - acabamos rindo baixinho, e beijei sua testa - Vamos logo antes que os outros voltem.

E então, rodeados pelo vapor da água quente do chuveiro, nos fundimos mais uma vez.

Eram ótimas lembranças…

- Ei, hyung… - sua deliciosa voz grave estava em meu ouvido, parando-me no meio da rua - Não é impressionante?

- O que?

- Ontem, te pedi em namoro, e hoje, depois de tanto tempo, nos gravaram dando as mãos. - ele sorriu, animado - Só pode ser o destino!

- Sim, amor. - discretamente, levei a mão à sua nuca, fazendo uma breve em carícia, devolvendo o sorriso - É isso mesmo.

Antes de mãos, bocas e corpos…

Nossos sentimentos já se encaixavam, unindo nossos corações, como numa ligação que jamais poderia ser rompida.

E era essa a nossa maior certeza: nada iria nos separar.



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