História Errado? - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Vocaloid
Personagens Luka Megurine, Miku Hatsune
Tags Gakupo, Luka, Miku, Vocaloid
Visualizações 29
Palavras 2.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, como fiquei muito tempo sem upar nenhum capítulo, decidi que nos próximos vou caprichar e fazer uns bem longos! E eu ainda não me decidi se a fic vai ser +18 ou não. Enfim, espero que vocês gostem!

Capítulo 5 - Capítulo 5: Visitas e Conversas


POV Miku

 

Saímos do cinema umas 20:30. Como o hospital era um pouco longe, pagamos o estacionamento e fomos direto pra moto, uma Honda CB750 ano 1975 linda. Lembro como eu vivo discutindo com a Luka sobre o que é melhor, carros ou motos.

Chegamos no hospital 21:20, bem em cima da hora pra falar a verdade. Passamos pela recepção rapidinho, já que a enfermeira Mizuki já conhecia a gente. Ela era muito gente boa, me ajudou muito a lidar na época que a Luka estava em coma.

 

(Flashback)

Já estava chorando há mais de duas horas. A Mizuki teve que ir embora, então eu estava sozinha com a Luka, exceto pelas enfermeiras que vinham de vez em quando checar se estava tudo bem. Fazem dois meses que ela está em coma, mas parece uma eternidade. Os médicos dizem que ela deve voltar em pouco tempo, porque as lesões cerebrais que ela teve não eram muito sérias. Queria que fosse mais fácil de acreditar nisso.

Fico pensando nisso por algumas horas, tentando não chorar e falhando miseravelmente. Não sinto vontade alguma de dormir, e nem conseguiria. As poucas vezes que dormi direito nas últimas semanas foram à base de calmantes.

Poucos minutos depois ficaria grata por não ter dormido.

Porque vejo a mão da Luka se mexer. Pela primeira vez em dois meses, um sinal de vida da minha irmã.

Olho para o lado e vejo seus olhos azuis me fitando, como se estivessem tentando entender o que está acontecendo.

Não me contenho por um segundo e lhe dou um abraço.

- Miku? O que aconteceu? – diz ela

Não consigo respondê-la por causa do meu choro que toma conta da minha voz.

- Miku, porque você está chorando?

- Achei que tinha te perdido, sua maluca! – digo, quase de maneira quase ininteligível meio a tantas lágrimas e soluços.

- Perdido? Como assim?!

(Fim do flashback)

 

Pegamos o elevador e subimos para o quarto andar. No caminho para o quarto da Luka, cruzamos com um homem em uma maca, e uma mulher preocupada andando ao lado dele e dos médicos. Me lembro de quando estive nessa mesma situação. Só que muito mais desesperada.

Chegamos à porta do quarto 411 – que a esse ponto já era quase que minha segunda casa – e entramos.

- Vocês quase se atrasaram! – diz ela, sem tirar os olhos da TV

- Tá assistindo Masterchef? Opa, aí sim – digo, pulando na poltrona não tão confortável do hospital.

- Pô, daora, mas sabe o que é mais? – diz o cabeludo em tom de deboche

- O que? – ela diz, só tirando os olhos porque começaram os comerciais.

- Busca Implacável e Explosiva do Difícil de Matar XXVII.

- Vocês foram no cinema? Sem mim?

- Ah, sabe como é, a gente pensou que você não ia querer ir, do jeito que é preguiçosa... – Zoo ela.

- Ei!! Vocês sabem muito bem que... – Ela grita, indignada.

- Tamo zoando, coisinha exaltada. Cê num ia ter gostado do filme de qualquer maneira. – Diz Gakupo, tentando apaziguar a fera antes que ela se irrite.

- Acho bom! – “Ufa, ela se acalmou”, penso eu

- Gente, me diz se a Hanako não é maravilhosa, olha esse prato velho!!

- Ah, nem vem, seu Kamui! O Kazuhiro é muito melhor! – Grito

 

POV Luka

 

Depois de duas horas dos dois discutindo sobre quem era melhor, a Hanako ou o Kazuhiro, e eu tentando assistir em paz, porque obviamente o Jiro é melhor, e eu nem discuto porque todo mundo sabe que é verdade, lá no fundo.

Bem quando o programa acaba, alguém bate na porta.

- Pode entrar!! – Digo em voz alta

 

Quem entra é o Dr. Hamasaki, o médico responsável pelo meu caso. Ele é muito gente fina, sempre me tratou muito bem, apesar de ter me dado umas broncas. Ele é bem jovem até, deve ter seus 30 e poucos anos, menos de 35.

- Mas que festa é essa aqui? Luka, eu já te disse que esse tipo de coisa precisa da autorização da diretoria do hospital! - Diz ele com cara de sério

Nenhum de nós consegue ficar 3 segundos sem rir. Ele é um péssimo ator, pra ser sincera.

- Já pensou em fazer teatro, Doutor? – Diz Miku, segurando a risada

- Já, mas eles disseram que eu sou talentoso demais, que eles iam se sentir pequenos diante da minha magnificência. – Diz ele, de novo tentando parecer sério.

Todos rimos da cara dele.

- Mas enfim galera, agora falando sério.

Todos rimos, de novo.

- É sério, desgraça!!

- Tá bom fi, desculpa! Fala! – Diz Gakupo

- Então, é sobre a dona Megurine ali. Eu estive conversando com alguns ortopedistas e neurologistas, e todos concordaram que seu caso evoluiu muito bem, então no máximo daqui a umas duas semanas, menos talvez, você deve receber alta.

- Sério?? Ai que maravilha, não aguento mais esse quarto!

- Querida, não reclama, dos 3 meses que você passou aqui, dois cê tava sonhando legal.

- Miku!! Não fala assim...

- Brincadeira, rosinha querida do meu coração.

- Bom pessoal, tenho outro paciente pra atender agora, então vou indo ok? Até logo!

- Tchau doutor! – Dizemos, quase que em coro

- Por falar em indo, tenho que ir pra casa, coisas da faculdade... Miku, tem como você voltar de ônibus?- Diz Gakupo

- Volto sim, tô com meu mini skate na bolsa também.

- Você vai fazer coisas da faculdade meia noite? – Digo, achando a desculpa meio esfarrapada.

- Amanhã de manhã eu vou acordar bem cedo pra estudar filha. No caso, como já passou de meia noite, hoje.

- Mas tá caindo o mundo lá fora, e cê tá de moto, é perigoso! Além do mais cê vai chegar encharcado.

Sempre fico preocupada as pessoas que eu amo. Tenho medo de acontecer alguma coisa com ele no caminho.

- Ih filha, relaxa, aqui é pilotagem. E se não fosse pra me molhar, eu não andava de moto.

- Ah, tudo bem então. Mas é pra estudar mesmo hein? Ah, se eu souber que você tá me trocando por videogame!

- Nunca, né Lukinha? Tchau Miku! – Ele diz enquanto fecha a porta.

- Toma cuidado! – Grito pra ele depois de fechar a porta.

Penso comigo mesma que um dia ele vai pegar uma pneumonia e ver no que dá pegar 60 km/h de vento na chuva, com uma temperatura de 15 graus lá fora.

- E você? Vai me abandonar também, Azulzinha?

- Não, rainha do drama. Agora me dá licença que eu vou roubar seu chuveiro.

- Finalmente, já não estou mais aguentando esse fedor.

 

Quando ela entra no chuveiro, começo a pensar comigo mesma no que aconteceu nesses últimos meses. Como tenho sido uma péssima irmã... Como fui uma babaca fazendo o que fiz. Meus pais estariam envergonhados de mim...

Alguns minutos depois, ela sai do banho.

- E aí, como está na escola? – Pergunto

- Ah, bem até. Tô com um pouco de dificuldade em algumas matérias mas os professores e meus amigos me ajudam quando eu preciso.

- Tendi. E os amigos?

- Ah, ótimos. A Gumi tá namorando, o Len e a Rin ainda brigam constantemente...

- E o Kaito?

- Ah, tá bem... – Diz ela, ligeiramente evasiva, como sempre.

- Hummm... Bem como? – Encho o saco dela.

- Ai Luka, para com isso. Eu não tenho estado tão próxima dele quanto era antes, desde aquele dia.

- Ai que horror, Miku! Mas por quê?

- Não sei, só não me sinto bem... Ei, já é quase uma da manhã, vamos dormir.

- Tá... Mas cê tá bem né?

- Uhum. Relaxa querida.

- Tá. Boa noite maninha.

- Boa noite!

No dia seguinte

 

POV Miku

 

Acordo 8:30 da manhã. Bem cedo para um sábado, mas tenho coisas para fazer hoje. Abro os olhos e me deparo com um ser de cabelo rosa e olhos azuis me olhando profundamente a menos de 5 centímetros da minha face.

- AH! Que porra é essa Luka?!

Ela começa a chorar de rir, enquanto eu me recomponho.

- Ai meu Deus do céu Miku, você tinha que ter visto sua cara hahahahah! Depois eu que sou a rainha do drama!

- Engraçadinha. O que você tá fazendo acordada tão cedo?

- Ah, eu acordei faz uma hora mais ou menos. Esses gessos não facilitam muito o ato de dormir, sabe.

- Ninguém mandou arrebentar seu braço em cinco lugares diferentes.

- Começou a encheção de saco...

Dou uma risadinha e arrumo a poltrona onde eu dormi. Troco de roupa e me preparo pra sair.

- Viu patroa, onde tá sua roupa pra eu levar pra lavar?

- Ali embaixo da mesa. Brigada, maninha.

- De nada. Volto mais tarde ok?

- Ok! Ei, você pode trazer um milkshake depois? – Diz ela com cara de cachorro triste.

- O médico já disse pra você não comer essas coisas. Além do mais, eles vão achar levemente suspeito eu entrar aqui com um copão cheio de milkshake.

- Ah, vai... Por favor... Dá um jeitinho...

- Tá, mas só dessa vez!

- Eba!!! Valeu maninha!

- Não acredito que eu já sou praticamente o Pablo Escobar desse hospital por sua causa.

- Ô mas que exagero hein?

- Tchau patroa!

- Tchau Miku!

 

Desço para a recepção, dou oi pra enfermeira Mizuki e vou para o ponto de ônibus e pego o primeiro ônibus que passava ali na região onde eu morava. Salto do ônibus mais ou menos a 5 km da minha casa, então pego meu skate e chego rapidinho em casa.

Chego em casa e me deparo com ninguém menos que o Kaito na porta da minha casa, esperando do lado da bicicleta dele.

 

- Oi Miku! Tava te esperando! – Diz ele, sorridente.

- Oi Kaito! Percebe-se! Você nem me disse nada que vinha aqui me ver. – Digo, surpresa.

- Eu sei, desculpa a surpresa. É que eu preciso falar um negócio importante com você.

- Claro, entra! – Digo, enquanto destranco a porta.

 

Entramos e só então reparo na zona que está minha sala de estar.

- Não repara na bagunça não. Sabe como é, maior correria esses últimos tempos, e o Gack dorme aqui de vez em quando.

- Desculpa, devia ter te avisado.

- Para com isso mano, cê já é de casa. – Digo, e é verdade mesmo. Nos conhecemos há muito tempo, desde antes da morte dos meus pais.

- Aliás, há quanto tempo você tava esperando ali fora? – Digo, enquanto levo as roupas da Luka para a lavanderia. Tava bem frio lá fora, e ainda tava ventando pra caramba.

- Ah, não muito não, coisa de quinze ou vinte minutos.

- Tendi. Quer um chocolate quente pra esquentar? Faço rapidinho.

- Não, valeu. É que eu preciso realmente conversar com você. – Diz ele, sério.

- Sobre o que? – Digo eu, desconfiada.

- Sobre nós dois, Miku.

Meu sangue gela, e meu corpo se torna pedra. Sempre soube que essa conversa teria que acontecer em algum momento. Abominava esse pensamento sempre que vinha à minha cabeça.

- C-como assim, Kaito? – Digo, pálida

- Não se faz de sonsa Miku. Você sabe muito bem do que eu estou falando. – Fico com medo de ele estar bravo, pelo tom de voz dele.

- E se eu não souber – Digo, me fazendo de sonsa. Eu sabia muito bem do que ele estava falando. Bem demais.

- Ah Miku... Você sabe. Depois daquele dia, nós nunca mais fomos os mesmos - Diz ele, se sentando no sofá

- Como assim? – Hesito.

- Miku, desde o dia que a gente foi no parque, e a sua irmã se acidentou... As coisas tem estado estranhas entre nós.

- Ah, me desculpa Kaitinho, é que eu estive muito sobrecarregada com essa história da Luka, e...

- Eu sei Mi, mas sei lá, não leve a mal, mas me parece que você tem me tratado diferente dos outros, e eu fico preocupado de ter feito algo pra te chatear, sabe, porque...

- Ei Kaito, você não fez nada, é só que... – Interrompo-o e ele me cala com o dedo.

- Porque eu te amo, Miku. E tudo que eu quero é te ver bem então...

Calo-o com meus lábios. Sem pensar no que estou fazendo, só me deixo levar pelo momento e o beijo calorosamente.

Ele aceita o beijo e o sinto me puxar mais perto de si. Conforme me solto, sinto um calor crescendo dentro de mim. Sinto seus dedos passando pelo meu cabelo, nossas bocas em um ritmo perfeitamente compassado, como se fosse ensaiado. Coloco minha mão em seu peito, e me jogo em cima dele, o deitando no sofá bagunçado.

Penso em como eu também o amo. É a única coisa que me passa pela cabeça neste momento. Nada mais poderia. E nada mais me importa.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado! Desculpa de novo pessoal hahah!
Digam o que vocês acharam!
Obrigado por lerem!


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