História Escape - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias 30 Seconds to Mars
Visualizações 5
Palavras 981
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Epílogo


Não, ele não teve uma alucinação causada pelo sentimento de perda. Eu realmente estava lá. Daí você me pergunta: você não tinha morrido? Ah sim, pra eles eu morri. Mas tudo não passou de uma farsa. Eles estavam se achando muito espertos porque esse tempo todo vinham me vigiando, e estavam sempre um passo a frente. A questão é, eu sabia que eles estavam lá. Eu sempre soube. Eles apenas jogavam conforme as minhas regras, achando que eu jogava de acordo com as regras deles.

Quando voltei à cidade por conta dessa proposta eu sabia que meu contratante era um agente. Eu estava por dentro de todo o plano do FBI. Eu apenas fiz com que eles acreditassem que haviam me enganado.

Quando fui presa hoje eu poderia ter fugido facilmente, mas o meu plano era maior do que aquilo tudo. Quando eles me interrogaram, eu fiz o que eles queriam. Deixei-os tão cheios de si que relaxaram com a segurança facilitando com a minha fuga.

No meu escritório enquanto pegava algumas coisas, eu tomei uma espécie de remédio. Esse remédio depois de algum tempo colocava a pessoa em uma espécie de coma induzido. Ele não era detectado em exames, e a pulsação diminui tanto que é impossível senti-la. E a dose que eu tomei foi o suficiente pra durar algumas horas.

A facada que tomei do piloto não era real. Na verdade foi o truque mais barato de todos. O piloto era um velho amigo meu que aceitou fazer parte do meu plano por uma certa quantia, assim como os falsos paramédicos. O médico no entanto aceitou de bom grado o dinheiro que lhe fora confiado para legitimizar minha morte.

Sob minha camisa a faca perfuraria uma bolsa de sangue falso e ficaria presa na mesma. E como em caso de facadas remover o objeto é proibido isso impediria alguém de erguer a blusa e descobrir o pequeno truque. O remédio fez seu efeito me derrubando no momento certo. Tudo isso funcionar contou também com um pouco de sorte, mas a sorte e eu sempre andamos juntas.

Eu acordei no hospital, no necrotério pra ser mais exato. Sentei-me naquela maca de ferro absurdamente desconfortável e olhei ao meu redor vendo vários corpos com lençóis brancos. A porta se abriu e uma enfermeira entrou.

-Otimo, você acordou. - ela disse removendo a máscara e a touca. - O FBI acabou de sair daqui e um deles me parou no corredor.

-Ele disse algo? - perguntei removendo minha camisa enquanto ela colocou um conjunto de roupas brancas sobre a maca.

-Algo sobre haver se confundido. Provavelmente por sua semelhança comigo. -comentou cruzando os braços e os olhos que eram idênticos aos meus brilharam em malícia.

-Pobrezinho, deve estar ficando louco. - comentei terminando de me despir para vestir as roupas brancas que ela havia trago, assim como máscara e touca.

-O carro está te esperando no andar inferior. As coisas do seu apartamento importantes já estão nele.

-Obrigada. Vejo você daqui a um mês. - sorri para minha prima em sinal de agradecimento e ela piscou em resposta.

Oh sim, eu tenho família afinal de contas. Só uma prima para falar a verdade, mas ainda assim família. Ela havia de dado suporte na transição dentro do hospital e em breve eu a recompensaria com uma quantia que ela não precisaria se preocupar com mais nada.

O carro combinado me esperava no lugar esperado, a chave na ignição. Tudo estava em bolsas no porta - malas e em uma mochila no banco traseiro encontrei meus documentos. Usei meu notebook para uma rápida

busca pelos arquivos do FBI e vi que não havia nenhum sinal da minha existência, muito menos em qualquer outro lugar. Apagar tudo foi realmente eficiente. Só havia uma noticia na caixa de recados do FBI dizendo que hoje aconteceria o enterro da agente Sparks e todos estavam autorizados a tirar um horario e ir. Incrível, eu teria tempo suficiente pra resolver o meu ultimo assunto pendente e ainda por cima ir ao meu próprio enterro!

No dia seguinte eu estava em frente ao QG do FBI, que estava absurdamente vazio. Nem na portaria havia alguém, o que era realmente uma vergonha. Fui diretamente à minha sala outra vez sem me importar com as câmeras, lá ainda haviam coisas minhas. Vocês não acreditam na minha surpresa quando encontrei a pessoa que mais queria ver lá.

-Você me poupou o esforço de te procurar Veedia. - falei entrando na sala com a arma apontada pra ela e ela só faltou desmaiar de susto quando me viu.

-V... vo... Você é um fantasma? - gaguejou assustada, os olhos do tamanho de pratos.

-Sou pior do que um fantasma. - ironizei com um sorriso de escárnio.

-Um demônio. - falou engolindo em seco.

-Isso é discutível. Mas não, sou eu mesma em carne e osso. Agora, aproveitei sua longa estadia no inferno.

Disparei entre seus olhos e a mesma desabou no chão. Me aproxime a cutucando com a ponta de meus sapatos e por via das dúvidas disparei mais duas vezes, só para garantir a passagem só de ida.

Depois de pegar tudo meu ali, voltei ao meu carro e fui até o cemitério onde estava ocorrendo meu enterro. Seria perturbador pra muitos assistir o próprio enterro, mas pra mim era fascinante. Todas aquelas pessoas fingindo que sequer se importavam comigo e o discurso patético do Jared. Eu merecia mais do que aquilo.

Quando todos estavam aplaudindo o fato de eu estar morta (estranho, concordo) Jared virou seu olhar exatamente pra onde eu estava na entrada do cemitério. Eu apenas acenei pra ele com um sorriso tipico antes de deixar aquele lugar e dar inicio a uma outra vida.

Mary Carol já havia morrido antes, Caroline Sparks acabou de ser enterrada.

Agora não faço idéia de quem vou ser. Mas garanto que você não terá noticias sobre mim.

E lembre-se: Esse foi o relato de um acontecimento. Agora, se ele foi real, cabe a você decidir.

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