História Escolhas e Consequências (Romance Lésbico) - Capítulo 22


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Entre Mulheres, Garotas, Lesbicas, Romance, Romance Lésbico
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Palavras 1.479
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - Capitulo 22


- Sim, uma em especial, Diana, mas que também pode ser conhecida como Maria e não adianta fingir que não sabe, porque eu não sou fácil de se manipular como meu marido. Então você vai começar a falar por bem ou por mal?

A carruagem parou do outro de uma rua suja de Londres. Jacqueline nunca pensou andar por aquele bairro, mas ainda assim se viu na necessidade de fazer isso. Puxou um pouco a cortina da janela e espiou. Meia hora depois ela via uma jovem saindo da casa em que lhe indicaram. A jovem mulher estava com uma trouxa de roupas nas mãos vermelhas e calejadas, um rosto cansado, mas ainda assim sorria.

- Siga ela discretamente. - Ordenou ao cocheiro.

Seguindo a mulher, começou a se lembrar da conversa que teve com Eleonor, a noite anterior. Nunca pensou que fosse ver a mulher novamente, mas precisou, afinal Natalie lhe deixaria se ela não fosse atrás dessa prostituta.

Eleonor soltou uma gargalhada, o que deixou Jacqueline furiosa, mas ela se conteve. Infelizmente teve que se rebaixar para procurar a prostituta, tudo por Natalie, principalmente por ter estado ausente por muitos anos, Natalie não sabia do motivo para ela ter se mantido afastada, mas agora ela queria a filha ao seu lado.

- Por que eu devo dizer a você onde ela está? - Madame Clark percebeu que sem querer acabou revelando que sabia.

- Eu posso te dar algo que você sempre quis.

- E o que eu sempre quis?

- Um sobrenome para sua filha morta. Posso mandar trocar a lápide e fazer um novo anúncio no obituário, com o sobrenome Bordeaux.

- Isso não mudaria nada, ela já está morta.

- Então me faça seu preço, pela minha filha eu faço qualquer coisa.

Madame Clark estava a ponto de expulsar a mulher de seu escritório, mas pensou melhor, colocou a raiva e o rancor de lado para dar lugar a sua sede de vingança.

- Eu direi onde ela está, mas com uma condição. - Eleonor sorriu diabolicamente.

A carruagem seguia a mulher, mas numa distância razoável que impedia que a mesma visse que estava sendo seguida. Diana andou até a casa de uma das clientes que Madame Clark indiciou e lhe entregou as roupas. Ela cobrou metade do preço na primeira vez, para assim ver se a mulher ficava com seus serviços.

- Olha, realmente você tirou todas as manchas. - Ela avaliava o espartilho. - Mas eu não sei, o preço está muito caro.

- Eu estou fazendo um valor bem abaixo dos outros.

- Claro, você é nova nisso, ninguém te conhece, então tem que fazer mais barato mesmo.

- Eu não posso diminuir o valor. - Diana estava com o preço bem abaixo, se ela diminuísse mais não teria dinheiro para pagar o aluguel e ter no mínimo uma refeição por dia.

- Eu vou pensar. - A mulher deu a Diana o dinheiro e a jovem saiu decepcionada, tinha certeza que conseguiria essa cliente, esfregou tanto as roupas que suas mãos estava esfoladas.

Decepcionada, voltava para casa a passos lentos, era visível que estava triste, mas a tristeza não era pela cliente e sim por uma Lady de olhos azuis. Às vezes se perguntava se Natalie pensava nela ou simplesmente a esqueceu.

- Venha comigo! - Um homem magro, alto, cabelos castanhos, cortados bem baixo, parou na sua frente. Ele não tinha barba, nem parecia sujo, até mesmo parecia alguém com dinheiro.

- Eu preciso ir, com licença. - Ela tentou passar, mas o homem a impediu. - Me solta! - Gritou.

- Fique calma, tem uma pessoa que quer falar com a senhorita.

- Eu não quero falar com ninguém. - Diana tentou fugir, foi assim que aconteceu da última vez que foi raptada e levada a aquele país. - SOCORRO! - Gritou desesperada.

- Hey, solte ela! - Um homem bem vestido, cartola e bengala correu na direção dos dois. Ele corria com dificuldade, tinha um problema na perna direita, por conta de um acidente de infância.

- Não se meta. - O homem apertou mais forte o braço de Diana. - Se você não ficar quieta eu vou te matar. - Ela ficou com medo, sentiu seu corpo gelar, estava com medo, afinal o homem tinha uma faca consigo, ela estava vendo na cintura dele. Antes que pudesse pensar em fazer algo, ela ouviu um barulho alto e sentiu seu corpo ser puxado para o chão.

- Venha senhorita. - Um terceiro homem apareceu. Ela tinha a impressão que o conhecia. Ele pegou sua mão e a retirou do chão. Quando percebeu o homem que segurava seu braço, estava levantando correndo com a boca sangrando. - Droga! - O rapaz que a ajudou saiu correndo atrás do mal feitor, a deixando ali, com milhares de perguntas a serem feitas.

- A senhorita está bem? - Diana se assustou com outra voz masculina. - Seu braço está arranhado. - Ele retirou o lenço branco do paletó e colocou sobre o machucado de Diana. - Precisamos lavar e passar álcool para não infeccionar.

- Muito obrigada, eu estou bem. - Sorriu para ele. O homem ficou longos segundos sem piscar, enquanto olhava para Diana. - O senhor está bem?

- Eu não sei responder.

- Está ferido?

- Eu estou encantado com sua beleza e sua coragem. - Diana corou fortemente. - Posso saber seu nome?

- Diana Portillo.

- Eu sou Lucas Alvarez, é um prazer, Diana. - Beijou as costas da mão de Diana. - Deixe-me acompanha-la até em casa, caso aquele brutamontes volte.

- Eu acho que o outro senhor o afugentou. - Ela sorriu e novamente o homem lhe olhou de uma maneira estranha. Não era um estranho de perigoso, mas era ume estranho de engraçado. - Eu nem tive tempo de agradecer.

- Creio que a vida se encarregará de agradecer pela Senhorita. Posso lhe acompanhar?

- Sim, claro.

A casa de Diana não ficava muito distante do local em que o homem tentou leva-la a força, os dois pararam na porta, a mulher de olhos cor de mel retirou o lenço que estava no local em que tinha machucado o braço e o homem negou.

- Guarde-o com a senhorita.

- Não posso, já foi muito gentil o senhor ter me ajudado e me acompanhado...

- Faremos o seguinte, a senhorita guarda e em outra oportunidade me entrega.

- Tudo bem, muito obrigada. Eu gostaria de lhe oferecer algo, mas me mudei recentemente então a casa não está em ordem para receber visitas, ainda mais alguém de seu porte.

- Só de ficar conversando com a senhorita eu ficaria feliz, talvez eu possa convida-la para tomar um chá?

- Eu... não acho que seja uma boa ideia.

- Bom, façamos o seguinte, na próxima semana eu voltarei para pegar meu lenço e ver se a senhorita está bem, se for de sua vontade podemos tomar um chá.

- Certo. - Diana sorriu.

- Foi um enorme prazer, Diana.

- Igualmente, senhor Alvarez.

O homem saiu, Diana se jogou no sofá velho que elas haviam conseguido comprar bem barato. Não estava entendendo nada, quem era aquele homem, na verdade aqueles homens. Tirando Lucas, os outros dois permaneceram sem identidade. Antes que pudesse voltar a lavar roupas, ouviu três batidas na porta. Caminhou cautelosa, Lúcia não estava em casa, disse que iria procurar por clientes. Abriu lentamente e o rapaz que lhe ajudou estava ali parado, tentava se arrumar, pois estava todo suado e com a roupa torta, afinal a corrida foi longa.

- Senhorita, vim saber se está bem?

- Como sabe onde eu moro? - Diana perguntou assustada. Ele abriu a boca e fechou diversas vezes, não sabia como explicar para ela.

- Eu preciso que a senhorita me ouça, tem alguém que quer falar com você. - Ele colocou a mão na porta e isso deixou Diana assustada, afinal ela tinha passado por uma situação parecida antes. A jovem de olhos cor de mel empurrou a porta, que acabou perdendo a mão do homem. - Ahhh! - Ele gritou. - Por Deus! Diana... é sobre Natalie... abre essa porta. - Foi só então que ela parou de pressionar a porta contra a mão dele.

- Natalie? Onde ela está?

- Primeiro você precisa vir comigo, tem uma pessoa que precisa conversar com você, ela também vai te explicar tudo.

- Você é o cocheiro de Natalie.

- Valete. - Ele a corrigiu.

- Natalie quer falar comigo? - Diana não conseguiu esconder a empolgação.

- Na verdade, é a Lady Jacqueline Bordeaux, mãe de Natalie. - E todo o ar do pulmão de Diana sumiu, era como se algo tivesse sido sugado, sentiu um leve arrepio e o medo agora superava o medo que ela sentiu do homem que queria lhe raptar.



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