História Escuridão - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Sweet_Love_Girl

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Suga
Tags Drama, Fanfiction
Visualizações 24
Palavras 1.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Sobre pais que me odeiam e uma noite mal dormida


Preocupada

Era a palavra que definia meu estado nesse momento. Richard não havia dado nenhum sinal de vida, nada. Apenas saiu pela porta e não voltou, não ligou, não mandou mensagem. Depois daquela briga, fiquei arrasada, me senti jogada de lado. Me senti abandonada. A única pessoa que já demonstrou carinho por mim, agora me tratava como um lixo. Como um objeto fútil que era necessário descartar para abrir espaço na prateleira.

Mas a questão é, por quê?

O que eu havia feito de tão errado para que meu maior companheiro e amigo passasse a me tratar como um ninguém? Depois de tantos momentos juntos, tantas risadas...será que não significou nada para ele? Ou será que talvez tenha se cansado de mim?

Talvez, ele nunca tenha realmente me amado, pode ter sido encenação esse tempo todo, ou ele simplesmente me fazia companhia e me ajudava porquê eu era irritante e ele não aguentava mais me ouvir chorar.

Talvez eu seja só um incómodo.

Eu não deveria nem ter nascido.

Enquanto estava preocupada sentada no sofá, sem saber absolutamente nada sobre meu irmão, meus pais apenas saíram para o que diziam ser um reencontro do colegial. Até perguntaram onde Richard tinha ido, eu apenas disse que tinha saído cedo para a casa de um amigo. Meus pais nem ligaram muito e logo estavam dentro do carro partindo sem preocupação alguma.

A realidade é que meus pais nunca gostaram de mim, sempre me menosprezaram. Não é coisa de adolescente, como uma birrinha por seus pais não terem deixado você ir para uma festa porquê lá há drogas e garotos que podem "abusar" de você, mas sim, uma negligência deles direcionada a mim. Meu irmão dizia que era coisa da minha cabeça, que nossos pais me amam sim, mas eu sei que ele está mentindo. Sei que só fala isso para que eu me sinta melhor.

Ainda na espera de alguma notícia sobre Richard, ouço o telefone tocar, corro para perto do mesmo, tropeçando em tudo que estava a minha frente e logo o atendo, ofegante pelo nervosismo.

- A-Alô?...não...é a irmã dele, aconteceu algo com meu irmão?!...não pode ser...não... - deixo o telefone cair após saber de uma notícia que virou meu mundo de cabeça para baixo, lágrimas escorriam sem cessar enquando meu coração batia totalmente desregulado por receber tal informação, sem saber como reagir ao fato de que...meu irmão...estava morto. A polícia disse que existem grandes chances de ter sido suicídio, tudo indicava isso.

Como isso foi acontecer? De forma tão repentina e...por quê? Qual o real motivo disso tudo? Por que ele faria algo assim? Talvez eu nunca entenda...eu nunca vou entender. Como vou dizer aos meus pais que meu irmão cometeu suicídio?

Tudo isso de repente foi como um tapa na cara, e eu esperaria o próximo. Quando penso que minha vida não pode piorar, ela desmorona, vira de cabeça para baixo, vira ao avesso, uma reviravolta que traz apenas angústia, tristeza e solidão. Mas quem pensa que a desgraça da minha vida termina por aí, devo rir e bater palmas da sua ingenuidade. Apenas lamento que você se engane, também deve estar lamentando por mim ou até mesmo com pena de um ser humano com uma vida tão miserável.

Ainda chorando, levanto-me indo em direção a meu quarto me jogando na cama e afundando a cabeça no travesseiro deixando o local marcado e úmido pelas lágrimas que insistiam em fugir de meus olhos.

O nó que se formava em minha garganta era agonizante, me fazia lembrar que nunca mais veria o sorriso da pessoa que me acordava todos os dias de manhã dizendo que é uma nova chance para recomeçar, que eu deveria me esforçar e dar o meu melhor sempre sorrindo, mas agora...quem vai me dizer isso quando eu estiver prestes a desabar? Quem vai me abraçar quando eu me sentir um lixo? Quem vai ser meu amigo quando todos estão contra mim? Isso mesmo...ninguém.

Adormeço sem ao menos perceber que meus olhos haviam ficado pesados por conta de todo o cansaço, causado por chorar tanto em tão pouco tempo.


8:56 p.m.


Acordo com um barulho de choro vindo do andar de baixo, levanto-me descendo as escadas e me deparando com meus pais, meu pai abraçava minha mãe tentando consolar a mesma, que chorava e gritava sem parar.

Aproximo-me deles e meu pai me olha com puro ódio e raiva estampado em seu rosto, se olhar matasse com certeza eu já teria sido torturada, morta e estaria enterrada à cinco palmos abaixo da terra.

- O que você quer?! Já não basta ser uma inútil ainda tem que arruinar mais nossas vidas?! - Meu pai cospe aquelas palavras que me atingem com facas e me cortam profundamente causando uma dor inexplicável.

- E-eu... - Engulo em seco olhando eles que agora, não demonstravam tristeza em seu olhar, e sim, uma raiva incomum. Nunca senti algo assim, tristeza, remorso, entre outras inúmeras emoções como angústia e raiva.

- Você o quê?! Não tente se defender! Seu irmão morreu e a culpa é sua! Toda sua! Vagabunda! Vadia! - agora fora a vez de minha mãe se pronunciar, e suas palavras não foram como facadas, foram como um tiro que me acertou no peito, não para matar, mas sim para causar uma dor tremenda que qualquer um pediria um outro tiro de misericórdia em tal situação.

Corro para o quarto, me trancando lá e deixando que minhas lágrimas voltassem a rolar  humidecendo meu rosto e tornado-o em provavelmente um estado mais deplorável que o anterior.

Ótimo, ótimo, ótimo. Agora, meus pais irão me culpar por tudo e eu não terei mais ninguém para me defender. Maravilha!

Olho para a janela do meu quarto, que estava entreaberta e permitia que o quarto ficasse mais gélido e triste, graças ao vento que soprava fazendo a cortina balançar e a luz da lua que iluminava o local, mesmo que só um pouco.

E ali, me permiti chorar mais, deixando com que parte de toda a minha tristeza, mesmo que apenas uma pequena parte, fosse embora junto às lagrimas que deixavam minha visão turva e causavam mais dor à toda aquela situação.

Depois de muito chorar e me xingar baixo por ser tão...estúpida, levanto-me buscando apoio por estar fraca graças ao fato de não ter comido absolutamente nada o dia todo. Abro a porta devagar observando a escuridão que ocupava o local e deixava que apenas a lua desse um pouco de sua luz para que os corredores não fiquem tão escuros como aparentavam ser aos meus olhos.


Vou até a sala ligando a TV e colocando num canal qualquer indo até a cozinha em busca de um pouco de água para acalmar meus nervos.

Pego um pequeno copo colocando o líquido gelado dentro do recipiente de vidro bebendo tudo em seguida. Direciono-me até a sala assistindo sei lá o que estava passando e mudando bastante de canal por estar entediada. Desligo a TV ficando certo tempo deitada encarando o teto.

Levanto e volto a meu quarto trancando a porta e jogando-me na cama novamente tentando pegar no sono, tentativa falha, rolava para um lado, rolava para o outro, nada. Fechava os olhos, me cobria, me descobria e assim fiquei por muito tempo sem conseguir resultado algum, a não ser uma grande frustração quando não consegui dormir. Minha noite se resumiu nisso, ficar o tempo todo tentando dormir, só tentando.


Notas Finais


Foi isso mesmo, pequeno? Talvez.
Sobre o Yoongi...aparecerá em breve, até lá, esperem ansiosas.
Beijos! Até o próximo cap!
Nos sigam e se demorar pra sair cap novo podem cobrar!
Agora sim, tchau!


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