História Espelho - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Castiel, Personagens Originais, Viktor Chavalier
Tags Amor, Amor Doce, Armin, Artes, Beleza, Bullying, Castiel, Desenhos, Drama, Família, Filosofia, Lágrimas, Lysandre, Moda, Mudança, Namoro A Distancia, Nerd, Pinturas, Poesias, Romance, Sofrimento, Tristeza, Viktor Chavalier
Visualizações 121
Palavras 4.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláaaaaa *atualizando tarde pq eu sou dessas*
Estou tão feliz! Cara, o apoio de vocês é tão maravilhoso! Eu estou amando o jeito que vocês estão motivando eu a escrever! Vocês são os melhores leitores do mundo!!!! ♥ Obrigado por deixar meus dias mais felizes!
Boa leitura, pessoas ♥!!!

Capítulo 25 - Diário


Fanfic / Fanfiction Espelho - Capítulo 25 - Diário

Bela e Castiel — Apartamento Chaleur, França.

A comida ainda estava quente quando Bela decidiu aceitar de vez que o ruivo não iria embora se não comesse algo. Ajeitou a mesa e separou os pratos individualmente sobre o móvel de vidro e madeira bruta. Castiel não deixou de notar o jeitinho perfeccionista e ‘Ajeitadinho’ que Bela tinha ao por a mesa, a maneira dela organizar os pratos, e até mesmo as talheres, era de um jeito perfeito. "Talvez ela só está fazendo isso para chamar atenção ou para se mostrar", pensou Castiel encostado na parede do grande balcão de mármore branco. “Não.. Não“, concluiu mentalmente. Bela não tem a cara de se aparecer na frente dos outros, é incrivelmente ao contrário. O mesmo sorriu ao ver a garota por as mãos na cintura e suspirar.

— Sirva-se. -Bela falou sentando na cadeira estofada da cor branca e esticando-se para colocar a comida no prato.

Não foi tão complicado, o ruivo também se sentou e distribuiu todo o alimento no prato. Parecia apetitoso e delicioso, tanto o cheiro e a aparência demonstravam essa qualidade. Castiel nunca foi do tipo que gosta de massas e molhos, mas aquilo estava mesmo lhe dando uma fome desgraçada!. Não hesitou em pegar de uma vez por todas o garfo e comer. Aquela comida, tão simples, fez o paladar dele agradecer por não ter ficado na cama e desistir de ir a aula. Mas que almoço delicioso!. Enquanto ele desfrutava daquilo, Bela mastigava preocupada com o resultado. “Será que ele gostou? Ou está comendo forçado para não fazer desfeita?…”, indagou receosa. Deu de ombros e voltou seus olhos para o prato, mesmo estando nervosa, até porque ela não é tão boa na cozinha.

— Hey.. -Ele disse engolindo o alimento e batendo o garfo na louça. Isso fez que a atenção de Bela fosse dada a ele.- Você cozinha muito bem.

— V-verdade? -A garota perguntou surpresa.

— Sim. Confesso que daria de tudo para poder comer sua comida todos os dias.

Ah para que. Só foi essa frase entrar pelos ouvidos de Bela, que um filme voltado para o futuro rodou entre as engrenagens de sua cabeça. Foi instantâneo, imaginou Castiel chegando do trabalho cansado, porém, mesmo assim, dando uma recepção calorosa com um abraço por trás na mesma e um longo beijo em seu pescoço, a qual cozinhava com um sorriso bobo estampado no rosto. Sua filha.. Ou melhor, seus filhos correndo pelo quintal enquanto ela preparava o almoço; Casados, morando em uma casa simples e magnífica no centro da cidade. Ah sim, que sonho maravilhoso!, tão real e tão.. imprevisível. Com a cabeça nas nuvens, tomou um breve arrepio quando o ruivo arrastou as pontas do garfo onde comia, tirando-a daquele transe imaginário.

— Todos os dias? -Ela indagou arqueando a sobrancelha, escondendo sua felicidade interna e suas “Ilusões”.

— É claro. Já imaginou eu chegando do trabalho, e como você deve prever, serei um grande astro da música, então obviamente serei muito rico. Não terei tempo e vontade nenhuma de arrumar a casa, muito menos de cozinhar, então, como sou uma boa pessoa, você será uma das minhas empregadas domésticas. -Castiel falou sorrindo.

Imagine uma jóia rara, de alto valor e cheia de beleza. Agora, imagine-a sendo quebrada em milhares de míseros pedaços, agora sem valor algum. É isso que Bela sentiu ao ouvir essa frase. Estava no chão. Como poderia ser tão iludida?. Por um instante, sentiu como se estivesse novamente, após bastante tempo, de volta a aquele mar de pensamentos persistentes e ambulantes, naquela imensidão azul escura e sem fundo, onde cada peixe era um problema, cada planquiton significava um sonho pequeno, e cada bolha de ar perdido de sua boca e pulmão, significava menos um motivo para continuar de bom humor ou com o alto estima nos ares.

— Não garanto isso. -A morena argumentou abaixando a cabeça sem expressar sua decepção.

— Porquê? -O garoto questionou comendo outra garfada do macarrão.

— É provável que depois de eu completar vinte ou vinte e um anos, terei que voltar para o Brasil para tomar conta das propriedades deixada por meus pais. A empresa da minha mãe, os terrenos rurais dos meus avós deixados para minha tia e que agora são meus. Terei que frequentar outra faculdade, desta vez de direito para poder manter a posição do ranking da Lynne'S estável. Sem contar que terei que mudar todas as contas dos bancos de meus parentes para a minha. Isso significa que não precisarei de sua ajuda, nem da sua riqueza, pois terei condição de sobra para cuidar da minha vida. -Sua língua queimava como fogo enquanto respondia o “porquê” de Castiel. A tentativa de dizer que ela não precisava dele para ser feliz parecia ter acertado-o em cheio, porém, ela sabia que estava mentindo. É tão óbvio que Bela precisa dele mais do que tudo, nunca admitiu, mas a razão para ela estar feliz até hoje é por causa dele! Por causa daquele Abraço acolhedor, por sua carona, por seus beijos, por sua boca, palavras, sentidos, sentimentos, pelo simples fato dele estar presente em seu cotidiano. Admitiu por dentro, agora que sabe que está apaixonada, sabe que esse ruivo metido e bipolar é a razão de seu sorriso e viver.

— Uau. Veremos então, ninguém sabe do futuro, né ?. -Castiel riu baixo, fingindo não estar ofendido.

[. . .]

O resto do almoço foi silencioso, fora o bater de talheres na louça. Bela recolhia os pratos vazios, e segurava o riso de uma piada bem escrota que Castiel havia dito, contudo, foi vencida e riu feito uma boba. “E que sorriso..”, ele pensou ao ve-la rir. Graças aquela piada besta e sem sentido, ele conseguiu quebrar o gelo daquele clima tão desagradável que rodeava o ambiente. A mesma, colocou os pratos e copos de suco dentro da lava-louças e voltou para onde ele estava. Com muita dificuldade, engoliu as gargalhadas e secou algumas lágrimas que escorriam por suas bochechas rosadas e macias.

— Pois bem. Obrigado pelo almoço, estou satisfeito. E só queria te dizer que você é uma ótima professora. -O ruivo falou tocando na maçaneta da porta de saída do apartamento e piscando um olho só, provavelmente para ir embora.

— Sério?, muito obrigada então. -Ela disse se aproximando.- Confesso que não foi tão difícil quanto eu imaginava.

— Tenho que concordar. Mas bem, Lysandre ligou aquela hora para mim, preciso visita-lo. -O garoto da de ombros, indo para fora.

— Está bem.. Então.. Até o próximo sábado? -Bela indagou curiosa. Suas bochechas rubras deixavam nítido no ar que ela queria que ele não fosse embora. A companhia de Castiel a faz tão bem… mesmo ele sendo um pouco grosso e convencido as vezes. Estava tão envergonhada por receber elogios vindo da parte dele. Ao final da frase, escondeu metade de seu rosto atrás da porta e arranhou a lateral da porta com a unha do dedo indicador diversas vezes. E não deixou de sorrir timidamente.

— Claro. -O ruivo respondeu dando dois passos para trás.

— Então tá.. Até mais.. -A garota se despediu fechando um pouco a porta.

— Até.

Não, não. Estava faltando algo, e essa coisa estava deixando o coração de Bela saltitante e feliz. Toda vez que os dois se encontram, sempre tem algo. Sim! Estava faltando um beijo!. É isso que Bela estava desejando desde que levantou, mesmo tentando enganar sua mente, sabia que queria mais do que tudo, sentir os lábios quentes, cheio de sedução e luxúria de Castiel. Era como cometer o próprio pecado. Ela quer um beijo, mesmo que fosse um selinho rápido, mas que ela sentisse uma avalanche de sentimentos e pensamentos como todas as vezes.

— E-espere! -Chamou-o.

Sem pensar duas vezes, antes do ruivo virar as costas, deixou seu coração falar mais alto e em um pulo rápido e ágil, agarrou a gola de sua jaqueta, o puxando para um beijo, chegou até a levantar alguns centímetros de seus pés. Castiel não esperava pelo ato e arregalou os olhos surpreso quando sentiu o selar de seus lábios. Nunca pesou que Bela tomaria a iniciativa de ajuntar suas bocas. O garoto não irá mentir, estava esperando isso desde a hora que fitou o olhar e a face da menina pela primeira vez no dia. O tocar de seus lábios não foi grande coisa já que ele foi pego desprevenido, mas em poucos segundos, conseguiu ao menos segurar a cintura de Bela. Foi um beijo simples e inocente, sem mão, sem língua, sem respirações aguçadas e saliva. Os que poderiam estar em volta jurariam que esse foi o primeiro beijo entre os dois.. pff, inocentes. O fôlego nem havia começado a acabar que Bela cessou o ato, afinal, aquilo só foi uma despedida.

Ao abrir seus olhos, reparou que estava bem próxima do ruivo, então recuou para trás morrendo de vergonha.

— Garota.. -Castiel disse abrindo um sorriso que vinha de orelha a orelha. Aquele ato foi como um isqueiro, o qual ascendeu uma chama enorme dentro dele. Sua mente estalou feito choque elétrico, e isso o fez lembrar do porquê que ele estava ali.

Aquela chama ativou todo seu sistema pervertido.

— Tchau Cast. -Ela diz se escondendo atrás da porta e fechando-a bem na cara de garoto, o qual ficou com a expressão de “Bunda”.

Castiel chegou até bater a cabeça na porta por tentar entrar novamente. Ele pretendia invadir a casa outra vez, trancar a porta e pega-la de jeito, desta vez um pouco diferenciado da outra no carro. Droga, o ruivo deveria saber que Bela não era tão fácil assim, apesar dela ser tímida, não mudava o fato de que a garota não cederia. O mesmo bateu a cabeça levemente na porta e sorriu. “Ela é esperta..”, pensou dando as costas e soltando um longo suspiro de incompreensão. “Talvez… não, talvez não. Quer saber?, Da próxima vez, será definitivo!.” Concluiu indo embora e chutando o vento.

Enquanto isso, a garota parou no meio da sala roendo as unhas, nervosa. Esperou alguns segundos movimentando a ponta de seu pé no tapete, e quando se deu conta que Castiel, por certo, foi embora, abriu um sorriso imenso. Foi inevitável e incontrolável, suas pernas passaram a ser movimentar sozinhas, pulando de um lado para o outro; suas mãos então, batiam palmas feito louca e um grito animado e escandaloso soou entre seus lábios. Estava tão feliz! Finalmente tomou iniciativa em um beijo! Castiel sorriu para ela! Ele gostou!, ela gostou!. Nunca na vida imaginou segurar em alguém e força-lo a beija-la de um jeito inexplicável. Cansada de tanto gritar e pular, se jogou para trás no sofá com a cabeça nas nuvens. “Que sonho… Eu! Beijei alguém!. Das outras, ele me beijou, mas dessa vez fui eu!”. Repetiu tocando seus lábios de maneira delicada, tentando de alguma forma sentir os lábios, agora inexistentes de Castiel ao contado dos dela.

[. . .]

Castiel — Apartamento Étoile noire, França.

Cansado de esperar, arrancou os sapatos e jogou-os em qualquer lugar do quarto. Finalmente a noite veio a chegar. Passou um tempo da tarde na casa de Lysandre, chegou até pensar em ler o diário da garota juntamente com seu amigo, mas imaginou que não o agradaria. Aquela era a hora esperada. Deitou sobre sua cama ainda desarrumada e bagunçou sues cabelos com a saida de sua jaqueta e blusa, retirando o pequeno caderno branco do bolso interno. Ajeitou os travesseiros e suspirou, não esperou nada para folhear todas páginas, as quais as letras pareciam borrões de tinta pela velocidade, incapazes de serem decifradas. Curioso, abriu de uma vez por todas na primeira página, logo dando de cara com o texto. Parecia que as verdadeiras primeiras páginas haviam sido arrancadas. Mas deu de ombros e começou a ler.

Diário On

☆Eu Bela Lynns, quero deixar claro que não tenho a obrigação e explicar as datas ocorridas e muito menos escrever todos os dias, porque não sou obrigada. Nem sei porque escrevo isso, ninguém além de mim vai ler esses meus avisos inúteis. Mas está bem.☆

Quarta-Feira

Hoje de manhã Viktor veio em casa para tomar café, passamos a tarde toda conversando e assistindo a programação do dia. É agradável a presença dele ao meu lado, me sinto tão segura. Já a tarde, bem, fomos a sorveteria do Louis e nos divertimos bastante no lago. Confesso, foi um dos melhores dias da semana. Tenho sorte de te-lo ao meu lado. Ele me tirou da solidão e fez todos aqueles que cometiam bulliyng comigo sumirem como baratas tontas!!. Do sexto até o nono ano, mesmo com ele ao meu lado, foram os piores da minha vida. Já chorei tanto que nem sei como estou feliz naquela escola até hoje."

Segunda-feira

Não estava me sentindo tão bem no domingo, então fui obrigada a ir no medico hoje. É estranho, pensei que iria para um médico normal, mas acabaram me levando em um psiquiatra. O resultado foi anorexia. Me pergunto o porquê disso.. Acho que me alimento bem, mas os médicos falaram ao contrário, então é verdade. Após a ida no médico, mamãe me levou para a farmácia, onde compramos um remédio meio caro, mas segundo minha mãe, não custava nada. Acabei de toma-lo, me sinto meio enjoada, mas deve ser efeito colateral. Viktor veio me visitar agora pouco, me trouxe vários pacotes de bolachas, salgadinhos e doces. Ele não parou de me abraçar repetindo que estava tudo bem, mas okay, não irei reclamar, até porque é normal vindo da parte dele. Kk, mas eu também adoro isso”.

Domingo

Passei mal outra vez. Vomitei sem parar, falei até para meu pai deixar eu ficar sem tomar aquele remédio, mas ele não deixou. Mas para compensar, Viktor me levou para o cinema! Foi tão gentil, tentei recompensa-lo e acabei comprando algumas roupas e jogos que ele estava desejando há tempos, ele me agradeceu muito!. Estou tão feliz que ele tenha gostado!”

Terça-feira

Puxa, faz um ano que não escrevo aqui. É triste, eu sei. Mas finalmente estou conseguindo!. Tenho certeza que irei me formar com todas as notas azuis!. Mas por outro lado, mamãe e papai brigaram de novo, a briga foi feia.. quebraram bastante coisas e móveis.. É triste.. Sabe.. Tudo isso é por causa de mim.. dói muito.. Mas outra vez, Viktor estava lá para dar seu ombro para eu chorar. Já não consigo me segurar, a cada dia que passa, me sinto mais apaixonada. Como sou boba haha.”

Sexta-feira

Hoje as notas saíram! Eu passei! Conclui meu ensino médio!. Estou tão feliz! Foi tão rápido que até e inscrevi instantaneamente para frequentar a Sweet Amoris pela Internet. A prova não foi tão difícil. Artes! Sempre fui apaixonada por esse mundo, desenhos, pinturas, museologia, teatro, música, dança e tudo mais! É tão incrível!. Ao contrário do Viktor, ele quer ganhar a vida na área de vídeo game, é bem bosta, mas deixe ele viver a vida dele, se é isso que ele gosta, pois bem. A Leticia organizou uma festa antes da formatura. Originalmente, não queria ir nem a pau, mas pude notar a felicidade do Viktor, então resolvi ir junto com ele. É incrível como ela é habilidosa, sabe, a Letty estava há tempos comprando as coisas para essa festa, e é amanhã!. Não gosto de festas… sempre acho que estou no formato de uma formiguinha minúscula em meio de tantas outras, perdida.. Mas, nunca fui em uma, a não ser pelas da empresa da minha mãe.. Parece ser legal. Bem, vamos ver, se eu não passar mal, até posso ir.”

“Ah sim.. Não tem mais nada para fazer aqui em casa sem ser ler meus livros, tocar violino e escutar Grunge — Adoro fazer essas coisas, mas as vezes isso enjoa —. Então resolvi escrever pela segunda vez no dia. Enquanto eu lavava a louça, passei a relembrar de um pensamento que comecei a cultivar há alguns meses atrás. Não está sendo nenhum pouco fácil segurar meus ciúmes e minha língua quando se relaciona ao meu melhor amigo. É um aperto tão grande que é inevitável não gritar!. Eu e Viktor estamos juntos a anos, logicamente, como amigos. Sempre reparei o quão romântico e sensível ele é, suspeito que ele também sinta a mesma coisa. Sei, é o tipo cliché, a menina se apaixona pelo melhor amigo, mas saiba que esse é o tipo de cliché romântico que eu mais adoro ♡. Porque não confessar meu amor a ele? Garanto que ele irá compreender!.. Bem.. Eu acho. Tia Agatha disse que é uma ótima idéia. Vontade eu tenho.. Mas coragem.. pff."

Quarta-feira

“Eu não aguento mais. Estou farta disso. É horrível. Não consigo dizer isto a meus pais e para minha tia, então após ficar dias mergulhando no travesseiro e em minhas próprias lágrimas, achei você, meu diário, para descontar todo esse peso desgraçado de minhas costas. Não consigo aceitar que fui enganada por anos! ANOS!. Porque isso aconteceu comigo? Só porque eu sou feia? Status?. É tão idiota! Como eu gostaria de odiar, desprezar e humilhar aquele filho de uma puta que um dia foi.. Ou melhor; que um dia eu achei que fosse meu melhor amigo. Ele me xingou de estranha, feia, magrela, doente, drogada, desengonçada, desesperada, lerda, defeituosa. Eu não consigo acreditar, daqui a pouco este caderno estará imundo, coberto de minhas lágrimas e sangue. Não há como esconder, a dor é forte de mais. Meu sangue escorre pelos braços, e inclusive, o machucado do corte do espelho sobre meu abdômen dói de mais. E o pior, Viktor está certo. SE A PORCARIA DESSE ESPELHO NÃO DISSESSE A VERDADE, QUEM SAIBA EU NÃO FOSSE REJEITADA?. A CULPA É MINHA! EU NASCI ESTRANHA, EU NASCI FALHADA, NÃO NASCI HUMILDE, NÃO NASCI BONITA, NÃO SOU QUEM PENSO. Eu não pedi para ser assim. É de partir o coração ve-lo aos beijos com a Leticia, inclusive, esbanjando seus bens materiais quase todos os dias na rua de casa. Sei que é ridículo sofrer por homem, mas não dá. O dia que alguém for perdidamente apaixonada por outra pessoa por anos, e for rejeitada de um jeito horrível, vai entender o que eu quero dizer. Faz algum tempo que não como e não vejo nem a luz do sol ou da lâmpada, pois sei se a claridade entrar por meu quarto, verei as fotos dele e minha por todas as partes das paredes, os presentes falsos e insignificantes que recebi do mesmo, seu casaco que eu adorava cheirar.. Tudo lembra dele.. Minha tia e mãe insistem todos os dias para eu sair e perguntam sobre o porquê de eu estar assim, mas estou tão rouca e sem voz que, nem mesmo se eu quisesse poderia responder. No momento quero ficar sozinha.. Com esses cacos de vidro, meus cortes, meu sangue, minha dor. Sempre fui dramática, eu sei.. Mas dessa vez é sério. É difícil segurar o choro”.

Sexta-feira

Decidi sair do quarto, mas logo depois me arrependi. Foram tantas perguntas feitas por meus pais, como:- Você está bem?; está pálida; comeu alguma coisa?; está passando mal?; porque não saiu antes?. Tudo tão irritante. Fui obrigada a sair para ir ao mercado, que para variar, foi outra má idéia. Fui inundada por uma poça de lama, a qual foi jogada em meu corpo após o carro daquele embuste e seus amigos passar. É tão triste. No final do dia nem voltei com as compras, fui tão idiota que corri para o trás do estabelecimento para chorar. Sou tão idiota. Eles não deviam aproveitar que sou emocionalmente frágil..”

Segunda-feira

Minha mãe me levou para o médico outra vez. Porém, não fiquei com eles por muito tempo, apenas fiz alguns exames e depois fui deixada na recepção, onde esperei minha mãe por longos minutos. Eles pareciam estar conversando algo muito sério. O médico disse que eu não poderia continuar dessa maneira, cheia de olheiras, pele pálida, olhos vermelhos, cortes na pele e ficar sem comer. É lógico que dei minha opinião para eles, mas fui ignorada com sucesso, para variar. Nesse momento, estou ouvindo Grunge outra vez, é a única coisa que me faz esquecer de meus problemas. Só hoje, vomitei umas cinco vezes. Não estou me sentindo muito bem. Meus pais dizem que é psicológico.. Mas bem.. Eu não ligo se eu morrer agora. Agora mesmo, só estou escutando música para não ouvir a discussão revoltada lá em baixo. Tudo por minha causa. Não é à toa que Lúcia e Philippe estão separados. Cada dia que passa, sinto meu alto estima e felicidade desaparecer como o resto de uma fogueira, as próprias cinzas secas e frias, queimadas um dia pelo fogo, serem arrastadas pelo vento e espalhadas por todos os cantos.”

Sábado

“Foi como um arco íris em meio de uma tempestade. Após batalhar imensamente contra minha insônia, decidi navegar um pouco pela Internet, e para minha surpresa, um email havia chegado em minha conta. Sim! Sweet Amoris aceitou minha entrada na faculdade, mesmo recém saída do ensino médio — eu sei que se passou um ano depois daquilo tudo, e desde aí nada mudou. Agora que estou com meus dezoito anos, prestes a chegar nos dezenove, posso viajar tranquilamente para onde eu quiser. Vou avisar meus pais sobre a notícia.”

Segunda-feira

Há dois dias atrás, recebi o tal email, e não pude segurar minha felicidade e ansiedade. No domingo mesmo, arrumei minhas malas, documentos e até a minha passagem para a França. Embarcar no avião foi tão divertido, mas teve uma despedida triste, porém garanto que isso irá passar rápido. Espero que naquele lugar maravilhoso eu possa recuperar tudo que perdi após minha vida aqui nesse lixo de cidade. Quero esquecer de tudo. Tudo mesmo”

Segunda-feira

Faz uma semana que estou aqui na França. É tudo maravilhoso, a paisagem é magnífica, os sons e até o ar é mais puro. É tudo tão lindo. Minhas aulas de francês não foram tão inúteis afinal. Tudo bem que mudei de país, mas também não quer dizer que esqueci de tudo como imaginava. Pelo CONTRÁRIO, continuou a mesma coisa. Para começar, meus primeiros dias foram um inferno. Aquela tal de Ambre e suas amigas me perturbaram tanto.. sorte que um loiro gentil me ajudou. Não posso esquecer do Lysandre, ele foi tão generoso em ajudar-me no curso de filosofia e apresentar lugares perfeitos. Estou grata, embora não desejo manter diálogo com ele ou com o loiro.”

“Se passou algum tempo depois da última vez que escrevi aqui. Não estou com vontade de dizer o dia da semana que está sendo isso. Estou me sentindo péssima. É horrível quando alguém te lembra de algo que você estava esquecendo. E foi isso que aquele garoto ruivo fez. Chorei tanto antes de dormir. É doloroso o jeito que ele me fez lembrar dos xingamentos de Viktor, Dake e do Evan. Palavras como ‘Inútil’, ‘Quatro olhos’, ‘Idiota’, ‘Irritante’ e ‘Ninguém’. Eu sei que sou tudo isso, mas não precisa jogar na minha cara como o espelho..”

“Não sei que dia da semana é hoje. Estou meio que chocada com o que aconteceu hoje. O Abraço e tudo mais, só sei que peguei gripe. Mas fora essa doença, estou me sentindo até melhor, aquele ato me reconfortou tanto. Acho que chegou a hora de superar meu luto. Gostaria de agradece-lo, mas meu orgulho é muito grande.”

Terça-feira

As semanas passam rápidas. Faz quase dois meses que estou aqui. É tudo tão.. mágico. Esse diagnóstico foi inesperado, contudo, terei que voltar a tomar meus remédios outra vez. Que chato. Além da minha febre psicológica, fui diagnosticada com depressão e transtorno dismórfico corporal. Gostaria de explicar, mas estou sem vontade, não quero pensar nisso. Estou tão melancólica. Para falar a verdade, acho que tive essas doenças por toda a minha adolescência. Então está sendo normal para eu conviver com isto. Afinal, não mudou nada.”

Sexta-feira

Acho que quebrei minha promessa. Me apaixonei outra vez.. Não sei se é errado, ou não. Todavia, não há como ignorar a presença dele ao meu lado.. Estou ficando louca. Principalmente amanhã que o mesmo virá em casa. Céus… minha mente é tão poluída. Me pergunto como cheguei nessa situação perversa. Ele pode estar me iludindo?.. Talvez.. Mas não dá. Simplesmente, não dá. Maldito amor, mal conheço Castiel e já quero passar o tempo todo ao seu lado. Talvez eu fui condenada a ser masoquista. Não.. Isso é coisa da minha cabeça. Oh céus.. Isso é tão errado.”

Diário Off.


Intrigado e curioso, folheou mais algumas páginas há procura de mais escritas, mas foi em vão. O resto das folhas estavam apenas com os desenhos dos traços das linhas azuis e comuns do caderno. Castiel estava meio confuso e cheio de pensamentos embaralhados. “Depressão?”, pensou colocando o caderno no criado mudo e coçando a cabeça. Nunca passou por sua cabeça que Bela sofria com uma coisa séria dessas. "É horrível quando alguém te lembra de algo que você estava esquecendo. E foi isso que aquele garoto ruivo fez. Chorei tanto antes de dormir. É doloroso..", a escrita de Bela naquele papel vieram a sua cabeça. “Eu.. A fiz chorar?”. Se sentia tão envolvido naquelas páginas, tão arrependido. Normalmente nem iria ligar para uma situação dessas — afinal, isso não é problema dele. Mas.. fazer Bela chorar?, foi como uma estaca cravada em seu peito. Ficou surpreso, quando, parou para ver que de fato a relação amorosa entre ele e Debrah foi quase igual ao de Bela, na base do interesse. Compreendeu amargamente como a garota estava se sentindo no dia que escreveu aquele capítulo. Se ele soubesse que passava por essas coisas antes, nunca nem devia ter descontado sua raiva diária nela nos seus primeiros dias em Sweet Amoris. A família dela parecia ser preocupada e agitada, assim como a dele. Concluiu em sua cabeça uma grande parte da vida da morena. Bela sofreu por preconceito com seus olhos e aparência; doenças; amizades falsas; brigas cotidianas; problemas diários; incompreensão; Dor; depressão; baixo auto estima; Infelicidade; ilusões. Se assustou com toda aquela bomba de informações diretas.

Seu coração passou a bater desgovernado atrás de arrependimento, e talvez pulsar por algo a mais quando relembrou das frases: “Acho que quebrei minha promessa. Me apaixonei outra vez”, “Maldito amor, mal conheço Castiel…”. Entre milhares de pensamentos e questões a serem pensadas detalhadamentes e com cuidado, como por exemplo, a relação de Bela com Viktor, um deles ascendeu como uma lâmpada cheia de energia, o despertar de um novo questionamento. “Bela me ama?".


Notas Finais


Não foi grande coisa ,-,
Opaaaaa parece que algum ruivo por aí caiu na real!.
Estou com vontade de escrever hentai... Como vocês imaginam a próxima vez de Bela ? Hehe, adoraria saber das idéias de vocês :3
Só vai!
Aaaaa, a Bela é tão fofa! Que vontade de rasgar aquelas bochechas rosadas enormes de tanto apertar :3
Até o próximo capítulo, suas lindas ♥


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