História Estrelas Perdidas - Capítulo 59


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Belinda, Exo, Kaisoo, Selena Gomez, Sexing, Super Junior, Xiuhan
Visualizações 50
Palavras 3.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Famí­lia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite Estrelinhas!

Passando só para deixar mais um capítulo, como eu disse, alguns deles são enormes então dividi o "A Ordem da Rosa" que virá no próximo capítulo.

Leiam e divirtam-se!

Beijinhos!

(^.^)

Capítulo 59 - Guardião


Fanfic / Fanfiction Estrelas Perdidas - Capítulo 59 - Guardião

 

Terça-feira. 23 de Janeiro do ano do Criador...

 

Inverno...

 

Ele vinha ansioso pelos corredores, elevadores e escadarias do castelo, Luhan não se teletransportaria, curiosamente não se lembrava que poderia se teletransportar para o quarto do ômega. Era só ansiedade.

Pela manhã, bem antes do nascer do sol Alcyon e Luhan foram à sala de reuniões no castelo, para por Siwon e Melanie a par dos últimos acontecimentos relacionados a Minseok e Torrefee, tentar marcar uma hora com eles. Não iriam agora pois sabiam que os dois teriam compromisso nesta manhã então seria inútil levar Torrefee e Minseok.

Luhan planejava voltar ao quarto de Minseok antes que ele acordasse e na pressa com tantos assuntos a serem vistos Luhan acabou se esquecendo do fato que Minseok comia creme de mel no café da manhã, todas as manhãs. Talvez não fosse esquecimento na verdade, ele apenas andava muito preocupado com o fato de que os reis de Arcadhy planejavam levar Minseok para longe dele. Ah! Iria junto, seus pais que aguardassem. Não ficaria na Academia nem no Castelo do Sol um minuto se quer longe de seu ômega, iria com ele para onde quer que Minseok fosse levado.

Baekhyun havia acabado de chegar com Enzo do castelo dos pais e encontrou Luhan no caminho, Enzo havia vindo para as aulas de futuros papais no fim da tarde, tia Belinda ficaria com o sobrinho até a hora, ela amava ficar com os pequenos antes dos futuros papais chegarem, mas agora estava preocupada com a sombra que estava rondando o castelo e atormentando as crianças.

Belinda veio ao encontro dos três.

— Por que está tão nervoso filho? — ela perguntou ao perceber assim que se aproximou pegando o pequenino em seus braços.

— Preciso chegar ao quarto de Minseok com urgência – ele respondeu.

— Por que não se teletransporta? — Baekhyun perguntou curioso. Luhan ergueu uma das mãos acertando um tapa em sua própria testa.

— Tapado! — disse de si mesmo, sorriu — Nos vemos mais tarde — ele disse — deu um beijo na mãe e outro no primo menor.

— Ei! Cadê meu beijo! — Baekhyun reclamou antes que Luhan se teletransportasse, o alfa se aproximou do primo e o beijou na testa também dando-lhe em seguida um  tapa de leve no mesmo local.

— Te amo Ganso Depenado! — disse o alfa e se teletransportou — Belinda e Baekhyun seguiram juntos até o quarto de brinquedos.

Os dois entraram no quarto onde Belinda costumava brincar com as crianças. Sorriram ao perceber em como ainda tão jovem Vydda, irmão de Sehun já era capaz de manipular seus poderes deixando o quarto muito frio como ele gostava. Vydda sentado no colo de uma das babás sorria e batia palminhas vendo que Tia Belinda entrava no quarto com Enzo nos braços, ao contrário de Lyo que fazia sempre um belo bico e abria o berreiro da tantos ciúmes até que Belinda o pegasse, o bom de tudo era que nem um dos bebês presentes era muito sensível ao frio, mas Belinda sempre usava de sua magia do sol que aprendera com o consorte para amenizar um pouco do frio que Vydda havia produzido.

Luhan se teletransportou para o quarto do ômega a tempo de vê-lo levando uma colherada de seu delicioso creme de mel á boca.

— Meu amor! — ele gritou chamando a atenção de Minseok que sorriu ao vê-lo descabelado e eufórico correndo até ele. Minseok deixou a colher com o creme de lado e se levantou indo a seu encontro. O abraçou.

— Bom dia! — disse o ômega — Pensei que demoraria mais, mesmo assim pedi nosso café. Estou proibido de ir à Academia hoje — pareceu triste — Quando vai falar com os reis?

— É só por hoje, amanhã estará de volta. Confie — disse Luhan com uma certeza que enchia Minseok de segurança e esperança — Vou conversar com eles quando retornar da Academia hoje à noite, meu pai vai se encarregar de marcar uma reunião em chamada de vídeo com todos eles.

— Eu vou morrer de tédio sem você aqui — Minseok falou puxando o alfa para que se sentassem à mesa.

— Com Vydda, Lyo, Enzo e Torrefee...? Duvido — Luhan brincou.

— Queria que Amora também viesse. Enzo e Vydda chegaram? — Minseok perguntou pegando novamente a colher na tigelinha de creme de mel.

— Sim — Luhan respondeu sério segurando-lhe a mão antes que a colher chegasse à boca do ômega. Minsoek o olhou confuso, Luhan suspirou, precisava lhe contar. Retirou a colher da mão do ômega e puxou a tigelinha de creme dele substituindo pela sua.

— O que está fazendo? — Minseok permanecia confuso.

— Preciso lhe contar algo — o alfa começou e Minseok se tornou atento à suas palavras. Luhan lhe contou sobre o veneno e sobre o que havia decidido com o pai sobre isso.

— Por isso me deu seu creme de mel ontem?

— Sim — Luhan respondeu — Joguei o seu fora, me desculpe não ter te contado antes — ele pediu segurando uma das mãos do ômega que estava entendida sobre a mesa. Minseok sorriu, Luhan era a cima de tudo seu guardião.

Fora decidido que para que o veneno não passasse a ser colocado em outra comida, os dois continuaria pedindo creme de mel todas as manhãs até descobrirem quem estava fazendo isso, pediriam sempre o creme para ele e Luhan. Luhan lhe cederia o seu sempre.

Alcyon conversaria com Belinda, a rainha poderia usar sua magia de invisibilidade e se infiltrar na cozinha para descobrir quem estava envenenando o ômega. Precisavam apenas ser discretos e seguir todas as partes do plano que o rei formularia com a rainha assim que a colocasse a par do assunto.

Luhan decidiu contar tudo o que sabia a Minseok, sobre ter ouvido seus pensamentos sobre Torrefee e sobre ele ter colocado o pai a par de mais este problema. Ao contrário do que imaginava Minseok não se chateou com ele por ter ouvido seus pensamentos, mostrou-se aliviado pois agora juntos poderiam encontrar uma solução para o caso da ninfa.

Quando Luhan deixou o ômega para ir com Baekhyun e os outros alfas e ômegas para a Academia, Minseok se deitou novamente, disse ainda ter sono, iria mais tarde ver Torrefee e os bebês. Luhan sorriu, ele ficaria protegido, havia sentinelas na sacada do quarto e na porta dentro do castelo, quando Minseok deixasse o quarto alguns dos sentinelas o acompanhariam onde quer que ele fosse, caso não saísse Belinda viria vê-lo, o ômega estaria seguro de qualquer forma.

 

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Minseok não esperou muito para voltar à Academia, quando Luhan e os outros regressaram ao castelo no fim da tarde Alcyon já havia conversado com os outros onze reis em lugar do filho e juntos haviam decidido que Minseok poderia permanecer no Castelo do Sol por mais um tempo. Havia sido uma decisão de todos, embora Alcyon, Oberon e outros reis fossem contrários à decisão, ainda achavam que o melhor seria enviar Minseok o quanto antes ao seu castelo de inverno. Mas a decisão da maioria havia prevalecido, os outros reis sabiam que no castelo de inverno teriam mais falhas do que onde o ômega estava agora, além do que a magia natural de ALcyon era um dos grandes trunfos da proteção do ômega.

Caso os problemas com o inimigo continuassem depois do aniversário de Alcyon, o ômega seria enviado a outro destino.

 

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Na quarta-feira tudo voltou ao normal para Minseok e ele agradecia em seu íntimo imensamente por isso, no entanto mais uma das coisas que ele amava havia sido retirada dele. Adeus passeios pelos bosques e florestas da Academia, adeus horas divertidas ao lado de Arco-Íris, adeus momentos descontraídos com os amigos recolhendo as folhas que caiam das árvores e os passeios em seguida pelo bosque, mas os outros continuariam, eles sabiam que se Minseok não estivesse presente ninguém correria perigo. Era melhor assim, Minseok ainda poderia andar pelo bosque, contanto que nunca fosse sozinho.

Outra coisa que alegrava imensamente ao ômega era o fato de que Torrefee também havia retornado á Academia, a ninfa ainda tinha seus esquecimentos e delírios além das febres nos fim dos dias por isso permaneceria na Academia apenas na parte das manhãs para as aulas teóricas e depois do almoço antes das aulas práticas de luta ela voltaria ao castelo.

Assim que chegou à Academia com os outros ômegas e alfas, e que teve a oportunidade, Minseok procurou por Jade e Heechul que recuperados também estavam de volta, Jade não havia se ferido tanto e estava bem, Heechul ainda sentia algumas dores pelas pancadas forte que havia levado, mas as feridas estavam cicatrizando bem, o ômega os agradeceu, seria eternamente grato aos dois.

Minseok percebeu que Heechul estava definitivamente bem quando o amigo começou a contar suas piadas quase sem graça durante o almoço. Heechul estava melhorando embora Minseok temesse que ele pudesse ter o mesmo problema de Torrefee.

— Eu estou bem Minseok, de verdade, não precisa se preocupar. Fui examinado, medicado, não há riscos de que eu venha a me transformar em um deles — Heechul sorriu sincero ao lado do ômega.

— Como sabe que me preocupo por isso? — Minsoek perguntou surpreso, não havia dito sobre isso a ninguém. Heechul se aproximou do ouvido do ômega para cochichar.

— Jimin me disse – ele sussurrou.

— Jimin?

— Sim, além de eu não ter febre como Torrefe, nem um dos sintomas que ela tem...

— Como sabe sobre Torrefee...? Luhan te contou...? — Minseok o cortou desconfiado.

— Jimin teve uma visão do futuro – ele disse e Minseok se afastou dele com os olhos arregalados para olhar nos seus.

— O que ele viu? Porque ele viu Torrefee no futuro...? Sei que ele só tem visões com pessoas relacionadas a ele...

— Ela está relacionada a ele... — disse Heechul — No futuro, bem no futuro... Não se preocupe. Em um futuro não muito distante... Ele viu que todos estávamos bem... Ele viu a ninfa renascer... — Heechul disse e os olhos arregalados de Minseok de repente se tornaram marejados, ele viu o ômega suspirar e sua feição preocupada relaxar um pouco.

Ah! Os hormônios estavam brincado com Minseok novamente.

— Do que está falando...?

— Jimin tinha esperanças de que Hiperion fosse ômega e que se parecesse contigo — Minseok viu Heechul sorrir — Mas descobriu a pouco tempo que seu destino está nas mãos de Baekhyun e Torrefee...

— Seu eterno? — Minseok foi ao ouvido do amigo e cochichou.

— Sim, mas um futuro bem distante — Heechul sorriu.

— Ele viu Torrefee renascer...?

— Sim...

— O que tanto cochicham? Estou ficando preocupado — Luhan se aproximou dos dois e Heechul sorriu.

— Eu estava contando ao Minnie que alguns dos elfos da Academia tem esperanças de que Hiperion seja ômega e se pareça com ele... — Heechul disse para ver os olhos de Luhan brilharem ameaçadores.

— O que vocês acham que eu sou...? Não vão colocar suas mãos em cima de meu filhote nem em sonhos seus pervertidos – o alfa disse alto e todos na mesa que escutaram caíram na gargalhada.

— É Luhan, você passou de consumidor para fornecedor — Ren falou baixinho se escondendo atrás de Jade — Aceita que dói menos — ele teve a ousadia de dizer antes de verem Luhan levantar e correr atrás dele pelo refeitório.

Tirando as provocações e brincadeiras de todos as atividades e as aulas transcorrerem normais. Após o almoço Minseok ficou um tempo na biblioteca onde fizera um trabalho em dupla com D.O., haviam terminado ha algum tempo e agora que Jongin viera buscar D.O., Minseok tentava ler um livro sobre armas avançadas de espionagem mas sua mente parecia aérea e confusa, as letras escritas lhe pareciam escritas em outra língua, desistiu, não estava conseguindo se concentrar sozinho para assuntos importantes por nada nestes últimos dias, como se seu cérebro tivesse estagnado.

Pegou o livro, colocou na mochila, colocou a mochila nas costas e deixou a biblioteca. Ainda na porta olhou para os dois lados, de um dos lados vinha Luhan e Taemin em uma animada conversa, do outro lado viu Baekhyun que se afastava rapidamente, havia visto esta cena em uma de suas visões do futuro ha alguns dias, lembrava que o seguia e o seguiu, queria ver no que isso iria dar.

Seguiu Baekhyun. Não seria arriscado, se bem lembrava da visão iriam apenas até o muro que separa os dois lados da Academia, o lado de elfos e ninfas, sabia que Torrefee ainda não havia ido para o castelo, sorriu. Sabia também que Baekhyun podia senti-lo por causa da ligação que tinham, mesmo assim continuou distante seguindo-o por corredores e salões, também Baekhyun parecia tão eufórico que com certeza nem o perceberia ali.

Estava frio lá fora, mas ele estava protegido com a farda de inverno da Academia. Seguiu o primo de seu futuro consorte por jardins e uma pequena parte do bosque, até o muro cercado de trepadeiras que dividia ninfas e elfos. Minseok viu Baekhyun escalar o imenso muro como se não pudesse levitar, mas isso era o mais inteligente a se fazer naquela situação, porque se ele levitasse próximo ao muro, com certeza chamaria a atenção de algum magistrado telepata.

Minseok se escondeu atrás de uma árvore que estava cercada por um belo arbusto e olhando para Baekhyun novamente sorriu.

Ah! O amor! Ela estava lá com ele, linda como um floco de neve, Baekhyun era o guardião de Torrefee, assim com Luhan era para ele. Torrefee estava bem o ômega imaginou, já estava subindo até em escadas para ver o amado, a ninfa era muito forte. Baekhyun lhe deu um selinho e Minseok achou que poderia morrer vendo tanta fofura de uma só vez, com certeza haviam sido feitos um para o outro.

— O que está fazendo aqui... E sozinho? — Luhan cochichou em seu ouvido assustando-o.

— Não faz isso! Quer que teu filho nasça agora seu insensível — Minseok falou olhando para ele.

— Me perdoa meu amor – Luhan pediu lhe beijando o topo da cabeça – Mas não podia deixá-lo sozinho, é perigoso.

— Ridículo – Minseok o acusou, mas logo sorriu – Eu sei. Eu não ficaria aqui sozinho por muito tempo. Olha! – ele mostrou o que via – Eles estão tão felizes juntos.

— Como nós dois – Luhan sorriu abraçando-o.

— Sim.

— Por que o seguiu?

— Você viu?

— Sim, fiquei preocupado por te ver sair neste frio. Deixei Taemin com Jongin e os outros e vim atrás de você.

— Não está tão frio assim, estou acostumado com esta temperatura, não é como Sehun, mas até aqui estou bem. O bebê gosta – Minseok explicou levando as mãos ao ventre ainda lisinho.

— Meu Floquinho de Neve – Luhan sorriu – Acho que ele puxou a você neste aspecto. Será que ele terá problemas com o calor? — Luhan perguntou a si mesmo, mas logo se virou para o ômega — Por que seguiu Baekhyun? — Luhan insistiu.

— Porque sei que ele e Torrefee são eternos, e de certa forma, desde que a resgatei na Terra me sinto responsável por ela.

— Agora que falou sobre isso, algo entre vocês dois me intriga — Luhan falou observando os dois em cima do muro — É como se você e Torrefee fossem parentes... — disse pensativo — Vocês dois se parecem, os rostos, as formas delicadas, alguns trejeitos, todos do time estão comentando desde que a viram pela primeira vez — Luhan falou enquanto ainda observava os dois sobre o muro e Minseok de repente se sentiu congelar, não de frio, mas com o medo de uma possibilidade, mesmo que remota. Não. Não poderia nem pensar nisso, Torrefee tinha sua família, mas Luhan tinha razão, todos tinham razão, ele e Torrefee se pareciam em inúmeros aspectos.

— É como estar com Channy... – Minseok falou mais para si do que para o alfa, estava perdido em seus pensamentos, os olhos voltados inteiramente para Torrefee.

— Tinha que falar dele — Luhan o interrompeu fingindo-se chateado.

— Pensei que tinha superado isso, ele é meu irmão seu ciumento bobo... — Minseok sorriu.

— Irmão... Sei...

— É apenas como Kris – Minseok o cortou gentil, sabia que Luhan estava apenas brincando tentando provocá-lo, sabia que seu alfa de certa forma havia amadurecido, sabia controlar seus ciúmes agora, bem, pelo menos era o que Minseok pensava. O ômega segurou a mão do alfa e o puxou para sair daquela parte do bosque, Baekhyun e Torrefee também precisavam de sua privacidade antes que a ninfa retornasse ao Castelo do Sol. Luhan e Minseok não saíram dali, entraram um pouco mais, até o lago, não na parte onde costumavam ficar nas outras estações, mas como o frio do inverno permanecia mesmo sem a neve Minseok levou Luhan até um elegante e aconchegante coreto fechado com paredes cristalinas para aquecer quem estivesse dentro dele – Tem algo para fazer agora? — o ômega perguntou quando Luhan fechou a porta do coreto que não era tão pequeno, havia dentro dele duas árvores do inverno de pequeno porte, uma com folhas brancas e outra com folhas cor de rosa suave, havia também canteiros floridos ao redor das árvores, flores mimosas e resistentes às baixas temperaturas, no centro do coreto havia quatro imensos e confortáveis bancos.

— Não mais, terminei o trabalho com Taemin antes de você e D.O. — disse Luhan com um sorriso.

— Eu percebi — Minseok sorriu puxando-o para se sentarem em um dos bancos que ficava debaixo da bela árvore de folhas brancas — Podemos conversar? — ele perguntou. Tinham tempo antes das aulas práticas, Minseok não participaria e Luhan pouco se importava com elas naquele momento, queria saber tudo o que Minseok tinha a lhe dizer. Luhan sabia que não era uma simples conversa, ele podia sentir através do elo que os unia, sabia que era a conversa que Minseok evitava desde que haviam se reencontrado no casamento de Kris e Fler, sentia-o nervoso, mas seguro sobre o que iria dizer. Minseok seria com Luhan assim como Luhan havia sido com ele, não esconderia mais nada dele, era chegada a hora de contar-lhe tudo sobre a profecia e seu possível destino.

— Podemos conversar – disse Luhan – Graças ao Criador, eu não agüentava mais vê-lo guardar isso de mim – Luhan respirou aliviado. Minseok sabia que Luhan podia sentir sobre o que ele lhe diria.

— Não gosto de falar sobre isso. Sinto que faço os outros sofrerem — se justificou o ômega e Luhan o puxou para seus braços, Minseok se encostou no peito do alfa e esticou as pernas cansadas sobre o banco.

— Tem a ver com a profecia e tua demora no nosso banheiro nas ultimas noites? – ele brincou para relaxar o ômega, não o queria nervoso, embora soubesse que passar por aquela conversa o deixaria assim.

— Também – Minseok sorriu sem jeito virando o rosto para olhar nos olhos do alfa – Ai! – ele reclamou quando Luhan lhe roubou um selinho. Durante todo o dia o havia evitado, nem o beijo de bom dia Minsoek havia lhe dado direito. Luhan estranhou.

— O que aconteceu? – ele perguntou se afastando do ômega e o virando para si para olhar em seus olhos. Minseok estava com as mãos sobre os lábios como se sentisse uma dor muito incômoda, seus olhos se encheram de lágrimas e sem cerimônias as verteram.

— Dói – ele disse — Arde.

— O que aconteceu? – Luhan perguntou consternado mais uma vez.

— Vou ficar bem — Minseok respondeu recompondo-se e acalmando-o — Minha nova missão, a que faço questão de cumprir quando estou sozinho dentro do banheiro — ele tentou sorrir — É sempre mais fácil quando não está perto de mim, não gosto de preocupá-lo, mas a partir de hoje prometo que não guardarei mais nem um segredo de ti — ele disse. Luhan respirou fundo já esperando por uma bomba em sua cabeça que com certeza já havia caído sobre as costas de seu amado.

— Me conta.

— Vamos por partes — Minseok pediu e Luhan fez um movimento afirmativo de cabeça. Minseok se aproximou dele novamente e virando-se de costas se apoiou em seu peito. Luhan o abraçou gentil esperando. O dia estava lindo apesar de frio e Minseok sentia que o estragaria de alguma forma. Sentia muito por isso, evitara por muito tempo perturbar Luhan com seus problemas, mas dias fatídicos se aproximavam, ele não poderia mais adiar tal conversa, se eram um, tudo deveria ser partilhado – O que teus pais te disseram sobre mim antes que eu chagasse aqui? – Minseok perguntou fechando os olhos e aspirando o ar puro e frio que circulava dentro do coreto, Luhan não estranhou a pergunta, de certa forma sorriu ao se lembrar.

— Disseram-me, principalmente minha mãe, que você gostava de esportes e de bebidas preparadas com grãozinhos de café. Ela me disse que você era tão belo que quando andava pelos jardins de Hélyos as flores se fechavam envergonhadas por não serem tão belas quanto você... – Luhan sorriu se lembrando.

— O que mais disseram? – Minseok o incentivou, em sua mente visualizava os céus de Hélyos onde costumava voar nos braços dos pais ou de Kris, onde tudo parecia tão calmo, perfeito, tão longe da realidade que o assustava, fazia isso para tentar se acalmar para quando começasse a falar.

— Disseram-me que eu não me apaixonasse...

— Não deveríamos ter nos reencontrado Luhan, nunca... – Minseok falou de forma suave, transparecia calma e Luhan sentiu como se um punhal entrasse em seu coração, ele sentia o que o ômega tentava lhe dizer.

— Eu discordo... — ele sussurrou, Minseok sentia que além dele Luhan também se tornava nervoso, mas não podia mais adiar esta conversa, não sabia quanto tempo ainda teriam, ele sentia que o tempo que aguardavam, “A Tempestade” se aproximava.

— O que mais te disseram? — Minseok insistiu ainda transparecendo calma, Luhan sabia que ele tinha um propósito, Minseok queria lhe revelar o que ele não tinha mais certeza se desejava saber.

— Que você não havia sido criado para encontrar um eterno... — Luhan falou temeroso, Minseok sentia que ele ficava mais nervoso a cada palavra que proferia, mas tinha que ser firme e falar tudo, também deixaria o alfa falar — Quase vomitei com a ideia de me apaixonar por um elfo quando minha mãe me disse que eras ômega, eu não entendia quase nada sobre ômegas na época. Ômega para mim era apenas um nome respeitoso pelo qual meu pai era chamado ás vezes — ele falou sério, Minseok sorriu — Achei um absurdo que minha mãe pudesse se quer imaginar que eu poderia me apaixonar por ti, mas quando comecei a me lembrar do que havíamos vivido no passado, algo mudou dentro de mim, e quando vi teus olhos novamente, foi impossível, sabia que era impossível pensar em ti de outra forma, sabia que estava perdido... Sabia que tua vida era minha vida, assim como a minha vida te pertencia desde sempre... Teus olhos eram meus guias, teu sorriso meu oxigênio... Sabia que éramos um só.

— E eu temi por isso quando soube que nos reencontraríamos, mesmo ansiando desde sempre por este dia... — disse o ômega e Luhan o afastou gentil de seu corpo para olhá-lo nos olhos — Eu não nasci para permanecer Luhan, vim com uma missão, e como dizem as antigas escrituras da profecia, assim que ela for cumprida regressarei ao Criador...

— Para! — Luhan o cortou — Não quero mais ouvir.


Notas Finais




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