História Estudos, Amor ou Curtição? - Capítulo 45


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Romance, Universidade
Visualizações 16
Palavras 2.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Volteii com mais um capítulo pré-ENEM hahahha
Queria ter postado antes mas não conseguia terminar de escrever 🙁
Mas o importante é que estou aqui!
Espero que gostem desse capítulo e preparem os coraçõezinhos ❤
Comentem depois o que vocês acharam!!
Beijão e boa leitura ❤❤

Capítulo 45 - Não faça nada que se arrependa


Fanfic / Fanfiction Estudos, Amor ou Curtição? - Capítulo 45 - Não faça nada que se arrependa

O fim de semana, assim como os meses que o sucederam, passou muito rápido. Ethan e Alisson quando voltaram para Boston levaram um presente meu para as gêmeas já que era mais fácil, na época, eles irem para Pittsburgh do que eu. Por incrível que pareça, Alisson e Ryan estão completando quatro meses de namoro à distância, eles ficaram quando ela estava aqui e continuaram mantendo contato, pouco tempo depois Ryan foi num congresso em Boston, eles se encontraram e decidiram começar a namorar, e é claro que eu fiquei de olho nele aqui. Para ser sincera, Ryan me surpreendeu, eu tinha a imagem dele de pegador e que tira onda com seu status de cirurgião plástico, mas ele me mostrou totalmente ao contrário principalmente depois que começou a namorar Alisson. Se bem que eu não posso julgar muito, afinal estou há um pouco mais de seis meses namorando o cara que, na época, já tinha pego metade do hospital e, felizmente, parou por aí.

No meu aniversário de 26 anos, Mark decorou todo o meu quarto com a ajuda da Caroline (uma residente que acabou se tornando muito minha amiga), e preparou um jantar a luz de velas super romântico. Caroline me manteve parte da tarde ocupada enquanto Mark organizava as últimas coisas. Assim que cheguei em casa fui direto para meu quarto e me deparei com a surpresa maravilhosa. Depois do jantar ficamos a noite juntos "assistindo" um filme que estava passando na televisão.

Eu e Mark temos dormido juntos mais do que esperávamos, não que aconteça algo todas as noites mas eu gosto de estar em seus braços e sentir seu perfume antes de dormir. Quando eu não vou ao quarto dele, ele aparece no meu e se aconchega comigo. 

[...]

O dia começou uma correria, às três e meia da madrugada o hospital ligou para todos os residentes irem para lá, motivo: um prédio pegou fogo e a maioria das vítimas foi para o nosso hospital. Só consegui parar para respirar e comer alguma coisa em torno das duas horas da tarde mas logo iria entrar para uma cirurgia. Vi uma ligação perdida da Kathe e como não tinha muito tempo disponível, acabei por mandar uma mensagem perguntando se estava tudo bem e explicando que o hospital estava uma correria mas que ligaria para ela assim que pudesse.

Ao final do dia estava muito cansada, uma vez que meu dia se resumiu a cirurgias, procedimentos de emergência, falar com parentes e procurar pelos que não estavam no hospital. Mark acabou com os pacientes quase no mesmo momento que eu, mas como sou chefe da emergência e tive que dar o parecer de tudo que o chefe do hospital não tinha participado para ele, acabei ficando até mais tarde. Disse para Mark que não precisava me esperar e ele concordou depois de eu insistir muito.

Entrei no apartamento, gritei um "Cheguei!" e fui direto para meu quarto tomar um banho relaxante. Vesti uma calcinha e meu hobby, e sai do banheiro dando de cara com Mark sentado na minha cama.

"Demorou"- Ele comentou se levantando e vindo na minha direção.

"Você sabe como é... Sherperd gosta das coisas bem detalhadas"- Suspiro

"Está com fome?"- Ele pergunta envolvendo minha cintura com os braços

"Morrendo"- Apoio as mãos em seu peitoral

"Ótimo, pedi pizza para jantarmos... Já deve estar chegando"- Ele diz e sorrio abertamente.- "Sabia que ia gostar"- Ele ri fraco e selo nossos lábios.

"Chegou!"- Ele diz ao escutarmos o interfone tocar

"Vai descendo pra pegar enquanto eu boto meu pijama"- Digo

"Você sabe que fica mais bonita assim, não é?!"- Reviro os olhos. 

Antes que eu pudesse responder Mark rouba um selinho meu e sai do quarto indo buscar a pizza.

Enquanto caminho em direção ao meu armário, escuto meu celular tocar e vou atendê-lo. Era Katherine, perguntando como estavam as coisas e dizendo que tinha feito um novo ultrassom e que  estava tudo bem com as gêmeas, disse também que já tem a data do parto mais ou menos estipulada, já que ela vai fazer cesária. Eu disse à ela que falaria com Mark e compraríamos as passagens para não ter problema, porque eu estaria de certeza no dia do nascimento das minhas sobrinhas.

Finalizei a ligação e Mark entrou no quarto me chamando para comer.

"Ué?! Não tocou de roupa?"- Ele pergunta com um sorriso nos lábios

"Não deu tempo, Katherine me ligou"- Digo

"É o mundo conspirando"- Ele diz

"Cala a boca"- Rio e dou um tapa fraco em seu braço mas ele faz uma careta como se tivesse realmente doído.- "Vamos logo, to com fome"- Vou empurrando ele para fora do quarto indo logo atrás.

Mark pegou a pizza, duas taças e um vinho. Botamos as coisas na mesinha de centro e sentamos no chão da sala. Me sentei um pouco distante dele mas com as pernas esticadas em seu colo. Ligamos um filme mas não prestamos atenção em quase nada já que conversamos sobre os nossos respectivos pacientes.

A pizza já havia acabado e estávamos tomando a segunda garrafa de vinho enquanto Mark acariciava meus pés.

"Vamos falar de outra coisa?!"- Proponho 

"Claro, sobre o que quer falar?"

"Qualquer coisa que me faça parar de pensar no hospital e relaxar um pouco"- Jogo a cabeça para trás e Mark solta uma risada.

"Ok..."- Ele faz uma cara pensativa.- "O que a Kathe falou?"

"As gêmeas estão ótimas e vão nascer mês que vem, em torno do dia 20, pelo menos foi o que a médica previu."

"Então temos que comprar logo nossas passagens para ir pra lá"

"Exatamente"- Concordo

"Ela vai fazer cesária?"- Ele pergunta

"Uhum"

"Sabe... Não consigo imaginar o Logan como pai..."- Digo

"Por quê?"- Ele questiona

"Sei lá... Só... É estranho"- Rio.

Mark me puxa pelos pés fazendo com que eu fique bem próxima dele e quase derrame o resto de vinho que tinha na taça.

"Chega de vinho para você hoje"- Ele ri e pega a taça da minha mão

"Idiota, não tô bêbada"- Dou um tapa em seu braço

"Aí, esse doeu"- Ele passa a mão pelo lugar do tapa que, sinceramente, nem tinha sido forte.

"Nem doeu"- Reviro os olhos

"Se ninguém nunca te falou, você tem uma mão pesadinha"- Ele ri

"Na verdade, Logan me falou isso algumas vezes... Mas eu nunca levei muito a sério"- Rio

"Você batia no seu irmão?"- Ele ri

"Às vezes quando ele me irritava, e como eu sou mais nova ele nunca pôde fazer nada contra mim"- Dou de ombros e ele ri.- "Que atire a primeira pedra quem nunca deu uns tapas no irmão"- Ri e bebi mais um gole de vinho.

"Sabe... Eu tava pensando aqui... Você quase nunca fala da sua família... Acho que isso é uma das poucas coisas que não sei sobre você..."- Digo

"É complicado... Sou filho único e não me dou muito bem com meus pais..."

"O que houve?"

"Meus pais têm uma rede de mercados, por isso eles queriam que eu fizesse administração e continuasse a tomar conta dos negócios da família já que eles não têm outro filho para isso. Só que eu sempre quis fazer medicina e eles não aceitaram muito bem isso... Para eles não importava o que eu queria ou se eu teria uma vida melhor como médico, eles só queriam que eu fizesse a vontade deles... Foi aí que eu tive uma briga feia com meu pai, passei na faculdade em outra cidade e me mudei para estudar..."

"Mas hoje, vocês se falam?"

"Pode se dizer que sim, mais com a minha mãe do que com meu pai na verdade... Quando eu me formei na faculdade, só minha mãe foi na minha formatura e disse que estava orgulhosa de quem eu tinha me tornado,  mas meu pai... Meu pai não quis ir... Eu não tenho raiva dele... Mas poxa, foi um dos momentos mais importantes da minha vida e eu só queria que ele tivesse orgulho de mim... Eu sei que sou um médico incrível e trabalho num grande hospital, mas..."- Ele diz com a voz embargada

"Mas você só queria que ele reconhecesse isso..."

"Exatamente"- Ele suspira

"Olha... Eu sei que seu pai deve ter orgulho de você, ele só é meio cabeça dura pra admitir isso... Tudo bem que você não seguiu a área que ele queria, mas olha onde você está hoje, você é o filho que todos os pais sonham em ter, independente, seguro de si e que corre atrás dos próprios sonhos..."- Acaricio seu rosto.- "Um conselho de amiga e namorada: não perde o contato com seus pais... Eu sei que tudo isso aconteceu há alguns anos e ainda te chateia... Mas não deixa isso afetar sua relação com eles, não mais... Eu tô falando isso porque eu perdi a minha mãe e mesmo tendo muito contato com  ela, a gente só percebe o real valor das pessoas quando elas já não estão mais aqui... Não faça algo que você se arrependa depois..."- Suspiro

Mark suspira e me puxa para um abraço, não um abraço qualquer, mas um abraço de quem precisa de acalento, um abraço cheio de sentimentos.

[...]

Três semanas haviam se passado, em dois dias viajaríamos para Pittsburgh e eu estava ansiosa por isso, não via a hora de ver o rostinhos das minhas sobrinhas. Ouvi Mark ligar algumas vezes para os seus pais e isso me deixou feliz

Eu e Caroline estávamos sentadas na lanchonete do hospital almoçando quando um enjôo tomou conta de mim. Pisco pesadamente e respiro fundo.

"Tudo bem amiga?"- Ela pergunta 

"Tudo sim... Foi só um enjôo"

"Vocês viajam em dois dias neh?!"- Ela pergunta voltando ao assunto que falávamos antes.

"Sim, vamos na sexta de manhã"

Dessa vez a ânsia veio um pouco mais forte.

"Anne, você tá bem?"- Ela pergunta de novo

"Tô... Não. Vou no banheiro, até depois"- Digo e levanto indo até o banheiro rapidamente.

Assim que chego no banheiro boto tudo para fora. Respiro fundo e vou até um o armário pegar minha escova de dente. Faço minha higiene bucal e volto ao trabalho.

No final do plantão, vou até um dos dormitórios dos residentes para me trocar, onde encontro com Caroline.

"Que cheiro é esse?"- Pergunto ao entrar no lugar.

"Acho que as meninas da limpeza mudaram o produto que elas usam"- Comenta Caroline

"Está melhor?"- Ela pergunta

"Tô si..."- Vou rápido até o banheiro e elimino tudo que eu tinha comido durante a tarde. 

Saio do banheiro e vejo Caroline séria me encarando.

"O que tá acontecendo?"- Ela pergunta

"Nada. Tô só ruim do estômago... Ontem eu e Mark fomos num restaurante novo de comida japonesa e acho que não me fez muito bem..."

"Mark também passou mal?"

"Acho que não"

"Anne, você tá a semana toda meio avoada, trocando de humor  constantemente, vomitou duas vezes só hoje e a segunda vez foi por causa desse cheiro que só você reclamou..."

"Caroline, o que quer dizer com isso?"

"Como somos muito amigas vou direto ao ponto. Você e o Mark usam camisinha?"

"Às vezes, mas eu tomo anticon... Ai meu Deus!"- Boto a mão na cabeça

"Do que você lembrou?"

"Aquele dia... Aquele dia que o prédio pegou fogo. Eu não tomei o remédio... Eu sempre deixo na bolsa pra tomar antes de sair de casa ou no máximo quando chegar aqui... Mas eu saí de casa de madrugada correndo e só parei pra pensar às duas horas da tarde... Foi quando eu lembrei que não tomei. Eu sabia que não ia adiantar eu tomar aquela hora porque os hormônios já estariam desregulados, então joguei fora o comprido daquele dia e continuei com a cartela depois... E acabei me esquecendo totalmente disso..."- Falo andando de um lado para o outro

"Mas pode ser apenas uma coincidência, não é?!"- Ela balança a cabeça negativamente.- "Você acha que eu tô grávida?"- Pergunto parando na frente dela

"Juntando as peças... Eu acho que sim"

"Aí meu Deus, o que eu vou fazer? Eu e o Mark não namoramos nem há um ano..."

"Antes de você se preocupar com o que vai acontecer, você vai pegar um dos muitos testes de gravidez que tem no hospital, ir pra casa e fazer ele."- Assinto.- "Aproveita que o Mark ainda tá aqui e vai pra casa, vou enrolar ele para ficar mais tempo no hospital."

"Muito obrigada Car"- A abraço

"Boa sorte"- Ela sorri

Pego minhas coisas e vou até a sala de medicamentos procurar um teste de gravidez. Respiro fundo e guardo um na minha bolsa.

[...]

Me sento na cama e fico encarando aquele teste de gravidez. Eu não sou mais uma adolescente cuja a vida seria prejudicada por causa de um filho, eu já tenho 26 anos, um trabalho, estabilidade... Sou madura, mas isso não quer dizer que eu esteja pronta para ter um filho, muito menos do cara que é meu namorado. Eu tenho certeza que Mark não vai negar um bebê, mas talvez ele não esteja pronto para tamanha responsabilidade agora.

Espanto os pensamentos negativos e vou até o banheiro fazer o teste. Espero os eternos 10 minutos e olho o resultado: duas listras, positivo.

"Estou grávida": As únicas palavras que martelavam minha cabeça.

Deixo o teste em cima da minha escrivania e vou tomar um banho. Deixo a água morna tomar conta do meu corpo ao mesmo tempo que os pensamentos sobre o futuro invadiam minha mente. Não sei quanto tempo fiquei embaixo do chuveiro, podiam ter passado dez minutos ou uma hora. Enrolei uma toalha no meu corpo, outra no meu cabelo e sai do banheiro.

Assim que eu abri a porta encontrei Mark de costas para o banheiro. Apertei os olhos ao olhar na direção da escrivania e perceber que o teste já não estava mais ali. Sem querer fiz um barulho na porta fazendo Mark olhar rapidamente para mim.

"Oi"- Digo

"Anne... Você tá grávida?!"- Ele diz com o teste na mão

"Eu... Sim"- Desvio o olhar

"Meu Deus... Isso..."- Ele diz com uma mistura de sentimentos que eu não consigo decifrar.

"Mark, se você não..."- Começo a falar mas ele me interrompe e se aproxima de mim.

"Casa comigo?"

"O quê?! Mark, você não precisa casar comigo só porque eu tô grávida..."

"Vem comigo..."- Ele pega na minha mão e me leva até seu quarto, me deixando totalmente confusa. Seguro a toalha que envolve meu corpo para que não caia enquanto andamos.

Chegamos em seu quarto e ele começa a procurar alguma coisa dentro das gavetas do seu armário. Assim que ele acha, se aproxima de mim sorrindo.

"Anne... Eu quero me casar com você. Eu quero ter filhos com você. Eu quero construir uma casa. Quero sossegar e envelhecer com você. Eu quero morrer com 110 anos em seus braços. Eu não quero 48 horas ininterruptas. Eu quero uma vida toda..."- Meus olhos já estavam marejados quanto ele se ajoelha na minha frente e me estica uma caixinha preta de veludo.- "Casa comigo? E eu não quero casar com você porque está grávida, eu quero casar com você porque eu te amo!"

"Sim. Sim. Mil vezes sim."- Me ajoelho na sua frente.- "Eu te amo"- Nossos lábios se encontram em um beijo apaixonado.

Nos afastamos e Mark coloca o anel de noivado em meu dedo.

"Ele é lindo"- Sorrio encarando minha mão.- "Desde quando você...?"

"Desde quando alguém me disse para eu não fazer algo que eu vá me arrepender depois... E meu pior arrependimento seria não te ter ao meu lado"- Sorrio abertamente

"Eu te amo Mark Allen"

"Eu te amo Anne Burdett Allen"


Notas Finais


O que acharam??
Eu amo cada comentário que vocês fazem, então por favor continuem comentando!! ❤
Beijão e até o próximo!😘😘


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