História Eternidade (Norminah) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Fifth Harmony, Norminah
Visualizações 71
Palavras 891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Você tem que parar com isso


Os olhos de Normani não saíam da mulher, ela era linda, inexplicavelmente perfeita. Seu sorriso, sua inocência, sua honestidade, tudo era visto apenas pelo olhar da loira. A morena não fazia a mínima ideia de quem era ela, e de certa forma não fez questão de saber, não poderia se envolver sério com ninguém, não poderia amar ninguém, já enterrou pessoas importantes demais. Ela respira fundo e volta a beber da latinha de refrigerante. Miami, tão diferente da França. Quando decidiu que era hora de partir, Normani se perguntava, para onde? Mas então quando abriu aquela revista, viu uma notícia sobre a cidade, não sabe porque, mas algo lhe chamava para o local, sem hesitar, arrumou suas malas e pronto, comprou um apartamento no melhor bairro e ali estava, admirando aquela mulher nos últimos três meses.

- Eu preciso parar com isso, estou parecendo uma maldita perseguidora. 

            Ela se repreendeu, sabia que algumas pessoas já notavam, ela sentava ali todos os dias, olhava a loira e quando ela ia embora, Normani ia também. A morena não gostava de voltar para casa, porque toda vez sabia que ninguém a esperava, pois todos que importavam estavam mortos. Ela só tinha uma pessoa no mundo, e que em breve também morreria.


E lá vai a loira embora, mais um dia terminado, entregava todas as flores no parque com um lindo sorriso e depois vai embora, flores de vários tamanhos e aromas, uma para cada pessoa e se estiver em casal ela dá uma para a pessoa entregar ao parceiro, era lindo o gesto e isso chamou logo a atenção da morena. E como sempre, em seguida, Normani também vai embora. Mais uma vez caminhando pelas ruas de Miami, direto para o seu luxuoso apartamento.

            A morena conseguiu manter seus bens com uma pessoa por trás, na verdade uma empresa. A rede de hotéis Paradise, espalhadas pelo mundo era comandada pela família Brooke, que sabia de tudo e tentava ajudar a mulher, procurando pelo último descendente da cigana, mas sem sucesso, era depositado todos mês uma grande quantia de dinheiro na conta da morena. Normani também conseguia manter a identidade usando algumas vezes documentos falsos e em outras a própria filiação, agora ela era Normani Kordei, não a original, mas à tataraneta.

- Meu Deus! Você vai me matar um dia sabia?

            A morena diz ao entrar no apartamento e dá de cara com a baixinha sentada em seu sofá. Allyson Brooke, agora comandante dos negócios, uma linda loira de trina e oito anos, casada e com dois filhos.

- Você estava no parque?

- Você sabe a resposta.

            Normani tira o casaco e o coloca no armário, depois se volta para a amiga.

- Você tem que parar com isso Normani, se ela achar que você à está seguindo, pode chamar a polícia.

- Que chame, de que adianta tanto dinheiro? Ao menos assim eu o gasto.

- Você continua arrogante. Talvez precise transar.

- Eu transo Allyson. 

- Com um homem.

- Você sabe que não faço mais isso.

            A morena disse ao se encaminhar para o bar, pega um copo e coloca uísque.

- Você sabe que não tem mais riscos, não é? Estamos no século vinte e um, camisinhas e anticoncepcionais existem para isso.

            Normani apenas a encara e nada fala. A morena não gostava de falar nisso. O fato é, a morena teve que enterrar sua menininha, sua princesinha. Depois do dia trágico, ela não levou a sério, mas os anos foram passando e sua aparência não mudava, lá estava ela, no ano de 1900 e com a mesma forma, já sua filha, bom, a mulher estava mais velha que a mãe, o que comprovava que a maldita maldição era verídica, assim uma tomou o lugar da outra. Vinte anos depois, Normani estava enterrando sua filha, como se fosse sua mãe. Descrever o momento era impossível, naquele dia, ela soube do que se tratava a maldição, aquela cigana queria fazê-la sofrer, agora ela entedia, aquela dor a seguiria pelo resto de sua vida.

- Eu não vou arriscar Ally.

- Você não vai engravidar Normani, só se você quiser.

- Eu não quero e não vou, não se trata só de engravidar, eu gosto de mulheres, elas sabem me satisfazer.

            Era verdade, não se tratava apenas de engravidar, mas existia um fato que a morena nunca contou a ninguém, ela de fato acreditava estar apaixonada por Henry, ela de fato, teria ficado com ele se o mesmo dissesse sim, então ela se punia, nenhum homem a tocaria novamente.

- Ok, vejo que as mulheres te impressionavam.

- Sim allyson. Elas são fantásticas. – Era a mais pura verdade.

- Uma certa loira também.

            As duas se encaram e a morena senta ao lado da amiga no sofá.

- Ela é diferente. Não me entenda mal, mas se um dia eu pudesse me apaixonar, seria por alguém como ela, alguém que apenas com o olhar me mostrasse pureza, que apenas com um toque ler-se minha alma.

- Mani, você pode se apaixonar.

- Eu posso, mas não posso permitir que se apaixonem por mim.

- E se a pessoa quiser isso?

- Eu terei que quebrar seu coração. – Ela disse tranquila levando o copo até seus labios, levantando em seguida. – Essa maldição é só minha Allyson, apenas minha.

 

            A menor respira fundo e deita no sofá, no fundo ela entendia a amiga, viver eternamente é uma droga quando não se tem alguém para dividir. 



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