História Eu - Haruno Sakura - Capítulo 10


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kizashi Haruno, Obito Uchiha (Tobi), Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shizune
Tags Itachi, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 49
Palavras 1.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Eu- Situação embaraçosa


Fanfic / Fanfiction Eu - Haruno Sakura - Capítulo 10 - Eu- Situação embaraçosa

Eu sentia a bolsa escorregar por meus dedos, quase caindo de minhas mãos. O coração batia descompassado em meu peito. "Aquele desgraçado!". Meus pés se mexiam sozinhos me levando para longe daquele carro e daquele maluco, e quando dei por mim estava em uma loja de roupas. Não havia muitas pessoas no local, o que deixou algumas prováveis funcionárias abismadas com a maneira que eu tinha entrado no estabelecimento. Na tentativa de disfarçar, dedilhei alguns cabides na arara mais próxima, além de dar um sorriso patético para uma das moças. Não estava muito próxima da porta, mas pude reparar que ele estava entrando, provavelmente a minha procura. 

"-Droga!... Pensa rápido Sakura!"

Virei-me apressando os passos, peguei um óculos escuros e os coloquei, mesmo sabendo de que nada adiantaria, já que ele procuraria pelo óbvio, que era meu cabelo. Eu era a única criatura num raio de dez quilômetros com um cabelo cor de rosa, e todas as funcionárias me viram entrando. Peguei um blazer e coloquei por sobre a blusa e ajeitei minha bolsa no ombro. Parei atrás de um manequim e espiei por sobre os óculos... e o vi conversado com uma funcionária, e a maldita apontou diretamente pra mim. Deixei meu queixo cair enquanto a praguejava mentalmente, e ele sorriu de canto. Me escondi atrás do manequim rápido, praticamente desesperada olhava para os lados procurando um jeito de sumir dali, até que avistei o provador feminino. 

"-Ali com certeza ele não vai poder me seguir!" - pensei correndo até lá. Peguei qualquer peça de roupa no caminho e a usaria como desculpa para entrar no provador. A funcionária me deu uma plaquinha e eu entrei, me trancando em um dos cubículos. Deixei a peça de lado junto com a bolsa e comecei a encarar meu reflexo perturbado no espelho. Parecia uma maluca de óculos Rai-ban e blazer azul! Rodei as bagas e peguei meu celular dentro da bolsa. Já devia estar em casa a essa hora.... abri uma brecha na porta, e não vi ninguém no provador.. eu estava sozinha.. fechei a porta correndo quando percebi que a funcionária não estava mais lá. 

"-Quem sabe se eu colocar aquele vestido e prender bem o cabelo eu consiga sair sem ser reconhecida por aquele idiota!" - disse olhando para a peça branca jogada embaixo da bolsa. Arranquei a roupa rápido e guardei na bolsa, abri o vestido que só agora tinha reparado ser minusculo e de alcinhas, ainda por cima branco! 

- Ta de sacanagem comigo... - falei encarando a peça minuscula nas mãos - ...36!! 

"Eu não acredito que vou colocar isso.." - pensei comigo. Nem se estivesse  chapada e bêbada eu escolheria uma roupa como essa em uma loja, mas para sair daquela situação ridícula eu estava disposta a pagar mico... claro que nunca mais pisaria naquela loja! Passei os braços rezando pra não emperrar quando minha cabeça passasse. O pano apertado passou por um ombro e depois pelo outro, as alcinhas enroscando no meu  cabelo e puxando vários fios. O vestido parou na linha dos meus seios e simplesmente não descia mais, meus braços estavam estendidos para cima totalmente tortos, além de que eu não estava enxergando mais nada. 

"-Ah... que ótimo.. porque será que não estou surpresa?" - pensei me dando por vencida. Achei melhor tirar o vestido e colocar minha roupa de volta. Daria outro jeito de sair dali sem ser vista... mas o vestido não estava subindo! Eu puxava com força, e ele não subia. Levei alguns segundos para entender o que tinha de errado. Uma das alças estava presa no ferrinho que prendia meu sutiã... e como iria desenroscar com os braços estirados pra cima daquele jeito? Tentei puxar mais uma vez e nada... 

- Meu amor? - agora sim eu estava em um estado total de desespero. Era ele do lado fora, me chamando de... meu amor?! - Querida, você esta demorando muito. Quer ajuda? - disse praticamente rindo. Tentei a todo custo puxar o vestido mas não queria sair, estava realmente preso... - Sa-ku-ra...

- O que você quer de mim?! - gritei irritada. 

- Que roupa você pegou amor? - falou rindo - Nem perguntou de qual cor eu gosto.

- Para de me chamar de amor! - gritei enquanto tentava tirar o vestidinho em vão. - Cade a moça que estava ai na entrada do provador? - perguntei nervosa e já com dores nas costas. - Chama ela pra mim.

- Ela não esta aqui. - respondeu - Vai almoçar comigo?

- Que?! ... Não! Definitivamente não!

- Porque? O que eu te fiz? - indagou com ironia - Só te convidei para almoçar, nada demais. - Ele não precisava saber dos meus motivos, bastava eu. - Então..aceita?

Eu estava com dores, presa em vestido apertadinho dentro de um provador minusculo com um lunático do outro d porta me  azucrinando desde o exato momento em que pôs os olhos em mim. Na verdade eu nem sabia mais exatamente porque eu estava agindo daquele jeito. Estava sendo tão impulsiva quanto no dia anterior, em que eu jurara pra mim mesma que tomaria as rédeas da situação e agiria de forma madura. Tudo para ajudar meu pai. Respirei bem fundo tentando colocar a cabeça no lugar.

- Tá... eu aceito... mas por favor chama a moça pra me ajudar que eu to presa. - disse da maneira mais calma possível.

- Presa? Como assim presa? Se trancou aí?

- Não.. to presa na roupa.. acho que alça do vestido enroscou no meu sutiã.. não consigo tirar e.. AAAHHH!! QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI INFERNO!!! - gritei desesperada sentindo a presença inegável dele bem próximo a mim. 

- Calma amor, to de olhos fechados, vim te ajudar. - disse rindo de mim.

- Até parece que esta de olhos fechados mesmo! - tentei me afastar o máximo, mas agora o provador que já era pequeno tornou-se ainda menor, bati minhas costas na parede tropeçando em meus próprios pés. Senti suas mãos me segurarem e me equilibrarem.

- E estou.. disse que ficou preso no seu sutiã, então vire-se. - apesar de ele me garantir que estava de olhos fechados, podia sentir os orbes negros sobre mim. Virei-me sem muita opção e esperei. Seus dedos tateavam minhas costas, até que senti quando pegou o fecho do meu sutiã e o soltou. Então com as mãos ele subiu meu vestido e libertou meus braços. Eu estava de costas pra ele, agora só com a calcinha e a vergonha.

- Esta de olhos fechados? - perguntei ainda de costas, tapando como podia meus seios.

- Estou. 

- Então vire-se. - pedi. Olhei por cima do ombro e o vi de costas pra mim. Peguei rapidamente meu sutiã que ele estava segurando e o coloquei, assim como minha roupa. - Já pode se virar, estou vestida. - abri o fecho da porta e saímos. Do lado de fora a funcionária nos encarou desconfiada. Eu estava muito sem graça e sem saber o que dizer.

- Ela ficou presa na roupa - ele disse colocando as mãos no bolso da calça social - precisei entrar e ajudá-la - com toda a tranquilidade do mundo. A funcionária cruzou os braços - Eu avisei que o 36 não ia servir, ela que não me escutou. - pegou minha mão e saiu me puxando provador a fora. - Desculpa moça, esse não serviu nela. - disse sorrindo. - Vamos amor, temos que almoçar.

- Desculpa moça... - disse em tempo - ... e pare de me chamar de amor! - disse irritada puxando minha mão de volta. Ele apenas sorriu de canto andando em direção a porta da loja. Eu estava morrendo de vergonha.. ele disse que estava de olhos fechados, mas será? Como ter uma conversa civilizada depois dessa?



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