História Eu espero por voce - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Juugo, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Sasunaru
Visualizações 117
Palavras 3.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estou tão feliz com os cometário que trouxe mais um para vocês.

Capítulo 5 - Cap 5



— Seu apartamento é muito legal — disse ino, do meu sofá. Um texto de História estava aberto

em seu colo, mas ela não o lia. — Adoraria não ter que morar num dormitório. Minha colega de quarto

ronca como um porco dormindo.

Andei lentamente por entre a mesa de centro e a televisão, sem saber ao certo como ino e kiba

tinham ido parar lá no meu apartamento depois da aula. No almoço, conversamos sobre nos encontrarmos

e trocar anotações de História, e em algum momento meu apartamento foi citado. Para falar a verdade,

acho que foi ideia de kiba, e, como os dois estavam ali, não estudaríamos nem um pouco.

Uma energia de ansiedade percorria meu corpo. Fazia muito tempo desde a última vez que recebi

pessoas na minha casa. Lá na minha cidade, ninguém além da minha família me visitava, e só a faxineira

entrava no meu quarto. Não só me tornei um pária virtual na minha cidade e na escola, mas também

dentro de casa. Mas, antes daquela festa de Halloween, todo mundo gostava de ir lá em casa,

principalmente as garotas e garotos do grupo de danca. Na época, todos ainda conversavam comigo e eu ainda dançava.

Antes daquela festa, as coisas eram normais.

Mexi com meu bracelete, nervoso. Eu gostava do fato de eles estarem aqui, porque era normal e me

lembrava do antes. Era isso que as pessoas na faculdade faziam, mas era tão... diferente para mim.

Kiba ressurgiu da minha cozinha, com um saco de batata frita na mão.

— Esqueça o apartamento. Não me entenda mal. É um lindo apartamento, mas eu quero saber mais

sobre os cookies do sasuke.

Peguei uma batata do saco.

— Nunca deveria ter contado a você sobre aquela conversa.

— Agora já era — ele respondeu, com a boca cheia.

Ino deu uma risadinha.

— Estou morta de curiosidade para saber qual é o significado de cookies na gíria dele.

— Deve ser o pau dele — disse kiba, jogando-se no braço do sofá.

— Meu Deus! — Enchi a mão de batatinhas. Eu preciso de um reforço de calorias para o rumo que

estava tomando aquela conversa.

Ino  acenou com a cabeça.

— Mas faz sentido. Quer dizer, com toda aquela história de não dividir os cookies com pessoas feias.

— Não acho que foi isso que ele quis dizer — declarei, pondo uma batatinha na boca. — Então,

voltando às anotações de História...

— Que se dane História. De volta ao pau do sasuke — disse kiba . — Pensa só uma coisa, se cookies é

um código para pau, então significa que você estava com o peru dele na sua boca.

Engasguei com a batatinha e peguei minha lata de refrigerante, sorvendo o líquido enquanto sentia o

rosto queimar.

— Teoricamente falando, é claro — acrescentou kiba, rindo como um imbecil, levantando-se logo em

seguida. — Não sei como aguenta, naruto. Se eu morasse na frente do apartamento dele, ficaria colado na

porta do bofe noite e dia. E ia querer toda hora os cookies dele. Nham-nham.

Abanando a mão na frente do rosto, balancei a cabeça.

— Pode ficar com os cookies dele.

— Ah, querido, se ele tivesse alguma interesse em mim, eu não pensaria duas vezes.

Ino virou os olhos.

— Grande surpresa.

— O que eu não entendo é você não estar nem aí para os cookies dele.

Abri a boca, mas ino balançou a cabeça e disse:

— Não acho que cookies signifique pau. Acho que podem ser as bolas dele, já que está no plural.

Kiba explodiu em uma gargalhada.

— Então, significa que as bolas dele estavam na sua boca, teoricamente falando! Caramba, que

gastronomia pornográfica.

Fiquei boquiaberto com os dois. Será que aquela era a conversa de costume?

— Meu Deus, podemos, por favor, parar de falar no peru e nas bolas dele? Ou nunca mais vou

conseguir comer cookies de novo. Tipo, jamais.

— Não. É sério. Como você pode não estar interessado... — kiba escalou o encosto do sofá, como

um gato gigante. — Está na cara que ele está paquerando você.

— E daí... — respondi, acreditando que seria seguro comer outra batatinha sem morrer.

O queixo de kiba caiu.

— E daí?

Ino fechou o livro de História e o jogou no chão com força, fazendo um estrondo. Acho que ali

acabaram nossas chances de estudo.

— kiba é como uma mulher na casa dos trinta sedenta por sexo, então ele não tem como entender por

que você não iria querer dar uma voltinha naquele garanhão.

Olhei para kiba. Ele apenas deu de ombros e disse:

— Isso é verdade.

— Até eu demorei para entender. Sasuke é o maior pegador — continuou ino. — Mas nunca

ouvi nenhuma garota ou garoto falar mal dele, então ele deve tratá-los muito bem.

Sem saber o que dizer, eu me lancei na cadeira preta de canto, próxima à TV. Tentar explicar a eles o

porquê de tudo aquilo não adiantaria de nada.

— Sei lá. Só não estou interessado.

— Você tem pênis ? — perguntou kiba.

Olhei com raiva para ele.

— Tenho.

Ele deslizou do encosto do sofá e sentou-se ao lado de ino.

— Então, como é que você não está interessado?

Enfiando o restante das batatinhas na boca, fiz de tudo para não responder parecendo uma puritano.

Mas eu era um completo puritano, não era? Ou aflito, dependendo de quem perguntasse. Seja como for,

embora a ideia de paus e bolas me interessasse, só de pensar em me aproximar, pegar e brincar com a

coisa em si me fazia suar frio.

E naquele momento eu estava suando mesmo. As batatinhas já se acumulavam no meu estômago. Teria

que fazer muitos abdominais mais tarde. Minha mente imediatamente voltou ao e-mail da noite anterior.

Mentiroso.

Limpando as mãos no jeans, balancei a cabeça.

— Só não estou interessado em um relacionamento.

Kiba riu.

— E nós não estamos dizendo que sasuke esteja, entende? Você não precisa estar num relacionamento

para um pouco de tchica-tchica-bum.

Ino olhou lentamente para ele.

— Você disse isso mesmo?

— Disse. E diria de novo. Vou até fazer uma camiseta com esses dizeres. — kiba riu com o canto da

boca. — Voltando ao assunto, o que estou dizendo é que ele é uma oportunidade que você não vai querer

deixar passar.

Nem dei ideia para ele.

— Por que estamos falando disso, afinal? Temos uma aula juntos e ele mora no apartamento em frente

ao meu...

— E vocês serão parceiros pelo resto do semestre — acrescentou ino. — Meio romântico sair à

noite para olhar as estrelas.

Meu estômago se contraiu.

— Não é romântico. Nada é romântico.

As sobrancelhas dela se ergueram e ela ficou alisando os longos cachos louros.

— Falou, pessoa do contra.

Virei os olhos para cima.

— Só estou dizendo que não o conheço direito. Ele não me conhece. É só paquera. Você mesma disse

que ele é “o pegador”. Talvez esse deva ser o jeito dele. Ele é um cara legal e amigável. Só isso. Então podemos só esquecer isso tudo?

— Ai, vocês estão me deixando de saco cheio — disse kiba, e ino mostrou a língua para ele. Um

raio lançou um clarão lá fora, e eu pisquei os olhos, pensando que aquilo devia ter doído em alguém. —

E eu preciso de um molhinho para acompanhar essas batatas.

— No armário de baixo — gritei, mas ele já estava na cozinha, abrindo e batendo portas.

Para o meu imenso alívio, o assunto se desviou de mim e do meu rolo inexistente com sasuke . Horas se

passaram e fiquei mais tranquilo com eles ali; chegamos até a abrir nossos livros de História por alguns

segundos. Quando eram quase nove horas, eles juntaram suas coisas e foram até a porta.

Ino parou e pulou até mim. Antes que eu pudesse me preparar, ela me deu um abraço rápido e um

beijo no rosto. Fiquei parado, meio sem reação. Ela sorriu.

— Vai ter uma superfesta em uma das fraternidades na sexta à noite. Você deveria vir conosco.

Lembrei de sasuke  dizendo que estaria ocupado na sexta, e, já que ele obviamente gostava de uma festa,

esse deveria ser o motivo. Balancei a cabeça por um instante.

— Eu não sei.

— Não seja antissocial — disse kiba, abrindo a porta. — Nós somos pessoas muito legais com quem

sair.

Eu ri dele.

— Eu sei. Vou pensar no assunto.

— Está bem. — ino  acenou com os dedos. — Vejo você amanhã.

Lá fora, no corredor, kiba começou a apontar para a porta de sasuke e fazer movimentos com os

quadris, rebolando. Mordi o lábio para parar de rir. Ele não parou até ino agarrá-lo pelo colarinho

da camisa polo e puxá-lo escada abaixo.

Sorrindo, fechei e tranquei a porta. Não demorei muito para limpar tudo e me preparar para ir para a

cama. Toda essa coisa de ir para a cama, na verdade, não tinha sentido, porque eu não estava com sono,

e, como estava evitando o computador (e por conseguinte meu e-mail), acabei assistindo a algumas

reprises de Ghost Hunters até me convencer de que havia um poltergeist no meu banheiro. Desliguei a

televisão, levantei do sofá e acabei fazendo uma coisa que detesto.

Andar de um lado para o outro no apartamento, como costumava fazer no meu quarto, na casa dos meus

pais. Com a televisão desligada e o apartamento em silêncio, eu podia ouvir barulhinhos de outros

apartamentos. Concentrei-me nesses sons em vez de deixar a mente divagar, porque aquela noite tinha

sido muito boa e eu não queria estragá-la. Os últimos dias vinham sendo ótimos, exceto pela vez em que

atropelei sasuke. As coisas iam bem.

Parei atrás do sofá, só percebendo naquele instante o que estava fazendo.

Olhando para baixo, vi a manga da minha camiseta arregaçada e os dedos envolvendo meu punho esquerdo. Lento e meticulosamente, levantei os dedos, um a um. Havia leves marcas rosadas do bracelete

pressionado contra minha pele. Nos últimos cinco anos, só tirava o bracelete à noite e quando entrava no

banho. Aquelas marcas, provavelmente, seriam permanentes.

Assim como a cicatriz que o ornamento escondia.Retirei a mão por completo. A marca de cinco centímetros sobre a veia, de cor rosa mais intensa, a

partir do centro do punho. Fora um corte profundo, feito com vidro estilhaçado do porta-retratos que

arremesei  na parede depois da primeira foto circular pela escola.

Quando fiz aquele corte, foi o momento mais triste da minha vida, e isso não é nenhum exagero.

Haveria um corte tão grave no punho direito também, se não fosse pela empregada ter ouvido o barulho

de vidro quebrado.

A foto era de mim e do meu melhor amigo; o mesmo melhor amigo que foi um dos primeiros a virar as

costas para mim e espalhar palavras como “vadio” e “mentiroso ”.

Então tive vontade de acabar com tudo ali mesmo. Apenas dar um basta, porque naquele momento da

vida nada poderia ter sido pior do que o que aconteceu comigo, com o que meus pais concordaram e tudo

o que veio depois em consequência. Em questão de meses, minha vida foi completamente dividida em

dois grandes momentos: o antes e o depois. E não consegui ver um possível depois, já que a escola

inteira se colocara a favor de sasori .

E agora? O depois oferecia infinitas possibilidades, mas a vergonha ardia como um fogo brando em

meu estômago enquanto eu olhava para aquela cicatriz. Suicídio jamais seria a resposta para alguma

coisa e, no fim das contas, dar um basta era permitir que todos vencessem. Aprendi a lição por conta

própria, já que terapia nunca foi uma opção. Meus pais teriam preferido cortar as próprias pernas a

sofrer a humilhação de ter uma filho que tentara cometer suicídio e precisava de terapia. Muito dinheiro

havia molhado as mãos para manter minha passagem vespertina pelo hospital por debaixo dos panos.

Aparentemente, meus pais aceitavam numa boa que um filho fosse rotulado de vagabundo e  mentiroso.

Mas eu odeio  ver a materialização da minha fraqueza, seria humilhante demais se alguém visse.

De repente, uma gargalhada forte vinda do corredor desviou minha atenção — a gargalhada de sasuke .

Minha cabeça virou rapidamente na direção da cozinha. No forno, o relógio apontava quase uma da

manhã.

Puxei a manga da camiseta para baixo.

— Você não pode deixar de ir na sexta à noite? — perguntou uma voz feminina, um pouco abafada pela

parede.

Houve uma pausa e, em seguida, ouvi sasuke  dizer:

— Você sabe que eu não posso, meu anjo. Quem sabe da próxima.

Meu anjo? Não acredito! Ouvi os passos dos dois lá fora, perto da escada, descendo os primeiros

degraus.

Dei a volta no sofá, apressado, para me aproximar da janela. Como meu apartamento ficava na

extremidade do prédio, de frente para o estacionamento, só o que eu tinha a fazer era esperar. Então, lá

estavam eles, uma garota e um sasuke  sem camiseta.

Uma morena bem alta, de pernas longas, usando uma linda saia jeans. Isso foi tudo o que consegui ver

da janela, conforme eles atravessaram o estacionamento. A garota tropeçou, mas se recuperou antes que

Sasuke  pudesse intervir. Eles pararam atrás de um sedã escuro. Fiquei me sentindo um fofoqueiro que

espia a vida dos outros, mas não conseguia sair dali.

Sasuke  falou alguma coisa e riu quando a garota empurrou seu ombro descontraidamente. Um segundo depois, eles se abraçaram e, então, ele deu um passo para trás, dando um leve aceno antes de voltar para

o prédio. Na metade do caminho, olhou para cima, na direção do nosso andar, e dei um pulo para trás

como um completo idiota. Ele não conseguiu me ver. Não tinha como me ver com todas as luzes do

apartamento apagadas.

Ri de mim mesmo, mas parei logo em seguida quando ouvi uma porta fechando no corredor.

Um alívio percorreu meu corpo, soltando os músculos que ficavam se contraindo e relaxando. Vê-lo

com uma garota foi... bom. Confirmou muitas suspeitas de que sasuke era apenas um cara charmoso e

paquerador que gostava de oferecer cookies a pessoas bonitas e tinha uma tartaruga de estimação

chamada susano. Isso era bom. Era possível. Era algo que eu podia suportar, porque só de pensar no

que ino e kiba me disseram fez com que eu me sentisse agitado e ansioso.

Talvez eu e sasuke  nos tornássemos amigos. Isso seria legal, porque era bom ter mais amigos, como

antes.

Mas, ao deitar acordado na cama, olhando para o teto, por um instante, um breve instante, eu me

perguntei como seria se sasuke estivesse interessado em mim daquele jeito. Ter aquela sensação de ansiar

por algo. De me sentir tonto e excitado sempre que ele olhasse para mim ou quando nossas mãos

acidentalmente se tocassem. Fiquei me perguntando como seria estar interessado nele ou em qualquer

cara. Ansiar por encontros, primeiros beijos e todas as coisas que vêm depois disso. Aposto que seria

legal. Seria como antes.

Antes de sasori  ter tirado tudo isso de mim.

* * *

Nuvens carregadas estavam no céu daquela quinta de manhã e parecia que seria um dia chuvoso e

entediante no campus. Por sorte, eu teria apenas duas aulas, então, antes de sair de casa, peguei um

moletom com capuz e o coloquei por cima da camisa. Pensei em trocar a bermuda , mas

estava com muita preguiça para me dar  esse trabalho.

Enquanto escrevia uma mensagem para kiba para ver se ele queria que eu comprasse algum café para

levar à aula de Arte, saí do meu apartamento e cheguei à escada, antes da porta de sasuke  se abrir e um

cara sair por ela, puxando uma camiseta por cima da cabeça. Pude ver o cabelo vermelho  dele, curto e

bagunçado, e o reconheci como o cara com a tartaruga    — o colega que dividia o apartamento com sasuke. 

No momento em que nossos olhares se cruzaram, um grande sorriso surgiu em seu rosto bronzeado,

expondo os dentes extremamente brancos.

— Oi! Eu já vi você antes.

Meus olhos piscaram, olhando atrás dele. Tinha deixado a porta escancarada.

— Oi, você é... o cara da tartaruga.

Seu rosto esboçou confusão ao sair caminhando de chinelo pelo chão de cimento.

— Cara da tartaruga? Ah, sim... — riu ele, com a pele vincada em volta dos olhos . — Você

me viu com susano , certo?

Confirmei com a cabeça.— E acho que você se autodenominou Señor Otário.

Gargalhando alto mais uma vez, ele me acompanhou pelas escadas.

— Esse é meu nome de bebedeira. Na maior parte do tempo, as pessoas me chamam de juugo.

— Assim é muito melhor que Señor Otário. — Sorri ao chegarmos ao quarto andar. — Meu nome é...

— naruto. — Quando meus olhos arregalaram, ele deu um sorriso cheio de dentes. — sasuke  me falou

seu nome.

— Ah... Então, você está indo para...

— Ei, seu idiota, você deixou a porta aberta! — A voz de sasuke  reverberou pelas escadas e, um

segundo depois, ele apareceu lá no topo, usando seu boné preto de beisebol. Um sorriso de canto de boca

surgiu no semblante dele ao nos avistar, e ele desceu rapidamente os degraus restantes. — Ei, o que está

fazendo com meu garoto ?

Meu garoto? O quê? Eu quase tropecei de susto.

— Estava explicando para ele como atendo a dois nomes.

— É mesmo? — sasuke  passou um braço sobre meus ombros, e tropecei nos meus tênis . Seu braço

me segurou, puxando-me mais para perto dele. — Opa, meu anjo, quase perdi você.

— Olhe só para você — disse juugo, descendo os degraus. — Fez o garoto tropeçar nele mesmo.

Sasuke  riu consigo mesmo e, com a mão livre, virou a aba do boné para trás.

— Não posso evitar. É o meu charme.

— Ou pode ser seu cheiro — retrucou juugo . — Acho que não ouvi o chuveiro ligado hoje de manhã.

Ele ficou boquiaberto, fingindo que se ofendera.

— Estou fedendo, naruto?

— Seu cheiro está ótimo — murmurei, sentindo o rosto esquentar. Mas era a verdade. O cheiro dele

estava maravilhoso; uma mistura de roupa de cama limpa, perfume suave e algo mais, que provavelmente

era seu aroma natural. — Quer dizer, você não está fedendo.

Sasuke  me observou por um momento longo demais.

— Está indo para a aula?

Íamos descendo os degraus, mas o braço dele ainda estava nos meus ombros e toda a lateral do meu

corpo parecia estar formigando, como se tivesse adormecido. Ele era tão... descontraído com aquilo.

Como se não fosse nada para ele, e provavelmente não era. Lembrei-me de como ele e a garota se

abraçaram ontem à noite, mas, para mim, era...

Não havia palavras.

— naruto? — sasuke baixou o tom de voz.

Eu me desvencilhei do braço dele, e vi a forma como o sorriso de juugo cresceu. Acelerei o passo na

escada, pois precisava de distância.

— Sim, estou indo para a aula de Artes. E vocês?

Sasuke rapidamente me alcançou no terceiro andar.

— Vamos tomar café da manhã. Você deveria matar a aula e vir conosco.

— Acho que já matei aula demais esta semana.

— Eu estou matando aula — anunciou juugo —, mas sasuke só vai ter aula à tarde, então ele está dando

uma de bom menino.

— E você está sendo um menino mau? — perguntei.

O sorriso de juugo era contagioso.

— Ah, eu sou muito mau.

Sasuke olhou torto para o amigo.

— É... Ele é mesmo ruim em soletrar, matemática, inglês, limpar as coisas depois de usar, conversar

com as pessoas, e a lista só aumenta.

— Mas sou bom nas coisas que realmente contam.

— E quais são elas? — perguntou sasuke , quando saímos do prédio. Lá fora, o ar trouxe o aroma suave

da umidade e as nuvens pareciam bastante carregadas.

Juugo  acelerou o passo e se virou para ficar de frente para nós, caminhando de costas, ignorando

completamente a caminhonete vermelha que se aproximava. Ele levantou a mão bronzeada e começou a

contar nos dedos.

— Beber, socializar, fazer snowboarding, jogar futebol... Lembra desse esporte, sasuke ? Futebol?

O sorrisinho de sasuke rapidamente sumiu do rosto.

— É, eu lembro sim, panaca.

Juugo apenas riu e se virou novamente, indo na direção da picape preta estacionada. Olhei para

Sasuke com curiosidade. Ele só olhava para a frente, com as mandíbulas travadas e os olhos gélidos. Sem

voltar os olhos para mim, enfiou as mãos nos bolsos e disse:

— Te vejo por aí, naruto. 

Com isso, ele se juntou a juugo  na cabine da picape. Juro que, na mesma hora, a temperatura caiu e se

igualou à frieza de sasuke. Não era preciso ser um gênio ou uma pessoa muito intuitiva para perceber que

Juugo  tinha colocado o dedo numa ferida sobre a qual sasuke não estava a fim de conversar.

Tremendo de frio, corri e entrei no meu carro. Nem um segundo depois, uma grande gota de chuva

pingou no para-brisa. Conforme dei a ré para fora da vaga, olhei à frente e vi os dois na caçamba da

picape: juugo sorrindo e sasuke com a mesma expressão fria e distante enquanto falava. O que quer que

estivesse dizendo para o amigo, não estava muito contente com o assunto.


Notas Finais


Desculpas se tiver erros .Até próximo bjs.


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