História Excluded - Capítulo 29


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Colegial, Depressão, Fotografia, Mutilação, Romance, Suícidio
Visualizações 2
Palavras 794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - Encontro


  Depois do dia que o Alex me chamou para sair, ele não falou mais nada sobre isso e também não me falou para onde a gente ia. Oito horas eu ouvi uma buzina de carro, e era ele, na caminhonete do pai dele, e não no carro que ele normalmente dirige.

— Oi.— Ele falou assim que eu entrei no carro.

— Oi.— Eu falei.— O que a gente vai fazer exatamente?

— Eu tinha pensado em ir no cinema, mas não tinha nenhum filme legal em cartaz, então resolvi fazer outra coisa.

— Que seria?

— Uma surpresa.

— Eu não gosto de surpresas.

— Você vai gostar.

— Como você sabe?

— Eu só sei.

— A gente já chegou?— Eu perguntei cinco minutos depois.

— Fazem cinco minutos, você é tão impaciente assim?— Ele falou rindo um pouco.

— Talvez.

— A gente está quase lá.

— Lá aonde, porque a gente acabou de entrar em um lugar que só tem árvore.

— Quase.— Logo ele parou o carro, saiu dele e eu também.— Infelizmente o clima não colaborou comigo e o céu está meio nublado.— Eu não fazia ideia do que a gente ia fazer no meio do nada.

— E o que a gente vai fazer aqui?— Ele tirou o negócio que estava cobrindo a caçamba da caminhonete. Tinham algumas almofadas, uma câmera e um violão.

— Sentar, e olhar para cima.

— Tudo bem.— Nós sentamos na parte traseira da caminhonete, depois de um tempo de silêncio, Alex falou.

— Você sente falta de onde você morava antes?

— Bom, mais ou menos. Eu não sou a pessoa mais sociável que existe, então eu não tinha amigos. Mas metade da minha família mora lá, e eu era muito próxima do meu primo. Eu também sinto falta da comida de lá.

— Tipo o que?

— Pão de queijo.

— E o que é isso?

— É um pão com queijo na massa.

— Parece interessante.

— E é.

— O que você vai fazer no dia de ação de graças?

— Provavelmente nada. E você?

— Eu vou para a casa do meu tio em Fort Davis.

— Onde fica isso?

— Quase no México. São quase sete horas de viagem para lá. É uma vaidade pequena que mostra exatamente o esteriótipo do Texas em filmes.

— Parece legal.

— Mais ou menos, não tem quase nada para fazer lá.

— Ah.— Eu comecei a mexer na câmera.

— Pena que está nublado.

— Mas mesmo assim dá para ver a Lua cheia, e algumas estrelas.

— Pelo menos isso.

Comecei a tirar algumas fotos do céu e ele estava tocando o violão, bom, ele estava batendo nas cordas de vez em quando. Virei a câmera para ele e tirei uma foto, como estava meio escuro tive que usar o flash.

— Se você estava tentando ser discreta, não funcionou.— Ele começou a rir e eu também.

— Posso perguntar uma coisa?

— Sim.

— Você ter me chamado para sair tem alguma coisa a ver com aquele dia depois do jogo de basquete?

— Não.

— Certeza?

— Sim. Por que você acha isso?

— É só uma coisa que passou pela minha cabeça. Mas esquece.

— Tudo bem.

Ele ficou me olhando por um tempo e depois me beijou, dessa vez eu percebi o que estava acontecendo e não fiquei parada igual a uma porta como da última vez. Assim que isso passou eu fiquei sentada encostada nele e Alex estava com o braço dele por cima do meu ombro.

— Então, qual é seu filme favorito?— E aparentemente essa é a primeira pergunta que surgiu na cabeça do Alex quando o silêncio ficou meio estranho.

— A garota da capa vermelha, e o seu?

— Um espião e meio.

— Esse é o filme com o The Rock né?

— Você já assistiu?

— Já, eu assisto qualquer coisa que o The Rock fizer.

— Por isso o nome do seu cachorro é Dwayne?

— Sim.— Depois disso começou a chover, nós colocamos a coisa que cobria a caçamba da caminhonete de volta e entramos no carro.— Ugh, meu cabelo vai ficar horrível depois disso.

— É só água.

— Meu cabelo é bem liso, e ele colabora comigo na maioria das vezes, mas ele odeia chuva. Logo ele vai ficar bem armado.— O celular dele tocou, ele atendeu e pelo que eu entendi da conversa, era a mãe dele.— Aconteceu alguma coisa?— Eu perguntei depois que ele desligou.

— Minha mãe ligou e falou para mim voltar já que é o último dia da minha irmã aqui.

— Para onde ela vai?

— Ela vai fazer um intercâmbio em Londres.

— Ah.

— Você estava certa, seu cabelo não gosta mesmo de chuva.

— Babaca.— Eu falei brincando.

— Tonta.— Ele tirou uma foto minha.

— Depois eu que não sou discreta.

— Haha.

— É melhor a gente voltar.

— Sim.— A volta pra casa só não foi um silêncio total porque o rádio estava ligado. Assim que cheguei em casa tudo que fiz foi capotar na cama e dormir.


Notas Finais


Oii, eu sei que esse demorou, mas Outubro passou muito rápido e quando percebi já tinha acabado hehehe 🌻


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