História Fallen Angels - Capítulo 16


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Emma Carstaris, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jonathan Christopher Morgenstern, Julian Blackthorn, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Personagens Originais, Simon Lewis
Tags Alec, Clace, Jemma, Kitty, Magnus, Malec, Sizzy
Visualizações 30
Palavras 3.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Anis


Anis

Promessa de amor eterno, pedido de casamento, sinceridade, aconchego, permite entregar-se sem medos e sem esperar nada em troca.

Alec ouviu batidas na porta do seu quarto, murmurou que quem quer que fosse, poderia entrar. Deixou seu notebook de lado e olhou para a porta, viu que era Magnus.

Magnus entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, andou até a cama de Alec e deitou-se ao seu lado.

“Não gosto disso de nos deixarem separados.” Magnus disse mordendo o lábio. “Então, eu fugi de todo mundo e vim para cá.”

Alec sorriu e beijou Magnus lentamente, entrelaçou seus dedos nos de seu noivo e separaram seus lábios.

“Eu não quero passar mais um segundo longe de você, Alexander.” Magnus disse olhando diretamente para os olhos de Alec.

“Magnus... Eu te amo, você sabe disso, certo?” Alec disse e Magnus assentiu, sorrindo e deixando sua testa contra a de Alec.

“É amanhã. Você está nervoso?” Magnus murmurou e Alec cerrou os olhos.

“Estou surtando.” Magnus riu baixinho. “É como se eu estivesse totalmente relaxado antes e o nervosismo todo veio agora.”

“Não se preocupe, Alec, vai tudo dar certo.” Magnus disse baixinho e Alec assentiu em concordância. “Eu estarei lá no altar com você, nossas famílias estarão lá.”

“Eu acredito em você.” Alec murmurou e Magnus sorriu. “Fica aqui comigo?”

“Não precisava nem perguntar.”

Alec desligou o abajur, ajeitou-se na cama e Magnus passou o braço por sua cintura. Os dois dormiram com seus corpos abraçados.

*

Alec andava pela casa observando todas as pessoas arrumando o local para o casamento que iria acontecer no final da tarde, sua irmã e Mary, a tia de Magnus, estavam coordenando tudo por ali e acabaram deixando os noivos livres.

“Então, o que você está achando?” Amber, a irmã de Magnus disse chegando ao seu lado.

“Estou adorando tudo.” Alec disse sorrindo.

“Você já escreveu seus votos?” Ela perguntou e Alec levantou uma sobrancelha.

“Eu deveria ter escrito?” Alec perguntou confuso.

“Não acredito nisso.” Amber disse e o puxou para a sala da casa.

Pegou uma caneta e papel na mesa do computador que estava em um canto e entregou para Alec.

“Pronto, sente-se aí e só saia quando você terminar de escrever os seus votos.” Amber disse com os braços cruzados.

“Mas eu tenho que ir me arrumar em menos de três horas.”

“Só cale a boca e escreva.” Alec bufou e mordeu a caneta.

O Lightwood pensou que ter uma adolescente de dezessete anos mandando você calar a boca era o fim da vida.

Apesar de estar com uma mistura de nervosismo e ansiedade, as palavras fluíram rápido em sua mente e ele pode expressá-las no papel com facilidade, a chave era pensar em tudo que ele sentia por Magnus e como ele o fazia feliz.

Quando terminou, Alec sorriu lendo o que tinha escrito. Amber, que estava mexendo no celular no sofá a frente ao que Alec estava, percebeu que ele tinha terminado e levantou.

“Deixa eu ler?” Ela perguntou olhando para o papel, Alec olhou para ela.

“Não. Só vai saber na hora do casamento.” Alec murmurou colocando o papel no bolso.

“Você vai me deixar na curiosidade?” Amber perguntou fingindo que estava brava.

“Vou. E onde está o meu noivo?” Alec perguntou levantando do sofá e olhando pela janela da sala. Havia milhares de pessoas ali, mas nada de Magnus.

“Vocês não podem se ver antes do casamento.” Amber disse fitando o quintal da casa junto com Alec.

“Acho que isso é besteira.” Alec disse e Amber riu.

“Eu também acho, tipo, qual o problema? O casamento é de vocês mesmo, mas a sua mãe e a minha que quiseram que fosse assim.”

O sol batia diretamente na janela onde Amber e Alec estavam, então os dois estavam com os olhos semicerrados enquanto observavam todas aquelas pessoas trabalhando para organizar o local para o casamento.

“Alec? Posso te perguntar uma coisa?” Amber disse olhando para Alec pelo canto dos olhos.

“Mas é claro. O que foi?”

“Pode parecer estranho, mas o que te fez dizer sim para o meu irmão? O que te fez pensar que ele era a pessoa que você quer que passe o resto da vida ao seu lado?” Amber perguntou mordendo o lábio levemente.

“É uma pergunta interessante.” Alec disse com um leve sorriso nos lábios. “O maior motivo é que eu o amo. Acho que não tem nada demais nisso, sabe? Foi tudo muito rápido, eu olhei para ele um dia e imaginei uma vida inteira ao lado dele.”

Alec sorriu lembrando daquele dia, foi até mesmo antes de Magnus lhe pedir em casamento. Eles estavam conversando no campus da faculdade de Magnus junto com Catarina e Alec se viu perdido no castanho dos olhos de Magnus. O moreno percebeu que estava sendo observado pelo namorado e acabou corando, Catarina achou a cena adorável.

“Tinha algo sobre os olhos dele e o jeito que ele falava que faziam com que eu me apaixonasse cada vez mais por ele. Nós tínhamos mais ou menos uns oito meses de namoro, e eu senti que o que eu tinha com ele era diferente de todos os outros relacionamentos que eu já tive na vida, não foram muitos, mas era completamente diferente.”

Amber estava fascinada pelo sorriso de Alec enquanto ele falava sobre Magnus, era algo tão lindo e puro de se ver. Fazia com que ela quisesse ter algo daquele jeito também.

“Cheguei a achar que eu estava sendo um idiota, Alec, você é um idiota, você tem só 25 anos, não tem como você saber nada sobre o futuro. Foi o que pensei quando cheguei em casa à noite, mas no dia seguinte eu o encontrei na floricultura novamente e vi ele sorrindo enquanto atendia um cliente, enquanto falava sobre aquelas flores que ele tanto ama e ele me viu ali, parado o observando, ele tinha um brilho nos olhos que era lindo de se enxergar e... Eu simplesmente soube que não queria passar nenhum minuto a mais longe dele.” Alec disse com um sorriso enorme nos lábios.

“Você nunca me disse isso.” Alec ouviu a voz de Magnus no cômodo, virou-se e o viu escorado na parede perto da porta. “Isso é lindo, Alec.”

“Magnus Bane! Qual parte de vocês não podem se encontrar antes do casamento você não entendeu?” Amber disse batendo o pé no chão e pegando no braço do irmão. “Eu vou falar isso para a mãe, ok? E você vai ter que aguentar duas horas de sermão por ter visto ele hoje!”

Alec riu ouvindo a voz de Amber brigando com Magnus no corredor e enxugou os olhos com a ponta dos dedos, pensar naquilo fez com que eles enchessem de lágrimas.

Olhou para o relógio que ficava no alto de uma das paredes da sala e ele marcava três horas e vinte e cinco minutos, ele tinha apenas pouco tempo para decorar todas aquelas palavras e se arrumar, pensou que realmente deveria ter escrito seus votos antes.

Fitou novamente todos os arranjos que estavam no quintal, os convidados que já chegavam e saiu da sala, subiu rapidamente para seu quarto. Deixou os votos em cima do criado-mudo e olhou para seu smoking que estava em cima da cama, Alec sentiu seu estômago dar voltas, a ficha de que seu casamento iria realmente acontecer estava caindo.

Com a toalha em mãos, Alec abriu a porta do banheiro de seu quarto e entrou já despido. Ali, tinha todos os tipos de sabonete e shampoos que ele pudesse pedir, Alec achou que aquilo fosse um exagero.

Depois de um longo suspiro de olhos fechados, o Lightwood colocou a toalha pendurada num gancho do banheiro e entrou no box, ligou o chuveiro na temperatura morna e deixou a água cair sobre seus ombros, relaxando-os.

Alec não demorou muito no banheiro e, mais ou menos, meia hora depois ele já estava vestido e tentando gravar as palavras que tinha escrito em seus votos.

Ouviu seu celular tocando, achou aquilo estranho, pegou-o e viu que era um número desconhecido.

"Alec! Ainda bem que você atendeu."

"Magnus, o que você está fazendo?"

"Eu queria falar com você, não iria aguentar passar essa ansiedade toda sozinha. Amber e Anne esconderam meu celular porque sabiam que eu iria te ligar, então eu roubei o da minha mãe."

Alec riu daquilo como se fosse a coisa mais engraçada do mundo, pensou que fosse os seus neurônios nervosos com o que estava para acontecer.

"Eu vou me casar com um ladrão."

"Alexander! Eu vou devolver depois, ok?"

"Eu sei, amor, mas é legal pegar no seu pé."

"Acho que você me ama demais, às vezes."

"Magnus..." Alec murmurou e umedeceu os lábios. "Eu te amo tanto que você nem sabe o quanto. Tudo que eu disse hoje mais cedo era verdade. Se você não tivesse me pedido em casamento, eu teria feito o pedido."

"Você nunca para de me surpreender, Alec."

Alec fechou os olhos e sorriu, sentou-se no chão com as costas escoradas, numa mão ele tinha o papel com seus votos e a outra segurava seu celular próximo do ouvido.

"Isso é esquisito." Alec murmurou depois de alguns segundos. "Nós estamos literalmente em quartos um ao lado do outro e conversando por celular."

"Acho que é melhor que nada, mas que é esquisito, é. E a minha mãe acabou de entrar aqui e me viu com o celular dela."

"Boa sorte com isso." Alec disse e ouviu Magnus murmurar um obrigado e a ligação foi encerrada.

Bloqueou o celular e o deixou em cima da cama, levantou do chão e limpou a poeira que tinha ficado em sua calça. Repassou seus votos na cabeça e ouviu batidas na porta.

“Pode entrar.” Alec disse ainda olhando para o papel em suas mãos.

A porta foi aberta e Amelia entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. Andou até o filho que estava em pé no meio do quarto e ajeitou a gola de seu smoking, que estava toda torta. O cabelo de Amelia estava preso no topo da cabeça num coque majestoso, ela já tinha alguns fios brancos no cabelo, mas nada que atrapalhasse a sua beleza.

“Está quase na hora.” A mulher disse sorrindo enquanto o filho a fitava. “Meu bebê se casando.”

“Mãe!” Alec disse e Amelia riu.

“Você sempre será o meu bebê.” Ela disse apertando as bochechas de Alec. “Quando você e Anne eram mais novos, eu sempre achei que ela iria ser a primeira a casar. Acho que estava errada.”

“Essas coisas acontecem.” Alec disse sentando ao lado da mãe em sua cama.

*

Jace estava na frente do espelho arrumando sua gravata. Clary o observava quietamente o marido através do espelho, ele já tinha tirado e colocado mais de quatro gravatas.

“Você tem certeza que quer ir?” Clary perguntou apertando seu vestido azul levemente.

“Tenho, Clary, foi difícil para você conseguir esse convite e eu prometi para o Alec que, até se ele casasse de cueca, eu estaria lá.” Jace disse olhando para Clary.

“Ah, não foi difícil. Eu só precisei ligar para a Natalie e pedir para ela fazer uma adição no feitiço dela para o Alec pensar que eu sou uma colega de trabalho, próxima o suficiente para ele me dar um dos convites.” Clary disse levantando do sofá e indo até Jace. “A azul, combina mais com você e com o meu vestido.”

O louro assentiu pegando a gravata azul e a colocando. Essa seria a primeira vez que Jace veria Alec desde que os dois deixaram de ser parabatai, ele ainda não tinha tido coragem para ir ver Alec, apesar de olhar todos os dias para o papel com o endereço dele que Natalie, que agora era a Alta Feiticeira do Brooklyn, tinha entregado para a Clary.

Pensar nisso fazia com que o que havia sobrado da runa parabatai em seu abdômen doesse, Jace tentava evitar pensar sobre Alec, mas nunca conseguia. Toda vez que olhava aquela marca em seu corpo, parecia que sua alma estava sendo esfaqueada.

“Mesmo assim, eu tenho que ir. Ele é... Ele era meu parabatai e meu irmão.” Jace disse sério, terminando de amarrar a gravata. “Isabelle ainda está mal com tudo isso e Max está em Idris sem falar com ninguém, é apenas eu... E eu tenho que fazer isso, por mais que doa.”

“Eu entendo.” Clary murmurou pegando no braço de Jace com carinho, sentiu seu celular vibrar. Pegou-o na bolsa e viu que era uma mensagem de Mark. “Mark acabou de me mandar uma mensagem, ele está lá fora com o Kieran.”

Jace suspirou e pegou seu paletó, o colocou e olhou novamente para seu reflexo no espelho.

“Vamos.” Jace disse e Clary assentiu, os dois saíram da casa e encontraram com Mark e Kieran.

“Helen e Aline já estão lá com Kit e Ty, elas insistiram em ir, eu tentei convencer Helen a não ir por causa da Ivy, mas ela não me escutou.” Mark disse quando os dois entraram no carro.

“Ivy? É uma menina?” Clary perguntou enquanto Mark dava partida no quarto.

“Ela não te disse? Achei que tivesse falado, Aline e ela descobriram semana passada. É uma garotinha sim, Ivy Blackthorn.” Mark disse sorrindo. “Aline comemorou por mais de dois dias.”

Jace forçou um sorriso, era uma notícia boa, mas a única coisa que ele conseguia pensar era em Alec, em como seu parabatai iria lhe ver e não iria ter a menor ideia de quem ele era e isso doía. Alec era a única pessoa que ele tinha confiado depois da morte de seus pais, Alec era seu melhor amigo, seu confidente.

“Você está bem?” Clary perguntou baixinho para Jace, percebendo que ele estava mal.

“Vou ficar.” Jace disse olhando pela janela do carro, para as ondas que quebravam na areia da praia e as que se formavam na imensidão que era todo aquele oceano.

O sol estava perto de se pôr bem a cima da vastidão daquele mar, formava uma bela imagem no céu e na água.

“Você acha que tem alguma chance dele sequer nos reconhecer?” Jace perguntou desviando seus olhos para Clary.

“Sinceramente? Eu não sei, Jace. O feitiço foi bem forte e intenso.” Clary disse entrelaçando seus dedos nos de Jace. “É difícil saber o que pode acontecer, principalmente por vocês terem sido parabatai. Vocês dois tinham um laço único, que não compartilhavam com mais ninguém.”

Clary fez uma pausa enquanto observava Jace olhando para o mar novamente, ele parecia perdido em sua própria mente.

“Mas tudo pode acontecer.” Clary disse e Jace assentiu, como se quisesse acreditar naquilo.

“É aqui.” Kieran disse apontando para uma casa enorme com várias pessoas entrando e saindo dela.

“Então, vamos.” Mark disse depois de desligar o carro, Jace suspirou e desceu do carro.

Sua mão estava grudada na de Clary, que se equilibrava no salto. Observou Mark e Kieran andando de mãos dadas na sua frente, os cabelos azuis do Seelie agora estavam num tom claro.

“Jace, você está pronto para fazer isso? Quando eu o vi pela primeira vez foi um choque e eu não era parabatai dele, não sei como vai ser para você.” Clary disse quando eles já estavam próximos do portão.

“Eu tenho certeza de que consigo fazer isso.” Jace disse e Clary concordou, os dois começaram a andar novamente e Jace apertou a mão de Clary apreensivo. “Se você perceber algo de estranho em mim, qualquer coisa. Me tire de lá na mesma hora, ok?”

“Não precisa nem pedir duas vezes.” Clary disse e Jace engoliu seco.

A ruiva tirou o convite da bolsa de mão que carregava e mostrou para a recepcionista, que assentiu em concordância para os dois e os deixou passar.

Logo encontraram os Blackthorn numa mesa bem no fundo do local e foram até eles.

“Aquela ali é a nova irmã dele.” Mark disse apontando para uma garota loura num vestido coral conversando animadamente com a irmã de Magnus. “O nome dela é Anne, ela é divertida, já falei com ela algumas vezes.”

“Imagina como deveria ser a vida dela antes de tudo isso acontecer. Tipo, eles não tem culpa e só jogaram ele no meio da família.” Aline disse olhando para a garota. “É meio triste.”

“Ninguém teve culpa.” Clary disse pegando na mão de Jace, que parecia estar com a mente muito longe dali. “É uma situação horrível.”

“A Clave vai nos matar se descobrir que nós estamos aqui.” Ty murmurou enquanto pegava um salgadinho que estava no meio da mesa.

“Mas quem é que se importa?” Kit disse e Ty deu ombros.

“Olha, nós estamos aqui pelo Alec, certo?” Helen disse e todos olharam para ela. “Ficar reclamando ou se lamentando não vai ajuda em nada, muito menos falar o que você acha que pode ou não pode acontecer. É algo terrível, mas aconteceu. Está todo mundo triste por isso? É claro que sim, o Alec era uma parte de nós. Ficar remoendo isso não vai ajudar em nada. Ele não se lembra de nós e eu sei que se ele lembrasse ele estaria feliz por estarmos aqui e nós estaríamos felizes por ele, e é o que temos que fazer, mesmo com essa situação toda.” Helen terminou e todos ficaram em silêncio.

“Você está certa.” Jace disse depois de alguns minutos. “Nós podemos ficar felizes por ele. Ficar contentes por ele estar bem, por estar junto da pessoa que ele ama e... É isso.”

“Já disse que te amo hoje?” Alice perguntou olhando para Helen, que fitou ela com as sobrancelhas franzidas. “Porque eu amo.”

“Acho que não.” Helen disse e Aline deixou um selinho em seus lábios.

Jace viu Alec na janela do que parecia ser um quarto, ele estava falando com uma mulher morena, que tinha as mesmas feições de Anne, deduziu que era a sua mãe adotiva. A runa da ligação parabatai que eles tinham queimou, Jace levou sua mão até onde ela estava e apertou seus dedos contra a pele.

“Jace? Você está bem?” Clary perguntou a ele com o cenho franzindo de preocupação.

“É, estou bem. Não se preocupe.” Jace disse olhando em seus olhos, Clary suspirou desistindo de saber sobre como ele estava.

O Herondale levou os olhos para a janela onde tinha visto Alec e ele não estava mais lá, Jace se sentiu desapontado, mas nos minutos seguintes percebeu que o casamento estava começando.

Magnus entrou primeiro, de braços dados com sua mãe e depois Alec, com sua mãe adotiva. Os dois sorriam de frente para o juiz, aquilo fazia Jace ter algum tipo de alívio.

“Magnus Bane, prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.” Alec disse com suas mãos dadas as de Magnus, que repetiu o mesmo para Alec.

Helen estava emocionada, Aline dizia que ela já era emocional e grávida ficava pior ainda. Jace observou Kieran apoiar sua cabeça no ombro de Mark, que entrelaçou seus dedos nos de Kieran.

“Magnus Bane, receba esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade.” Alec disse colocando a aliança no dedo anelar de Magnus, que tinha um sorriso nos lábios.

“Alexander Lightwood, receba esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade.” Magnus disse fazendo o mesmo com Alec.

Depois dos votos, uma garota de cabelos azuis e a irmã adotiva de Alec assinaram os papeis e Jace deduziu que elas fossem as testemunhas, Magnus e Alec assinaram logo em seguida.

O juiz os declarou marido e marido, Magnus e Alec beijaram-se e a cerimônia se encerrou, o juiz saiu discretamente e a maioria dos convidados foi parabenizar os noivos. Jace ficou na dúvida se levantava para falar com Alec ou continuava ali, apenas observando. 



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