História Fallen Angels - Capítulo 18


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Emma Carstaris, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jonathan Christopher Morgenstern, Julian Blackthorn, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Personagens Originais, Simon Lewis
Tags Alec, Clace, Jemma, Kitty, Magnus, Malec, Sizzy
Visualizações 45
Palavras 2.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Crisântemo


Crisântemo 
Felicidade, vida completa, verdade, sinceridade, perfeição, simplicidade, amor, amor frágil, paixão.

Alec pegou no braço de Magnus enquanto os dois caminhavam pela praia, decidiram sentar-se na areia quando estavam a poucos metros da água.

“Será que eles não vão sentir a nossa falta?” Alec perguntou olhando para Magnus, que colocou o paletó na areia e deitou por cima dele.

“Claro que não, então muito bêbados para isso.” Magnus disse e Alec deitou em seu peito. 

“Ainda não acredito que estamos casados.” Alec murmurou olhando para a água.

“Você se arrepende?”

“Ficou maluco? Não, Nunca.” Alec disse pegando na mão de Magnus e a apertando.

Magnus sorriu e beijou Alec levemente, levando sua mão até a nuca de Alec, puxando-o mais para si. Os dois rolaram na areia e Alec sentiu areia na sua orelha.

“Acho que não vai ter santo que consiga tirar a areia dessa roupa.” Alec disse rindo.

“Não acho que isso vai ser um problema.” Magnus disse levantando os olhos para fitar Alec. “E eu desistiria da eternidade para te tocar, pois eu sei que você me sente de alguma maneira. Você é o mais próximo do paraíso que eu ficarei.”

Alec sorriu e Magnus o abraçou põe trás, Alec continuou a música baixinho até que ela terminasse.

“Eu amo essa música.” Alec disse olhando para seu marido, que passou o polegar por sua bochecha sorrindo.

“Ela me lembra você, Anjo.”

O Lightwood amava quando Magnus lhe chamava daquele jeito, e amava o jeito que Magnus falava anjo. Era como se fosse diferente de todo mundo, do seu único modo especial.

Alec olhou para o lado e viu um rapaz louro, a alguns metros de onde eles estavam, que estava com a roupa toda amassada e suja de areia. O que parecia ser o seu paletó, estava jogado de qualquer jeito ao seu lado e a sua gravata estava pendurada nos ombros.

“Magnus, olhe.” Alec disse olhando de soslaio para Magnus.

“Ele parece estar chorando, o que será que aconteceu?” Magnus perguntou com a testa franzida.

Algo dentro de Alec dizia para ele ir conversar com aquele rapaz, ver o que tinha de errado e tentar ajudá-lo. O que era muito estranho, porque Alec sempre foi um garoto tímido para falar com quem não conhece, muito menos com louros sentados na praia no meio da noite, e isso não mudou muito quando ele cresceu. Mas, alguma coisa sobre aquele louro despertava a curiosidade de Alec.

O Lightwood levantou do chão e passou a mão pela calça para tirar a areia, deixou seu paletó ao lado de Magnus, que o observava com uma expressão estranha.

“Você não vai lá, né?” Magnus perguntou pegando no braço de Alec.

“Perguntar não vai fazer mal.” Alec disse e Magnus revirou os olhos.

“E se ele for um sequestrador que quer pegar alguém extremamente atraente que tenha olhos azuis e cabelo preto?”

“Magnus, não se preocupe, ok? Nada vai acontecer.” Magnus suspirou e soltou o braço de Alec, que murmurou um obrigado baixo.

Alec virou-se olhando para o rapaz louro que ainda estava do mesmo jeito que momentos atrás, com a mão na testa, as pernas flexionadas contra seu abdômen e com a aparência chorosa.

O moreno odiava ver pessoas chorando, mas nunca foi chegado a ir falar com elas para saber o que tinha acontecido, sempre ficava imaginando situações hipotéticas do que elas poderiam estar passando e era algo até divertido de fazer.

Depois de dar um longo suspiro, Alec sentiu suas mãos suarem, limpou-as na calça e continuou andando até o estranho.

“Ei, você está bem?” Alec perguntou quando estava a menos de um metro do louro.

O rapaz enxugou o rosto com as próprias mãos e olhou para Alec, os olhos dele estavam vermelhos e parecia assustado por ter sido pego chorando.

“É, estou sim.” Ele disse sem olhar para Alec. “Ou é isso que eu acredito.”

Alec ficou meio confuso e sentou ao lado do louro, deixando apenas poucos centímetros entre eles. O moreno olhou para o mar e percebeu o louro o fitar.

“O que de ruim pode ter acontecido?” Alec murmurou fazendo desenhos na areia com a mão. “Sou apenas um estranho na praia, prometo que não conto a ninguém.”

O louro franziu o cenho olhando para o que Alec desenhava, parecia apenas um monte de coisas aleatórias e sem sentido.

“Eu perdi meu irmão, que era meu melhor amigo.” O louro disse ainda olhando para os desenhos. “E todo mundo finge que tudo está bem quando não está.”

Alec ficou meio confuso e olhou para o louro enquanto ele falava, agora ele parecia estar meio bravo.

“Dizem que foi escolha dele, mas eu entendo que foi a única saída. Ele só queria ser feliz e para isso teve que abandonar todo mundo. Foi injusto com ele e com a gente.”

“Oh, mas ele não está morto, certo?” Alec disse e o louro deu ombros.

“Nesse ponto eu nem sei se isso faz diferença. Querem que ele esteja morto para todo mundo.” O louro respirou fundo fitando o mar, que invadia a praia cada vez mais.

“Ah, isso é ruim. Muito ruim. Mas nada impede você de ver ele novamente, não importa o que os outros falem.” Alec disse e desenhou algo que veio em sua mente no momento. “Se tem uma coisa que eu aprendi, é a não me importar com o que os outros dizem, isso só te deixa pra baixo.”

Alec sorriu e o louro olhou para o que ele desenhava na areia novamente e assustou-se. Alec terminou o desenho e sentiu sua mente ficar confusa.

Clave.

Sangue.

Demônios.

Dor.

O louro arregalou os olhos e pegou na mão de Alec, que piscou várias vezes e levantou da areia rapidamente.

“Eu... Eu tenho que ir.” Alec gaguejou e voltou andando rápido para onde Magnus estava.

O louro olhou de Alec para o desenho e do desenho para Alec. Sentiu uma mão em seu ombro e a voz de Clary atrás de si.

“Eu não consegui achar um lugar que vendesse cachorro-quente a essa hora da noite, mas consegui café.” Clary disse entregando um dos copos para Jace e sentando ao seu lado.

Jace pegou o copo com firmeza e Clary achou aquilo estranho, ele estava usando força demais para um copo de café.

“Clary. Olhe.” Jace disse apontando para o desenho.

“Isso é.... Ah, meu Deus.” Clary disse fitando o desenho.

“Runa do Poder Angelical? Sim.” Jace disse e desfez o desenho.

Clary tinha visto Jace e Alec conversando e tinha decidido demorar um pouco mais para não atrapalhar, Jace merecia isso. Ele tinha perdido uma das pessoas mais importantes para ele e falar com Alec, mesmo com ele fazendo a menor ideia de quem Jace era, já era um alívio.

“Nós temos que ir embora.” Clary desfez o desenho com a ponta dos dedos e levantou do chão. “Você ouviu a Natalie, Jace. Por mais que eu ache isso horrível e que vocês mereçam se falar, você não pode ficar perto dele.”

Jace fechou os olhos por um momento e no segundo seguinte levantou da areia, pegou seu paletó e o deixou no ombro. Clary entregou o café dela para Jace.

“Vou chamar um táxi.” A ruiva disse mexendo na bolsa e tirando seu celular de dentro.

Segundo Magnus, Alec parecia que tinha visto fantasma, o que era meio esquisito porque Alec não se assustava fácil. O moreno sentou-se por cima do seu paletó e Magnus o fitou.

“O que aconteceu?” Magnus perguntou mexendo nos cabelos de Alec, que franziu o cenho e olhou para ele.

“Quê?” Alec murmurou e piscou várias vezes. “Ele perdeu o irmão.”

“Perdeu? Isso é triste, não sei o que eu faria se perdesse a Amber.” Magnus disse deitando sua cabeça no ombro de Alec, que passou o braço por sua cintura. “Por mais que ela me irrite.”

“É, eu sei.” Alec disse fitando a água.

Você não vai me perder, Alexander.

Alec franziu o cenho e passou a mão livre pelos seus olhos, Magnus o fitou pelo canto dos olhos.

“Você disse alguma coisa?” Alec perguntou e Magnus soltou-se do aperto de Alec.

“Não, por quê?” Magnus disse olhando diretamente para Alec.

“Nada... Não foi nada, só pensei ter ouvido você dizer alguma coisa.”

“Você está estranho.”

Mas você já desistiu de tanta coisa pelos outros, já fez tanta coisa pelos outros, por que não fazer algo por você mesmo?

Alec estava com a cabeça latejando e milhares de vozes e palavras em sua mente, ele queria gritar para que todas ela parassem. Sentiu os braços de Magnus ao seu redor, ele conseguia ouvir a voz dele, mas não entendia o que ele dizia.

Magnus pegou no queixo de Alec, fazendo seus olhos que estavam arregalados e assustados ficarem grudados nos de Magnus, que tentava fazer com que Alec falasse alguma coisa.

O Lightwood apertou suas têmporas e percebeu Magnus parando de falar, apenas abraçando-o mais forte. A dor em sua mente não parava, as vozes não se calavam e Alec acabou desmaiando em meio do caos.

*

Cabelos louros, pretos, ruivos. Vampiros, lobisomens, fadas, sombras.

Alec acordou pensando que tinha assistindo filmes de ficção científica e de fantasia demais. Sentiu seus olhos queimarem por conta da claridade que entrava no quarto.

Passou a mão pelo rosto tentando fazer com que seus olhos acostumassem com a luz repentina. Olhou em volta e reconheceu seu quarto, tinha poucos móveis e dois quadros dele com sua família.

Deixou a coberta fina de lado e levantou da cama, ele não estava mais com as roupas sociais de seu casamento, usava uma regata preta e uma bermuda qualquer. Alec franziu o cenho não entendendo o que estava acontecendo.

Procurou seu celular e viu que era mais de dez horas da manhã do dia seguinte de seu casamento, andou rapidamente até a janela e viu que toda a decoração ainda estava ali.

Bloqueou o celular e o deixou jogado em cima da cama, saiu pela porta e percebeu que a casa estava silenciosa e todas as portas daquele andar estavam fechadas.

Se aquela era a manhã seguinte do dia do seu casamento, era para ele estar em sua lua de mel, com Magnus. Mas não, ele ainda estava na casa de seus pais, nos Hamptons, observando o corredor da que tinha um silêncio mortal e algumas roupas jogadas no chão.

Andou até a escada e a desceu lentamente, sua cabeça ainda estava meio tonta, Alec não sabia se era por causa da claridade em seus olhos logo depois de acordar ou se ele tinha exagerado na bebida na noite anterior.

O andar de baixo estava do mesmo jeito, silencioso e com peças de roupa e bebidas jogadas pelo chão. Alec ouviu um barulho vindo da cozinha e caminhou rapidamente até o cômodo. 
Magnus estava lá, mexendo alguma coisa na cozinha. Alec parou na porta e o observou, Magnus parecia concentrado e cantarolava uma música que Alec, provavelmente, não conhecia.

“Oi.” Alec disse andando até onde Magnus estava.

Bane desviou seu olhar do que quer que ele estivesse cozinhando no fogão e olhou para Alec, desligou o fogo e foi até Alec, abraçando-o.

“Você me assustou, Alexander.” Magnus disse com o rosto contra o pescoço de Alec. “Nunca mais faça isso.”

“Ei, o que foi que eu fiz?” Alec perguntou meio preocupado.

Magnus desfez o abraço e olhou nos olhos azuis e perdidos de Alec.

“O que você lembra de ontem à noite?” Magnus perguntou sentando em uma das cadeiras próximas ao balcão da cozinha.

Alec levantou uma sobrancelha e sentou na cadeira ao lado de Magnus, enquanto tentava se lembrar de ontem à noite.

“Eu lembro de você me tirando na nossa festa de casamento para irmos a praia. Nós ficamos lá por um bom tempo. Tinha outro casal na praia também, uma ruiva e um louro, eles pareciam contentes juntos. Lembro de nós dois cantando a Iris, do Goo Goo Dolls, e depois disso é um buraco negro na minha mente. Eu exagerei na bebida?” Alec perguntou colocando a mão na coxa de Magnus, que colocou a mão sobre a sua.

“Na verdade você não bebeu nada.” Magnus disse e Alec franziu as sobrancelhas. “Na praia, você começou a gritar calem a boca, calem a boca com a mão na cabeça, e acabou desmaiando nos meus braços. Trouxe você pra cá sem ninguém ver, como você não parecia estar bêbado, eu esperei a festa terminar e fui falar com a Anne pra ver se você tinha tomado alguma coisa, e ela disse que, além do champanhe na hora de cortar o bolo, não. ”

“Isso é esquisito.” Alec disse meio confuso.

“Você ficou apagado por alguns minutos depois disso e acabou acordando. Eu levei você para o banheiro e ajudei você a tomar banho, depois você ficou pedindo para assistir Crepúsculo, o que eu achei mais estranho ainda porque você nunca gostou desses filmes. Achei eles numa gaveta da sua irmã e você dormiu de novo no meio do segundo filme.”

Alec olhou para Magnus, ainda com uma expressão de confusão.

“Isso explica o sonho que eu tive.” Alec disse e lembrou de outra coisa. “E a nossa viagem?”

“Eu liguei para a companhia aérea e deixei as passagens pendentes. Você era mais importante que a viagem e eu não iria colocar você num avião desmaiado.” Magnus apertou a mão de Alec que deu um sorriso tímido.

“Obrigado.” Alec murmurou e Magnus deu um selinho singelo em Alec.

“Você está bem agora, certo?” Magnus disse segurando as duas mãos de Alec, que olhou em seus olhos e sorriu.

“Sim, eu estou.” Alec disse e Magnus assentiu levantando da cadeira.

“Está com fome, certo?” Magnus disse e Alec sentiu seu estômago roncar.

“Muita, na verdade.” Alec disse colocando a mão na barriga.

“Vou fazer algo para nós dois comermos.” Magnus disse e Alec assentiu, observando Magnus mexendo no fogão novamente.



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