História Falling For You - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Jeremy Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais
Tags Amor, Estudos, Familias, Inteligência
Visualizações 180
Palavras 3.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Tudo culpa sua.


Fanfic / Fanfiction Falling For You - Capítulo 12 - Tudo culpa sua.

Maya Collins.

Faz exatamente um mês desde o ocorrido no quarto do Justin, Pattie surtou quando viu minha mão machucada, mas consegui contornar a situação. Desde aquele dia, eu me proibi de cruzar o caminho dele. No início foi difícil, já que moramos na mesma casa, porém eu decorei todos os seus horários, e por mais que fosse difícil acordar todos os dias mais cedo do que o necessário, eu sempre o fazia, tudo para evitar encontra-lo no café da manhã.

Eu me acostumei a não o ver sempre. Na escola, sempre que eu o via passar por mim no corredor, eu me escondia ou então andava para o lado oposto. Tudo parecia uma exaustiva fuga, como se ele realmente se importasse em me ter por perto. Durante todos esses dias, Justin parecia ir com mais frequência ao refeitório, até mesmo sentava-se em uma mesa próxima a minha. Eu fingia que não o via, mas durante alguns segundos eu podia observá-lo e matar um pouco a saudade que eu estava de ver o seu rosto. Mesmo sendo difícil, tentei usar esse tempo para mim mesma e tentar me dedicar mais aos estudos, já que logo mais eu terminaria o colegial.

Hanna tagarelava sobre o baile de formatura que aconteceria em algumas semanas. Sua voz pareceu ser abafada quando eu o vi entrar no refeitório e sentar-se à mesa onde costuma sentar. Seus olhos castanhos como uma folha seca, percorreu todo o ambiente e parou em mim. Eu logo tratei de desviar meu olhar e fingir prestar atenção no que as meninas conversavam.

Eu esperei alguns segundos para poder olhá-lo de novo, porém meu coração vacilou quando vi Ashley ao seu lado, insistindo em uma conversa. De longe eu pude perceber que Justin não estava muito interessado no que ela falava, mas meu coração pareceu satisfeito em me trair, pois o aperto que ele deu dentro de mim mostrou o tamanho de sua desaprovação para aquela cena.

Dessa vez, tentei realmente prestar atenção no que minhas amigas conversavam, e talvez assim eu esquecesse que ele estava ali. Alice agora falava sobre o exame de habilidades que aconteceria no nosso último horário. Esse exame nos auxiliava a ter ideia dos cursos que mais parecem com a gente. Ele é dividido em duas etapas: o teste vocacional — que não vale pontos, mas é de fundamental importância para a escolha do curso que o aluno fará na faculdade —, e a prova do curso, que aconteceria um pouco antes do baile de formatura e nas faculdades onde gostaríamos de ingressar.

Confesso que eu estava nervosa para essa nova etapa, afinal, eu nunca fui verdadeiramente boa em alguma coisa. Minhas outras duas amigas também partilhavam desse pensamento. A única diferença era Hanna, que apesar de nunca ter se interessado verdadeiramente pelos estudos, ela sonhava em ter seu próprio salão de beleza, e ela era boa nisso.

O sinal tocou fazendo todos levantarem apressadamente e se dirigirem a suas respectivas salas. Todos pareciam empolgados com o teste vocacional, até porque era a única oportunidade que tínhamos de descobrir o que nos aguardava no futuro.

Sentei em minha cadeira ansiosa para que o professor andasse mais rapidamente e me entregasse o teste. Meu corpo pareceu relaxar quando vi a prova objetiva em minha mesa e suas respectivas cinquenta questões. Respondi cada uma delas com paciência e calma, talvez porque eu não corria o risco de ser reprovada naquele exame.

 

Havia passado quase duas que eu estava ali. Quando finalmente assinei meu nome e entreguei ao professor, percebi ser a penúltima a sair da sala, no entanto não liguei, pois era notável que eu tinha respondido tudo calmamente. Minhas unhas pareciam não existir mais, e tudo isso por causa do nervosismo que eu passei respondendo tudo aquilo.

Os corredores do colégio estavam vazios, sinal de que os alunos tinham sido liberados mais cedo. Sai da escola com passos largos, animada por poder chegar em casa mais cedo, já que era poucas vezes no ano que isso acontecia.

Minha barriga pareceu congelar quando percebi a consequência que chegar mais cedo em casa me traria. Certamente Justin já estava em casa, conhecendo ele bem, eu não duvidaria que ele tivesse sido o primeiro a sair. Eu poderia arranjar um lugar para ficar até ser tarde o suficiente para voltar para casa, mas eu não tinha muito para onde ir. Então só respirei fundo e virei à esquina, enxergando de longe a casa.

Meus passos ficaram mais lentos a partir do momento que eu passei pelo portão, pelo barulho que estava em casa, indicava que todos estavam reunidos na sala de estar. E realmente estavam, tirei minha dúvida quando entrei pela porta e fui recebia por um abraço caloroso do meu pai, em seguida um convite da Pattie para juntar-me a eles.

Joguei minha bolsa do meu lado e sentei no sofá, sentindo o olhar de Justin sob mim. Ele claramente estava surpreso por eu estar ali, já que nesse último mês eu sempre arrumava uma desculpa para não estar presente nas reuniões de família.

– Então Maya, como foi o teste? Justin estava nos contando que tinha sido algo muito light. – Eu sinceramente não conseguia entender qual era o significado de light na versão dele. Porque na minha versão, uma prova com 50 questões de múltipla escolha não era nada light. Por isso eu constatei que ele havia mentido para Pattie, ou então tínhamos pensamentos completamente diferentes.

– Foi muito boa. — sorri. – Estou realmente ansiosa para saber o resultado. Sairá em alguns dias.

– Eu espero que o resultado seja algo muito bom para o seu futuro Maya. — a voz de Jeremy me deixou surpresa. Ele era um homem muito educado e gentil, gostava de fazer as pessoas se sentirem confortáveis, mas ao mesmo tempo ele era quieto, totalmente o oposto de dona Pattie. A meu ver, ele preferia ouvir a falar. – Mas, não entendo a razão do Justin ter feito essa prova, já que está mais que claro que ele irá assumir a empresa da família.

Vi o Bieber se mexer desconfortavelmente no sofá, ele parecia nervoso, coisa que normalmente ele não era.

– Eu não quero trabalhar na empresa pai. — Ele respirou fundo, aparentemente procurando palavras. – Não me vejo sentado atrás daquela mesa, eu não quero.

– Como assim não quer? – a voz de Jeremy se elevou, fazendo todos na sala se entreolharem. – Eu sempre te dei tudo que quis, está na hora de retribuir!

– Eu não quero aquela empresa pai. – Justin levantou-se do sofá, parecendo estar irritado da mesma forma que Jeremy. – Eu nem sei se quero entrar em uma faculdade.

O silêncio se instalou, os olhos de Jeremy estavam saltados e podia ser notado seu rosto ficar vermelho de raiva. Pattie não escondia a surpresa com as palavras do filho, e eu não a julgava. Até mesmo eu estava daquela forma, mesmo porque não era sempre que alguém nascia com a inteligência que Justin tem, e jogar isso fora era um grande desperdício.

– Filho, não fale isso. – Pattie tentou falar da forma mais calma possível, temendo o pior. Justin apenas deu de costas e subiu as escadas.

O clima ficou tenso depois dali, então pedi licença e fiz o mesmo caminho que Justin havia feito há minutos atrás. Andei calmamente pelo corredor e notei a última porta aberta, na qual dava para a varanda. Percebi a silhueta de Justin ali, e em um momento de impulso, girei meus calcanhares e caminhei em sua direção. Sei que provavelmente seria um grande erro, já que demorei tanto tempo para conseguir me afastar dele, mas não podia simplesmente ignorar a situação.

Ele não pareceu me notar ali, somente quando eu limpei a garganta ele me olhou calmamente, mas o contrário do que eu pensei, ele não disse nada.

– Porque fez isso? – perguntei indecisa, já que não sabia se deveria puxar assunto ou não.

– Isso o que?

– Seus pais só querem o seu bem. Eu até entenderia se alguém como eu desistisse de ter um futuro, mas você? – Me aproximei um pouco mais dele e respirei fundo antes de continuar. – Porque faz isso?

– Eu só estou cansado das pessoas esperarem tanto de mim. – Seu rosto virou-se em minha direção. Seus olhos logo se encontraram com os meus e eu percebi eles estarem mais brilhantes que o normal.

– Justin, eu nunca conheci ninguém tão inteligente quanto você. Eu particularmente gostaria muito de ter pelo menos um pouco do seu conhecimento. – soltei uma risada sem emoção. – É por isso que esperam muito de você, porque você tem muito para oferecer. E mesmo que não queira trabalhar na empresa do seu pai, deveria usar sua inteligência para algo que ajude as pessoas.

Justin assentiu, parecendo absorver tudo aquilo que eu havia dito. Demorou um pouco para que ele pudesse se voltar para mim, mas sinceramente eu não esperei que ele o fizesse.

– Você vai para a universidade?

– Sim.

– Qual?

— Eu não sei ainda, quando sair o resultado do teste vocacional eu irei decidir. Estou pensando na NYU, já que com certeza não conseguirei entrar em nenhuma da Liga Ivy. Já será um milagre alguma me aceitar, então eu não tenho muito mistério com isso. – Mal terminei de falar e pude ouvir uma risada de Justin, diferente de todas que ele já havia dado. Parecia tão despreocupada, tão verdadeira. O mundo pareceu ficar em câmera lenta enquanto eu o olhava sorrir, e como na primeira vez que eu o vi, pude sentir borboletas voarem dentro de mim.

– Medicina parece ser algo que ajuda as pessoas. – Ele disse por fim, depois de alguns minutos em silêncio.

– Sim. – Não contive meu sorriso, estava feliz por ele estar finalmente considerando algo. – Se você fizer medicina, eu irei me tornar uma enfermeira, independente do resultado do teste.

– Quer trabalhar comigo? É isso mesmo?

– Sim. – respondi automaticamente. Justin olhava para mim com um olhar confuso e ao mesmo tempo divertido, só então eu notei o que havia dito. – Quer dizer... – engasguei em minhas próprias palavras. – Vou para o meu quarto, tchau Bieber!

Corri para o meu quarto sem dar chance de ele responder, eu estava realmente envergonhada. Eu deveria aprender a pensar duas vezes antes de falar, mas com certeza a barreira que eu havia feito entre nós havia se quebrado naquele momento.

 

Como se fosse algum tipo de castigo, eu continuei a fazer o que fiz durante todo o mês passado. Depois de soltar palavras ao vento fazendo com que Justin tivesse ainda mais certeza dos meus sentimentos por ele, eu resolvi me afastar novamente. Meu plano era deixa-lo esquecer o que eu havia dito, mesmo sabendo que era impossível. Justin era bom em guardar minhas palavras, principalmente quando ele pode usar isso como arma contra mim.

Passei as últimas duas semanas me dedicando as últimas provas do ano. Reuni todas as minhas forças para conseguir estudar, eu sabia que meu futuro era incerto, então ao menos na escola eu deveria me sair bem. E foi exatamente o que aconteceu. Soube por alguns professores que eu havia dado sorte, e na maioria das matérias eu passei com a média justa. Alguns admitiram ter me ajudado, outros reconheceram meus esforços. Mesmo com tudo isso, eu não me sentia melhor e nem pior, sentia-me como a Maya de sempre.

Todos no colégio vibravam empolgados com o ano letivo que estava chegando ao fim. Os preparativos para o baile de formatura estavam a todo vapor, nos corredores a única coisa que se comentava era sobre vestidos, cenário e o DJ, que depois de tantos trabalhos, sorteios e doação, enfim tinham conseguido um bom DJ.

Diferente da escola, o clima em casa estava pior. Todos estavam apreensivos sobre a decisão de Justin. Depois da nossa conversa, percebi que ele estava tentando considerar algo. No entanto não parecia suficiente para Jeremy, que estava decidido que o filho iria assumir a empresa.

– Maya, o que está havendo? Você não tocou na comida. — Pude ouvir o tom de preocupação que exalava na voz de Pattie. Fitei meu prato com um macarrão delicioso, porém intocado.

– Eu só estou nervosa com a prova do curso. — falei brincando com a comida, tentando de alguma forma fazer com que ela parecesse apetitosa aos meus olhos. – Eu acho que não vou conseguir!

– Eu sabia! – Jamie não perdeu tempo, sua boca logo foi tampada por Pattie, que tentou me livrar de suas palavras.

– Querida você ainda nem fez a prova, e além do mais, você só saberá quando os resultados saírem. – sorri para ela, tentando transparecer que eu estava calma, mas no fundo eu sei que ela sabia que não era o caso.

Coloquei a comida na boca assim que meu pai me olhou com preocupação. Eu não queria preocupá-lo, ele já estava com muitos problemas no restaurante.

– É verdade. Você pode só estudar e ir com o Justin. – essa foi a vez de Jeremy falar.

– Eu não vou fazer a prova. – como naquele dia, todos na mesa ficaram em silêncio. Eu torcia para que ele apenas tivesse fazendo algum tipo de rebeldia, mas me agoniava o fato de ter quase certeza que essa era sua decisão final.

– Que?

– Eu disse que não quero fazer a prova. – ele disse, tirando seus olhos do prato e encarando seus pais, que estavam devidamente surpresos. – Eu não vou para a faculdade.

– E porque isso? – Perguntou Jeremy, que parecia de todas as formas querer controlar a paciência.

– Porque não tem nada que eu queira fazer, e eu não me sinto como se estivesse indo a qualquer lugar também.

– E o que você irá fazer depois do colegial?

– Bom, eu posso arrumar um trabalho de meio período. — as coisas pioraram. Sua calma ao falar aquilo me espantou, Pattie engasgou-se com a comida, e meu pai olhava tudo como se estivesse perdido a língua. Jamie parecia tão incrédulo quanto seu pai.

– Justin Drew Bieber! – esbravejou Jeremy. – Sua vida é uma piada agora? Você quer viver a vida como quiser?

– Então, você gostaria de ter um negócio com a sua mãe? – Pattie interviu, antes de Jeremy perdesse a cabeça. Ela acariciava a mão do marido de forma carinhosa, tentando acalmá-lo. – Que tal cuidar de uma loja de compras na internet?

– E como devo viver então? – ele fingiu não ter ouvido a proposta de sua mãe.

– Que?

– É porque eu não sei como viver minha vida que estou escolhendo não ir. — disse por fim. – Eu não quero só viver como outras pessoas, sem motivação. Então como eu deveria viver?

– Você pode sempre estudar e cuidar da companhia do seu pai. – disse meu pai pela primeira vez desde que a discussão começou.

– Você sabe quão egoísta eu sou, certo? Eu não tenho nenhum plano de cuidar de um negócio que nem ao menos gosto para começo de conversa, então não espere nada de mim.

– Justin! – a voz de Pattie era irritada, mas ao mesmo tempo pronta para controlar a situação.

– Terminei de comer. – Ele levantou-se da mesa com o seu habitual semblante sério.

A mesa ficou em silêncio durante alguns segundos, até ouvirmos a respiração pesada de Jeremy.

– Querido, não insista para que ele assuma a empresa. Justin é um menino muito decidido, mas também é apenas um jovem que muda de opinião constantemente. – ela sorriu forçadamente acariciando o rosto de Jeremy. – Só vamos esperar para saber quais serão suas próximas escolhas.

– Não é como se ele realmente fosse desistir de tudo...

Meu pai começou a dar alguns conselhos sobre como lidar com um jovem nessa situação. Eu ainda estava chocada com tudo, então desfiz a mesa e ajudei Pattie a lavar os pratos. Ela parecia aflita, por isso tentei de todas as maneiras demonstrar que eu estava ao seu lado.

Justin havia deixado todo o seu suco de morango, que por sinal era o seu favorito. Com toda a confusão ele nem sequer lembrou-se desse fato. Sem pensar duas vezes peguei o suco que ainda estava no copo e subi as escadas, parando em frente à porta de seu quarto. Dei duas batidas de leve esperando que ele atendesse, mas não foi o que aconteceu. Eu sabia que ele estava ali, seria impossível alguém dormir depois desse banho de opiniões, até mesmo o Bieber.

– Você está dormindo? – bati mais uma vez. – Justin, você vai fazer o teste amanhã, certo? Todos estão preocupados com você, especialmente seu pai. Ele continua pensando em você e não sorri com tanta frequência. Você podia só fazer o teste agora e tomar uma decisão sobre a faculdade mais tarde. O que você vai fazer caso se arrependa depois de não ter feito? – suspirei – Você tem a habilidade de fazer praticamente tudo, então você tem que usar sua cabeça para o bem de outras pessoas. Eu acredito que pessoas que tem muito, tem que dividir sua fartura. Eu por exemplo, gostaria de dividir tudo, mas eu não posso já que não tenho nada. – meu sorriso saiu sem vida ao dizer aquelas palavras, era tudo verdade. – Eu vou deixar esse suco aqui, ok? Tome antes de dormir. Eu... – parei durante alguns segundos. – Te vejo amanhã.

Coloquei o suco ali no chão, próximo à porta. Dei de costas e segui até meu quarto, torcendo para que ele tivesse ouvido minhas palavras. Antes de dormir, pedi a Deus para que ele desse sabedoria ao Justin, e fechei os olhos ansiosa, animada para que pudesse vê-lo amanhã.

 

Todos estavam apreensivos no final da escada. Ninguém sabia ao certo a decisão que Justin havia tomado, mas eu esperava que ele tivesse me ouvido. Jeremy estava de braços cruzados visivelmente zangado, enquanto Patrícia tentava acalmá-lo dizendo que ele ainda poderia mudar de ideia. Eu gostaria que Justin não fosse tão cabeça dura e fosse apenas uma brincadeira de mau gosto.

Abri a boca surpresa quando ele apareceu descendo as escadas, perfeitamente arrumado e com uma cara de poucos amigos. Não contive um sorriso enorme ao vê-lo ali. Porém meu sorriso murchou em preocupação quando vi Bieber tossir sem parar quatro vezes seguidas.

– Você está gripado querido? – perguntou Pattie, também preocupada.

– Talvez.

– Eu tenho remédio. — falei apressada, não queria nem pensar que ele poderia usar aquilo como desculpa para não fazer a prova. Jamie logo apareceu com um copo de água entregando ao irmão junto com o comprimido que eu havia tirado da minha bolsa.

– Obrigado! – Justin sorriu bagunçando os cabelos dourados do irmão, que parecia feliz em ajudar. Ele não perdeu tempo em tomar o remédio. – Mas isso não causa sonolência né? – perguntou virando-se para mim depois de alguns minutos.

– Que? – confusa, peguei a caixa do remédio que ainda estava em minhas mãos e li o que havia escrito atrás. – Não use quando for dirigir ou enquanto fizer atividades que exigem concentração... Ai meu Deus, causa sonolência! – levei as mãos até a boca em forma de desespero. – Cuspa isso agora! – sem pensar, parti para cima dele, tentando de todas as formas fazê-lo abrir a boca, como se de alguma maneira pudesse tirar a cápsula dali.

– O que está fazendo? – perguntou Bieber irritado. – É sempre o mesmo com você, não consegue fazer nada certo.

– Vai dar tudo certo já que você é forte de qualquer jeito. – Pattie tentou amenizar o clima tenso que se instalou, mas aquelas palavras não melhoraram o peso da culpa em meus ombros.

De fato, Justin estava certo. Mesmo estando disposta a ajudar e amando-o com todas as minhas forças, eu não conseguia fazer as coisas direito, tudo parecia dar errado quando se trata de mim, e deve ser por isso que os sentimentos não são recíprocos.

Saímos pela porta lado a lado, sendo seguidos por Jeremy, Pattie, Charlie e Jamie. Mesmo com a situação anterior eles pareciam animados por nós, pois não nos deixaram sair até que desejassem boa sorte.

– Você tomou a decisão certa, estão todos felizes por você. – tentei iniciar uma conversa, enquanto caminhávamos silenciosamente.

– Pare de falar sobre isso, eu já estou aqui. – ele parecia ter voltado ao seu humor habitual, mas nada que me incomodasse mais. – Aliás, o que houve com o suco? Não me lembro do suco da dona Pattie ter um gosto tão horrível. Você queria me matar? – fiz uma careta mandando o dedo do meio para ele, mas logo um sorriso tomou conta do meu rosto, no fundo eu sabia que Justin apenas estava tentando me irritar.

– Eu não me importo.

– Então, até quando pretende me seguir? Que eu saiba o lugar da sua prova é para o outro lado. – Justin me olhou, como se pudesse desvendar todos os meus segredos.

Parei bruscamente encarando o outro lado da rua. Eu estava mesmo errando o caminho, seguindo-o como sempre faço todos os dias da minha vida. Que idiota! Me recompus rapidamente, respirando fundo e arrumando a mochila nas minhas costas.

– Boa sorte Justin! – sorri antes de me virar, correndo até o outro lado da sua enquanto acenava para o táxi amarelo que passava por ali.

 

Justin Bieber.

Esperava sentado tranquilamente a prova ser entregue. Todos ao meu redor pareciam estar nervosos, mas a única coisa que eu conseguia sentir era sono. Meus olhos pesavam contra a minha vontade, e a cada dez segundos um bocejo escapava. Pareceu piorar quando uma senhora baixinha entregou a prova, as palavras se misturavam e eu não conseguia me concentrar.

– Garota idiota. – sussurrei para mim mesmo ao lembrar de Maya.

Mais uma vez ela havia conseguido estragar meu dia, parecia até que ela se esforçava para isso, o que me deixava irritado. O que eu havia feito para aguentar algo assim? Não que eu realmente quisesse fazer aquela prova e entrar em uma universidade, mas aquela era a primeira vez que eu me senti incapaz de fazer algo, ou fiquei preocupado se iria ou não conseguir realizar aquelas questões e tirar uma nota boa.

Vencido pelo cansaço, deitei minha cabeça na carteira, fechando meus olhos e me permitindo cair em um sono profundo.

 

Senti meu corpo ser sacudido e abri meus olhos devagar, encontrando a mesma senhora de antes mas agora seu olhar estava repreensivo.

– Falta apenas uma hora para a prova terminar, sugiro que faça alguma coisa. – Ela saiu sem me dar a chance de responder.

Olhei em volta e a metade da turma já havia ido embora, definitivamente dessa vez eu estava ferrado, e era tudo culpa de Maya Collins.


Notas Finais


QUEM AQUI ESTÁ PRODUZINDO INCESSANTEMENTE? SIMMMM, EUZINHA AQUI!!1
Fiquei tão ausente que preciso recompensar vocês, e eu espero que vocês estejam gostando. Como podem perceber, muita coisa mudou pra melhor, estou trabalhando em todos os capítulos. E sim, já estou escrevendo o próximo!
Comentem aqui em baixo o que vocês estão achando, o que querem que aconteça etc. Me incentivem a escrever ainda mais por meio de comentários, porque acredite, eles me ajudam muito. Os melhores comentários eu estarei fixando para aparecer na página inicial da fic.
Também quero dizer aos leitores novos: Sejam bem-vindos, fico feliz demais que estejam gostando!
xoxo howldream


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