História Falsos Sentimentos - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Armas, Assassinato, Automutilação, Crimes, Drama, Facção, Fuga, Máfia, Mistério, Originais, Original, Suspense, Traição
Visualizações 3
Palavras 1.445
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello, pessoas.
Aqui está mais um capítulo, espero que gostem!

Capítulo 3 - O Som da Morte


— Hazel, trouxe o trabalho? — Assim que me sento, Léo, com seu típico topete castanho, fala.

— Acho que trouxe... — Dou uma risada sem graça — Mas... Vou conferir.

Começo a revirar minha mochila querendo ter uma ideia. Mesmo que fosse apenas uma desculpa. Queria apenas uma forma de sair dessa situação “a la francesa”, se é que me entendem. Nunca gostei muito de chamar atenção.

Eu era a “mãezona” da turma. Até porque a mocinha aqui tinha 21 aninhos — quase fazendo 22 — e estava no segundo semestre. A maioria das pessoas da minha idade estava no 6° ou no 7° período! Logo, eu deveria ser a mais responsável, inteligente e madura da turma. E não era isso que acontecia... Mas eu era inteligente, pelo menos.

Tá, tá... Eu enrolava muito para fazer alguma coisa. Mas fazia e entregava a tempo. Sempre fui daquelas pessoas que eram as últimas da lista de chamada (no meu caso, a do meio) e fazia correndo o dever de casa enquanto a professora chamava os outros alunos para olhar o caderno.

Bufei e coloquei a mão no queixo com as bochechas cheias de ar, pensativa. “Ouvindo” a voz da minha mente, escuto uma risada baixa ao fundo. Viro-me para Léo.

— Você é fofa — Ele diz quando saio da minha concentração, fazendo minhas bochechas ficarem levemente rosadas.

— Não sou — Faço biquinho e cruzo os braços com voz de criança. Ele solta uma risadinha e aperta minhas bochechas.

Dou um sorrisinho para ele quando passa a mão bagunçando meus cabelos e se senta onde estavam suas coisas.

“Fofinho...” Pensei. Ele era assim e nunca admitiu. Mas, querido espectador que observa tudo, somos amigos. Não comecem a criar nomes de casais!

Aliás, Leonardo tem 19 anos e gosta de garotas mais novas, e eu, com disse antes, nunca tive uma paixão.

Volto a pensar encarando a mesa, com as mãos apoiando o rosto. O trabalho valia praticamente o semestre todo. Se não conseguisse os pontos, provavelmente ficaria de prova final.

Uma luz surge em minha mente: “A nuvem, claro!” Estalo os dedos e pego meu notebook de dentro da bolsa. Ligo-o e procuro meu modem, que, por puro azar, deixei em casa. Fico batucando os dedos impacientemente enquanto procurava alguém que tinha internet móvel boa. Claro que não dava para ser de celular! Não ia aguentar fazer o download!

Depois de muito tempo desesperada, consegui um pouco de rede e acessei. Baixei o arquivo enquanto já estava na segunda apresentação... A minha era a próxima. Suspirei e fechei o computador. Agradeci a garota e entreguei o modem. Sentei em minha cadeira, revirando os olhos com tédio enquanto esperava minha vez.

Chegando a hora, conectei o computador no Datashow e abri o arquivo PowerPoint. Meus colegas apresentariam e eu passaria os slides, abriria os projetos que iríamos desenvolver e completaria alguma coisa se precisasse.

Era até simples o trabalho, no começo... Recebemos um assunto sobre o que deveríamos pesquisar e aprender para montar projetos com base naquele assunto.

Mas, obviamente, não podia continuar aquela paz. Enquanto todos — ou a maioria – tinha atenção à apresentação, eu sinto um olhar queimando minha pele. Viro meu rosto para o lado e vejo o mesmo garoto de mais cedo na janela da sala, cujo nome nem sei se ele me falou ou não.

Encaro-o e o ele sorri. Rolei os olhos e voltei a me concentrar.

Ao encerrar todas as apresentações, saímos da sala e eu fui guardar minhas coisas e pegar outras. Mas, justamente no meu armário, estava pendurado um pendrive idêntico ao meu. Quer dizer, ele não era idêntico... Era o meu.

Peguei e analisei: não tinha arranhados, minhas iniciais estavam gravadas e estava quente.

Dei de ombros e joguei no buraco negro da mochila, indo para a próxima aula.

Muitas horas depois, fui embora, cansada.

Jogo meu corpo no sofá e conecto o pendrive no notebook.

Abro rapidamente e começo a olhar pasta por pasta, arquivo por arquivo, até que vejo uma anotação no bloco de notas. Abro e começo a ler:

“Querida Hazel,

Sinto muito pela situação, eu realmente não fui informada de nada. Checaram meu pendrive sem mais nem menos e encontraram uma transferência de arquivo. Me perguntaram se eu havia colocado em outro lugar e neguei, dizendo que quem pegou por último foi você.

Acabaram que te encontraram e isso tudo aconteceu. Mas te juro que não foi culpa minha.

De qualquer forma... Aqui está seu pendrive.

De sua amiga:

Kattie Honey”

“Amiga... Será?” Revirei os olhos enquanto pensava. Mas, talvez essa fosse a verdade. Só sabia que não iria mais me envolver nesse assunto.

Guardei o pendrive dentro da bolsa enquanto mascava um chiclete e joguei o papel no lixo junto com o bilhete, depois voltei para a faculdade.

Mais horas depois eu saí novamente, com fome.

Chegando em casa, me joguei no sofá de novo e revi minha lista mental de tarefas. Lembrei do relatório para amanhã e fui fazer. Destaquei uma folha do meu fichário, liguei o computador e abri o Blogger. Coloquei-me a escrever com uma paciência incrível. Eu odiava escrever.

Depois que terminei, joguei o caderno para o lado e fui tomar um banho. Vesti uma roupa mais casual e saí. Desci até a estação e peguei um metrô para a direção leste da cidade. Ouvia música e trançava meu cabelo. Em questão de minutos eu estava em frente a uma antiga casa.

Andei até lá e toquei a campainha, aguardando pacientemente. Quem abriu a porta foi uma garota de cabelo castanho avermelhado. Magra e levemente pálida, ela me abraça.

— Oi, Haz! — Ela exclama, me soltando.

— Oi, Jey. — Sorrio delicadamente para ela — Mamãe está?

— Uhum — Jeyna abre um sorriso amarelo — Entra.

Entro e vou até a cozinha, onde uma mulher de aparentemente 35 anos está sentada, costurando. Pequenos fios brancos despontavam de seu cabelo ruivo aleatoriamente e suas olheiras estavam fundas.

Minha mãe envelheceu muito. As preocupações e frustrações a fizeram ficar assim. Mas ainda era linda. O corpo dela ainda era definido. Mas não como o de uma garota de 23 anos.

Keuren havia largado a vida de “puta” e trabalhava com artesanato, que era outra coisa que ela gostava de fazer. Ela estava namorando com um homem dois anos mais velho que ela tinha mais ou menos uns sete meses.

O foco dela estava voltado à peça de bordado.

— Oi, mãe. Tudo bem? — Vou até ela.

— Oi, Hazel. — Ela me abraça, ainda sentada — Eu estou bem.

Sorri e nos me sentei para conversar. Perguntava à ela sobre a saúde dela, de Jeyna e sobre o “namorado”.

— Ai, meu amor! Você devia ter virado médica... Sempre se preocupa tanto. — Ela diz, com um sorriso orgulho.

— É... Talvez. Mas eu prefiro meu curso.

— Falando nisso, como vão os estudos? — Jeyna pergunta interessada no assunto. Ela era a caçula, já que não tínhamos Isaac e estava escolhendo o curso enquanto terminava o 12º ano. Mas o que tudo indicava, ela ia fazer Química.

— Vão bem, vão bem. — Respondo — Já escolheu o que vai fazer?

— Não... — Estou em dúvida entre biologia, química e arquitetura.

— Eu... — Quando ia falar, recebo uma ligação.

—Venha aqui, rápido!

— Isso é um trote? — Pergunto.

—Não! Mas precisamos de você aqui no condomínio Swett Home! Rápido!

— Tá, tá. Mas quem é você?

— Não importa agora.

Desligo o celular e digo que tenho que ir. Saio e vou até o condomínio que não era tão longe. Em frente a ele está Kattie e o tal garoto ridículo.

— Olá, Hazi. — Diz ela, com o velho apelido que ela me deu há anos — Bem, esse aqui é o Tyler — Ela aponta para ele, que dá um sorriso convencido e charmoso — Acho que vocês já se conhecem.

— É... — Rolo os olhos assim que ele dá uma piscadinha.

— Vamos entrar? — Ela me convida para dentro de uma das casas do condomínio e eu entro.

Lá, havia várias pessoas andando para lá e para cá e muitos computadores. A sala era estilosa e tinha paredes em um tom escuro, que dava a impressão de ser um lugar pequeno. Também tinha algumas cortinas brancas, que davam a impressão de a sala ter janelas grandes e com uma bela vista do pôr do sol.

Olho atenta a tudo então sinto um cano gelado tocar minha nuca

— O que você sabe sobre a AG44? — Pergunta uma voz feminina com um sotaque russo.

O que era aquilo? Eu não sabia de nada!

Começo a gaguejar e suar frio. Arrepio os pelos ao ouvir o som do gatilho e a voz reforçando a pergunta. Engulo em seco, sem conseguir responder e a ouço soltar o gatilho.

Minha vista embaça e as vozes ficam distantes. Depois, só vejo escuridão...


Notas Finais


Desculpa, pessoinhas pelas demoras e pelo suspense.
Nada mais a comentar. :)

Um beijo, um abraço e... Falous!


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