História Family Conflict ✡ [Arkyos Angel] - Capítulo 56


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 56 - Ele não está nada bem...


☘_Yukine on_☘

— Yukine, pare já de beber. - A voz irritante do Joker me faz soltar a garrafa de whisky na mesa do bar e olhar ele.

— Me dê um motivo. - Falo confrontando ele que revira os olhos e se afasta da mesa encostando as mãos na outra. 

— Vai acabar morrendo de tanto beber. Está tomando whisky e vodka como se estivesse tomando água. - Ele aponta para a garrafa parecendo estar muito irritado. Já faz horas que ele está aqui.

— Nada mais tem gosto, nada mais tem sentido. - Me levanto cambaleando. — Me deixe em paz, quero beber até perder a noção do tempo e acordar na cama rodeado de mulheres.

— Desse jeito vai acabar deitado em uma calçada com uns cinco cachorros te lambendo. - A Dalilah chega e tira a garrafa da mesa. — Hoje você não bebe mais Yukine, pelo menos não nesse bar.

— Obrigado Dalilah. - O Joker sorri aliviado. — Yukine, vamos para casa.

— Não quero. - Vou quase caindo até a saída do bar. — Não venham atrás de mim. - Como estou muito bebado não consegui falar claramente, caminho até a porta de saída do bar e vou para fora.

Me sento tonto em um banco iluminado por um poste. Acho que cheguei no bar depois do almoço, não notei o tempo que fiquei, já está anoitecendo. Pra ser sincero, nunca bebi tanto na minha vida. Estou me sentindo enjoado, tonto até demais e quase não consigo enxergar ou ouvir os sons a minha volta.

— Você não está bem. - Sinto uma mão tocar minhas costas. — Yukine, está me ouvindo ? - Reconheço a voz da Anny, mas não quero ela aqui. — Yukine… - Ela parece querer chorar, tudo que eu menos quero nesse momento é ver ela chorar.

— Sai daqui. - Abaixo minha cabeça e encaro o chão que parece girar.

— Não, olha só como você está. - Ela desliza a mão pelas minhas costas carinhosamente enquanto fala tristemente com voz de choro.

— Devia estar feliz não é ? Olha pra mim, caindo de babado, sofrendo, não era assim que queria me ver depois de ter me contado aquilo ? - Firmo minha voz para não parecer tão bêbado.

— Não Yukine.

— Sua vadia. - Isso saiu dos meus lábios quase como se não tivesse sido falado por mim. 

— O quê ? - Ela treme a voz.

— SUA. VADIA. - Grito alto ainda encarando o chão e ela se levanta. Por que diabos estou falando isso ?

— Não sabe o que está falando.

— Traidora... - Para de falar isso Yukine ! 

— Pare com isso Yukine, vamos pra sua casa agora. - Ela me puxa pelo braço. — Não ache que falando isso vai me magoar. - Ela me puxa pelo braço.

— Eu quero que você saia daqui.

— Não vou te deixar. - Ela segura forte meu braço e eu levanto minha mão para dar um tapa nela mas sou impedido por alguém que segurou meu braço. 

— Ia bater nela ? - O Joker me puxa fazendo ela me soltar então sou jogado novamente no banco. — VOCÊ É UM IDIOTA !

☘_Yukine Off_Anny On_☘

Me espanto ao ouvir o grito do Sr. Keller e limpo mas uma vez a lágrima antes de descer. Saí correndo do castelo e encontro o Yukine nesse estado, a culpa está forte agora. Eu não queria que ele acabesse assim e se fosse pra ouvir o que ele acaba de me falar eu não teria vindo.

— Senhor Keller, ele precisa ir pra casa. - Me aproximo do Yukine. — Me ajude.

— Princesa, não devia estar aqui. Corre perigo, devia estar no castelo sendo protegida. - Ele me olha.

— Eu sei, mas o Yukine…

— Ele vai ficar bem, pode voltar. Vou levar esse cretino pra casa. - Ele olha de forma desprezável para o Yukine.

— Eu quero ir junto, tenho que falar com ele. - Falo quase suplicando e ele me olha com olhar penoso e pensa.

— Vamos logo antes que fique mais escuro. - Ele puxa o Yukine e passa o braço dele por cima dos seus ombros e sua mão coloca na cintura do Yukine. Fico ao lado do Sr. Keller e caminhamos até a casa do Yukine. Abri a porta e entramos. Ele colocou a Yukine no sofá mas ele se negou a deitar.

— Ele tem que beber muita agora, eu vou buscar. - Sr. Keller se vira mas logo me olha. — Cuidado com ele.

— Certo. - Me sento em outro sofá e olho o Yukine.

— Não me encare. - Ele reclama.

— Por que se deixou chegar nesse estado Yukine ? - Aperto o tecido do meu vestido na região da coxa e mordo meus lábios com desprezo de mim mesmo ao ver ele assim.

— Você nem se importa. - Ele responde com tom ignorante e foca seu olhar para o nada.

— Me importo, e me importo bastante. Acha que não te amo mais ? Acha que não quero mais você ? Se sim, está errado. - Vou para o mesmo sofá que ele. — Eu ainda te amo e quero muito voltar a ser sua namorada.

— Nosso namoro acabou e não tem como voltar.

— Mentira, eu não aceito isso Yukine. Eu ainda me amo e se está assim é porque ainda sente o mesmo. Eu entendo o porquê de estar com raiva de mim mas não diga que tudo acabou. - Falo tentando não chorar e ele fica calado. — Por favor Yukine, não me faça sentir mais culpa do que já estou sentindo. Você disse que todo mundo erra, quem nunca pulou o muro uma vez na vida em ? - Espero uma resposta. — Por que não me responde ?

— Tente falar com ele quando ele estiver sóbrio. - O sr. Keller trás uma garrafa de água gelada e dá para o Yukine que pega. — Beba até onde conseguir.

— Não suporto isso… - Abaixo minha cabeça e cubro meus olhos com as mãos.

— Acho melhor você vir amanhã.

— Tem razão. - Me levanto e dou uma olhada para o Yukine que vira a cabeça. — Tchau Sr. Keller.

— Até senhorita.

Vou até a porta e saio da casa. 

Caminho até o castelo é quando chego até um dos corredores principais para ir aos quartos e me assusto quando alguém coloca as mãos nos meus ombros. Senti meu coração gelar e me virei bruscamente.

— Calma Anny, sou eu. - O Stive ri. — Foi mau se te assustei.

— Tudo bem. - Me afasto um pouco.

— Eu queria conversar com você. Ainda não nos falamos desde aquela noite.

— Eu falei com minha mãe pra confirmar se era mesmo verdade o que você havia dito naquele dia. Sério, estou surpresa.

— É incrível, você é muito parecida comigo. - Ele olha atentamente meu rosto.

— Realmente somos muito parecidos, mas, como foi que você sumiu ?

— Nosso pai me mandou pra longe no dia em que nascemos. Não vou falar como se ele fosse um monstro até porque ainda não ouvi a versão dele. Mas foi isso. - Ele coloca a mão na nuca e da um meio sorriso. 

— Então, você vai morar aqui ?

— Claro, se vou ser o futuro rei então devo morar aqui.

— Futuro rei ? - Olho ele confusa.

— Sim, agora que estou aqui devo assumir o que é meu por direito.

— Que direito ?

— O direito do filho homem mais velho.

— Olha Stive, não sei em que reino ou mundo você viveu, mas por aqui não é assim que funciona. Não levamos em conta o gênero dos filhos na hora de escolher o sucessor. E aliás, não sabemos quem é mais velho. - Falo pacientemente e ele suspira.

— Quer dizer que a rainha vai ser você ? - Ele meio que debocha.

— Fui treinada e escolhida pelos moradores. Não esqueça que você acabou de chegar. - Me viro. — Tenho que ir, e acho que você deve conversar logo com nosso pai. - Caminho até o corredor dos quartos e encontro minha irmã saindo do dela.

— Nossa Anny, está com raiva ?

— Sim estou, como uma pessoa acaba de chegar e já acha que vai assumir um reino ?

— Está se referindo ao Stive ? - Ela ri. 

— Sim. 

— Eu não sabia que ele ia ser rei. Quem te falou ?

— Ele. Mas eu não acredito que ele posso. Até porque quem foi treinada fui eu. - Cruzo os braços. — Eu juro que se ele conseguir esse trono eu não piso mais nesse reino.

— Por que está agindo assim ? Não gostou dele ?

— Não sei. Algo nele me incomodou.

— Relaxa vai descansar. Amanhã teremos uma reunião em família para discutir algumas coisas.

— Certo. - Passo por ela e entro no meu quarto. Vou até minha cama e noto uma carta encima da mesma. Um pequeno envelope amarelo com um adesivo de coração prendendo. Pego e abro tirando a pequena cartinha e leio o que há escrito nela.

“Venha até o jardim do castelo, estarei te esperando."

Viro o verso do envelope e vejo a assinatura do Barion. Estranho ele querer me ver.

— Será que vou ? - Penso por um estante e pego meu casaco que estava pendurado na porta do meu guarda-roupa. Pego também minha arma angelical para me defender se caso for uma armadilha.

Saio do quarto e me teletransporto até o jardim.

Hoje é noite de lua clara e também há a luz dos postes para iluminar o local. Um pouco a frente surge uma silhueta, logo vejo o rosto do Barion com um leve sorriso vindo até mim.

— Achei que não ia vir.

— Acabei de ler a carta. Por que me chamou ? - Dou alguns passos a frente.

— Eu precisava te ver. Acredita que fui o último a saber do seu desaparecimento ? Quando soube fiquei um tempo aqui no castelo ajudando nas buscas, mas tive um imprevisto no banco e não pude ajudar tanto, mas quando soube que já estava de volta vim correndo.

— Estou feliz em te ver. As coisas não andam muito boas por aqui.

— Entendo. Estou sabendo do tudo que anda acontecendo. Mas saiba que estou aqui pra ajudar.

— Obrigada Barion, apenar de tudo você ainda continua sendo um grande amigo. - Rapidamente abraço ele que pelo visto ficou sem reação mas logo retribuiu o abraço de forma mais acolhedora possível.

— Eu sempre estarei ao seu lado Anny. - Ele fala com a voz relaxada e isso me faz sentir uma tristeza repentina. Me afasto dele e o olho em silêncio sentindo meu coração reconfortar. — Eu gostaria que isso terminasse logo.

— Não sei se vai acabar. - Mordo meu lábio inferior.

— Que isso Anny ? Cadê a garota animada e otimista que eu gosto ?

— Está bem na sua frente, porém indecisa se tudo vai ficar bem. Se fosse do o reino, mas também tem outros problemas.

— O Yukine é um deles ?

— Como adivinhou ?

— Vi ele bebendo em um bar. Vocês por acaso terminaram ?

— Bem… - Olho para o chão pensando no Yukine. — Não creio que ele me ame como antes. Mas não vou desistir do nosso relacionamento.

— Vai correr atrás dele ? Por que Anny ? Será que não entende que tem uma pessoa que te ama e quer te valorizar bem na sua frente ?

— Barion desculpe, mas eu amo o Yukine. - Pego uma das mãos dele. — Também te amo como amigo, meu melhor amigo.

— Como sempre seu melhor amigo. - Ele puxa a mão e coloca-a atrás de suas costas. — Desculpa por ter me apaixonado por você, e pelo que fiz você fazer naquele dia.

— Barion… - Ia falar mais algo para ele mas fui rapidamente puxada para frente e sento meus lábios tocar os dele. Fechei meus olhos pensando "o que estou fazendo ?". Mesmo assim não resisti em corresponder o beijo movimentando de leve meus lábios contra os dele. Quando afastou nossas bocas encostou nossas testas e o silêncio que veio depois falou tudo.

— Eu precisava fazer isso. - Fala ele em tom suave tentando conter a respiração ofegante após o beijo e eu sorri.

— Tudo bem, me senti melhor depois disso. - Ele me olhou como se não entendesse. — Que foi ? Melhores amigos não podem se beijar ?

— Estou feliz que não me deu um tapa. - Ele ri e leva seu dedo indicador até a ponta do meu nariz.

— Não vou negar que você merece, mas não estou afim de fazer isso até porque também mereço um.

— Com certeza, você precisa levar umas boas palmadas dos seus pais para parar de correr atrás daquele jumento mental.

— Não fale assim dele.

— Desculpa, eu sei que ama ele. Mas tome cuidado pois às vezes o Yukine pode se tornar violento e se eu souber que ele te machucou de alguma forma ele morre. E eu estou falar sério.

— Ele nunca me machucaria. Mas obrigada por estar preocupado comigo. - Abraço ele novamente. - Tenho que entrar, amanhã vou acordar cedo.

— Boa noite Anny. - Ele passa a mão no meu cabelo e nos afastamos.

— Boa noite Barion. - Sorriu para ele, vou para meu quarto e entro com meu coração ainda acelerado.

Eu não devia ter aceitado aquele beijo, mas de nenhuma forma me arrependo. Espero não ter que decepcionar o Barion um dia.

Continua...



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