História Farce - Capítulo 16


Escrita por: ~

Visualizações 203
Palavras 3.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou atrasada, eu sei. Peço um milhão de desculpas, não farei mais isso.
Sumi porque ultimamente estive bem envolvida com outros enredos, mas jamais abandonaria meu xodózinho. Inclusive, o próximo capítulo está pronto (e com uma coisa muito esperada por vocês).
Deixarei nas notas finais o link da playlist que eu fiz para Farce.
Se quiserem ler o capítulo a escutando, fiquem à vontade.
Sem mais, boa leitura!!

Capítulo 16 - Lent


Fanfic / Fanfiction Farce - Capítulo 16 - Lent

Devagar

O corpo esbelto se move para trás, num passo brusco.

— Não, por favor. — seguro-a pelo braço delicado. Nossos olhos se encontram mais uma vez. Observo atentamente cada detalhe da íris vibrante.

— Um milímetro a mais pode arruinar tudo. — confidencia.

— Ou comprovar o que nós dois sabemos. — ergo minhas mãos, repousando-as na pele macia de seu rosto. — Chloé, nós fomos feitos um para o outro.

A vermelhidão ganha seus olhos, quando uma pequena lágrima teima em se fazer presente. Negando com a cabeça, a guia envolve os braços ao redor da minha cintura. Ela suspira.

— Desista de mim, Justin. Esqueça a gente, as palavras fofas, ..., o que passamos. Nós nunca daremos certo. Você se ilude na crença de que um dia "isso" funcionaria. — gesticula com o polegar, apontando-o para mim e para ela em seguida. — Aceite, acabou.

Gargalhei de forma debochada, ainda suspendendo seu rosto. Sem entender a minha atitude, Chloé revira os olhos. Reergui meu rosto para encarar os orbes azulados, e, então, eu umedeci os lábios com a língua.

— Se você realmente acredita que acabou, por que ainda está me segurando?

— E-eu o que? — bufa constrangida. Os dedos abandonam o cós da minha calça rapidamente. — Nem eu sei... — tenta disfarçar o desconforto, rangendo a garganta a seguir. — Mentira, eu sei.

Antes que eu pudesse impedir, meu corpo é puxado para ela. Nossos narizes se tocam afoitamente. A professora desliza a ponta macia do mesmo contra meus lábios, elevando seu rosto até que os seus me encontrem. Lenta e delicadamente, nossas bocas quase se unem.

— Porque... por mais que eu tente... não consigo não te amar. — balbucia entredentes.

Ouvido isso, um sorriso gigantesco eleva os meus lábios. Minhas mãos migram: a direta toma a nuca despida pelos cabelos curtos, enquanto a esquerda lhe captura a cintura. Sinto meu lábio inferior refém de seus dentes e, vagarosamente, um beijo inicia. Aquele que eu tanto senti falta.

Bastou um simples toque de nossas línguas para que uma corrente elétrica circulasse por todo o meu corpo. Sinto como se esta fosse a primeira vez em que nos beijamos. É como se este instante fosse o recomeço de tudo, o verdadeiro início da nossa história de amor. Meu coração pulsa desesperado em alegria entre os pulmões, assim que nossos corpos se colam.

Com as mãos trêmulas, Chloé afasta o meu peito. Os lábios borrados com o batom vermelho revelam os dentes brancos e sussurram:

— Eu senti falta disso.

O meu polegar passeia vagarosamente sobre a pele macia do beiço rubro, da mesma maneira que nossos olhos estão presos um no outro. O castanho no azul. O azul no castanho. A nossa mistura e conexão. Sorrimos juntos sem desviar o olhar e, em questão de segundos, beijamo-nos ainda mais apaixonadamente.

Impressionante como o simples toque da francesa me causa um fervor indescritível. Seu gosto doce é viciante. Eu senti falta de sua mão delicada percorrendo os meus braços, como se as tatuagens fossem as partes preferidas dela em meu corpo. Por mim, eu jamais a soltaria. Não posso correr o risco de perdê-la outra vez.

Agora, mais do que nunca, eu quero realizar todos os sonhos de Chloé. Espero ser o motivo do brilho em seus olhos azuis. Farei a professora de francês tão feliz quanto ela merece.

— Eu estou tão feliz! — murmuro, rompendo o beijo. — Mal posso esperar para contar ao Pierre que, finalmente, estamos juntos de novo.

— Acalme-se. — um balde de água fria cai sobre o meu corpo. — Justin, tudo o que me aconteceu ainda é muito recente. Estou meio traumatizada. Tentei algumas vezes, mas, ao invés de prazer, os movimentos me assombravam. Você se incomodaria se as coisas entre nós fossem... — interrompo-a.

— Mais devagar? — completo a frase, com um sorriso nos lábios. — O meu tempo é seu. Esperei quatro meses por você, eu posso aguardar o quanto quiser.

— Pare de ser perfeito, senão a vontade de tirar a roupa aqui mesmo aparece.

Gargalho de forma ruidosa, completamente surpreso com a resposta.

— Agora, beije-me. — embrenhando a gola de minha blusa, a guia me puxa. — Ainda estou com saudade da sua pegada, sr. Drew.

Deslizar ambas as minhas mãos nas costas delicadas da loira me trazem uma das melhores sensações de todas. A maneira como ela suga o meu lábio inferior, soltando-o com uma mordiscada é a parte mais viciante de seu beijo. O percorrer quente de sua língua contra a minha provoca pequenos curtos-circuitos nas extremidades de meu corpo. Chloé sabe exatamente como me provocar. Consigo constatar isso no momento em que os dedos alvos alcançam o meu traseiro, depositando um apertão na região.

​O beijo é rompido com um suspiro ruidoso. De repente, a francesa se afasta de mim. A mão toca a folha com a letra de música, e o semblante se modifica.

— Sente-se, sr. Bieber. Precisamos corrigir o exercício. — um sorriso malicioso ilustra a feição séria. — Eu te amo. — sibila, voltando a postura sisuda.

Paris, 06 de Junho de 2015.

Chloé e eu parecíamos dois adolescentes. Encontrávamo-nos nos finais de semana, saímos para o cinema, pizzarias e shoppings. Beijos castos, carícias e risadas. Era como se nós estivéssemos redescobrindo o amor. Conversávamos sobre o futuro, os envolvimentos terríveis com outras pessoas neste curto tempo afastados e a descrença nos ataques terroristas. A cada encontro, a gente se aproximava mais. Acredito que todo passo demorado favorecia a nossa intimidade.

Por outro lado, dentro de sala, éramos muito profissionais. A professora LeClaire era exigente. Além de cobrar uma escrita impecável, ela insistia em corrigir o meu sotaque. "Faça o bico ao pronunciar as palavras. ”, “isto está muito fraco.", ela repreendia nas aulas. Por mais que aquilo me incomodasse, Chloé queria o meu melhor. Eu o daria. A francesa ainda se orgulharia de mim, não só como aluno, mas também como namorado.

A brasserie era só um dos meus planos de a surpreender. Para mim, em um relacionamento, é importante conquistar e reconquistar um ao outros todos os dias. Apaixonar-se diariamente pela mesma pessoa. É exatamente isso que eu faço e farei por ela.

O anoitecer na cidade-luz está ameno, apesar do meu desespero por receber o meu pai novamente. Chloé está aqui em casa, deitada enquanto alivio um pouco da bagunça. O meu avô julgará o apartamento como um chiqueiro mais uma vez. Porém, nesta ocasião, devo concordar. A pilha de louças nunca esteve tão grande, bem como a presença de roupas de cama no chão, as quais usamos para afofar onde o gato da francesa dormiria.

A sequência de batidas na porta dispara o meu coração. Meu pai estava adiantado. Eles chegaram justamente no momento que o caos domina a minha casa.

— Jay, cadê o seu pai? — para o meu alivio, é o Pierre quem a abre. — Preciso mostrar a nova cervejaria que inaugurou em Chantilly para ele. Eles não chegariam à tarde?

— O voo atrasou. — esclareço. Minha sobrancelha se ergue em pura confusão. — O meu pai te ligou para contar que viria?

— Somos amigos, pequeno Bieber. Tyler e George são meus “likes” mais assíduos no Instagram. — ironiza.

A gargalhada me escapa quase que involuntariamente.

— Nem eu me lembro o nome do meu pai e meu avô. — nego com a cabeça, atirando a garrafa de detergente no vizinho. — Ajude-me com essa bagunça, por favor. Daqui a pouco os seus amiguinhos aparecem por aí.

— Justin! — o berro de Chloé me paralisa, quando, numa espécie de golpe ágil, ela se senta. — Estou sentindo uma intimidade diferente neste apartamento... Vocês se pegaram?

Engasgo com a própria saliva. Pigarreio. O francês me encara dando de ombros.

— Olha, amiga, se te conforta, foi horrível. — ele quebra o silêncio, ato que me arranca uma risada estridente. — Não foi isso o que eu quis dizer, Jay. Você entendeu, não é?

— Foi como beijar um irmão. — uso em minha defesa.

— Não foi só um beijo, você me contou tudo. — engulo em seco ao ouvi-la. — Relaxem, eu não sou ciumenta. Inclusive, se o Justin não fosse meu namorado, eu shipparia vocês. Adoro esse lance entre vizinhos... — arregalo os meus olhos. — Só não quero o Pierre dormindo aqui nos dias em que eu não estiver. Afinal de contas, ele já conhece os seus dildos e eu não.

Qualquer protesto para não corar é inútil. Antes que eu pudesse prever, minhas bochechas ardem e a certeza de que o rubor em meu rosto é maior que o de um pimentão é nítido. Eu estava no meio de dois escrachados. Onde eu havia amarrado o meu burro? Os franceses não eram frios?

— Ih, Justin, a Chloé está pedindo para conhecer os seus pênis. — definitivamente, se eu fosse um avestruz, a minha cabeça estaria debaixo do chão. — Mostre-os a ela. Vocês estão enrolando muito para fazer as coisas.

— Pierre, menos. — repreendo-o. — Preciso arrumar o apartamento, esqueça a minha vida sexual.

Os franceses se entreolham e posso ouvir os ruídos inibidos de risadas baixas. Aquela dupla me enlouqueceria em poucos minutos. Eles parecem irmãos.

Com a ajuda de todos, arrumamos o apartamento. Chloé dobra as roupas, Pierre cuida da louça e eu varro o chão. Demoramos um pouco, por conta das pausas patas risadas e implicâncias. Ora debochamos de algo engraçado dito pelo francês, ora eu me coro com as palavras tortas da professora. Cantarolamos alguns trechos de músicas, distraindo-nos durante o trabalho em equipe.

O interfone toca. O vizinho atende.

Preparo-me para recebê-los. Não sei ao certo o porquê de tanta insegurança. Talvez a responsabilidade de abrir o meu próprio negócio aumente a cobrança na minha seriedade. Não sou sério, aprenderei a ser. Uma sequência de murros colide suavemente contra a porta. Eram eles.

Chloé se senta na mesa de jantar, cruzando as pernas. Pierre joga um dos braços sobre o meu ombro. Carregando-o, caminhamos até a porta e não tardo a abri-la.

— Família! — comemora o magrelo num berro ruidoso.

— Justin! — as mãos de meu avô me atacam, o que me faz desvencilhar do braço do francês. Meu corpo é puxado por um abraço de urso. — Pierre, meu filho. — de repente, o velho me solta e migra para o amigo.

— Pai! — atiro-me em seus braços, ato que faz com que seu queixo pouse em minha cabeça. — Entrem, pessoal. — abro a porta por inteira.

Os olhos de meu pai estacionam exatamente onde a professora está sentada. Os lábios ressecados se esticam num sorriso largo. A loira se levanta brevemente, com o braço estendido para cumprimentá-lo. Os passos de meu pai são rápidos.

— Você deve ser a famosa Chloé. — ele diz assim que une a mão a dela. Ela assente, sem desfazer o sorriso dos lábios. — Justin não exagerou, os seus olhos são os mais lindos de todos.

A pele alva das bochechas ruboriza de imediato.

— E você é, sem dúvidas, "o melhor pai do mundo". É um prazer conhecê-lo, sr. Bieber.

O sorriso doce em seus lábios transmite a sincera satisfação no momento.

— Pode me chamar de Tyler.

— Ou de "pai". — Pierre se debruça sobre o meu pai, demonstrando toda a sua intimidade.

— E eu sou o vovô. — apresenta-se o idoso ao se aproximar. — O Justin não me deu nenhum adjetivo grandioso?

Caminho até os alcançar, aninho-me a eles e retruco:

— É claro que sim, você é o "motivo para acreditar no amor".

— Que coisinha de gay. — ironiza. — Eu quero ser o melhor avô de todos.

— Tenho certeza de que o senhor é. Sinto-me honrada em conhecê-lo. — sem apertos de mão, a francesa o abraça.

A noite passa num piscar de olhos. As conversas intermináveis se anexam a outros assuntos e nos perdemos rapidamente em diálogos tolos juntos às risadas. Os ventos do anoitecer invadem a janela, arrastando consigo a paz que nos percorre. Estamos felizes. Meu interior ferve em satisfação ao dizer que esta é a minha nova família.

Arduamente, Pierre carrega o colchão de sua cama para a minha casa. Amontoados e inquietos, preparamo-nos para dormir. Chloé se deita com Boris em minha cama, onde abandono a fim de dá-la o máximo de conforto. O francês se aperta na roupa de cama emaranhada no chão, como um colchonete improvisado. No colchão emprestado, vovô, papai e eu dormimos. Apesar da superlotação, o apartamento nunca esteve tão completo.

Assim que o sol sorri para nós, o vizinho se levanta empolgado. De propósito, ele nos acorda com sua excitação e o cheiro maravilhoso de café forte. Todos nós nos levantamos de imediato. Comemos o resto de comida que existe na geladeira, afinal nossa tarde será recheada de álcool. Precisamos nos preparar para a degustação.

Como se Pierre conhecesse perfeitamente meu avô, consegue convencê-lo do passeio em segundos. Chloé ficou constrangida em sair conosco sob as despesas de meu pai, porém se deu por vencida e veio. A companhia da loira nos anima. O trem é breve até a chegada a cidade vizinha. A passagem se parece com um túnel do tempo. Deixando para trás a modernidade, o antro medieval ganha nossos olhos. Fauna e castelos. Muito verde naquela primavera.

Muita vida. Exatamente como me sinto agora: vivendo.

O charme de Chantilly é apaixonante. As ruelas delicadas como numa pintura me fascinam a cada esquina. A cervejaria se sobressai na calçada antiga, ela é moderna e industrial. Eu diria que é um polo contemporâneo em meio à história. Adentramos a fábrica chique hesitantes. O passeio tem diversos caminhos, cada um passo para chegar a fórmula perfeita da cerveja em questão.

O primeiro trajeto é pela escolha do grão. Tubos grudados à parede carregam os cereais de preferência: malte, cevada, trigo, aveia e centeio. O cheiro da torra é maravilhoso a ponto de fazer o estômago soltar os primeiros ruídos. Na sequência, os completos adicionais como chocolate ou mel. O salão de cozimento contém um odor forte do lúpulo.

Os caldeirões de cobre são enormes e férvidos. No momento em que as leveduras são levadas ao mosto, meu corpo clama por um gole do líquido quase pronto. As câmaras de maturação são um tanto mórbidas, contudo, interessantes. A saleta de clarificação é pequena em relação às demais. Vigiamo-la de longe para não atrapalhar a produção que acontece ali. Ao final, os barris de degustação com os mais variados sabores estão à nossa disposição.

Cada um de nós tama uma caneca na mão. Unimos as cervejas no centro de nós e brindamos.

— Às nossas realizações! — exclama o pai.

— Que nunca nos falte amor. — complementa a francesa.

Não sou capaz de conter o sorriso que nasce em meus lábios. As canecas chocam imediatamente, irradiando toda a energia positiva que expectamos ali.

A delicadeza da aveia somada ao mel quebra completamente o amargor comum da cerveja a qual provo. Por sua vez, o trigo de meu avô dá o gosto cetônico a boca. Meu braço é puxado com certa discrição, e os lábios de meu pai próximos ao meu ouvido sussurram:

— Eu quero esta cerveja em nossa brasserie.

Satisfeitos, depedimo-nos dos funcionários educados e retornamos a cidade luz. Não esqueceríamos aquela tarde maravilhosa, tampouco não voltaríamos tão cedo. Retornamos antes do entardecer e, por conta da quantidade incalculável de cerveja, nem jantamos. Estamos prestes a passar mais uma noite juntos. Os cinco.

Semelhante à noite anterior, dividimos as camas. O cansaço da viagem se faz presente. Embora pouco mais de uma hora no trem não seja algo tão exaustivo, caminhar na velocidade de meu avô é desgastante. Não tardamos a nos deitar. De lado, encaro os cabelos brancos do vovô e o cheiro que senti falta ganha as minhas narinas.

Um ruído rompe o meu breve descanso.

Sento-me de forma brusca. No escuro, a professora de francês vasculha os armários da cozinha com seu gato. Levanto-me sem emitir som e caminho em sua direção. Meus passos silenciosos se aproximam. Boris roça em meu tornozelo, envolvendo-o com o rabo felpudo. Imito o felino quando invado a cintura estreita com MEUS braços. A loira se assusta, de supetão. Tão logo, a cabeça se reclina para trás, apoiando-se no espaço entre meus ombro e pescoço. Um suspiro longo é solto por ela.

— Eu já sei porque você é perfeito... — inclino brevemente o meu rosto para enxergá-la — é de família.

— Você está gostando deles, então? — indago na mesma altura baixa que ela fala.

— Essa é a melhor sensação que nunca tive. — confidencia, virando-se para mim. — Obrigada por me emprestar a sua família.

O dedo indicador toca o meu nariz, quando os dentes grandes e brancos aparecem nos lábios com resíduos do batom vermelho de praxe.

— Agora você faz parte dela. — sibilo com os olhos a brilhar.

As íris azuis diante de mim salpicam luzes vibrantes, enquanto encaram firmemente as minhas castanhas. Sem dizer uma palavra, os lábios macios tomam os meus na melhor e mais sincera declaração de amor. Minhas mãos seguram permanecem na cintura, mas não tardam a apertá-la. Meus fios loiros são reféns dos dedos velozes que migram do rosto para lá. Por conta da proximidade de nossos corpos, posso sentir os batimentos desesperados de seu coração. Eles são semelhante aos meus, os quais acelerada e afoitamente bombeiam o sangue prestes a entrar em ebulição nas minhas artérias.

Este não é um beijo de luxúria ou desejo, e, sim, o reflexo de nosso mais puro amor. Amadurecemos o bastante para nos conhecermos da melhor maneira. Fundimo-nos, hoje somos um.

O som da porta do banheiro se abrindo nos interrompe. Os lábios apaixonados se afastam, mas o gosto doce permanece na minha boca. Ato que faz com que as minhas bochechas corem em questão de segundos.

— Por favor, não parem. Eu só escovarei os meus dentes, não quereria atrapalha-los. — o tom debochado de meu pai entrega que esteve nos espiando todo o tempo. — Continuem, sentir-me-ei culpado.

— Agora não tem mais clima, não é? — pelo calor em meu rosto, deduzo que estou com a cor de pimentão.

— Claro que tem. — contra-argumenta a francesa.

Antes que eu pudesse protestar, os lábios de Chloé estão prensados contra os meus. Mandando a timidez para um lugar bem longe daqui, entreguei-me ao beijo sem me importar com a presença paterna ali. Posso ouvir o ruído quase inaudível de uma risada, provavelmente de satisfação, vinda de meu pai.


Notas Finais


Um capítulo bem amorzinho para compensar o atraso.
Espero que tenham gostado, lembrem-se de me contar tudo.
Muito obrigada por cada mensagem de incentivo. Vocês são maravilhosos!!
Um beijoo,
Lali
-
Playlist de Farce: https://www.youtube.com/watch?v=hR_O0vzQj4k&list=PLQ-MVX5tT4rlqtTTxVoTTaLfPKrMZ8Hb6
Leia Farce no Wattpad como livro: https://www.wattpad.com/315557774-farce
Minha mais nova Oneshot, escrita com a Vivis, Numbers: https://spiritfanfics.com/historia/numbers-6568362
E, para quem ainda não viu, a minha One de presente para a Anne e o Edu, On Board: https://spiritfanfics.com/historia/on-board-6553945


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