História Filha do Fogo - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter, Mitologia Nórdica, O Hobbit, O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings), Supernatural, The Originals
Personagens Elrond, Galadriel, Gandalf, Gimli, Legolas, Personagens Originais, Smaug, Tauriel, Thranduil
Visualizações 45
Palavras 724
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Descobrindo sentimentos


 Pela expressão de todos os presentes naquele salão a conversa não seria nada divertida. Todos pareciam tensos e de certa forma preocupados com minha possível reação. 

 Respirei fundo tentando me preparar para o que estava por vir. Inúmeras hipóteses se formaram em minha mente mas em nenhuma delas encontrei motivos suficientes para estarem agindo dessa maneira.

 Senti quando a mão quente de Legolas segurou a minha entrelaçando nossos dedos. Em um momento discutíamos como cão e gato mas em outro éramos civilizados e até mesmo carinhosos, e confesso que tudo isso apenas me deixava mais confusa.


- Sabemos quem é seu pai querida - ao ouvir tais palavras vindas da boca de Galandriel fiquei chocada.


- Como? - foram as unicas palavras que consegui dizer em meio ao turbilhão se pensamentos que se formaram em minha mente.


- O que você sabe sobre Smug o dragão?  - Thranduil perguntou me fitando com pena.


- Sei que foi um dragão extremamente poderoso e que durante muito tempo causou destruição e mortes por toda Terra Média - ainda não entendia qual o real motivo para tal pergunta - Mas o que isso tem haver com meu pai? - toda essa relação já estava me irritando e já era possível sentir meus poderes adormecidos despertando. 


 Dia após dia enfrento uma batalha diária tentando manter meus sentimentos trancados a sete chaves. Sempre que perco o controle ou fico irritada coisa horríveis acontecem e pessoas inocentes acabam se ferindo.

 Mas agora seria diferente.  Esses eram elfos bondosos e que estavam apenas tentando me ajudar. Respirei fundo algumas vezes tentando manter o controle sobre meu corpo.


- Ele é meu pai não é? - perguntei sentindo o real peso de minhas palavras.


- Sentimos muito senhorita - o mago branco disse de forma sincera mas naquele momento nada disso realmente importava.


- Me perdoem por tudo que sofreram nas garras de meu pai - lágrimas silenciosas caiam de meus olhos sem que pudesse empedi-las - Aceito cumprir a pena por tais crueldades se assim for preciso - imediatamente todos arregalaram os olhos extasiados pela coragem e bravura da jovem a sua frente.


- Não será preciso minha jovem - Thranduil disse calmo e mantendo sua máscara de frieza  embora por dentro estivesse encantado e admirado pela coragem da elfa.


- Obrigada majestade - agradeci embora quisesse me isolar de tudo - Poderiam me dar licença ou teriam algo mais a me dizer? - perguntei contendo a vontade de sair correndo e liberar as lágrimas. 


 Durante toda minha infância imaginei e por diversas vezes fantasiei sobre como seria mágico conhecer meu pai. Dúvidas sobre a cor de seus cabelos, cor dos olhos, altura entre outras coisas sempre consumiram horas do meu tempo, mas agora tudo foi por água a baixo.

 Vergonha. Era exatamente assim que me sentia. Saber que sou filha da destruição apenas me fez enxergar o que a muito tempo tentei esquecer, eu sou a filha do fogo, da morte e da destruição e nada poderia mudar esse fato.

 Após todos concordarem com meu pedido me virei e comecei a caminhar de forma contida enquanto lágrimas grossas marcavam meu rosto. 

 Assim que tive certeza de que ninguém estava me seguindo comecei a correr sem me importar com um destino certo. Corri pelo que pareceram horas ate avistei um jardim onde quase ninguém utilizava e simplesmente caí de joelhos sob a grama verde que após meu toque virou cinzas. 

 Um grito cheio de frustações,  raiva e ódio escapou de meus lábios ecoando por todo reino. Labaredas de fogo tomaram conta do meu corpo subindo em enormes espirais pelo céu,  causando espanto ao elfo que até então apenas observava a cena quieto e sem saber como agir.

 Embora Legolas fosse experiente e já tivesse participado de inúmeros embates com orcs e batalhas lendárias naquele momento se encontrava encantado e impressionado com o poder de Lyra.

 A verdade é que desde o momento em que colocou seus olhos na elfa naquela floresta fria e escura, era praticamente impossível esquecer os detalhes de seu belo rosto.

 O som de sua risada, a maneira como o desafiava sem se importar com o fato dele ser um príncipe o encantavam.  Mas ao vê-la tão frágil e quebrada como naquele momento o fizeram perceber que todas aquelas bigas e discussões eram porquê ele a amava e a partir daquele momento a conquistaria sob quaisquer circunstâncias.


 


 




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