História Flor de Fênix - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Karin Kurosaki, Toushirou Hitsugaya
Tags Hitsukarin
Visualizações 73
Palavras 2.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa fanfic será uma Shot-fic HitsuKarin, mas terá um pouco de IchiRuki e KiraHina.
E é claro que alguns OCs, por que não?

Yoo Minna, Renard-chan está aqui meus lindos konpakus para apresentar-lhes este novo projeto, Shot-fic HitsuKarin ♥ Além de ter outra ideia incrível para One-shot ShinHiyo (sim, meu casal favorito de todo universo u.u)
De mais, queridos, eu peço que me avisem qualquer erro, pois os capítulos estão sendo betados por mim e as vezes deixo passar algumas coisas. De todo modo, estou emocionada por escrever-lhes uma fanfic deste casal, e quero agradecer a incrível Nee-san, Mrs Chappy, pelo incentivo. Fiquei tão feliz.
Sem mais delongas, aqui está o primeiro capitulo, nos vemos semana que vem.
Boa leitura.
Também postada no Nyah por mim. ♥
Ah, sim. Esse titulo pode ser lido apenas como: Mamoru Tame Ni!

Capítulo 1 - Para proteger aquilo que amamos


POV. Karin

Aquele começo de sábado parecia tomar um rumo normal como todos os demais, mal sabia eu que aquele dia mudaria a minha vida.

Despertei preguiçosamente coçando os olhos com o dorso da mão. Os raios de sol que invadiam timidamente meu quarto atingiam diretamente meu rosto, como se quisessem propositalmente me perturbar. Sentei-me na cama com o cabelo bagunçado. É verdade, ele estava mais comprido, somente porque Yuzu choramingou implorando para que não cortasse. Levantei vagarosamente caminhando até o armário para pegar uma roupa qualquer. Após vestir o suéter bege sem mangas sobre uma blusa preta prendi o cabelo desleixadamente no alto da cabeça e deixei o quarto.

Quando o trabalho de Shinigami do Ichi-nii aumentou e ele teve de dedicar quase todo seu tempo lutando contra monstros, resolveu se mudar comprando um apartamento simples no centro da cidade, o qual ele divide com Rukia, quando está estava por aqui. Por isso fiquei com o quarto dele enquanto Yuzu continuava no que dividimos. Era estranho acordar sem ouvir as reclamações do Ichigo ou a Yuzu me perturbando para levantar logo, mas dava para se acostumar.

— Karin-chan, não esqueça de levar o lixo para fora. – ouvi a voz de Yuzu vindo da cozinha enquanto me dirigia para a saída da casa.

Fazia alguns dias que Ichi-nii saiu em viagem com a Rukia, desde então a casa parecia ainda mais vazia. Até o Oyaji ficava mais tempo na clínica do que em casa, por isso Yuzu tem estado meio deprimida, e muito preocupada.

— Pode deixar. – respondi passando por ela e pegando o saco de lixo para leva-lo para fora.

— E não volte tarde. – pediu fazendo biquinho.

— Hai, hai! – repeti me livrando do lixo e seguindo rua acima para meu destino.

Desde que descobri que o Ichi-nii era na verdade um Shinigami quis tentar ajudá-lo de alguma forma. Tive de admitir que não querer acreditar em espíritos não mudava o fato de eles existirem, e principalmente aqueles monstros de máscara branca, Hollows. Conheci o Urahara-Ojisan, que ficou admirado com meu alto nível de Reiatsu, e resolveu me treinar e ensinar técnicas para defender-me dos monstros, principalmente na época que o Ichi-nii perdeu os poderes, assim eu poderia proteger a cidade de Karakura e a Yuzu.

E era para a Urahara Shop que estava indo, para dar continuidade ao treinamento com Kidou e velocidade com a Yoruichi-san.

Nesses dois anos de treinamento havia evoluído muito e rapidamente, conseguindo utilizar alguns Kidou sem a necessidade de recitar o encantamento, e minha velocidade havia aumentado consideravelmente para um humano, ajudava bastante nas partidas de futebol. Pensar naquilo me deixava contente, porque sabia que de alguma forma estava ajudando o Ichi-nii e não sendo apenas um fardo para ele. Imediatamente lembrei-me do baixinho de olhos turquesa. Hitsugaya Toushirou. Das duas vezes que nos encontramos ele teve de me proteger. Mas eu não quero ser protegida, não quero preocupá-lo... Toushirou... Apenas a menção daquele nome me deixava deprimida. Fazia mais de dois anos que ele não vinha me ver. Dizia para mim mesma que ele era muito ocupado e não podia perder tempo comigo, mas aquele pensamento machucava... Por quê? Toushirou era meu amigo, claro, eu gostava da companhia dele, era sempre divertido provocá-lo falando de sua estatura, ou chamando-o de criança. Mas por que me fazia tanta falta?

Imersa em pensamentos não percebi quando minhas pernas me levaram para outro caminho, o lugar que eu costumava visitar ao pôr do sol, onde sempre o encontrava. Mas Toushirou não estava lá. Inconscientemente uma teimosa lágrima escorreu pelo meu rosto. Droga, por que estou chorando? Que bobagem. Enxuguei o rosto rapidamente observando a cidade que se estendia à minha frente, aquele era um ótimo lugar para se observar o céu. Suspirei e continuei meu caminho. Se demorasse muito para chegar, Yoruichi-san me castigaria com duas horas de flexões e meus músculos dos braços virariam geleia.

Apressei o passo, mas sentia algo ruim no peito, uma angústia, como se algo ruim fosse acontecer. Bem, era normal algo ruim acontecer, ou um monstro aparecia e destruía metade da cidade, ou devorava várias almas inocentes, mas aquele pressentimento era diferente, não era a sensação da presença de um Hollow, era mais para a Reiatsu densa de um monstro mais forte. Meu corpo parou, não conseguia me mover, era difícil respirar. A pressão de energia era forte e me fazia tremer. Virei a cabeça para o norte, de onde vinha a tal energia, logo que consegui me mover fui correndo para lá. Sabia o que havia para aquele lado, um enorme parque onde crianças pequenas brincavam na companhia de seus pais, não podia deixar que um monstro os ferisse, de forma alguma. Era minha vez de provar que podia enfrentar um sozinha.

Que decisão infeliz.

Ao entrar no parque ouvi o rugido típico de Hollow, que fez as árvores estremecerem. Segui a Reiatsu até o centro onde havia a praça que as crianças brincavam. Pessoas corriam de lá assustadas, sem saber o que acontecia. Olhei para cima e vi um monstro flutuando no ar. Este era diferente, pequena, lembrava muito uma hiena coberta por uma couraça branca e com a máscara definindo o rosto do animal em sua face.

Parei de correr observando aquele Hollow. Nunca tinha visto um assim antes. Com aquela forma, e Reiatsu tão densa. Não perdi muito tempo observando o monstro, pois ele sentiu minha energia e desceu como um cometa abrindo uma cratera no meio do gramado. O chão tremeu e uma criança pequena caiu se separando a mãe. A menina se encontrava entre mim e o monstro.

Ambos nos encaramos e logo após a menina a nossa frente. Sabia o que ele pretendia, então movida pelo desespero avancei para tirar a criança dali, enquanto sua mãe gritava por ela. O Hollow avançou também, salivante, pronto para abocanhar a alma da menina. Percebi que não chegaria a tempo, ele era mais rápido, então usei um dos Kidou que já havia decorado.

— Hadou 1: Shou! – gritei apontando o indicador da mão esquerda para o monstro. A energia que disparei do meu dedo foi fraca, apenas um feixe de luz clara para empurrar a hiena faminta para trás e me dar tempo de agarrar a menina e tirá-la de lá.

A garotinha chorava agarrando-se em mim quando peguei-a nos braços. O Hollow parecia atordoado, ou melhor, indignado com minha intervenção. Ele rosnou e avançou novamente em perseguição a uma nova presa. Deixei a menina com a mãe e me virei bem a tempo de disparar um novo Kidou na criatura medonha, antes que me abocanhe-se.

Da mesma forma ele apenas foi empurrado para trás, mas se mostrava nervoso e zangado com aquela brincadeira de empurra-empurra. Elevei minha Reiatsu tentando manter sua total atenção em mim enquanto aquelas duas deixavam a praça. No entanto me surpreendi quando a hiena se aproximou lentamente e abriu a boca dizendo algo.

— Quem é você...— rosnou, sua voz parecia um eco estridente. – Ningen?

— Você fala? – indaguei surpresa e de guarda baixa, mas ele não atacou, apenas gargalhou.

— É claro que falo, Onna. O que pensa que sou?— murmurou me rodeando com passos vagarosos.

— Um monstro. – respondi rude esticando a mão aberta na direção dele, enfim entoando o encantamento. - Ó, Lorde, Máscara de carne e sangue, toda criação, agitação das asas, tú que usas o nome de Homem! Chama ardente e guerra turbulenta, separa os oceanos, se eleva e cai, caminha em frente em direção ao sul! – enquanto recitava uma pequena esfera vermelha se formava diante minha palma, ficando cada vez maior. - Hadou 31: Shakkahou. – bradei e a esfera espiritual vermelha foi lançada como se disparada de um canhão, investindo rapidamente contra o Hollow que não esperava por um golpe do gênero. Quando pulou para evitar o ataque pude perceber o oco que ele tinha no meio da barriga canídea. Mesmo sendo ágil a esfera espiritual acertou-lhe a pata direita, ele mancou para longe mostrando as presas.

— Para um Ningen você é bem forte.— seus elogios eram carregados de sarcasmo. Ele não estava impressionado com minha habilidade, estava zangado por estar dando trabalho. – Você estragou meu café da manhã, Onna. Agora estou com fome. E quando sinto fome, fico de mal humor.— rosnou investindo em espiral. Nunca pensei que alguém pudesse se aproximar tão rápido enquanto girava no ar, mas parecia que aquele Hollow conseguia.

— Ó Grande escudo, me defenda das catástrofes... - Tentei conjurar o Bakudou número oito para me proteger do golpe físico, mas fui lenta de mais no encantamento. Não eram todos os Kidou que conseguia invocar rapidamente, por esse motivo minha guarda ficava baixa enquanto me preparava para executá-los. Erguendo ambos punhos na altura do rosto, protegi minha face da mordida feroz da hiena, mas suas presas perfuraram de forma letal meu braço direito, atravessando até o osso. Não consegui conter o grito de dor. O sangue escarlate manchava a manga da minha roupa, e pingava das presas do canídeo também.

— Oh, você tem gosto bom, Onna.— resmungou aquele monstro apertando mais a mandíbula no meu antebraço. – Amai... Seu sangue é doce. Vai dar um ótimo lanchinho.

— Souten ni saze Hyourinmaru! – ao ouvir aquela voz rouca pronunciar tal frase meu sangue gelou e meu coração perdeu uma batida. O ambiente tornou-se tão gélido que ao respirar uma névoa escapava dentre meus lábios. Então um dragão-serpente de gelo investiu contra o Hollow que me atacava, devorando-o e afastando-o de mim com certa violência.

Senti que iria desmaiar pela dor no antebraço, o rasgo estava maior e o sangue vertia, escorrendo em cascatas pelos meus dedos. Minha visão embaçou e cai para trás, mas senti alguém me segurar fortemente. Era ele. Aqueles olhos turquesa e cabelo branco eram inconfundíveis. Apenas encarei seu rosto, que possuía uma expressão séria, e sussurrei seu nome antes de me render a escuridão.

— Toushirou...

 

Pov. Hitsugaya

O que estava acontecendo comigo? Era meu primeiro dia de folga em quase dois anos e ao invés de ir visitar a vovó no Rukongai com a Hinamori fui para o Mundo Humano pelo Senkaimon.  Mas o que diabos vim fazer aqui? Segui caminho sem destino aparente, mas por algum motivo procurava a Reiatsu de alguém. Sem perceber já estava correndo na direção daquela energia espiritual que me era agradável. Foi quando, sem perceber, cheguei naquele lugar, que era ótimo para ver o céu. Fechei os olhos sentindo a brisa. A Reiatsu estava fraca, mas ela esteve por ali. Balancei a cabeça confuso, observando a cidade a frente. Por que estava a procurando? Por que vim atrás daquela humana irritante? Não conseguia esquecer aqueles olhos ônix, e o cabelo negro. Aquela garota teimosa. Suspirei tentando entender meu motivo para estar ali. Para ver a Karin? Ela é minha amiga, mas por que essa apreensão toda para vê-la? Para saber se está bem? Não nos vemos a mais de dois anos, será que ela ainda lembrava de mim? Que bobagem.

Foi quando senti uma forte pressão vindo do norte, um vento mais forte soprou bagunçando meu cabelo. Aquela Reiatsu... Tinha certeza que era dela. Mas havia outra mais forme, muito mais forte.

— No que se meteu agora Kurosaki? – resmunguei usando o Shunpo para me mover mais rápido para o local da explosão.

A cada instante sua energia espiritual se tornava fraca e quase nula, como se a qualquer momento fosse se extinguir. Aquilo apenas me deixou mais preocupado. Ela poderia estar... Não, claro que não. Mesmo não querendo acreditar na possível morte da Kurosaki, aumentei a velocidade do Shunpo ao máximo, para chegar na praça e ver Adjucha canídeo com as presas atravessando o antebraço dela, e muito sangue.

— Souten ni saze Hyourinmaru! – bradei a frase de liberação de minha Zanpakutou com raiva. Sem pensar duas vezes cortei um arco com Hyourinmaru lançando um dragão-serpente de gelo em direção ao Hollow, arrastando-o para longe de Karin.

Ela caiu para trás, pálida e fraca, mas segurei-a antes que encontra-se o chão frio. Seus olhos estavam opacos e sem brilho.

— Toushirou... – sussurrou antes de cair na inconsciência.

— Seu maldito... – rosnei encarando o Adjucha que acabara de adquirir uma rachadura na máscara e perdia muito sangue do ventre. Segurava Karin contra meu corpo com um braço enquanto empunhava a Zanpakutou com outro.

— Kuso! – xingou o Hollow mostrando as presas. – Me chamo Deima Tenebris, não esqueça de mim Shinigami, pois nunca esquecerei de você.— Então com um balanço rápido da cauda, abriu uma Garganta e se foi de volta ao Hueco Mundo.

— Droga… É melhor leva-la daqui... – murmurei encarando a terrível ferida de Karin e desaparecendo no Shunpo.


Notas Finais


Yoo, Renard-chan está de volta amores ♥ para lhes agradecer pela atenção e a honra que me é escrever para vocês.
Até a próxima. o/


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