História Friction - Capítulo 7


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Categorias Arrow, Legends of Tomorrow, Supergirl, The Flash
Personagens Alex Danvers, Barry Allen (Flash), Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dra. Caitlin Snow, Eobard Thawne / Flash Reverso, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Richard "Rip" Hunter
Tags Futuro, Karry
Visualizações 14
Palavras 921
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - 2008


Eu vi um túmulo de rochas e corri até ele, com esperança de que aquele tal túmulo me desse alguma luz sobre que ano eu estava. A placa de madeira dizia “Robert Queen”, e pelo cheiro, não era tão recente, mas também não era tão antigo. Eu presumi que estivesse em 2008. Nessa época, Oliver ainda estava naufragado na ilha.

Eu resolvi me esforçar ao máximo para parecer uma náufraga. Mergulhei inteira no mar, estragando minha chapinha. Tirei a jaqueta do traje, então eu vestia algo que parecia muito com uma calça de couro e uma regata cinza. Enterrei minhas Glocks e meu celular, para se eu precisasse deles depois, guardei a faca embainhada na minha bota. Eu fiquei lá cerca de uma hora, pensando no que fazer em seguida, mas senti um cheiro estranho no ar. Um tranquilizante que me fez desmaiar. Droga, Oliver...

Eu acordei aos poucos, com três figuras borradas que me observavam, possivelmente me esperando acordar. Eu estava no chão do que parecia ser a fuselagem quebrada de um avião. Não demorei muito para reconhecer que uma das figuras era Oliver, bem mais novo, mas ainda era ele. Também havia outro homem e uma mulher. Eles falavam, mas eu não entendia nada. Na hora que perceberam que eu estava acordada, a mulher começou a me fazer perguntas.

- Quem é você e como veio parar aqui? – falou, com um notável sotaque chinês.

- Vai com calma, Shado – disse o outro cara – É só uma adolescente.

- Uma adolescente que pode ser uma espiã do Ivo! – disse Shado, levantando o tom.

- Eu não sou espiã de ninguém – eu murmurei, me levantando, ainda um pouco dopada.

- Qual é o seu nome? – Oliver perguntou, e eu ri por dentro.

- Al... – eu queria dar um nome falso, mas estava cansada e dolorida demais para pensar nisso.

- E de onde você vem e como chegou aqui, Al? – Oliver me perguntou. Ele parecia bem calmo em comparação aos outros.

- E-eu sou de Central City. – respondi – Eu estava fazendo um cruzeiro com a minha família quando o barco afundou e eu vim parar aqui. – Eu odiei mentir sobre isso, principalmente para o Oliver, mas esse Oliver não parecia ser um “polígrafo humano” como o que eu conhecia, e pareceu acreditar na minha mentira.

- Certo. Sabe que lugar é esse?

- Não faço ideia... – mentiras e mais mentiras. Eu tenho medo que isso se torne um vício.

- Estamos e Lian Yu, no norte do mar da China.

- Purgatório... – murmurei, ainda meio zonza. Sim, eu falo mandarim. Não é muito bom, mas o importante é que eu falo.

- Shuō pǔtōnghuà? – Shado pergunta “Fala mandarim?”

- Shì de – respondi “Sim”.

- Falem uma língua que a gente entenda. – O outro cara respondeu.

- Concordo com o Slade. – Oliver disse, e eu ri por dentro de novo. O Oliver que eu conheci fala mandarim.

***

Eu ouvi muitas histórias sobre Lian Yu. Se metade delas fossem verdadeiras, aquele lugar era um inferno. Eles me interrogaram, e eu respondi com mentiras. Não era minha intenção, mas eu não queria estragar a linha do tempo mais do que eu já tinha estragado. Se tudo der certo, logo as Lendas estariam lá para me buscar. Eu rezei para que isso acontecesse.

Também era irônico ver o Oliver e o Slade sendo amigos. Pelo o que eu saiba, Slade matou a mãe de Oliver. Shado tinha morrido. Aquela ilha tinha explodido. Eu sabia algumas coisas sobre viagem no tempo, mas nunca tinha a feito antes. Tudo era tão... estranho.

Eles confiaram em mim. Ao contrário do que a Taylor me fez acreditar, eu minto muito bem. Ou isso ou eles estavam tão desesperados por ajuda que resolveram confiar em mim.

Logo, eu reparei na chegada de uma outra mulher. Loira. Eu a reconheci de imediato: Sara. Ela carregava o que parecia m animal morto. Nossa janta.

- Quem é ela? – perguntou. Nada delicada, como sempre.

- Uma garota que resgatamos na costa – respondeu Oliver, indiferente.

- Já parou pra pensar que as “pessoas em perigo que aparecem na costa” podem ser espiões? – Sara disse, nervosa. Não era à toa, eu realmente havia surgido do nada.

- Eu não sou uma espiã. – me pronunciei

- Uma espiã diria isso! – retrucou.

***

Depois de um pouco de discussão, Sara resolveu confiar em mim, por ora. Eles precisavam de ajuda para roubar o sérum Mirakuru, e, por sorte, tinham uma velocista. Eu não cheguei a falar dos meus poderes. Não pretendia fazer isso, a não ser que fosse necessário. Se tem uma coisa que eu aprendi com meu pai é que a linha do tempo é valiosa.

Shado perguntou se eu sabia usar um arco-e-flecha. Eu respondi que não, mas que ela não precisava se preocupar com isso, já que eu me viro muito bem desarmada. Ela deu de ombros e murmurou algum provérbio em mandarim. Mas ela me atacou de surpresa, como uma típica cena de um filme de artes marciais. Eu simplesmente revidei, derrubando-a facilmente.

- Quem te treinou? – ela perguntou, curiosa.

- Meus pais têm empregos nos quais fazem muitos inimigos – pela primeira vez naquele dia, disse uma verdade – Me fizeram aprender a me defender dês de cedo.

- Interessante - disse, ates de mudar de assunto – Coma alguma coisa e depois vá dormir. Temos um dia longo amanhã.

Eu assenti e fui dormir. Mesmo no chão frio e duro, eu dormi como uma pedra. Estava exausta, e tinha sido um dia longo.


Notas Finais


Meio curto, mas dá pro gasto. Nos próximos capítulos, eu vou estar alternando entre o que acontece em 2008, o que acontece em 2039 e memórias, que de pouco em pouco vão contar a história da Taylor.
Sobre as falas em mandarim... valeu google tradutor!


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