História Frozen Heart - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Kise Ryouta, Midorima Shintarou
Tags Akakuro, Kuroko No Basuke, Lemon, Romance, Sexo, Yaoi
Visualizações 74
Palavras 1.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu não achei que conseguiria postar tão rápido, mas vou tirar folga por alguns dias então vou ter mais tempo pra escrever ^^

Bom, acho que não disse antes mas tenho planos de fazer uma fic que não seja tão grande, em torno de 15 capítulos pra não começar a perder a linha. Eu não sei, 15 capítulos parece ser muito mas pouco pra mim er. E alguns capítulos vão ter nomes de músicas da OST de Frozen. For the first time in forever é a minha favorita, diga-se de passagem, minha relação de amor com essa música é totalmente canon

Capítulo 2 - For the first time in forever


For the first time in forever

I could be noticed by someone


A carruagem fazia Kuroko saltar em seu assento. Já começara a ficar enjoado por tantas horas de percurso.

— Espero que isso seja rápido, Tetsu — bufou Aomine Daiki, seu velho amigo, sentado a sua frente.

— Seja paciente, Aomine-kun. Não deve levar mais do que um dia.

O moreno cruzou os braços e apoiou as costas no banco. Não podia realmente culpá-lo por desgostar da viagem, ele mesmo quase não aguentava mais.

— Por que seus pais não vieram tratar pessoalmente dessa questão? Eles são os reis.

— Parece que o rei de Arendelle tem a minha idade, então seria mais fácil chegar a um acordo.

— Mesmo assim, você ainda não passa de um príncipe e — Aomine se calou por um momento enquanto olhava pela janela. — Ah, chegamos! — exclamou.

Kuroko acompanhou seu olhar pela janela. Estava certo; haviam chegado a Arendelle, o reino no qual seus pais o mandara para realizar acordos diplomáticos. Seria sua primeira tarefa do tipo, mas não ficava apreensivo com a situação. Desde pequeno aprendera que manter a calma era a chave para o sucesso.

— O castelo é imenso — comentou sem alterar o tom de voz. Diferente de Aomine, não costumava demonstrar muitas emoções.

A carruagem parou e o moreno se levantou instantaneamente, abrindo a porta com um empurrão e pulando para fora.

— Finalmente livre!

Kuroko o seguiu com movimentos mais discretos. Assim que pisou ao chão, viu-se frente a frente com um rapaz de cabelos verdes que arrumava os óculos sobre o nariz.

— Bem vindos à Arendelle; sou Midorima Shintaro, mensageiro do rei Akashi e vim recebê-los.

— Shin-chan é, na verdade, como um mordomo, mas não gosta de ser chamado assim então é o mensageiro – um garoto de cabelo negros surgiu ao lado de Midorima com um sorriso no rosto.

— Calado, Takao — resmungou, arrumando os óculos novamente com uma das mãos e empurrando o jovem com a outra.

— Por que o rei não veio pessoalmente? — perguntou Aomine, a pergunta que Kuroko queria também fazer.

— O rei não costuma sair muito, mas vai recebê-los no castelo. Sigam-me — respondeu Midorima, em seguida, voltou-se para Takao. — Retire a bagagem e leve para dentro.

O rapaz de cabelos verdes começou a andar na frente, deixando um frustrado Takao reclamando que demoraria anos para carregar tudo sozinho.

— Ótimo, vamos fazer acordos com um rei adolescente antissocial que se tranca no quarto — resmungou Aomine baixo o bastante para não ser ouvido por mais ninguém além de Kuroko.

— Não fale assim do rei, Aomine-kun — repreendeu-o Kuroko.

As portas principais se abriram e os garotos se viram no enorme salão de entrada do castelo. Haviam algumas janelas grandes nas paredes, mas todas cobertas com pesadas cortinas opacas. Observando as paredes, Kuroko percebeu que não avistava nenhum quadro ou estátuas como normalmente via em casa, apenas algumas colunas que encontravam-se dispostas nos cantos, dando um aspecto ainda maior para o local. À frente havia uma escada larga e com diversos degraus.

Apesar de tudo, parecia como em casa para Kuroko, embora mais simples nas decorações e maior em tamanho. De fato, sua mãe adorava ambientes bonitos e iluminados, mas detestava extravagância em tamanho. Realmente tivera sido melhor ele mesmo ir à viagem.

Assim que as portas se fecharam o ambiente se tornou escuro. Não era uma escuridão total, ficava mais ao nível de penumbra. Mas ainda deixava o salão de entrada com uma estranha aura obscura. Não parecia ser a melhor forma de receber convidados.

Antes que Aomine pudesse fazer algum outro comentário a respeito do rei ou virar-se para Midorima e perguntar o que diabos significava aquele ambiente, foram-se ouvidos passos do andar de cima. O som chegava mais perto lentamente, como se não tivesse pressa. Por fim, um jovem rapaz de cabelos ruivos surgiu ao final da escada. Kuroko observou-o atentamente, buscando encontrar algo que o lembrasse um rei, mas o outro estava vestido de forma casual, a não ser pela capa de veludo em tom vermelho intenso que lhe caía sobre os ombros até o chão.

— Sejam bem vindos a Arendelle, estive os esperando — disse o rei assim que seus pés deixaram o último degrau para tocar o chão. Voltou-se primeiro para Kuroko. — Você deve ser Tetsuya, o enviado da família Kuroko para fazer as negociações.

Kuroko sentiu os olhos heterocromáticos voltando-se para si, dando-lhe uma estranha sensação de calafrio pelo corpo. Porém, precisava forçar-se a responder propriamente e não se envergonhar no primeiro encontro com àquele com o qual faria negociações.

— Sim, é um prazer, Sua majestade.

Akashi pareceu apertar os lábios em um momento ligeiro – tão ligeiro que Kuroko perguntava-se se havia sido apenas sua imaginação – que logo desapareceu, dando lugar a um meio sorriso.

— Não é preciso tanta formalidade, pode me chamar apenas pelo nome.

O garoto de cabelos azuis acenou com a cabeça. Akashi virou-se para Midorima.

— Espero que trate da acomodação de nossos convidados e os informe de nossa cerimônia mais tarde. Diga para Ryouta apresentar-lhes as redondezas.

— Entendido.

O ruivo voltou-se para Kuroko por um breve segundo novamente, gerando aquele estranho brilho nos olhos que anteriormente o intrigara. Sem dizer mais nenhuma palavra, deu-lhe as costas. A intriga subia à cabeça do azulado, juntamente com o conjunto de sensações inexplicáveis que se acumulavam em seu interior com apenas um olhar nos olhos heterocromáticos. Queria que Akashi parasse para dirigir-lhe frases menos curtas de uma forma menos política. Não conseguia explicar, mas sentia toda aquela vontade de ter uma conversa decente e... amigável com aquele rei estranho que acabara de conhecer.

Antes que pudesse controlar suas ações, viu-se esticando o braço em um movimento rápido, buscando pará-lo. Seus dedos finos encontraram o pulso do outro, a única parte que se encontrava descoberta pelas mangas de sua camisa. Kuroko percebera no momento que o rei usava luvas grosas nas mãos, perguntando-se, por um momento, qual seria a razão daquilo.

Não teve muito tempo para se questionar sobre as luvas, entretanto, pois assim que sentiu seus dedos em contato com a pele fria, o ambiente no qual estava pareceu mudar. Sentia o ar pesado e gélido ao seu redor, como se, de repente se encontrasse no meio de uma nevasca. O susto o fez soltar o outro rapidamente, arfando com surpresa e assustado que fosse receber alguma repreensão. Não seria nada bom, ainda mais quando poderia arruinar sua chance de chegar a um acordo com o rei de Arendelle.

Porém Akashi não pareceu mostrar reação. Simplesmente continuou seu percurso como se nada o houvesse incomodado, como se nada tivesse acontecido. Kuroko observou-o atônito enquanto caminhava até a escada, começando a subir os degraus. Quando o viu desaparecer no topo, abaixou os olhos para as próprias mãos perguntando-se o que acabara de acontecer. Pensava em perguntar a Aomine se também havia sentido aquilo, mas como ainda não ouvira nenhum comentário a respeito do ato impensado e compulsivo que fizera, chegou a conclusão que ninguém o vira.

Começava a se questionar se realmente teria feito aquilo ou se sua mente lhe pregara peças, mas foi interrompido por um braço passando-lhe sobre os ombros e uma voz alegre gritando em seu ouvido.

— Kurokocchi!

Kuroko levantou os olhos, encontrando-se com um brilho dourado próximo a si.

— Quem...

— Sou Kise Ryouta. Akashicchi me pediu para te mostrar o reino, então isso farei! – anunciou o garoto loiro chamado Kise alegremente. — Ouvi falar que você viria e é bom conhecê-lo finalmente, Kurokocchi!

O azulado levantou uma sobrancelha, levemente irritado.

— Kurokocchi?

— É uma mania antiga chamar pessoas próximas com “cchi” e sinto que já somos próximos o bastante — Kise piscou rapidamente com um sorriso. — Midorimacchi levou seu acompanhante para o quarto que Akashicchi separou, deve encontrá-lo mais tarde então não se preocupe e disfrute desse tour pelo reino de Arendelle.

Antes que pudesse questionar, Kuroko viu-se sendo puxado pelo loiro – que era mais forte que ele – até o lado de fora do castelo.


Notas Finais


"Notice me senpai (´;ω;`)"
É, esse loiro vai ter uma participação boa na fanfic. Principalmente na parte de explicar o passado do Akashi e tudo mais, que vai ser o próximo capítulo.

Talvez vocês já tenham pegado o lance do Kise já se sentir confortável em chamar o Kuroko de Kurokocchi, talvez não. Mas eu acho meio óbvio actually.

Até o próximo capítulo queridos (ღ˘⌣˘ღ)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...