História Fury- Norminah - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Laurinah, Laurmani, Normally, Norminah, Trolly
Visualizações 102
Palavras 3.937
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E ai?

Capítulo 7 - Capítulo 6


Dinah pov


Dinah riu.

— Vamos, Funaki. Você com certeza pode fazer isso.

Funaki, uma mulher loira e um pouco menos de um metro e oitenta de altura, examinou o aspirador com desgosto.

— É muito alto e eu tenho medo que vai sugar meus dedos.

Dinah ergueu a mão para cobrir a boca, tentando esconder a sua diversão.

— Todos nós pensamos isso. Confie em mim. Prometo, porém, se apontar para longe de você, isso não vai acontecer. Você já domina a máquina de lavar e suas habilidades de cozinhar com micro-ondas são maravilhosas. Você pode lidar com essa. Funaki suspirou.

— Tudo bem, mas doem meus ouvidos.

Destiny, uma mulher de cabelos negros, aplaudiu-a. 

Funaki ligou o aspirador e empurrou-o por todo o carpete da sala, sem causar lesão alguma. Dinah sorriu. Seja qual for a causa, nas as últimas três semanas as mulheres a haviam aceitado. Elas lhe permitiram falar com elas, rir com elas e ensinar-lhes educação familiar.

— Dinah?

Dinah virou para Jilly com um sorriso. Ela realmente vinha sendo útil para Dinah com as outras mulheres. Jilly foi nomeada líder dentro do dormitório das mulheres. Ela e algumas das outras mulheres estavam indo às aulas durante o dia para obter educação básica que haviam negado. Acabaram de chegar de volta ao dormitório.

— O que foi?

Jilly parecia sombria.

— Precisamos conversar em particular.

— Oh. — Dinah teve um momento de confusão. —Claro.

Sabia que algo estava errado. Jilly levou-a para o banheiro, o que a deixou mais perplexa. Halsey e Demi esperaram na porta. Jilly deixou a porta aberta e Dinah a seguiu para dentro. Zendaya verificou as cabines para se certificar de que não estavam em uso.

— Tudo vazio — Zendaya anunciou. — Estamos a sós.

Dinah olhou por cima do ombro para a porta fechada e encontrou Halsey e Demi bloqueando a saída. Dinah mudou sua atenção para Jilly.

— O que está acontecendo? Jilly suspirou.

— Você não pode deixar o dormitório sem que uma de nós esteja com você. Quero que você durma dentro do meu quarto ou uma de nós vai ficar no seu. Você não pode ficar sem uma de nós perto de você.

— Um... por quê? — Dinah arqueou as sobrancelhas quando ela olhou para cada mulher.

Jilly prendeu a atenção com um franzido na testa.

— Normani está lá fora novamente. Não queríamos assustá-la, mas já a vimos examinando o prédio em muitas ocasiões. Na noite passada ela chegou mais perto e suspeitamos que ela está testando a segurança para encontrar uma maneira de entrar.

Choque envolveu Dinah.

— Por que ela faria isso?

Um alarme alto, de repente começou a soltar avisos, assustando todas as cinco mulheres. Dinah sabia que não era o alarme de incêndio, o tom era muito alto. Era o sinal de bloqueio. Moveu-se rápido, fugindo do banheiro. Demi e Halsey estavam à frente dela quando correu para a porta da frente, mas não havia ninguém ali tentando invadir. Dinah virou e viu uma dúzia de mulheres Novas Espécies correrem em sua direção.

— Cuidado — Dinah gritou. — Vão.

Dinah correu e pegou o telefone de emergência na parede. Tocou uma vez antes que alguém no prédio de segurança respondesse.

— Aqui é Dinah Hansen do dormitório das mulheres. O que está acontecendo? — Ela fez questão que a porta tivesse bloqueio automático, dando-lhe um puxão.

— Temos um invasor — o segurança gritou ao telefone, com medo aparente. — Um desses grupos ativistas quebraram o portão principal. Mandamos policiais até ai, mas certifique-se que suas mulheres estejam seguras e as portas fechadas.

— Filhos da puta. — Dinah gritou. Bateu o telefone e virou-se para descobrir que algumas das mulheres ainda estavam lá.

— São esses idiotas malucos que têm protestado diante dos portões. —Apertou os lábios, não encontrando maneira educada de terminar a frase. — Vão e tranquem-se nos quartos, por favor. O portão principal foi invadido, mas a segurança está a caminho. Nós estaremos absolutamente seguras dentro.

Jilly xingou.

— São os humanos que pensam que devemos ser mortas, não é?

Dinah não pôde negar, então não tentou.

— Eles são estúpidos. Deviam ir para casa e esperar por suas naves alienígenas virem buscar os seus traseiros porque não os vejo como humanos. Eles deviam voltar para seus próprios mundos e deixar o nosso em paz.

Zendaya bufou enquanto passeava à distância.

— Vou estar no meu quarto, então  — Zendaya mostrou sua raiva franzindo o nariz.

— Vamos esperar aqui com você.

Dinah balançou a cabeça.

— Você sabe que faz parte do protocolo irem para seus quartos. Vou ficar bem. Preciso ficar aqui na porta no caso de algumas de nossas mulheres precisem serem deixadas aqui dentro. Algumas ainda estão lá fora, no caminho de volta da escola. Aqueles idiotas passaram pelo portão principal e podem ter armas. Quero você segura. Meu trabalho é ficar aqui e o seu é ir lá para cima.

Jilly hesitou.

— Por favor? Estou bem. Dinah jurou.

Jilly sacudiu a cabeça para as mulheres que ainda estavam ali, indicando que deviam subir. Dinah respirou fundo, aliviada, enquanto observava-as irem pelas escadas. Evitavam os elevadores que não iria funcionar com os alarmes acionados. Encarou a porta para olhar para fora, notando nada fora do comum.
Odiava os ativistas que protestavam contra a Organização dos Novas Espécies. Desde que os jornais contaram a história sobre os sobreviventes nas instalações de pesquisa, alguns grupos de ódio surgirão, alegando que as vítimas eram nada além de animais, esses acreditavam que não tinham direitos e deviam ser destruídos. Dinah apertou os dentes. Os únicos animais que precisavam ser presos, em sua opinião, eram os que ameaçavam o bem-estar dos Novas Espécies.
Dinah ficou tensa quando ouviu um som de motor na rua. Viu um dos carros de segurança da unidade virarem uma curva muito rápida, um outro veículo que o seguiu, uma picape grande que parecia quase tanque. No lado do caminhão a palavra "Caçadores" tinha sido pintada de spray infantilmente de vermelho brilhante. Dinah observou horrorizada quando o caminhão bateu no carro do segurança muito menor, fazendo-o perder o controle e capotar. Os pneus do veículo menor bateram na calçada, chegou repentinamente em frente do edifício, e o caminhão preso atrás dele. Dinah ficou boquiaberta com a visão de armas de fogo, quando dois homens vestindo jeans saltaram da parte traseira do caminhão. Pior, ela viu a porta de trás do veículo de segurança abertas e duas mulheres correndo em sua direção.
Os dois seguranças que saíram do carro pararam com suas armas e atiraram. Os homens do caminhão mergulharam atrás dele e revidaram, dando tempo para as mulheres correrem para o dormitório. As mãos de Dinah tremiam muito quando segurou a porta e orou duramente para as meninas, Blue e Sky, alcançá-la com segurança. Dinah jogou seu peso contra a porta que abriu e pressionou seu corpo contra o vidro para sair do caminho das duas mulheres grandes que entraram pela porta aberta.

— Vão para seus quartos — ordenou-lhes. Fechou a porta, e sacudiu para ter certeza que os bloqueios automáticos estavam funcionando. Quando a porta não se moveu, correu para o telefone na parede.
Estava quebrado. Merda. Mais tiros lá fora chamaram a atenção de Dinah. Horrorizada, ela testemunhou um dos guardas de segurança ser atingido por uma bala. Ele voou para trás, esparramado em cima do capô do carro de segurança, em seguida, seu corpo caiu na rua. Não se levantou ou moveu. O segundo guarda de segurança continuou atirando, mas estava em desvantagem numérica. Um grito de angústia veio de Dinah quando balas rasgaram através do guarda de segurança. Seu corpo girou com os impactos, o sangue esparramou no rosto e no peito antes de cair atrás do carro.
Dinah cambaleou, horrorizada. Os intrusos riram e dois deles bateram as mãos no alto uns dos outros. Eles observaram a entrada do edifício e se aproximaram, vindo direto para ela. Merda. Dinah pegou a barra de emergência e a pressionou, havia sido adicionada como um bloqueio extra se os cartões de segurança fossem roubados ou se alguém conseguisse arrancar o código de um dos guardas. Teriam mais dificuldade em contornar as medidas de segurança de bloqueio para obter acesso.

— Ela não se parece com nenhum animal — um dos homens declarou em voz alta, olhando para ela.

Outro homem, o maior dos quatro, apontou a arma diretamente para Dinah e gritou:

— Abra.

Dinah sabia que o vidro aguentaria. O prédio foi projetado para resistir a uma invasão. Ergueu o dedo médio enquanto pressionava o botão com a outra mão para dar-lhes a capacidade de ouvi-la claramente.

— Fodam-se. É a prova de balas.

— Seu animal fodido — um deles gritou. Ele puxou uma arma, mirou em Dinah e disparou.

Encolheu-se, mas o vidro não quebrou. Deixou uma marca pequena, mas nem sequer rachou.

— Este é apenas um edifício de reuniões e vocês não podem entrar — explicou ela. — Podem bater em seu peito agora, seus macacos estúpidos.

Sabia que os pressionava, mas enquanto permanecessem onde estavam, fazendo ameaças, não poderiam ferir ninguém preso lá fora. Esperava que a segurança aparecesse logo para prendê-los antes que perceberem que só queria distraí-los.

— Também não sou um animal. Vocês deviam se olhar no espelho, se quiserem ver um animal. — Dinah deu para todos os quatro deles um olhar sujo. — Vocês são um zoo ambulante, rapazes.

Aquele com a espingarda disparou a arma. Dinah estremeceu e se encolheu com cada explosão. Soltou o botão abaixando um pouco o barulho enquanto o homem continuou atirando. Uma das poucas marcas apareceram, mas o vidro permaneceu. Odiava o fato de estar testando a eficiência do vidro a prova de balas tão de perto. O imbecil com a espingarda parou de atirar.

Dinah lembrou-se da câmera de segurança sem fio e deu alguns passos para trás. A câmera estava pendurada no alto da parede e apontava para a entrada. Manteve sua atenção na câmera enquanto acenava freneticamente para chamar a atenção de alguém. Ergueu os quatro dedos e, em seguida, imitou uma arma com os dedos, movendo o dedo para indicar tiros. Apontou para o relógio para indicar que estava acontecendo naquele momento. Esperava que alguém no gabinete de segurança que assistia a câmera tivesse entendendo os movimentos desde que as câmeras não tinham fio para som. Tocou o braço mostrando onde eram os ferimentos nos guardas e fez um sinal de corte com os dedos sobre o pescoço para dizer-lhes que dois guardas foram mortos, na esperança de que entendessem tudo isso.

Os homens abriram fogo novamente nas janelas, desta vez em união, talvez pensando que múltiplas armas iria quebrá-lo. Dinah tapou os ouvidos para protegê-los dos ruídos altos. Recuou mais longe das janelas e tentou novamente retransmitir o que os intrusos estavam fazendo para a câmera.

O tiroteio parou de repente. Dinah virou a cabeça e viu os homens formando um amontoado. Um deles correu na direção dos veículos. Perguntou-se por que ele foi para os carros dos guardas de segurança e sentou no banco do motorista. Se achava que roubar um dos cartões de identificação dos funcionários iria ajudá-los a entrar, ficaria decepcionado.

Dinah tinha um mau pressentimento quando sorrisos dividiam as faces dos homens. Pareciam totalmente alegres quando saíram do caminho. O homem atrás do volante do carro de segurança posicionou o carro na rua para apontar para o dormitório. Seu estômago revirou, uma sensação de mal estar surgindo. Sabia o que planejava fazer naquele momento. O motorista pisou no acelerador. O carro saltou para frente, subiu na calçada que levava direito às portas duplas de vidro.

— Merda! — Dinah gritou quando tropeçou para trás.

O som feriu os ouvidos quando o carro colidiu contra as portas. Ela acabou caindo de bunda no chão. Ela viu fumaça subindo do capô do carro, o motor morreu. As portas de vidro aguentaram, mas quando o seu olhar ergueu para cima, para seu espanto, percebeu que o impacto criou uma lacuna de dez centímetros, rachado no topo.

— Oh Deus. — Dinah murmurou, atordoada.

As janelas não quebraram, mas o edifício os manteve do lado de fora. Continuou sentada até que os três homens puxaram seu amigo para fora do carro destruído. Parecia tonto, mas o airbag o salvou de lesões graves. Os quatro homens estudaram os danos na moldura da porta, sorriram, e então começaram a empurrar os destroços para longe do dormitório. Eles manobraram o carro para fora da calçada e na grama, abrindo caminho para outra invasão.

Dinah esforçou-se para ficar em pé e correu para o sistema de interfone da casa. Sabia que aqueles homens estavam prestes a usar o caminhão para empurrar as portas até derrubarem para conseguirem entrar. Apertou o botão. Seu coração ameaçava explodir de terror, mas tentou manter a voz calma.

— Bloqueando portas de emergência — afirmou claramente. — Repito, tranquem as portas de emergência. Obter segurança agora! — ela ordenou às mulheres. — Vão para o terceiro andar. Todas corram, caramba. Eles estão invadindo o prédio. Não vou fechar a portas de emergência secundárias até o último minuto, mas movam-se.

Largou o botão e preparou para abrir a caixa de painel de emergência sob o sistema. No segundo e terceiro andares tinha portas de aço para as escadarias, o elevador, e havia também persianas de aço, que cobria as janelas. Era uma solução de emergência de última hora, caso o piso inferior tivesse sido invadido após bloqueio. As portas interiores que dividiam os níveis eram de vinte cinco centímetros de espessura, pesavam milhares de quilos, e as persianas exteriores eram a prova de bomba. Eles também selaram os andares de dentro do elevador.

Dinah torceu o corpo o suficiente para ver a seção de parede danificada ao longo das portas dianteiras, mas ainda podia chegar ao painel. Um dos homens subiu na picape grande, confirmando seu pior medo. Os homens riam enquanto conversavam, tendo um bom tempo tramando como matá-la. Fez uma careta e esperava que tivesse um pouco mais de tempo, enquanto as mulheres mudavam-se para um andar superior. Sabia que o tempo acabou quando a porta do motorista fechou, o motor do caminhão rugia, e passou direito sobre o corpo de um dos guardas de segurança mortos. O motorista manobrou o caminhão para alinhar com as portas. Droga.

— Dinah? — A voz de Jilly veio do alto-falante. — Estamos todas juntas, no terceiro andar. Venha para aqui agora.

Alívio preencheu Dinah.

— Tem certeza de que estão todas aí? Você tem certeza? Blue e sky e foram as últimas.

— Elas estão aqui — assegurou-lhe Jilly. — Suba aqui com a gente ou vou até aí pegar você.

— Protejam-se. Estou segura — Dinah mentiu.

Desejava que pudesse ir lá pra cima com Jilly, mas alguém tinha que ativar as portas de emergência do painel onde ela estava. Quem tinha projetado o edifício, cometeu uma falha, na opinião dela, como ela estava lá sabendo o quão vulnerável ele a deixou. Eles deviam ter instalados painéis para as portas de emergência em todos os andares.

Digitou o código de três dígitos no painel de emergência e girou a chave. Uma sirene alta explodiu por toda a casa em estouros rápidos. Sabia que as portas de aço e persianas bloquearam os pisos superiores do edifício. As mulheres estariam seguras no segundo andar, mas as queria mais acima e mais difíceis de atingir, apenas no caso dos homens encontraram uma forma de entrar na porta interior. Não pensou que o dormitório poderia ser invadido, mas estava errada. Não queria correr nenhum risco fazendo suposições incorretas.

Dinah bateu o painel de emergência. Sabia que o centro de segurança devia estar recebendo o sinal do que ela tinha feito. Esse sistema funcionava com uma conexão sem fio com as câmeras. Foi um backup de segurança em caso dos telefones não estiverem funcionando e a eletricidade caísse de modo que pudessem monitorar os sistemas de emergência. Isso a tranquilizou, pensando que a segurança tinha que saber que ela acabara de acionar o último protocolo de proteção, o que significava que o dormitório foi violado. Eles viriam mais rápido para salvá-la.

Espero. 

Por favor, mandem-nos alguma ajuda agora.
* * * * *

Lauren pov


A raiva tomou conta de Lauren. Ela se encontrou trancada dentro da sala principal de controle de segurança observando as telas cheias de imagens do redor de Homeland. Quinze caminhões entraram no campo depois que bombardearam o portão da frente. Tiros estavam sendo disparados, as pessoas estavam morrendo e ele foi preso dentro de uma caixa de aço para tudo desabar. Seu povo estava em perigo e queria ajudá-los.

— Calma. —  Alfredo Flores exigia. — A equipe da SWAT e a equipe policial local estão a caminho. Os edifícios foram bloqueados, todos estão cientes que há um problema, e seu conselho foi colocado dentro de uma sala de segurança. Você vai assistir a tudo do jeito que nós estamos. É apenas a minha força de segurança que esta senda morta lá fora. O seu povo esta seguro.

— Sr. — uma mulher gritou. — Uh, há um grande problema.

— O que —Alfredo murmurou. — Temos uma centena deles agora.

— É a mulher no dormitório das mulheres. Ela parou de tentar chamar a nossa atenção e acabou de colocar o código do último protocolo. Acabou de desencadear as portas Hail Mary.

—As portas do que? — Lauren rosnou as palavras. Perguntou-se se saiu vapor de suas orelhas. Prometeu nunca se sentir impotente novamente depois que começou sua nova vida, mas estava naquele momento. 

Isso a enfureceu.

— Arranjem-me as imagens das câmeras do prédio — Alfredo gritou. — A mulher não está preparada e aposto que ela só entrou em pânico. Vou demiti-la quando isso acabar.

— Tenho a câmera da entrada leste on-line — um homem gritou. — Tela quatorze.

Alfredo apontou para a tela da direita e sabia que Lauren respirava em seu pescoço. Todos os homens concentraram sua atenção na tela. Assistiram um caminhão acelerar em direção à entrada principal do dormitório das mulheres.

— Filhos da puta. —  Alfredo cuspiu.

— O que são portas Hail Mary? — Lauren agarrou o pelo braço e o girou sobre si mesma.

Alfredo respirou fundo quando encontrou um par de olhos de gato bem irritados.

— Ave Maria é uma oração. É, “oh inferno, é ruim". Portas reforçadas foram ativadas dentro do dormitório e cortaram seções inteiras do edifício. — Puxou o braço para se libertar das garras de Lauren. — Arranje cada câmera que temos dentro do dormitório na tela e quero sensores de calor sendo acompanhados em cada andar, agora mesmo! Uma prioridade para todas as telas frontal.

Lauren estendeu a mão para seu telefone celular para fazer uma chamada.

— O dormitório das mulheres está sob ataque pesado. — Desligou o telefone.

— Trinta e quatro ondas de calor estão no terceiro andar. As portas Ave Maria estão abaixadas e seguras — uma mulher gritou. — Uma onda de calor esta no primeiro andar e se move rápido.

— Há 35 mulheres vivendo nos dormitórios, de acordo com nossos registros — um homem gritou. — Todos as contabilizados.

As câmeras normalmente inativas dentro do dormitório foram ligadas. Uma tela exibia mulheres que estavam sentados ou encostados nas paredes no interior do corredor do terceiro andar.

— Essas são as minhas mulheres. Lauren disse tensa. — Elas estão seguras onde estão?

Alfredo assentiu.

— Muito. Nada pode chegar até elas. As portas de aço são quase da espessura de um pé. Nem mesmo uma bomba poderia adentrá-los. Eu disse que elas estariam a salvo.

— Temos as portas da frente na tela dez — gritou um homem.

Alfredo e Lauren olharam para aquela visão de câmera e Alfredo xingou. As portas de vidro caíram no chão. O dano na parte superior da parede onde estava ancorada havia sido torcido para dentro.

— Filhos da puta! O vidro se manteve, mas o edifício não — Alguém dizia o óbvio.

— Temos movimento, quatro ondas de calor novas — uma mulher gritou. — Estamos acompanhando a onda de calor original. Está dentro da cozinha. Tenho todas as câmeras on-line agora.
* * * 

Dinah pov


Dinah correu para a cozinha. Ouviu as portas caírem com um estrondo e sabia que estava presa. Poderia se esconder enquanto rezava para que a ajuda chegasse a ela antes que os homens a encontrassem ou teria de lutar. Suas chances de enfrentar e vencer os quatro homens armados não eram boas. Sua principal preocupação eram a mulheres Novas Espécies e a confortava saber que estavam a salvo. Entendia que seria um trabalho perigoso, quando aceitou esse cargo, mas nunca pensou que algo ruim como isso poderia acontecer.

Abriu a gaveta e pegou a maior faca que poderia encontrar enquanto via a porta abrir por cima do ombro. Tentou controlar o pânico, sabendo que precisava de uma cabeça clara. Eu preciso de um lugar para me esconder.

Seu foco imediatamente se direcionou para o balcão da cozinha e moveu-se para ele, abaixou-se e saiu da vista. Abriu um dos armários e começou a mudar itens de lugar, fazendo o mais silenciosamente possível.

— Aqui, gatinho, gatinho — uma voz masculina gritou.

Você está brincando comigo? Dinah balançou a cabeça. Não sabem nem mesmo dizer a diferença entre um humano e uma Nova Espécie. Os idiotas não sabem mesmo no que atirar. Caçadores, minha bunda, ela irritou-se, lembrando a palavra pintada na lateral do seu caminhão.

— Saia, gatinha.

A voz soava mais perto. O coração de Dinah acelerou enquanto se espremia no pequeno espaço. Não havia muito espaço, mas conseguiu se esconder sob o balcão e entrar na porta do armário fechando-a. Os joelhos estavam pressionados contra seu corpo e sua cabeça inclinada em uma posição fetal na escuridão. Tentou controlar a respiração para impedi-los de ouvi-la. Suas orelhas captavam os menores ruídos. Tudo que podia fazer naquele momento era rezar para que não a encontrassem até a ajuda chegar.

— Não vou matá-la. Só quero conversar.
Dinah apertou os dentes. O cara, obviamente, acreditava que fosse uma completa imbecil, se pensou que iria acreditar nele por um segundo. De jeito nenhum tentaria falar com aqueles idiotas insanos sem um vidro à prova de balas separando-os. Permitir que se aproximassem dela seria a maneira mais rápida de morrer e ela queria viver.
* * * * *

Lauren pov


Lauren continuou a olhar para telas diferentes para observar o que acontecia dentro do dormitório das mulheres. Pegou seu telefone e discou rápido. Tinha acabado de ver Dinah Jane se esconder dentro de um armário sob o balcão da cozinha. Seu olhar acompanhou os quatro intrusos que vasculhavam a secção inferior da casa. Perceberam que os elevadores estavam desativados e lhes foram bloqueado o acesso ao segundo andar por uma grande porta de aço que bloqueou as escadas. Os homens se separaram e se moviam de sala em sala no primeiro andar do dormitório, em busca de Dinah.

— Nossas mulheres estão seguras no terceiro andar, mas a fêmea humana está se escondendo dentro da cozinha. É apenas uma questão de tempo antes de a encontrarem. Ela está presa. Há quatro homens fortemente armados dentro e eles conseguiram entrar quebrando as portas da frente. — Desligou o telefone.

Alfredo girou franzindo a testa para Lauren.

— Com quem estava falando?

— Minha equipe de segurança está a caminho

Alfredo abriu a boca e depois fechou.

— Segurança é o meu trabalho. As comunicações ainda estão cortadas. Não posso chamar meus seguranças e ordená-los para dar permissão a qualquer um entrar em Homeland. Eles bloquearam os portões da frente, usando carros como barricada para impedir que qualquer outra pessoa entre.

— Eles já estão aqui — resmungou Lauren. — Eles são meus homens, meu povo.

Alfredo ficou vermelho de raiva.

— Meu trabalho é proteger os Novas Espécies, e não tirá-los da segurança de onde estão para enfrentar esses bastardos loucos. Estamos quase os controlando. Chame-os de volta e os mande voltar para a segurança.

— Quase não vai salvar a fêmeas. Lauren apontou o queixo em direção à tela mostrando a cozinha. Ela suavemente xingou. Um dos invasores tinha acabado de entrar na cozinha.



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