História Game of Thrones: Winds of Winter - Capítulo 9


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Benjen Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daario Naharis, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Euron Greyjoy, Gendry, Jaime Lannister, Jon Snow, Jorah Mormont, Melisandre, Olenna Tyrell, Petyr Baelish, Samwell Tarly, Sandor Clegane, Sansa Stark
Tags Cersei Lannister, Daenerys, Fire Blood, Game Of Thrones, Jon Snow, Season 7, Starks, Winter Is Coming
Visualizações 88
Palavras 2.318
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Death Is The Enemy


Fanfic / Fanfiction Game of Thrones: Winds of Winter - Capítulo 9 - Death Is The Enemy

 

A comitiva Targaryen foi recebida com certo receio pelos nortenhos. Primeiro os Selvagens e agora os bárbaros de Essos pisavam em suas terras. Os dothraki podiam intimidar até o mais forte dos guerreiros. Jon e Daenerys montavam cavalos lado a lado. Dany trajava sua roupa de inverno, com uma pelagem branca condizente com o clima.  Admirou o castelo. Winterfell era um misto de simplicidade e beleza singular. Duas grandes muralhas e uma vila ao lado. Dentro delas havia vários pátios e espaços pequenos.  Os portões de Winterfell foram abertos e Jon adentrou primeiro. Fora recebido ao som de “ O Rei do Norte! “ O Lobo Branco voltou!”. A Targaryen admirava Winterfell procurando notar cada detalhe da construção.  “ O Rei do Norte...” Jon logo percebeu que Sansa ainda não havia anunciado sua decisão. O que significava que ele devia dizer pessoalmente. Ainda em cima do cavalo, Fantasma veio ao seu encontro e mordiscou a mão de Jon, que acariciou a cabeça do peludo e velho amigo. Daenerys seguiu após ele. Tyrion surgiu acompanhado de Missandei. – Este lugar me traz tantas recordações... Nunca fui tão bem recebido em um bordel. – O anão fez um comentário bem humorado com Davos, que deu um meio sorriso.  O Cavaleiro das Cebolas dirigiu-se com Brienne para o lado de Jon. A Grande Fortaleza era o castelo mais interno com paredes de granito, cuja parte externa dava visão total do pátio. Exatamente onde  Sansa permanecia. Da janela, observando-os.  Arya rapidamente desceu.  Jon desceu do cavalo e sorriu ao ver a irmã novamente. A garota correu até ele e saltou, abraçando-o. Arya não conteve as lágrimas, enquanto Jon só conseguiu sorrir. Era um abraço apertado, sincero e fraternal. Assim como aquele quando se despediram.  Ele despenteou os cabelos dela como costumava fazer.

– Você cresceu. Vejo que ainda está com Agulha. – Jon comentou quando se separaram.

Arya sorriu e respondeu: - Você não cresceu. Está até do mesmo tamanho. Agulha... Eu a usei muito. – Jon e Arya riam juntos. Dany assistiu a cena com um alegre semblante e em seguida desceu de sua prateada. Uma pessoa conhecida se aproximava, para surpresa de Jon.  – Sam! – O Tarly caminhou até ele. Um abraço caloroso uniu os dois amigos. Quando chegaram à Muralha eram dois desprezíveis. Um gordo medroso e um bastardo. E agora com tantas mudanças, Sam e Jon se reencontravam. Ainda com as duas mãos no ombro do amigo, Sam comentou: – Então eu saio do Castelo Negro por alguns instantes e você vira rei. 

- É uma longa história. Fico feliz que esteja bem.  – Jon respondeu com humor, enquanto Sam levava o olhar para a comitiva Targaryen vendo Daenerys, a Mãe dos Dragões.

- Então aquela é Daenerys Targaryen. – Sam comentou.

- Ela é boa. – Jon respondeu.

- Isso é verdade. – Sam falou com um sorriso de soslaio. Semelhante ao que fazia quando Jon falava sobre Ygritte.

- Não falei nesse... Sim... Mas... Ah, você continua o mesmo. – Jon tentou falar, mas limitou-se a rir com ele.  Sam sabia que teria aquela dura verdade a revelar, mas ainda assim achou melhor esperar um pouco.  

  Os lordes nortenhos os aguardavam no Grande Salão. Dany rapidamente notou uma temperatura mais agradável e aconchegante a medida que avançavam pelo castelo. Jon lhe contara que a Grande Fortaleza fora construída sobre fontes termais, o que os mantinha aquecidos. Os nortenhos eram realmente um povo engenhoso. – O Rei do Norte! – Bradou Lorde Royce. Enquanto os lordes nortenhos ajoelhavam-se e davam em resposta: - O Rei do Norte! -  Jon dirigiu-se a Cadeira de Pedra, atrás da mesa onde Sansa e Bran estavam. Arya permaneceu entre os lordes. Cumprimentou Sansa, cujo olhar mostrava certa decepção.  Em seguida abraçou Bran, surpreso por vê-lo, Jon notou uma mudança na personalidade do garoto, que agora parecia frio.  A Cadeira de Pedra era bem humilde comparado aos tronos de Cersei e Daenerys, mas Jon não se dera nem ao luxo de usar uma coroa de ferro, assim como Robb. Apesar dos olhares de desconfiança dirigidos a ela, Dany podia ver nos rostos de cada um a ali a lealdade que tinham por Jon Snow.  Ele era de fato um grande líder. Jon ficou a frente deles e Daenerys ao lado de Tyrion e seus conselheiros.  Jon ergueu os braços, fazendo sinal para que se levantassem. Dany levou o olhar para Sansa, que a observava distante, num olhar de frieza. “Você é  uma estranha” Era o significado daquele olhar. E então Jon falou: - Povo do Norte, meus irmãos e irmãs... Há algumas semanas, eu parti para Pedra do Dragão a fim de conseguir ajuda da Rainha Daenerys da Casa Targaryen para extrair vidro de dragão. Ela permitiu e me deu todo o suporte necessário para fazê-lo.  E comunico agora que jurei minha espada a disposição dela. – O som de murmúrios tomou conta do Grande Salão. Surpresa e reprovação surgiam entre os semblantes dos homens. Lyanna Mormont começou: - Majestade, nós o escolhemos como rei. E agora você entrega seu título a filha do Rei Louco? Perdão, meu senhor, mas não acho uma escolha sensata. – A pequenina levou o olhar até Dany no momento em que um estrondo foi ouvido dos céus. Da janela, viram dois dragões sobrevoarem o castelo, para  espanto de todos.

- Tenho que concordar com Lady Mormont, milorde. A decisão foi unânime, esperávamos que o senhor cumprisse com sua palavra. Pedimos que não cometa o mesmo erro que seu irmão, o rei que perdeu o Norte por uma mulher.  – Lorde Royce comentou enquanto a tensão e os murmúrios aumentavam.

-  “ Ela vai nos queimar com os dragões. “ 

- “ Teremos o mesmo destino dos Tarly. “

- “ Como pode confiar na Filha do Rei Louco?” – O medo deles era quase tangível. Os Targaryen tinham um horrível histórico para com o Norte. Jon levou o olhar até Dany, que mostrava-se firme, apesar de haver tristeza em seus olhos. O bastardo suspirou e então declarou:

 – Eu não sou Robb. Nem mesmo Tohrren Stark, o rei que se dobrou para Aegon Targaryen. Robb cometeu um erro e foi traído.  Tohrren dobrou o joelho por medo. Eu dobrei por lealdade. Quando estive em Pedra do Dragão, ela permitiu que eu extraísse o vidro de dragão. Em seguida Lorde Tyrion disse-me para levar um dos mortos até Cersei, para convencê-la do perigo eminente. E então fui com um grupo capturar um deles. Devo minha vida a esta mulher, milordes. – Ergueu uma mão na direção dela. -  Ela partiu para Além da Muralha com seus três dragões sem nem mesmo ter certeza que os Outros existiam para nos resgatar. Um dos seus dragões foi morto pelo Rei da Noite. Tudo isso porque ela confiou na palavra de um estranho. Graças a ela, os Sete Reinos sabem qual é a verdadeira guerra. Daenerys Targaryen é a nossa melhor chance de vencer o Rei da Noite. É a nossa melhor chance de sobreviermos a esta guerra. Por isso, eu digo que a minha vida e minha espada são dela. A verdadeira Rainha e Protetora dos Sete Reinos. – Jon concluiu.  Sansa percebeu a troca de olhares, e o modo de como ele falava dela.

Tyrion ficou aliviado ao ver a melhora na reação dos homens, que realmente pareciam mais receptivos a possibilidade de terem um Targaryen no poder. Dany manteve-se firme, apesar da vontade de sorrir. Jon era honrado e acima de tudo um grande homem, um líder relutante, de fato um rei.  Suas ações mostravam sua índole e integridade. Não havia uma só palavra que não fosse sincera dele.  Dany deu um passo a frente.

 – Minha família cometeu muitos crimes para com vocês... E sei que nada que eu faça mudará o passado. Tudo que peço é que não julguem a filha pelos pecados do pai. Minha liberdade, minha casa e até minha dignidade foram tiradas de mim. As obtive de volta com muito esforço. Retornei a Westeros para mostrar que existe esperança de um país unido com os Sete Reinos vivendo em paz. Jurei a Jon Snow que derrotaríamos o Rei da Noite e assim garantiríamos a sobrevivência de todos que vivem nesta terra. Eu não vim para queimar pessoas, não vim destruir sua casa. Não estou aqui para conquistar o Norte. Estou aqui para salvá-lo. Então eu  vos pergunto, povo do Norte, me apoiam como sua legítima Rainha, hoje e sempre?  - Dany indagou. Jon Snow dirigiu-se até os lordes, ficando a frente de Daenerys. Retirou Garralonga da bainha e ajoelhou-se perante ela. – Hoje e sempre!   

- Hoje e sempre! – Em seguida Lyanna Mormont, Lorde Royce, Lorde Cerwyn, Glover... Até que o gesto tornou-se unânime.  Sansa matinha o olhar frio e se esforçou para esboçar um sorriso.   – A Rainha dos Sete Reinos! A Mãe dos Dragões! Brados e palavras de ordem soavam quando as espadas foram erguidas.  O Norte escolhia sua rainha. Uma Salvadora. Uma Targaryen. Uma mulher beijada pela neve.  Neste mesmo momento, Gendry chegava desesperado aos portões de Winterfell. Ofegante... foi parado pelos guardas. – Ei! Que porra acha que está fazendo?

–Precisam avisar... A Muralha... Ela... Ela caiu. - Gendry caiu incosciente. A Morte era o inimigo. E ela chegaria para todos.

Porto Real

“ Sob o ouro, o aço amargo.” Este era  o lema. Vinte mil homens chegavam em Porto Real vindos de Além do Mar Estreito. Ladrões, assassinos, homens desesperados... Todos tinham suas vidas á mercê do peso do ouro. Harry Stickland liderava o grupo, cujo estandarte consisitia nos crânios dourados  de seus antigos comandantes. O navio atracou em Pedra do Dragão. O primeiro de muitos. Euron Greyjoy também viria com a Frota de Ferro. Cujas grandes embarcações transportavam os cavalos e elefantes, estes Harry tanto adorava. Depois de anos retornava a Westeros, lembrando da história contada por seu avô e e seu pai. Harry nasceu e cresceu num grupo de mercenários.  A Companhia Dourada começou após o fracasso da Primeira Rebelião Blackfire, quando os bastardos Targaryen rebelaram-se contra Aegon.  Quando Aegor Rivers, um bastardo legitimado decidiu fugir com  os filhos de Daemon Blackfire, líder da rebelião. O apoio aos Blackfire diminuía a medida que os dias passavam pois os lordes e cavaleiros exilados tornaram-se mercenários. Percebendo essa rápida mudança, Aegor, conhecido como Açoamargo criou sua própria companhia. Deixou para seus comandados o seguinte pedido, que após sua morte, seu crânio deveria ser banhado a ouro e pendurado num estandarte e assim ser levado por eles em batalha quando conquistassem Westeros. E por ironia, lá estava Harry Stickland, um mercenário a serviço de Cersei Lannister. Ou a serviço do ouro?

Os ventos estavam calmos. Apesar da neve que cobria a cidade, o longo verão dera lugar ao inverno rigoroso.  Seus homens instalaram-se na antiga sede da dinastia Targaryen. Soube que Daenerys Targaryen e seus três dragões estavam em Westeros. No entanto, ficou surpreso ao ser informado por Euron Greyjoy que a Rainha Lannister solicitava seus serviços. Perguntava-se onde estaria a Rainha dos Dragões. Teria desistido do Trono possuindo três dragões? Harry tinha plena certeza que havia algo em Westeros, embora não soubesse o que estava vindo de Além da Muralha. 

Fortaleza Vermelha

Euron Greyjoy adentrou na Sala do Trono com um amplo sorriso. Cersei molhou a garganta com uma taça de vinho dornês. Duas fogueiras foram instaladas na Sala do Trono. O crepitar do fogo era intenso, enquanto aquecia o ambiente.  A rainha portava um casaco de pele de um leão da montanha. A pelugem em volta do pescoço ressaltava sua imponência enquanto um olhar frio se dirigia ao líder da Companhia Dourada.  – Como prometido, minha rainha. Eís aqui o homem. Espero ansioso por minha recompensa. – Euron falou com uma piscadela e um olhar travesso.  Cersei deu um meio sorriso, prometera matrimônio, ao Greyjoy apenas para garantir a Frota de Ferro contra o que restasse das forças de Daenerys. – A terá, quando finalmente acabarmos com a guerra.   – Cersei falou em tom monocórdio. Euron prestou uma reverência e retirou-se.  Harry observou a naqueles instantes a expressão de Cersei. Uma perfeita máscara de emoções. Os olhos verdes e frios foram até ele novamente.

- Bem vindo a Westeros, Sor Stickland.- Cersei fez saudoso gracejo, enquanto Harry deu um meio sorriso.  – Não sou um cavaleiro a muito tempo, Vossa Graça. Apenas um exilado e mercenário. – Harry respondeu  levando os olhos cinzentos até ela. Tinha pouco mais de quarenta anos, os cabelos já um pouco grisalhos. Um homem corpulento trajando uma armadura, mesmo que não parecesse, era alguém sabia matar desde cedo.   

- Bem, pode ser o que desejar. Mas antes, temos alguém a enfrentar. Daenerys Targaryen.

- Soube que ela tem três dragões. Se me permite dizer, a senhora parece certa da vitória.

- Dois. Ela perdeu um. E quase matamos outro numa batalha. Eles não são tão invulneráveis como pensa.

- E onde ela está agora? Suponho que ela deseja o Trono não?

- Sim. Ela está no Norte. Para lutar contra o exército dos mortos ou algo assim.

- Os Outros? Pensei que não passassem de lendas. – Surpreso, Harry arqueou uma sobrancelha.  Ouvira muitas histórias sobre a Longa Noite, O Grande Outro e O Azor Ahai, mas nunca achou que algo nisso fosse verdade.

- Quando ela retornar, se retornar, seu exército me ajudará a derrotá-la. Serão muito bem recompensados por isso. O Banco de Bravos nos apoia e uma grande quantidade de ouro ser-lhe-á dada.  

- Ótimo. Parece um bom acordo. Irei aguardar seus comandos com meus homens. Sobre essa tal guerra contra os mortos... Um velho sábio me disse certa vez: Fodam, comam e bebam. Pois quando o vento soprar e a neve cair... Estaremos todos mortos. Obrigado por confiar em meus serviços... Vossa Graça.  – Cersei observou o homem sair. Certamente um mercenário, cuja lealdade era medida em ouro. Em seguida, abriu uma carta oriunda de Meeren.  Para sua surpresa, continha apenas uma frase.  “ Creio que odiamos a mesma pessoa, e por isso meu exército está  a caminho.  – Daario Naharis.“ 



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