História Ghost Love - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Amor, Changkyun, Fanfic, Fantasia, Hyungwon, Jooheon, Kihyun, Kpop, Minhyuk, Monbebes, Monsta X, Romance, Shownu, Wonho
Visualizações 98
Palavras 9.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi meus amores, como vocês estão? Espero que bem e prontos para mais um capítulo. Bom, eu não vou falar muito aqui em cima, porque eu estou com MUITO sono, porque eu acordei cedo hoje para fazer o vestibular para a faculdade - aliás, torçam para que eu consiga uma das vagas, sério, é muito importante - e eu estou bem cansada e com muito sono e ainda tenho que ir para o curso de info. Então, não vou falar muito e vou deixar vocês lerem em paz.

Sem mais delongas, boa leitura!

P.S.: Capítulo revisado, mas sempre escapa algum erro, então me desculpem.

Capítulo 9 - Permissão Angelical


Fanfic / Fanfiction Ghost Love - Capítulo 9 - Permissão Angelical

P.O.V Helena

Abri os meus olhos e me encontrava no quarto de hospital, encarando o meu corpo desacordado naquela cama, preso à aparelhos hospitalares. Essa cena começava a se tornar repetitiva, eu já estava ficando cada vez mais acostumada com aquilo. Suspirei aliviada, e deixei que os meus ombros tensos relaxassem após o acontecimento no fim dessa noite. E, pela primeira vez em semanas que eu conheço Kihyun, eu me sentia aliviada por estar distante dele.

Eu repassava em minha cabeça os acontecimentos de alguns minutos atrás, tentando entender o que havia acontecido e, principalmente, como aquilo havia começado a acontecer. E agora, ao pensar melhor, tudo parecia ter sido programado, cada palavra, cada gesto, cada minuto. Tudo parecia programado para que acontecesse o quase beijo entre eu e Kihyun. E meu Deus... Kihyun quase me beijou!

Onde eu estava com a cabeça quando deixei que chegássemos tão longe em um ato tão insano para dois amigos? Era errado! Errado demais! Meu Deus aquilo era tão errado que chegava a ser pecado! Tudo bem, isso é exagero, mas a gente releva e segue a vida. O fato decisivo e correto é que isso não podia ter acontecido, mesmo que em meu coração tudo isso parecesse certo demais e muito tentador, a minha cabeça cismava em repetir que eu estava errada, muito errada! Na verdade, eu nunca estive tão errada em toda a minha vida.

Tudo bem, tudo isso é muito exagerado, mas, novamente a gente releva e segue a vida. Tudo bem novamente, eu estou tão desesperada que estou conversando com a minha própria cabeça sobre coisas sem sentido nenhum, o que me torna meio idiota e patética, e então podemos afirmar que a pancada com a cabeça no vidro me afetou bastante! Mas, todo mundo iria entender se soubesse o que realmente está acontecendo dentro da minha cabeça.

Meus pensamentos voavam para os acontecimentos anteriores, e iam em alta velocidade até eles, tentando achar nessa noite, no meio daqueles acontecimentos, onde eu errei. Tentando encontrar em qual parte daquele tempo curto que passei ao lado de Kihyun eu vacilei dessa forma. Qual palavra errada eu usei e que ajudou a motivar que o menino fizesse o que fez. Eu tentava juntar em minha cabeça as peças de um quebra-cabeça que parecia incompleto e mal-feito.

E então eu pousei os meus pensamentos no início de tudo isso, porque se eu queria descobrir o que aconteceu, era melhor começar do início e ir devagar: A conversa, que agora, ao pensar melhor e refletir sobre todas as palavras, deixava claro que fora isso que nos levou aos acontecimentos finais de todo esse capítulo dessa novela que se tornara a minha vida. Havia tanta intenção naquela conversa, tanto sentimento confuso e misturado, tanta verdade que eu até poderia considerar cabível o quase beijo que rolou antes de eu ir embora definitivamente daquele quarto.

E vamos frisar que eu fui embora bastante nervosa e desesperada!

E então veio a troca intensa de olhares entre nós dois, coisa que sustentamos com muito grado e por muito tempo, sem nos importar ou demonstrar que queríamos interromper aquilo. E foi quando eu percebi que a conversa estava tomando o rumo errado do previsto por mim, e que eu estava falando coisas sem controle e que nem eu mesma estava entendendo o porquê eu estava falando aquilo, e que todas essas coisas pareciam certas demais naquele momento, mas ao mesmo tempo tão erradas, e então eu levantei e disse que ia embora. Mas, não foi isso que aconteceu.

E por fim o estopim para que o quase beijo entre nós dois acontecesse: o abraço que Kihyun me deu na hora que eu estava indo embora. Tal abraço que veio sem aviso prévio e que me pegou de surpresa, desprevenida. E novamente tudo naquele quarto de hotel estava tomando um rumo completamente diferente do que eu esperava que tomasse e, o mais estranho era que eu estava gostando de tudo o que estava acontecendo, mesmo não querendo gostar. Era quase impossível. E foi naquele singelo gesto que Kihyun deixou claro a total necessidade daquele toque, a total necessidade de sussurrar aquelas palavras em meu ouvido, com aquela voz rouca e maravilhosa que ele tem...

FOCA HELENA!

E então ele se afastou de forma mínima, e novamente aconteceu aquela troca de olhares que eu não queria nunca quebrar, que nenhum dos dois queria quebrar, porque no fundo eu sentia a necessidade de encarar aqueles olhos que pareciam nunca deixar de conter um brilho que eu não conseguia explicar, mas que os deixavam incrivelmente lindos e hipnotizantes. E ele foi se aproximando, e eu deixei que ele se aproximasse, e mesmo que de uma forma inexplicável, eu queria que ele se aproximasse cada vez mais, quebrando aquele espaço existente entre nós dois.

E naquele momento parecia que eu tinha voltado a minha adolescência, como se eu tivesse quinze anos novamente e estivesse na frente da minha primeira paixonite adolescente. Eu podia jurar que estava sentindo aquelas famosas borboletas voando livremente dentro do meu estômago, faziam uma festa e tanto, as minhas mãos suando frio e as minhas pernas estavam bambas. E, por incrível que pareça, eu estava amando me sentir uma adolescente novamente.

E eu ainda pude sentir os lábios deles no meu, um toque suave, mas que me trouxe sensações intensas, e eu nunca desejei tanto uma boca como desejei a de Kihyun naquele momento. Nunca desejei que eu tivesse sido uma adolescente por completo naquele momento, que tivesse acabado de vez com aquela distância crucial entre nossas bocas. Um toque leve, rápido e inacabado, porque parecia que esse singelo toque havia despertado novamente dentro de mim a adulta racional que sempre fui.

E eu me despedi de Kihyun.

E eu acabei com todas as possibilidades de finalizar o quase beijo entre eu e Kihyun.

E eu acabei com a vontade que o meu coração sentia de finalizar aquele toque.

Um beijo que eu desejei tanto naquele momento. Que ambos desejaram, mas que não aconteceu e não poderia acontecer.

E novamente a minha mente racional venceu a batalha contra o meu coração confuso e adolescente – daquele tipo de adolescente irracional que faz tudo por impulso apenas para satisfazer as suas vontades –, e decidiu de vez que aquilo era errado demais para acontecer e interrompeu. E então, como em um passe de mágica, um peso enorme e que machucava caiu sobre a minha mente e as minhas costas, e esse peso tinha nome, sobrenome, sexo e o Kihyun só para ela: Kyung-Mi.

Era errado, Kihyun já estava com ela, e então eu me tornaria a outra na história, e eu não trairia uma pessoa que eu nem sequer havia conhecido ainda, mas que me fazia sentir culpada apenas por ter deixado que eu e Kihyun chegássemos aquele momento tão íntimo. Chegássemos até aquele ponto, ultrapassando os limites do certo. Não somente isso não permitiu que eu finalizasse aquele beijo, e eu poderia facilmente listar vários deles aqui embaixo. Como:

1 - Kyung-Mi foi um dos motivos de eu não ter finalizado aquele beijo;

2 - Meu coração confuso foi um dos motivos de eu não ter finalizado aquele beijo;

3 - O medo de gostar daquilo, e querer cada vez mais, me viciando, me fazendo amar aquele toque, foi um dos motivos de eu não ter finalizado aquele beijo;

4 - A minha missão foi um dos motivos de eu não ter finalizado aquele beijo.

E por mais que eu repasse em minha cabeça umas quinhentas vezes essa listinha de motivos que faziam desse acontecimento completamente errado, um maldito sorriso bobo ainda brincava em meu rosto somente ao pensar no quase beijo entre eu e Kihyun, e minhas bochechas ficavam quentes – e provavelmente vermelhas –, e aquelas malditas borboletas voltavam a levantar voo dentro da minha barriga, e as minhas pernas voltavam a ficar bambas, e minhas mãos voltavam a ficar suadas. E então eu voltava a ser uma adolescente de quinze anos.

Novamente: FOCA HELENA! Para de sorrir, para de gostar disso, para de sentir todas essas sensações. Isso é errado, você não pode se sentir bem com tudo isso que está acontecendo, não pode nem pensar na possibilidade de ficar bem com o quase beijo, de querer mais daquilo, pode parando de ser tão fraca assim! Apenas foque no que é certo, e volta para a parte em que você fica desesperada porque quase beijou o Kihyun e coloque de uma vez por todas em sua cabeça que isso aqui é errado demais.

E agora eu me encontrava nesse quarto de hospital, confusa, sozinha, desesperada por respostas, por soluções e por um colo amigo que escutasse o meu desabafo. Eu estava ao ponto de explodir a qualquer momento por causa de tudo isso, minha cabeça fervia com todas as coisas e pensamentos que passavam por ela em uma velocidade absurda. E eu jamais havia cogitado a ideia de que seria tão difícil sobreviver a essa missão. Eu estava tão confusa com meus próprios sentimentos que eu estava começando a fazer coisas erradas, estava começando a agir sobre impulso.

Eu precisava de alguém para conversar, e a única pessoa disponível para mim nesse momento, a única pessoa que eu poderia conversar sobre tudo isso sem sentir medo de ser julgada, e que me aconselharia de maneria correta era Miniel, e apesar de eu ter uma pequena dúvida sobre ele conseguir me ajudar ou não, porque da última vez ele, literalmente, falou que eu deveria me virar sozinha, eu o chamei. Porque eu estava necessitada de desabafar.

- Miniel, agora é uma ótima hora para você aparecer e fazer um ótimo papel de ouvinte e conselheiro para as minhas confusões! Tipo, aparecer agora, nesse exato momento ou eu vou me matar... literalmente. – Falei enquanto encarava o teto do quarto do hospital, estalando os meus dedos em sinal de puro nervosismo e em um nível extremo, e por um momento me senti frustrada ao não ver o anjo aparecer ali, o que me fez cogitar a ideia de que ele não viria me ajudar e me ouvir e que eu realmente estava sozinha nessa, mas ele logo apareceu ao lado da janela, e isso me fez abrir um sorriso enorme.

- Me desculpe a demora, eu juro que não era a intensão, mas eu estava com alguns problemas lá em cima, mas aqui estou e sou todo ouvidos para suas confusões! – Sorri pequeno para o anjo ao escutar sua desculpa um tanto surreal para mim e segurei um riso com isso. – Vamos nos sentar? Se formos tirar conclusões pela sua cara, parece que teremos uma longa conversa!

- Sim, nós teremos uma longa conversa! Eu tenho muita coisa para desabafar e algumas questões a serem discutidas sobre as regras da missão... – Falei um tanto hesitante. Mas, após a conversa com Kihyun hoje, eu percebi que para que a missão fosse concluída com sucesso eu teria que ter uma conversa séria com Miniel sobre as regras da missão e buscar mudá-las um pouco.

- Antes de falar sobre regras, me fale sobre o que te perturbar tanto ao ponto de te deixar com cara de quem viu um fantasma. Suas confusões são muito mais importantes para mim do que qualquer outra coisa. Você precisa estar bem para que tudo acontecesse de forma correta. – Miniel disse após nós dois sentarmos no sofá do quarto, e eu fiz uma careta com a expressão usada pelo anjo. Suspirei fundo, procurando em minha mente as palavras certas para resumir tudo aquilo de uma forma que ele conseguisse entender.

- Por onde eu começo? – Perguntei para mim mesma em um sussurro. Eu realmente não conseguia começar aquele assunto sem que ele se tornasse tão longo ao ponto de poder transformá-lo em uma novela com bastantes capítulos, além de que eu sabia que eu ficaria mais confusa ainda. Ou sem que eu me sentisse uma completa idiota e covarde. – Eu e Kihyun quase nos beijamos. – E então eu decidi escolher o caminho mais curto e ir direto ao que estava me incomodando muito mais.

- Você sabe que por eu ser um anjo do amor, o qual a missão angelical é introduzir o amor nas pessoas independente da forma que isso seja feita, isso não me incomoda e nem me surpreende, né? Espero que saiba mesmo! – Miniel comentou e eu revirei os meus olhos com isso. – Mas, pelo visto, acho que isso não importa muito agora, o que me interessa é como você está se sentindo depois disso? Como a sua cabeça está reagindo a isso? Como o seu coração está reagindo a isso? Porque, pela experiencia de vida que eu tenho, sei que esses dois vivem se estranhando quando o assunto é amor! – Não consegui segurar uma risada fraca com a fala do anjo.

- Eu estou confusa, Miniel, mais do que já estava. Minha cabeça ainda martela a ideia de que tudo isso é errado demais, por vários motivos que agora estou com preguiça de listar; mas, o meu coração continua cogitando a ideia de que eu estava fazendo a coisa certa, que aquilo deveria ter acontecido até o fim. – Tentei explicar, mesmo achando que só isso não era o suficiente para descrever tudo o que estava acontecendo. Acho que, na verdade, nada seria o suficiente para descrever a mistura de sentimentos que estava acontecendo dentro de mim no momento.

- Conflitos internos são tão tediosos... me dão sono! – Miniel comentou e eu não pude não rir disso. – Mas, continue.

- Eu me senti bem naquele momento, Miniel, eu me senti extremamente bem e realizada, eu me senti como se estivesse viajando sobre nuvens fofas e ouvindo anjos cantarem para mim. Eu queria que aquele beijo acontecesse, eu queria tanto, mas... uma pequena faísca de racionalidade se manteve acesa e foi o que me fez enxergar o que estava acontecendo e me afastar dele naquele momento, acabando com todas as possibilidades daquele beijo acontecer. – Eu podia garantir que me sentia mais leve ao desabafar sobre aquilo com o anjo.

- Por isso que eu não sou racional, porque ser racional impede que você faça coisas que te satisfazem. Você deixou de fazer uma coisa que queria muito por ter deixado seu lado racional controlar você no último momento, e agora, eu tenho certeza absoluta, que você está se remoendo por dentro de curiosidade para saber como é o beijo dele! Vai discordar? – Olhei por um momento para Miniel, encarando aquele sorriso brincalhão em seu rosto e pude sentir minhas bochechas esquentarem ao perceber que concordaria com tudo o que ele havia dito, porém, de forma indireta.

- Pare com isso, Miniel... não muda o foco da conversa! – Falei e senti um sorrisinho de lado aparecer em meu rosto, e eu logo me esforcei para controlar o sorrisão bobo que queria nascer ali também. Mas, eu não consegui por muito tempo. Eu realmente concordava com tudo o que Miniel havia dito. Eu queria muito saber como é o beijo dele nesse exato momento. Queria voltar naquele hotel e beijá-lo como queria. – Eu me senti como uma adolescente de quinze anos idiota e encantada naquele momento! – E então eu me joguei para trás no sofá, deitando minhas costas em seus assentos e cobrindo meu rosto com as minhas duas mãos, escondendo que eu estava radiante demais por conta do sorriso bobo que cresceu contra a minha vontade.

- Eu sabia, tenho certeza que as famosas borboletas começaram a voar em sua barriga, suas pernas ficaram bambas e suas mãos suadas e o seu coração batia tão rápido que você teve medo de ele escutar as batidas! Tenho certeza que uma vontade quase incontrolável de saciar suas vontades crescia de forma monstruosa dentro de você. E agora, aposto que você quer saber como seria se tivesse deixado aquele beijo acontecer. Certo? – Miniel disse e eu concordei, ainda deitada no sofá. Eu sabia que não poderia mentir para sempre para o anjo, até porque, ele era o meu único amigo que eu poderia confiar agora. – Você está apaixonada pelo Kihyun, Helena? Seja sincera comigo, por favor!

- O que? Não! Ficou maluco, Miniel? Seus problemas lá de cima devem estar afetando o seu cérebro, só pode! – Perguntei, me levantando rapidamente e me ajeitando sobre o sofá. – Por mais que eu tenho me sentido bem com essa aproximação, eu ainda sou racional, e sei que tudo isso é errado. Miniel, ele é meu amigo, e ele tem a Kyung-Mi agora! – Fiquei de pé e comecei a andar pelo quarto, de um lado para o outro, enfiando os dedos nos cabelos e puxando levemente os fios. Miniel só podia estar delirando de pensar uma coisa daquelas, só pode.

- Você sabe que nenhuma dessas duas questões é motivo para impedir que você se apaixone por ele. Certo? O coração não se importa com essas coisas fúteis, ele apenas satisfaz as necessidades dele, até porque, o coração foi feito para ser impulsivo, e racionalidade é algo que ele nunca cogitará em ter. – Miniel questionava coisas surreais e eu me sentia cada vez mais confusa com tudo isso que estava acontecendo comigo. – Nada nesse mundo é capaz de impedir que duas pessoas se amem, Helena! Nada! Entendeu?

- Eu não acredito no amor, Miniel! Pare de falar que estou apaixonada por Kihyun quando isso não é verdade, isso é uma questão que não se deve ser cogitada jamais! Isso arruinaria minha missão por completo! Ele é apenas o meu amigo e ele gosta da Mi, e ponto final. – Falei alto, nervosa com o rumo que aquela conversa começou a tomar. Aquilo não estava me agradando nem um pouco.

- Tem certeza? Acho que você não prestou atenção no contexto verdadeiro da missão, Helena! – Miniel disse e eu me calei, sem saber o que dizer ou o que pensar com aquela frase dita pelo anjo, e eu parei de andar pelo quarto, encarando o anjo sentado naquele sofá, olhando para mim como se esperasse uma resposta positiva para o que ele havia acabado de falar.

Eu sabia muito bem o que a missão queria dizer, não era algo complexo demais, ou eu achava que sabia – se considerarmos a fala recente de Miniel –, porque no meio de todos esses acontecimentos que surgiram em tão pouco tempo e de forma rápida, pareciam que as ideias haviam se misturado dentro da minha cabeça e eu já não sabia mais o que pensar, o que falar ou o que fazer diante daquilo tudo. Mas, a missão era fazer Kihyun se apaixonar novamente, voltar a acreditar no amor, e pronto, eu estaria viva novamente.

Não é isso? Eu já não sabia mais nada!

- Chega de falar disso, Miniel, por favor, eu vou ficar maluca se eu continuar a falar disso. Já tomei minha dose diária de confusão sentimental por hoje. – Comentei e me joguei ao seu lado no sofá, esfregando meu rosto com as minhas mãos e suspirando fundo, como se isso fosse retirar um pouco dessa confusão de dentro de mim, que só pareceu piorar com a conversa que eu tive com Miniel. – Eu só sei que isso não podia ter acontecido, que é errado por causa de Mi, porque eu e Kihyun somos amigos, apenas isso! E, isso não pode voltar a acontecer!

- Tudo bem, Helena, vamos mudar de assunto. Eu só não quero que você fique mal ou chateada comigo pelo o que eu falei, é apenas o meu ponto de vista sobre a missão e eu apenas quero que você reflita sobre o que eu falei. Tudo bem? – Miniel questionou e eu concordei sem olhar para ele. – Agora me fale sobre essas questões a serem discutidas sobre a missão... – O anjo pediu e eu me ajeitei no sofá, me preparando para começar a falar.

- Kihyun quer me apresentar aos amigos deles e a Mi, mas, como posso fazer isso se somente ele consegue me enxergar? – Perguntei e percebi Miniel ficar pensativo, porém, calado, e eu esperei por uma resposta, e ela não veio. – Preciso que você permita que pelo menos eles e a Mi possam me ver, ou então não vou conseguir prosseguir com a missão, Miniel. Não posso ficar fugindo disso para sempre, ou o Kihyun vai estranhar e vai perceber que tem algo de errado comigo e vai querer falar sobre. E um questionamento sobre isso é a última coisa que quero enfrentar!

- Entendo, eu deveria ter pensado nisso antes, você tem razão. Não tem como você ficar fugindo disso pelo resto da missão, eu deveria ter imaginado que uma hora ou outra isso aconteceria. – Suspirei aliviada ao perceber que isso havia sido mais fácil do que eu esperava. Bem mais fácil do que o meu desabafo com o anjo. – Venha cá, se aproxime, vou mudar isso!

Fiz o que o anjo havia pedido e me aproximei dele, me concentrando em tudo o que ele faria comigo, em cada detalhe, cada gesto. E então o anjo tocou a minha testa levemente com a sua mão, fechou os olhos e suspirou fundo, se concentrando naquilo que ele fazia. E então Miniel começou a recitar alguma coisa em uma língua completamente desconhecida e desconexa para mim. Ele sussurrava as palavras com muita calma, e elas eram tão fortes que pareciam me hipnotizar.

E então um calafrio extremamente forte subiu pela minha espinha, tomando cada célula do meu corpo e eu pude sentir todos os pelos do meu corpo se arrepiarem com essa sensação. O cordão que eu carregava no pescoço pareceu ficar mais pesado e, por um momento, eu pude jurar que ele havia ficado quente. E por fim, uma sensação de calma, leveza e paz possuiu todo o meu corpo e um sorriso abriu-se em meu rosto.

- Pronto, agora olhe o seu cordão, como você deve se lembrar, ele mostra aqueles que podem te ver e o principal alvo da sua missão, que no caso é o Kihyun. É como um lembrete para que você nunca se esqueça da sua missão ou o foco dela, e ele também te mantém ligada a mim! – O anjo falou e eu concordei em silêncio, absorvendo todas aquelas palavras e explicações que o anjo me passava.

Toquei o pingente pendurado no meu pescoço e retirei o cordão, passando a corrente por minha cabeça e segurando o objeto em minha mão. O coração realmente parecia mais pesado, e eu logo constatei o motivo disso ao abri-lo. O pingente, agora, continha uma camada no meio, como uma página de um livro, e se dividia em três retratos. Kihyun estava na primeira camada, ainda exibindo seu belo sorriso. A camada do meio exibia a foto dos seus amigos, seis meninos, tão belos quanto Kihyun, e igualmente sorridentes. E por último, estava Kyung-Mi, exibindo sua beleza fisicamente coreana.

- Agora todos eles poderão me ver, assim como Kihyun? – Perguntei, ainda em dúvida sobre aquilo, após fechar o pingente e recolocar o cordão em meu pescoço. Olhei para Miniel e ele apenas concordou com um sorriso pequeno no rosto. – Ah, Miniel, tem mais uma coisa que eu preciso te pedir... – O anjo ergueu uma sobrancelha para mim.

- O que foi? Não abuse tanto! – O anjo comentou de forma brincalhona. Eu me sentia sem graça ao ter que pedir aquilo, ainda mais que sempre fui uma menina independente e nunca precisei pedir nada ao meu pai, pelo menos depois que consegui meu emprego e fui capaz de me manter. Mas, agora era diferente, e eu não estava exatamente viva, e bom, precisava pedir algumas coisas para o anjo.

- Eu preciso de um celular... já está ficando estranho toda vez eu aparecer de surpresa no hotel do Kihyun. E ele já está reclamando que não tem como se comunicar comigo e tem que ficar esperando eu aparecer lá. – Falei e vi um sorrisinho abrir-se no rosto do anjo. – E eu disse para ele que compraria um celular o mais rápido possível, mas, como podemos ver, não tem como eu aparecer em uma loja e pedir um celular ao vendedor. Acho que ele cairia duro no chão. – Comentei, rindo baixinho no final.

- Tudo bem, eu arrumo um celular para você. Como você quer? Moderno? – Perguntou e eu concordei, batendo palminhas e não conseguindo conter minha animação por finalmente ter um celular. – Mas, você só vai usar ele para falar com o Kihyun, os meninos e, provavelmente, a Mi, não sei se você vai querer tanta intimidade assim com ela. – O anjo completou e eu apenas concordava.

Eu não estava me importando muito com isso. Ter um celular seria ótimo para a minha missão e me faria me sentir menos fantasma e mais humana. Eu realmente estava começando a ficar sem graça por ficar aparecendo de surpresa – como um fantasma – no hotel do menino. E se um dia eu chegasse em um momento não muito bom? Ou então em um dia em que ele não queria me ver? Tem toda uma questão envolvendo o pedido do celular nessa missão.

- Mas, assim, o celular não vai ficar flutuando no bolso da minha calça não, né? Porque tipo, ninguém pode me ver, e seria meio estranho um celular flutuando por aí... – Comentei e recebi uma gargalhada alta do anjo ao meu lado, e eu logo fiquei envergonhada com isso ao perceber o qual idiota eu estava sendo ao falar isso. Meu Deus, até que nível a minha vergonha alheia poderia chegar? É uma questão que merece mais atenção e deve ser discutida.

Ok! Vou parar de conversas essas coisas idiotas com a minha própria cabeça.

- Claro que não! Eu vou dar um jeito de o seu celular não ficar flutuando por aí, ok? Já que você vai usar ele com muita frequência e todo mundo pode ver. Eu tenho meus talentos, não se preocupe. Farei seu celular ser um fantasma. – Miniel disse e eu apenas concordei, rindo um pouco ao fim da frase.

- Mas, assim, as coisas podem flutuar quando eu pegar nelas? – Perguntei, querendo tirar aquela dúvida que me atormentava. E querendo me prevenir para não sair por aí pegando coisas em público e fazendo as pessoas saírem correndo, porque, por exemplo, tem um copo de bebida flutuando no meio do salão de festas. Isso seria bastante bizarro e estranho.

- Sim, os objetos realmente flutuam quando você pega eles, mas Kihyun, os meninos e Mi não perceberão isso porque eles podem te ver, porém, outras pessoas perceberão isso, então tome cuidado, ok? Não aceite nada que eles lhe oferecerem em público. Aceite apenas aquilo que eu lhe der, pois os objetos e outras coisas dadas por mim não ficarão flutuando por aí, porque eu tenho os meus truques para fazê-los virarem objetos fantasmas. Entendeu?

- Entendi, pode deixar que eu tomarei muito cuidado e só aceitarei as coisas que eles me oferecerem se eu não estiver em público. E, eu me sinto muito aliviada ao saber disso, era uma questão que me deixava duvidosa. E agora eu sei que meu celular será um objeto fantasma e que ninguém irá vê-lo por conta disso. – Falei, abrindo um sorriso aliviado para o anjo. – Meu Deus, eu vou ter um celular fantasma! – Comentei, o que fez o anjo rir alto.

- Bom, eu ainda estou cheio de problemas para resolver lá em cima, apenas dei uma fugida porque eu senti que você realmente precisava de ajuda aqui embaixo e eu espero ter ajudado bastante, de verdade, mas agora eu tenho que voltar porque já passei tempo demais aqui embaixo com você. – O anjo ficou de pé rapidamente e eu o acompanhei, sorrindo em agradecimento por tudo o que ele fez.

- Obrigada por me compreender sobre essas regras da missão, Miniel, eu realmente precisava disso e queria muito que você compreendesse a minha situação sobre tudo isso. E também, obrigada por ter me escutado, ter entendido o meu desabafo e tentado me ajudar, apesar de ter me irritado um pouco com o seu lado sentimental demais. – Falei sorrindo para Miniel.

- Não precisa agradecer, e por favor, Helena, deixe que seu lado sentimental te guie um pouco durante essa missão, eu garanto que dará certo, e pode ter certeza que essa confusão aqui dentro da sua cabeça e do seu coração acabará. Acredite em mim! – Miniel estava sério ao dizer essas palavras e eu apenas me mantive em silêncio, encarando os meus próprios pés, sem querer falar nada diante daquilo. Eu realmente não queria mais falar sobre aquilo, não agora!

- Quando irá me dar o celular? – Perguntei, querendo mudar de assunto logo e vendo o anjo abaixar a cabeça e deixar um semblante tristonho aparecer em seu rosto. Eu não queria magoá-lo, mas, eu tinha as minhas opiniões também. Ele precisa entender!

- Amanhã de manhã eu trarei o seu celular fantasma, moderno, novinho em folha e ainda dentro da caixa. Tudo bem? Agora descanse um pouco. E bom, tenha uma noite boa, Helena, e não pensa muito no que aconteceu, pelo menos, não por hoje, apenas... descanse. Deixe que o tempo resolve tudo!

- Tudo bem, eu irei descansar e tentar não pensar muito nisso, ou então eu vou enlouquecer! – Falei sorrindo e o anjo apenas concordou levemente, sem retribuir o sorriso, o que me fez ficar um pouco chateada. – Tchau, Miniel, até amanhã de manhã!

- Tchau, Lena! – E então o anjo fechou os olhos e se concentrou e logo ele havia sumido em sua bola de luz branca.

- Amanhã é outro dia, Helena, um passo de cada vez. Mantenha a calma, respirei fundo e descanse. – Falei ao me jogar novamente no sofá, fechando os olhos e fazendo o máximo para não pensar muito no que aconteceu hoje. Eu estava fazendo o que Miniel havia pedido: apenas descansando. – E que Deus me dê coragem para encarar Kihyun amanhã! – Falei, me deitando no sofá e suspirando.

Coragem era o que eu mais iria precisar amanhã!

P.O.V Kihyun

Já era de tarde, o sol estava radiante do lado de fora do hotel, diferentemente de mim, que parecia estar doente de tão pálido que eu estava. Eu sentia o meu estômago embrulhar de nervosismo, mesmo eu não tendo colocado uma gota de água na boca desde que acordei, mesmo os meninos tendo insistido muito para que eu comesse. Bom, daqui a pouco o meu estômago poderia participar de uma Olimpíada no quesito ginástica rítmica de tanto que ele fazia acrobacias dentro da minha barriga.

Mas, mesmo assim, eu não sentia fome, eu só sentia nervosismo.

E mais uma vez o espelho do banheiro do quarto do hotel era a única testemunha do qual nervoso eu me encontrava por conta de uma menina, quer dizer, por causa de mais uma menina. Pela primeira vez desde que eu conheci Helena eu me sentia nervoso em vê-la, ao ponto de estar me arrumando como se eu fosse sair para algum lugar com os meninos ou para algum encontro. Mas, não era nada disso, era apenas insegurança e nervosismo mesmo.

Apoiei as mãos sobre a superfície de mármore da pia do banheiro, encarei-me mais um pouco no espelho, e por fim abaixei a minha cabeça e fechei os meus olhos, soltando um longo e intenso suspiro, soltando todo o ar que eu insistia em manter preso em meus pulmões, me sufocando e me deixando inquieto.

Eu estava tenso demais, e essa tensão era quase palpável, eu jurava que as pessoas poderiam enxergar essa tensão caminhando lado a lado comigo, além de eu estar nitidamente nervoso com toda essa situação, e tudo por conta de ontem à noite quando eu resolvi ultrapassar um limite que eu não era permitido ultrapassar, provavelmente pondo um fim em uma amizade que eu estava amando ter.

Confesso que quando deitei naquela cama para dormir ontem à noite, a última coisa que fiz foi realmente ter uma noite tranquila e sem tubulações, ou um sono calmo e bom. A última coisa que fiz foi dormir, o que resultou em uma boa quantidade de maquiagem para esconder as marcas da insônia. A cena do quase beijo se repetia diversas vezes em minha cabeça, tão nítida e tão intensa que eu jurava que podia sentir tudo o que senti naquele momento como se estivesse acontecendo de novo.

A sensação de culpa não caía sobre meus ombros, e isso era o que mais me intrigava nisso tudo, quando na verdade eu tinha consciência de que estava tendo algo com Mi, e quase beijar a minha amiga é um tipo de traição. E então eu me via fazendo o mesmo papel escroto e babaca que Dae fez comigo, e eu me sentia nojento, egoísta e tudo de ruim que eu poderia sentir. Mas, eu não conseguia me sentir culpado, e isso, com certeza, é a pior parte de ficar relembrando um beijo que quase aconteceu.

Na verdade, a vontade que eu tinha era de poder voltar no tempo e finalizar de uma vez por todas aquele beijo, saciando, enfim, a minha curiosidade sobre o beijo de Helena, o qual se tornara tão necessário para mim – mesmo eu nunca tendo o experimentado –, e então eu me via tentado pelos lábios da menina, e novamente eu ficava nervoso só de imaginar tudo isso. Eu estava tomado pela vontade de saber o que aconteceria caso o beijo tivesse realmente acontecido. Uma curiosidade e uma vontade fora do comum e que não deveria existir!

- Foca Kihyun! – Essa era a sexta vez que eu repetir essa pequena frase para mim mesmo, como se fosse um mantra, encarando meus olhos cansados através do espelho do banheiro, onde as olheiras eram tampadas por uma maquiagem feita por mim com o máximo de perfeição possível. – Meu Deus, eu estou arrumado demais para quem só está esperando uma amiga... – Comentei por fim percebendo que eu havia realmente exagerado. – E eu nem sei se ela vai vir mesmo!

Saí do pequeno cômodo, deixando para trás o meu reflexo cansado e verdadeiro em questão da minha situação psicológica e caminhei energeticamente até meu guarda-roupa, abrindo o móvel e procurando alguma blusa menos chique do que a que eu usava no momento. A peça de roupa que encontrei parecia simples e perfeita, e foi ela mesmo que eu usei, trocando de roupa rapidamente e me sentindo menos idiota por ter me arrumado demais para apenas uma visita.

Eu não estava nervoso apenas por ontem à noite ou pelo fato de ter que encarar Helena depois de quase ter beijado ela dentro desse quarto, e por estar nutrindo vontades pela brasileira, mas também com a possibilidade – que ficava muito forte em minha cabeça – de que ela estava tão chateando comigo por causa do quase beijo que acabaria não vindo hoje conhecer os meninos como havia dito que faria.

E em minha cabeça eu me perguntava as mesmas perguntas diversas vezes: Será que ela vem? será que ela está chateada comigo? será que ela nunca mais vai querer falar comigo depois de ontem? porque eu sou tão babaca assim? qual tipo de merda eu tinha na cabeça quando pensei em beijar Helena? e por último, mas, não menos importante: Porque diabos eu estou tão nervoso com tudo isso?

E a mais importante de todas as perguntas feitas desde ontem: onde diabos as respostas para essas perguntas estavam?

Eu estava enlouquecendo! E andar de um lado para o outro dentro do quarto só ajuda a comprovar isso e só mostra que não vai mudar em nada e muito menos responder as minhas perguntas. Era mais fácil abrir um buraco no chão do que realmente encontrar respostar. E isso me fez parar de andar pelo quarto igual a um idiota.

Eu precisava conversar com alguém sobre isso, pôr para fora minhas dúvidas – ou melhor chamando de neuroses desnecessárias – para que então eu me sentisse menos nervoso e menos ansioso para o dia de hoje. E olha que não havíamos chegado nem na metade dele, imagina como estarei no fim dele. E eu sabia que os meninos eram as melhores pessoas para isso.

- Hyungwon e Wonho, pelo amor de Deus abram essa porta! – Falei enquanto batia repetidas vezes na porta do quarto que Hyungwon dividia com Wonho, já que esse quarto era o mais próximo do meu. Eu já estava pensando na possibilidade de arrombar a porta quando um Hyungwon com cara de sono apareceu na mesma, abrindo a mesma com certa ignorância, o que, por pouco, não resultou em um soco não intencional na sua cara.

- O que você quer? Eu estava dormindo, Kihyun, pelo amor de Deus! Você sabe o quanto a comida brasileira pesa na barriga e, sei lá, parece mágica, mas faz crescer um sono descontrolado dentro de você, te obrigando a se jogar no primeiro canto acolchoado e confortável o suficiente para você dormir por algumas horas! – Revirei os olhos com isso e invadi o seu quarto, encontrando Wonho sentado em na própria cama e mexendo no celular. – Educação mandou lembranças...

- Cala a boa, Hyungwon e senta aí para me escutar! – Falei enquanto empurrava as pernas de Wonho para o lado e me sentava na ponta da sua cama. – Já que você está acordado, porque não foi atender a porta? – Perguntei olhando para o menino na cama e ele apenas deu de ombros.

- Eu estava com preguiça... agora desembucha! – Falou enquanto bloqueava o celular e o colocava na mesinha ao lado para me escutar.

- Primeiro vai lá chamar os meninos, quero todo mundo aqui para me ouvir e, provavelmente, jogar setecentas milhões de pedras em cima de mim porque possivelmente eu sou o homem mais babaca, imbecil e idiota que já nasceu em solo terrestre nos últimos milênios. – Comentei de forma exagerada demais, fazendo o menino rir um pouco, mas logo ele ficou de pé e foi até o corredor chamar os meninos.

- O que aconteceu dessa vez? – Shownu hyung perguntou ao entrar no quarto após alguns minutos, e logo os meninos apareceram e Jooheon foi o último a entrar com uma cara de sono e o lado esquerdo do seu rosto vermelho – pelo visto o sono estava ótimo até eu estragar ele –, fechando a porta do quarto e sentando no chão como os outros meninos, esperando que eu começasse a falar a babaquice que eu fiz.

- Aconteceu que eu sou o homem mais babaca, imbecil e idiota que já nasceu em solo terrestre nos últimos milênios. – Falei fazendo aquele drama básico, repetindo a frase dita anteriormente. – Ontem à noite a Helena apareceu lá no meu quarto depois que eu fui embora daqui chateado com o Minhyuk por ele ter falado aquilo, e de certa forma, o que ele falou mexeu com a minha cabeça, mas enfim, ela disse que iria vir conhecer vocês hoje, porém, ontem, antes de ela ir embora eu quase beijei ela, e agora eu to com medo de ela não vir e mais confuso ainda sobre os meus sentimentos e sobre o que o Minhyuk disse. – Falei tudo rapidamente, sem pausa, respirando fundo no fim do discurso.

- Caralho, Kihyun, você é tudo isso aí que você falou mesmo! – Hyungwon comentou e em seguida me deu um tapa na cabeça. Fiz uma careta para o menino e esfreguei o local atingido, mas não reclamei, eu merecia aquele tapa. – E a Mi, cara? Não pensou nela no momento em que quase beijou a tal Helena?

- Para ser sincero, eu nem se quer lembrei da Mi naquela hora, e talvez eu esteja me sentindo muito mal por causa disso. Talvez não, eu tenho certeza que estou muito mal e arrependido agora! – Falei ao pensar nisso com mais clareza e me sentindo um pouco mal. – Mas, eu não senti como se estivesse traindo alguém, como eu sinto quando beijo a Mi, pelo contrário, eu me senti bem, fazendo a coisa certa. Eu queria que aquilo acontecesse mais que tudo naquele mundo.

- Você é muito confuso, hyung, eu não queria estar na sua pele não! – Im comentou e eu ri disso, pensando a mesma coisa que ele. Mal sabe ele que eu também não queria estar na minha própria pele nesse momento.

- Kihyun, você não podia ter feito isso com a Mi, ela parece ser uma menina tão legal. Tenta se controlar na próxima vez, ou então você estará se igualando a Dae. – Dessa vez quem falou foi Minhyuk, e naquele momento o menino estava sendo mais sensato e inteligente do que eu. Eu invejava isso, de certa forma, porém, não de forma maldosa, esse lado racional que os meninos conseguiam ter. – Eu tenho certeza, que assim com você, a Mi não iria gostar de saber que você quase beijou a sua amiga, e consequentemente, quase traiu ela.

- Ei, eu não cheguei a beijar a Helena, foi quase... por muito pouco mesmo! – Falei, sentindo a necessidade de me defender um pouco de todos aqueles conselhos corretos e que me faziam repensar tudo de errado que eu havia feito desde que pisei em solo brasileiro, e todos os seis meninos presentes na minha frente reviraram os olhos. E eu apenas encolhi os meus ombros e suspirei. – Se a Helena não tivesse se afastado o beijo teria acontecido, porque, no fundo, eu queria muito...

- Podemos ver que a parte racional dessa amizade foi toda para a Helena, né? Essa menina já ganhou um ponto comigo só por causa disso! Quando conhecê-la irei abraça-la e agradecê-la por isso. – Jooheon comentou e dessa vez quem revirou os olhos foi eu. – Minhyuk tem razão, hyung, você precisa se controlar um pouco e usar a cabeça, a Mi não merece isso, ela vem te ajudando muito em relação a Dae.

- Eu sei, vocês não têm noção do quanto eu sei de tudo isso, e Helena faz questão de frisar toda essa ideia e reforçar isso, jogando ela na minha cara sem medo de me machucar. E a Helena também sabe, mas enfim... eu estou nervoso gente! – Comentei, querendo mudar um pouco o foco da conversa.

- E porque você está tão nervoso assim? – Shownu hyung perguntou.

- Porque agora eu to com medo de a Helena ter ficado chateada demais comigo e não querer vir hoje conhecer vocês, como ela disse que faria. – Expliquei e recebi o silencio como resposta. – Pelo jeito vocês também estão considerando essa possibilidade, né? Meu Deus, eu estou tão ferrado! – Comentei baixo, enfiando as mãos em meus cabelos e os puxando para trás, em puro nervosismo.

- Sim, mas relaxa, espera mais um pouco, quem sabe ela não aparece? Ainda está cedo e temos tempo para tudo. – Wonho comentou enquanto apertava os meus ombros, fazendo uma massagem relaxante, tentando me incentivar em relação a merda que eu havia feito em minha vida. – Deixa ela ter um tempo cara, talvez ela estava da mesma forma que você.

- É, pode ser, porque ela sabe da Mi também. – Falei e todos eles concordaram. – Bom, eu vou para o meu quarto esperar um pouco mais, se arrumem um pouco para o caso dela vir mesmo aqui. Qualquer coisa eu chamo vocês. – Sorri fraco para os meninos e fiquei de pé, caminhando até a saída do quarto. – Obrigado meninos, de verdade, como sempre vocês estão aqui para me salvar da bomba-relógio que é o meu coração nesse exato momento! Eu sinto como se ele fosse explodir a qualquer momento.

- Não precisa agradecer, hyung, qualquer coisa estamos aqui! Amigos são para isso, certo? – Im respondeu, abrindo seu sorriso em minha direção, e eu concordei com o maknae, mesmo me mantendo em silêncio diante daquilo. Eu não sei o que seria de mim sem esses meninos em minha vida. Acho que seria mil vezes pior.

Abri a porta do quarto, saindo do mesmo e me virando para fecha-la, porém, o barulho da porta do elevador abrindo se fez presente no corredor vazio e silencioso, e rapidamente eu olhei na direção do elevador, com as esperanças de ver Helena aparecendo ali crescendo dentro de mim. E um sorriso enorme e aliviado apareceu em meu rosto ao realmente vê-la ali, saindo daquele cubículo metálico e vindo em minha direção com passos lentos.

- Helena, você veio! – Falei, largando a porta aberta e caminhando energeticamente em direção a menina. Rodeei sua cintura com meus braços assim que a brasileira saiu de dentro do elevador, e a mesma retribuiu prontamente o gesto, rodeando meu tronco e apertando-me contra si com uma força controlada, afundando o rosto na curva do meu pescoço e ficando nas pontas dos pés para isso.

- E porque eu não viria? – Sussurrou contra a pele do meu pescoço, arrepiando o local. Pude sentir um sorrisinho crescer em seu rosto e eu não consegui evitar fazer o mesmo, demonstrando que estava feliz demais por vê-la ali, aliviado demais por vê-la ali, por ver que ela não estava chateada como eu havia pensado que estaria.

- Por conta do que aconteceu ontem... – Sussurrei de forma hesitante, temendo a reação da brasileira em meus braços ao tocar em um assunto tão delicado como aquele, e eu pude perceber ela ficar tensa contra meus braços, me deixando tenso também. – Eu pensei que estivesse chateada comigo. Me desculpe por tudo o que eu fiz, Helena, eu realmente não quero estragar a nossa amizade por conta de uma besteira que eu fui capaz de fazer. – Comecei, mas fui interrompido pela fala da própria menina, que se afastou para encarar meu rosto tristonho.

- Não precisa se desculpar, está tudo bem, eu também passei dos limites ontem, você não é o culpado sozinho. Eu também deixei que você se aproximasse, eu também sou responsável por parcela da culpa. Eu estou aqui agora, certo? Não precisa ficar assim! Não se preocupe porque eu não irei colocar toda a responsabilidade dessa culpa apenas em você. Eu não sou tão egoísta a esse ponto. Ok? – E então um sorriso se abriu no rosto da menina e ela se aproximou rapidamente, depositando um demorado beijo em minha bochecha.

- Tudo bem, vamos esquecer esse assunto! – Falei sorrindo e encarando a menina que concordou com um aceno breve e rápido de cabeça, e ainda com aquele sorriso no rosto que fazia um aliviado abrir-se no meu.

Eu não entendia como conseguíamos nos entender de forma tão rápida, resolvendo os nossos problemas em uma velocidade alucinante. Mas, o que importava era que no final de tudo, sempre estaríamos de bem um com o outro. E eu também não conseguia entender como nos prendíamos tão facilmente no olhar um do outro, como gostávamos de sustentar por tempo indeterminado aquela troca de olhares intensa que acabava acontecendo de forma inesperada, mesmo que fosse sem intensões nenhuma. Era automático, programado para acontecer, como tudo que vinha acontecendo entre eu e Helena desde que nós conhecemos no baile de máscaras.

- Aliás, eu comprei meu celular, agora podemos nos comunicar melhor. – A menina comentou, quebrando a troca de olhares e deixando que as suas bochechas ficassem avermelhas e entregassem o qual envergonhada ela estava, o que a deixava extremamente fofo e admirável. A menina levou a mão a parte de trás do short e retirou dali o celular que havia comentado, balançando o aparelho eletrônico na frente do meu rosto risonho e feliz.

- Oh, isso é ótimo, Lena. Me empresta ele, deixa eu colocar o meu contato aí! Eu disse que queria ser o seu primeiro contato, não foi? – Pedi e ela prontamente entregou seu celular em minhas mãos, concordando prontamente comigo. Anotei rapidamente meu contato e logo enviei uma mensagem para meu número, sentindo meu celular vibrar no bolso da minha calça, seguido do toque indicando uma mensagem nova.

- Foi? – Perguntou e eu concordei, entregando o aparelho novamente em suas mãos. Retirei o meu do bolso da calça e salvei seu contato no meu celular. – Como salvou meu contato? – Sua curiosidade se tornava nítida a cada vez que ela tentava olhar para a tela do meu celular, se elevando nas pontas dos pés para isso. Ser baixo tinha dessas. – Está em coreano, Kihyun, eu não entendo! – Falou, fazendo um bico em seguida.

- Eu sei, está escrito “Anjo”. – Traduzi o que eu havia escrito ali e ela pareceu ficar surpresa, olhando para mim por um tempo longo e por conta disso eu pude ver suas bochechas ficarem vermelhas mais uma vez, e dessa vez de forma lenta e então ela mordeu o lábio inferior e encarou os seus próprios pés. Ver Helena ficar com vergonha já era algo natural para mim, e algo que eu amava presenciar. Ela ficava tão linda desse jeito! – Porque fica envergonhada quando te chamo de anjo?

- Porque não sou um anjo, Kihyun, sou apenas uma menina normal que acabou virando amiga de um coreano muito legal e bonito demais. – A menina comentou, encarando qualquer coisa naquele corredor, menos o meu rosto sorridente por conta da sua timidez extrema.

- Você é um anjo sim. O meu anjo, Helena. Você tem me ajudado muito, Lena, e isso é papel de um anjo. Então, sim, você é um anjo, somente o meu anjo... – Comentei, levando minha mão ao seu queixo e erguendo a sua cabeça. Encarei os seus olhos, e trilhei seu rosto lentamente com os meus próprios olhos, admirando cada parte dele de forma atenta, querendo gravar cada detalhe em minha mente. Passei os meus olhos pelas bochechas, pelo nariz, pela boca, me prendendo ali por um longo tempo, porém, me controlando – como os meninos haviam pedido – e por fim voltei para os seus olhos. Eles eram tão belos, tão únicos e a parte mais linda do seu rosto, além do seu sorriso, é claro.

- Kihyun, não... – A menina comentou com um pouco de medo quando me viu me aproximar cada vez mais em sua direção e de forma lenta, e eu sorri fraco.

Aproximei-me dela, ignorando seu pedido, e a menina parecia não saber o que fazer, encarava-me com os olhos levemente arregalados, cada vez mais assustada e aquilo me divertia de uma forma inexplicável. Minha vontade era de gargalhar, mas isso provavelmente resultaria em muitos tapas vindos da brasileira e eu quis evitar isso. Mas, ao contrário do que a minha vontade pedia para eu fazer – que no caso era beijar a sua boca –, eu beijei a sua testa, selando ali de forma carinhosa e lenta, demorando para me afastar e demonstrando total respeito pela brasileira que pareceu relaxar ao ver que eu não faria o que fiz ontem à noite.

- A cena está linda, confesso, mas agora você pode apresentar sua amiga para a gente, Kihyun? – A voz de Wonho se fez presente no corredor, me fazendo afastar da menina, e logo a risada fraca dos meninos se juntaram ao som da voz do menino. Olhei para eles, vendo-os sorrindo para mim e para Helena e eu logo voltei a encarar Helena, segurando a risada ao ver a menina vermelha como um tomate.

- Meu Deus, parece que ela vai explodir de vergonha! – Shownu comentou rindo da menina, e deixando a menina ainda mais vermelha do que ela já estava.

- Calem a boca! – Falei rindo e passando o braço pelos ombros de Helena, trazendo a menina para mais perto de mim. – Meninos, essa é a Helena. Bom, Helena esses são Hyungwon, Shownu, Wonho, Im, Minhyuk e Jooheon. Alguns são apelidos, mas com o tempo você vai se acostumando com os nomes deles! – Falei e ela apenas concordou.

- Finalmente estou conhecendo vocês, apesar de ter sido em uma hora um pouco vergonhosa. – Helena respondeu e eu sorri. – Enfim, é um prazer conhecer vocês, Kihyun comentou muito de vocês, e apenas coisas boas, em! – E então ela se afastou de mim e cumprimentou eles com dois beijos na bochecha, os deixando surpresos e envergonhados, e foi a vez dela de rir.

- Parece que o feitiço virou contra o feiticeiro, não é mesmo? – Comentei ao ver os rostos envergonhados deles e eles riram envergonhados com a minha fala. – Se vocês querem fazer amizade com a Helena, é melhor se acostumar com esse jeito dela, eu tive que me acostumar. – Falei e a menina apenas concordou.

- Aqui no Brasil é assim mesmo, somos mais extrovertidos e cumprimentamos com beijos no rosto, é melhor se acostumarem. Ou irão me dizer que vocês deram uma de Kihyun e não conheceram nenhuma menina em solo brasileiro? – Helena perguntou e os meninos ficaram calados diante disso. – Ai, meu Deus, não acredito nisso! Uns meninos tão bonitos assim e sozinhos? Vocês realmente estão precisando de uma Helena na vida de vocês!

- Aigoo, parece que eu tenho muito com o que me acostumar! – Wonho comentou envergonhado, tampando o rosto com as duas mãos e rindo baixo. Eu e Helena gargalhamos disso, o que só piorou o estado do menino, que por ser muito branco, ficou extremamente vermelho com isso. – Parem de rir de mim, eu ainda não estou familiarizado com o jeito brasileiro da sua amiga brasileira, Kihyun!

- Tudo bem, eu peço desculpas pelo meu jeito, vou com mais calma com vocês! – Helena respondeu ao menino, sorrindo de forma grandiosa para ele que apenas concordou e retribuiu o sorriso da menina, ficando bem mais confortável diante da afirmação dela. – Eu prometo! – E isso pareceu relaxar ainda mais o menino, assim como todos os outros cinco presentes naquele corredor.

- Bom, vamos para o meu quarto? Será bem melhor e mais confortável continuarmos conversando lá dentro, teremos mais privacidade. Além disso, eu vou pedir algumas comidas lá na recepção para a gente e assim podemos conversar e então vocês poderão conhecer melhor a Helena que tanto falo para vocês! – Falei e guiei os sete para a porta do meu quarto.

- Você fala de mim para eles? – Helena perguntou e eu concordei, fazendo a menina ficar envergonhada mais uma vez naquele dia.

Era impossível eu não sorrir bobo, igual a um idiota toda vez que ela ficava vermelhinha desse jeito, toda envergonhada com as coisas que eu falava, com os elogios que eu dava ou até mesmo com algumas situações que passávamos juntos. Era fofo demais de ser ver, dava vontade de abraçar ela e não soltar nunca mais. Dava vontade de viver com ela dentro do meu abraço, perto de mim, sentindo seu calor e vendo o seu sorriso e seus belos olhos todos os dias. Ah, Helena, porque você faz isso comigo? Quando foi que você começou a ter tanto efeito sobre o coração de Yoo Kihyun? Meu Deus, eu estou ficando maluco!

- Vou ligar para a recepção e pedir as comidas, o que vocês vão querer? – Jooheon perguntou, se oferecendo para a tarefa, e então um turbilhão de vozes se misturaram dentro do quarto e Helena encarava aquilo, segurando uma gargalhada com a bagunça que aqueles meninos faziam e eu apenas observava ela, tentando entender quando desenvolvi esse vício de encarar seus olhos e admirar o seu sorriso.

Eu confesso que estava muito feliz por tê-la ali naquele quarto, mesmo que a minha vontade era de ficar sozinho e terminar o que comecei ontem, mas, eu não queria estragar nossa amizade por ser um babaca. Eu aprenderia a me controlar perto da brasileira, ainda mais quando o respeito que sinto por ela ultrapassa qualquer vontade que eu possa desenvolver por ela no futuro ou agora. Além do mais, existia a Mi, e eu deveria respeitá-la acima de qualquer coisa, até porque eu estava tendo algo com ela e não queria fazer o papel que Dae teve em minha vida.

Apesar de tudo, eu me sentia extremamente aliviado por Helena não estar chateada comigo por causa de ontem, mostrando uma maturidade admirável que eu não fazia ideia que a menina tinha, e por conta disso eu faria de hoje um dia incrível para ambos, apresentando os meninos para ela e fortalecendo a nossa amizade cada vez mais, respeitando e tomando decisões corretas, sem ultrapassar limites que eu não poderia. Eu queria mudar aquela imagem babaca que passei para a menina no dia anterior, fazendo desse dia o melhor da vida dela.

Ou pelo menos, mais um melhor dia da vida dela!


Notas Finais


E aí, o que acharam? Tivemos a Helena e nosso Kihyun em um momento de conflito interno, principalmente a Lena não sabendo lidar com os seus sentimentos. E finalmente teremos Helena com os nossos meninos. Eu sei que o capítulo está beeem paradinho, mas, era essencial e eu espero que vocês tenham gostado dele.

Digam nos comentários o que vocês acharam do capítulo, porque é muito importante para mim saber a opinião de vocês sobre o capítulo. Somos quase 300 favoritos e, meu Deus, eu estou muito feliz com esse crescimento da fanfic, sério <3333 Pessoinhas, não sejam fantasmas, apareçam porque eu amo ler o comentário de vocês e saber que vocês estão participando da fanfic e interagindo comigo. Torçam pelo resultado do meu vestibular e do da minha irmã e minha amiga, nós precisamos dessas bolsas para a faculdade, sério! Por hoje é só, até o próximo sábado e dois beijos nas bochechas <333


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