História Girl, Interrupted - Capítulo 7


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais
Tags Anjos, Caçadoresdesombras, Demonios, Drogas, Magia, Nephilim, Os Instrumentos Mortais, Sexo, Shadowhunters
Visualizações 11
Palavras 1.503
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um pouco do Elliot, até parece mais dono da história que a Léxi kkkk

Capítulo 7 - Elliot


Fanfic / Fanfiction Girl, Interrupted - Capítulo 7 - Elliot

04/11/17 - 09:20 AM

Acordei com o sol batendo em meu rosto e me perguntei se era sempre assim que a anfitriã acordava, já que me encontrava no quarto de Aléxia e de frente para cama uma enorme janela de vidro, mesmo com cortinas a claridade não era impedida de passar.

Olhei para o lado e nos encontrávamos apenas Jared e eu, o que foi um tanto estranho, tudo na noite anterior foi estranho. Após a boate eu vim parar nessa casa, o homem ao meu lado alegava ser meu irmão e eu escolhi acreditar nisso mesmo sem provas, eu, ele e uma garota que matou duas criaturas na minha frente, dividimos a cama aquela noite, com a justificativa que mesmo morando numa casa imensa aquele era o único quarto que se encontrava em "bom estado", eu não questionei afinal deveria haver motivos pessoais para ela manter os outros quartos trancados a sete chaves.

Enquanto descia as escadas imaginei quantas pessoas já deveriam ter morado ali, em algum momento a família de Aléxia deveria ter sido extensa, crianças corriam pela casa, na sala de estar quase consegui vislumbrar uma enorme árvore de Natal decorada.

O que poderia ter acontecido? Bem, acho que não era da minha conta.

Senti cheiro de queijo quente e isso atraiu minha atenção até a cozinha onde Aléxia se encontrava preparando o que parecia ser hambúrgueres, enquanto secava as lágrimas que insistiam em rolar por seu rosto já avermelhado.

- Sanduíche de peito de peru, queijo e lágrimas. Sempre quis provar!

Disse em tom de brincadeira, me debruçando sobre o balcão afim fazê - la se distrair.

Ela me olhou um pouco surpresa, abriu um sorriso sem graça e secou as lágrimas.

- Me desculpe, é que hoje é um dia especial..

- Se é especial você não devia chorar. -comentei.

- Um dia delicado. - ela corrigiu.

- Eu sinto muito.

Não me respondeu ou sequer levantou o rosto para me olhar, apenas ficou concentrada em fazer o que seria nosso café da manhã.

Ao vê-la naquele estado senti um enorme arrependimento da forma como a tratei na noite anterior, quanto mais as lembranças se clarearam em minha mente eu percebia o quão arrogante e abusivo havia sido.

Até tentei abrir a boca para pedir desculpa, mas não só o enorme orgulho dentro mim impedia, como tambem também a sensação de que não era o que ela gostaria de ouvir no momento.

Antes mesmo que eu pudesse puxar qualquer assunto para a distrair uma aguda campanhia estrondou pela casa. Aléxia ergueu o rosto um pouco assutada, a expressão denunciava que ela não esperava por visitas.

A acompanhei até a sala mesmo sem convite, quando a mesma abriu a porta um pequeno choque: dois policiais e atrás dele uma assustada garota segurando alguns papéis na altura do peito e o rosto molhado de lágrimas.

- Srta Campbell? 

O policiar mais velho quis saber, levemente gordo e com cabelos grisalhos, ele deu um passo a frente se aproximando ainda mais de Aléxia.

- Sim, sou eu.

- Poderia nos responder algumas perguntas? 

O colega atrás, magro e de uma estrutura corporal um tanto estranha passou a anotar algumas coisas.

- Eu poderia saber por que?

- É a respeito do desaparecimento desaparecimento Andrew Mackenzie. - ele anunciou. - Testemunhas afirmam que o viu pela última vez saindo do Teatro Municipal em compahia da senhorita, no dia 01 de novembro por volta das 22 horas da noite. A senhorita confirma isso?

- Sim, confirmo. - ela respondeu tranquilamente.

- Poderia nos dizer o que aconteceu durante a após o período em que se encontrava com ele? Sabe nos dizer por que Andrew simplesmente desapareceu após sair em sua compahia?

- Você quer saber o que houve? Então anote cuidadosamente. - ela disse em afronte.

A partir daí ela começou narrar os acontecimentos que me deixaram um tanto confuso, ela também não poupou detalhes eróticos e eu quis ri da cara de espanto doa policiais.

- Bem, era isso, exatamente 00:30 do dia 02 de novembro ele saiu chapado de pó da minha casa e sumiu. E eu tenho uma testemunha, afinal passei o restante da madrugada com Jared.

- Jared? - questionou o policial.

- Jared Owen Emerson. - ela continuou. - ele pode afirmar que passou o restante do tempo comigo.

- Obrigada pela cooperação senhorita Campbell, entretanto.. - o gordo retirou suas algemas e deu um passo a frente. - Até que consigamos um mandando de busca para revistar sua casa, e possamos contatar o senhor Emerson para que seja provado o que foi dito, você está presa por ser a principal suspeita do desaparecimento de Andrew Mackenzie.

Nesse momento sem nenhuma delicadeza ele puxou Aléxia a fazendo ficar de costas para si e a algemou, ela me olhou com uma expressão apavorada.

- Você não pode fazer isso! - protestei. - Ela não fez nada.

O homem virou o olhar pra mim, como se estivesse  finalmente me notando naquela sala.

- Infelizmente senhor, a lei diz que eu posso. 

Aléxia se debateu contra o homem que a segurava com força, arrastando-a para fora da casa.

- Você não quer que eu considere isso como resistência à prisão não é Srta? 

Aléxia parecia estar realmente em apuros e eu decidi que deveria fazer algo a respeito.

Em poucos passos eu já estava de frente para ela e o policial gordo.

Fixei meu olhar por alguns segundos nela enquanto o homem me encarava confuso.

Mas assim que meus olhar encontrou o seu eu disse autoritário:

- Você vai soltar ela, da o fora daqui e esquecer que Aléxia é uma suspeita. Fui claro?

Alternei meu olhar entre o gordo, o magro e a garota, todos - aparentemente num estranho transe que eu não conseguia explicar - concordaram.

O policial soltou Aléxia e o outro rasgou o papel em que escrevia, o trio simplesmente saiu porta a fora como se nunca estivessem tido ali antes.

Assim que a porta se fechou Aléxia me olhou com os olhos ressaltados.

- Que porra você acabou de fazer?

Embora as palavras escolhidas não fossem as melhores ela disse numa enorme empolgação e abriu um largo sorriso.

- Eu não tenho a menor idéia.. - respondi ainda confuso e olhei para as minhas próprias mãos.

- O que está acontecendo? - a voz rouca de Jared me despertou do devaneio.

 

Aléxia e eu nos viramos para o encarar, o rapaz estava com a expressão confusa e sonolenta.

 

Enquanto comíamos, a morena resumia para Jared a chegada dos policiais e de como eu aparentemente salvei ela, sem poupar comentar como aquilo foi estranho.

O mais velho lançou um breve olhar sério para mim antes de voltar a comer seu sanduíche.

- Você sabe o que significa? - eu quis saber.

Aléxia me passou o cigarro que fumava e eu traguei, meus pulmões arderam num alívio e eu continuei a encarar Jared em  busca de respostas.

Ele apenas assentiu, num aviso claro " não é hora de falar sobre isso".

- Só sei que escapei por pouco. - Aléxia suspirava aliviada.

- Espera! - Eu arqueei as sobrancelhas. - O que você fez com o tal Andrew?

Ela e Jared se entre olharam.

- Eu o matei. - anunciou Jared pegando o cigarro na minha mão.

Meu choque poderia ter sido maior se não tivesse uma mera idéia do que aqueles dois são capaz.

- No tapete do meu quarto. - a mulher resmungou.

- Por que? Como? - eu precisava saber.

- O idiota me bateu, tentou me matar e.. - ela não prosseguiu.

- Ele não tocou em você. - disse Jared se virando para a garota. - Eu não deixei.

- Você jura? - ela já estava com os olhos cheios de lágrimas.

Jared levantou o dedo mindinho e entrelaçou com o dela.

- Juro juradinho, com super mindinho.

Eu nunca fui muito bom em leitura labial mas entendi que ela sussurrou um "Obrigada" no mesmo momento que o outro depositou um beijo em sua testa.

- Algo me deixa confuso nessa história. - interrompi o momento fofo.

- O que seria? - Jared questionou.

- Por que Aléxia saiu com esse tal de Andrew? Você não se importa? É tipo um relacionamento aberto?

Os dois a minha frente voltaram a se olhar antes de cair em gargalhada, e eu sinceramente não entendia o motivo.

- Qual foi gente? - eu me debrucei um tanto sobre o balcão.

Após Aléxia recuperar o fôlego ela me olhou com o rosto e bochechas avermelhadas.

- Não somos um casal Elliot, apenas amigos.

- Nosso amor é fraternal. - completou Jared. 

- Se ela é como sua irmã deve ser minha também. - mordi o lábio inferior. - Então ontem o que eu estive prestes a fazer seria considerado incesto?

Disse sorrindo e olhando para a mulher de cabelos negros, imediatamente mais segue subiu em suas bochechas a deixando ainda mais corada.

"Voilá". Eu consegui fazê-la sorrir.



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