História Give me love - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Anjo, Cake, Givemelove, Homossexual, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, sweeties! Então mais um capítulo de GML para vocês, nesse capítulo será narrado pela Eva, espero que gostem. Os próximos capítulos vão falar mais de religião, principalmente os da Faith, mas de qualquer forma espero que gostem.
Banner feito pela Nekoyama e a Alanis do Elysium Editions.

Capítulo 10 - Capítulo 9 - O bar


Fanfic / Fanfiction Give me love - Capítulo 10 - Capítulo 9 - O bar

Eva Soares

Jake até podia amá-lo, mas eu sentia que havia algo errado com aquele homem que me persuadia. Temia que só estivesse brincando com os sentimentos do meu melhor amigo, mas não podia dizer nada. Sabia o quanto ele sofria nas mãos da sociedade preconceituosa e, definitivamente não seria eu a colocá-lo para baixo ou julgá-lo de alguma forma também.

Caminhei com Faith escada a baixo e ao chegarmos no térreo me virei para ela e a observei. Seu rosto estava ruborizado e seu olhar evitava o meu a qualquer custo. Ela parecia mais incomodada do que eu com a situação que acabará de ocorrer.

—Desculpa Faith... —Sussurrei parando de frente para a porta do prédio.

Ela apenas negou com a cabeça, dispensando meu pedido e logo me lançou um singelo sorriso. A loira fechou seu casaco e ajeitou as mãos nos bolsos. Suspirei e passei as mãos em uma mexa de seus cabelos que pendia na frente de seu rosto angelical. Coloquei a madeixa teimosa atrás de sua orelha e sorri. Passei meu braço pelos seus ombros e assim saímos do prédio.

A noite nos atingiu e praticamente nos engoliu com sua escuridão. Algumas estrelas brilhavam a milhões de quilômetros de distância e a lua mantinha-se pura no céu. Branca como uma grande pérola.Inspirei aquele ar gélido, enquanto o mesmo jogava meus cabelos para trás, acariciando delicadamente meu rosto.

—Para onde vamos? —Ouvi a voz quase inaudível de Faith questionar-me.

—Para o bar onde eu canto...

—Mas... —Ela parecia confusa, era de se esperar.

—Vou levá-la lá de qualquer jeito, vou ter que dar um jeito para você entrar, mas preciso daquele dinheiro... —Suspirei um tanto frustrada com a minha condição financeira.

Ela mantinha a cabeça baixa e enquanto eu encarava a rua silenciosa. Senti o vento me atingir e chicotear-me desta vez e por impulso enfiei a mão dentro do bolso do casaco agarrando minha carteira de Malboro e tirando-a de lá, pronta para acender o cigarro.

—Isso faz mal para a saúde, milhares de pessoas morrem por causa dessa droga todos os anos Eva.

Deixei o cigarro pendido entre meus lábios por um instante e me virei para ela. Ela me olhava com certa fúria nos olhos, mas logo desviou o olhar e voltou a olhar para a calçada. Tirei a droga dos meus lábios, a coloquei na caixa com seus semelhantes novamente e a guardei no bolso.

—Você tem razão, essa merda mata.

Continuamos a andar, mas desta vez em silêncio, mas pude notar um sorriso escapar dos seus lábios devido a minha ação.

***

Paramos a alguns metros daquela porta de madeira enorme. Vi Brian parado na porta checando os documentos dos que tentavam entrar ali. Ele era alto, corpulento e ocupava o posto correto, o de segurança.  Sabia que ele tinha uma queda por mim e, mesmo sendo contra isso, naquela noite teria de usar isso a meu favor para colocar Faith para dentro comigo.Caminhamos e furamos a pequena fila que havia ali. Lhe lancei um sorriso avassalador e depositei um beijo em sua bochecha, perigosamente perto de sua boca.

—Ev, não aqui... —Ele sussurrou antes que eu me afastasse.

Sorri e o encarei um momento. Brian era um cara legal, gentil e bonito. Qualquer uma daria tudo para tê-lo como namorado, mas infelizmente eu nunca fui qualquer uma.

—Preciso entrar com uma amiga, só que ela está sem documento... —Sussurrei confessando-lhe minha façanha.

Seus olhos azuis esbugalharam-se por um momento e ele negou com a cabeça.

—Por favor, eu lhe imploro, não tem onde ela ficar...

Senti uma de suas mão me afastando um pouco dos clientes e me puxando para um canto, do outro lado da porta. Sua voz grave e imponente saiu de sua garganta com tom de preocupação.

—Você sabe que se Alan pegar essa garota lá dentro e souber que eu a deixei entrar sem ver a documentação ele me demite! Não posso fazer isso, Evee...

—Ele não vai saber, ela vai ficar no balcão sentada quieta, não vai soltar nem um pio, lá dentro deixo ela com o Daniel, por favor!

Aquela altura só faltava eu me ajoelhar na sua frente para implorar para que ele concedesse aquele favor a mim.

—Mas que droga, Ev! —Ele resmungou e apertou mais ainda meu braço, gemi com um pouco de dor pela força que ele usava e ele soltou. —Só desta vez e vai ficar me devendo uma!

—Que seja, te devo até duas, obrigada! —Disse e lhe roubei um selinho entrando com Faith vindo arrastada atrás de mim.

Entrei no bar e o cheiro pungente de pinga, suor, cigarro e fritura me atingiu. O que uma pessoa não faz para ganhar dinheiro?, pensei. Corri com Faith até o bar e logo avistei Daniel e Missie, os gêmeos bartenders.

—Oi pessoal —Cumprimentei-os com um aceno e pedi que Faith senta-se em um dos banquinhos altos. —Não saia daqui, se alguém lhe oferecer uma bebida, negue. Entendeu? —Disse autoritária para a loira.

—Tudo bem, vou ficar quieta aqui. —Ela respondeu e virou-se para o bar.

Sorri e depositei um beijo em sua testa. Me sentia responsável de alguma maneira por ela. Era como se ela fosse minha irmã mais nova e eu tinha o dever de protegê-la — mesmo que isso fosse impossível— do mau que havia nesse mundo.

Corri para trás para falar com Alan, que milagrosamente não estava em sua sala subterrânea rodeado de mulheres e maconha. Apenas avisei-o que começaria a cantar no palco dali quinze minutos e ele assentiu. Pediu para que eu avisasse a todos lá em cima que ele não queria ser incomodado. Agradeci mentalmente esse seu pedido, assim não arranjaria confusão por causa de Faith.

Voltei aos fundos, onde ficavam nossos "camarins". Era mais uma sala fechada e abafada com dois espelhos e um banheiro do lado direito. Tirei minha jaqueta e troquei de blusa. Ajeitei meus cabelos castanhos e voltei para a o bar.

Avistei Faith conversando com Daniel e sorri com a cena. Ele não perdia a oportunidade de conversar e dar em cima de uma garota bonita. Caminhei até eles, e quando aquele projeto de homem safado reparou em minha aproximação ele saiu.

—Ele estava lhe incomodando? —Perguntei parando ao lado dela.

—Não... —Ela respondeu com um sorriso nos lábios. — Ele é engraçado e charmoso... —Seu tom de voz era baixo e tímido. Eu ri.

—Charmoso? Aquilo ali? Aquele projeto de homem? —Neguei com a cabeça ainda rindo, mas logo notei o incomodo de Faith com a minha atitude e parei. Ia abrir minha boca para me desculpar quando senti um tapa na minha bunda. Estava pronta para me virar e dar na cara do imprestável que havia feito aquilo, mas minhas mãos ficaram presas no meu corpo. Ele as segurou. — Ah, é você Andrew...

—E ai, linda? Qual o repertório de hoje? —Ele perguntou se jogando na banqueta ao meu lado, me deixando no meio dos dois de pé.

—Sei lá, qualquer coisa que me vier a mente, está nos meus planos... —Comentei sem animação nenhuma.

Ele se virou para o bar e Missie logo veio em nossa direção.

—Um cerveja por favor... —Ele pediu com leve sorriso cansado nos lábios. Virou-se para mim e perguntou se queríamos alguma coisa. Pedi uma cerveja também. —E você?

—Acho melhor não, obrigada... —Ela respondeu tímida.

—Ah, por favor, não quer beber nada?

Os olhos dela fugiam como sempre da situação, até que ela nos encarou e suspirou.

—Nunca bebi... —Confessou.

—Sempre há uma primeira vez garota, além do mais você está com Eva, nada de ruim pode acontecer com você... —Andrew disse e eu sorri, abraçando-o de lado. — E então? Por favor, ela vai lá cantar e eu não vou ficar bebendo sozinho...

—Tudo bem, mas só uma cerveja. —Ela disse eu sorri. Pisquei para ela e logo Missie saiu, voltando segundos depois com as três latinhas de cerveja.

Estava pronta para abrir minha cerveja quando ouvi Sabine anunciar meu nome no microfone.

—Da conta dessa pra mim?

—Ih, quer me embebeda... —Debochou Andrew, mas assentiu.

Fui em direção ao palco sorridente e ajeitei o microfone. Peguei o violão e me sentei na banqueta anunciando minha primeira música da noite: Stay, da Rihanna.


Notas Finais


E aí, o que acharam desse capítulo? O próximo capítulo será da Faith e será mais curtinho, mas prometo que teremos capítulos longos.
Música: https://www.youtube.com/watch?v=jfXOivW1WJw
Beijos
~Ana França || SweetDrama


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