História Goodnight Moon - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Tags Abby, Bellamy, Bissexual, Clarke, Clexa, Espiã, Família, Girlfriends, Griffin, Jake, Jornalista, Lesbian, Lexa, Love, Octavia, T100, The100, Thecem
Visualizações 187
Palavras 8.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


chegueeeeeeeeei!
Ai gente, demorei eu to ligada, mas esse caps ta gigante, mais de 8k, cara.
Vcs estão curtindo? Estão gostando real? Tem alguma ideia, opinião, critica?
Qualquer coisa, deixa coments ou me chama no tt que a gente conversa.
@thatfun

Capítulo 8 - Good night, trust


Numa bolha protegida estavam as duas, naquela esquina vazia, mal iluminada pelas luzes da rua, se beijando, se abraçando, se sentindo da forma que ali conseguiam. Os corações querendo escapar dos corpos e encostar um no outro, embasados por um sentimento ainda desconhecido, não que isso fosse algo ruim, pela primeira vez o desconhecido parecia incrivelmente atraente.

Clarke ainda abraçava Lexa com força e não tinha intenções de soltar, esperara tanto por aquilo, que suas expectativas foram completamente superadas, nada superava o que sentia.

Lexa a segurava e desejava de todo coração estar em seu apartamento com a loira, queria ama-la por inteiro, provar e mostrar o que sentia, gritar o que sentia, liberar o que tanto escondia. Mas mesmo num transe profundo, ouvira um barulho alto, era o contato violento de um pedaço de madeira contra  uma caçamba posicionada no meio da rua, perto da viela onde as duas estavam. Num rompante soltou Clarke, que ficara de pé imediatamente para não cair. Lexa se postou em sua frente e pediu silêncio, com seu jeito desconfiada por natureza andou lentamente até próxima a caçamba, mas não precisou alcança-la para saber de onde viera o barulho:

- Posso participar? Pediu um rapaz alto, musculoso, e mal encarado. Estava agasalhado, mas sujo, Lexa não sabia dizer se era um bandido, apenas um morador de rua ou os dois.

- Vem. Disse Lexa, agarrando o pulso de Clarke com força e a puxando, por trás.

- Ué, fiquem aqui, vamos começar a festinha pra valer agora. Disse se aproximando com o pedaço de madeira.

- Sai fora. Disse Lexa, andando apressadamente, puxando Clarke.

- Me passa a carteira e o celular. Exigiu o homem, mostrando a que tinha vindo, andando apressadamente atrás das duas.

- Eu vou te passar um murro no meio da sua cara. Disse Lexa, se virando e dançando em 360 graus, tentando se esquivar das investidas do rapaz.

- Que machona. Disse o rapaz agarrando com força o pedaço de madeira. – Vai passar as coisas ou vou ter que tirar de vocês na força? Perguntou.

- Clarke, corre. Pediu Lexa.

- Não vou correr. Disse a loira.

- Corre agora, eu consigo lidar com ele, mas você tem que sair daqui.

Clarke não deu atenção a Lexa e tirou seus saltos, fazendo o rapaz achar graça da coragem.

- Devia ter ouvido sua namoradinha. Disse o rapaz pouco antes de tentar deferir um golpe com a madeira, cujo qual Lexa se esquivou com classe. Os dois ainda dançavam em circulo.

O rapaz tentou novamente atingi – la, mas Lexa era rápida e outra vez desviou. O rapaz irritado cansou de andar em círculos e foi pra cima de Lexa, lhe puxando pelo braço e o torcendo. A virou, ficando de frente pra suas costas e segurando seu braço atrás das costas da  morena, que protestava de dor pelo braço torcido.

Clarke foi até o rapaz que estava de costas pra ela e o chutou nos joelhos, fazendo-o se desequilibrar, o que dera a chance pra Lexa lhe dar uma cabeçada no queixo, fazendo – o ajoelhar no chão com a mão no hematoma.

Lexa deu uma cotovelada na têmpora do rapaz, deixando – o inconsciente no meio da rua.

- Cotovelo? Perguntou Clarke curiosa.

- Não vou machucar minha mão dando um soco nesse imbecil. Disse achando graça. – E você? Que coragem foi aquela...Tirando até os saltos. Disse pegando os saltos do chão e dando pra Clarke. -  Mas eu dava conta. Disse orgulhosa.

- Você sabe muito pouco sobre mim, meu bem. Disse Clarke prepotente, enquanto acompanhava a morena.

Ao chegarem no apartamento de Lexa, as duas agiam como se nada tivesse acontecido. Clarke timidamente pediu algumas roupas para Lexa, pra vestir após o banho:

- Você não precisa pedir, ok? É só pegar...Você mora aqui, é tudo seu também. Disse Lexa, meiga.

Clarke sorrira com o canto da boca e pegara uma calcinha confortável e a mesma roupa que havia usado para dormir noite passada.

Entrou no chuveiro e lavou toda a cor vermelha de seu cabelo, relaxou alguns minutos na banheira com água quente.

Lexa estava se sentindo um pouco perdida, como uma adolescente, sorria bobamente mesmo sem saber que atitude tomaria nos próximos minutos. Arrumou o sofá pra Clarke dormir e tomou uma ducha rápida no banheiro de seu quarto. Ao sair, Clarke já estava trocada e encolhida embaixo do cobertor no sofá:

- Seu olho ta quase 100%. Disse Lexa enquanto secava o cabelo com a toalha.

- A cada banho que tomo me sinto outra pessoa, ou descubro um ferimento novo ou descubro uma cicatrização nova. Disse com graça, se sentando.

Lexa se sentou ao seu lado e a encarou:

- Que noite...Disse.

- Maluca, não? Completou Clarke, sem jeito.

- Clarke não faz mais isso. Eu sei que a sua situação não é de longe a mais fácil, mas não se coloca em risco assim, não nos coloca em risco assim. Por favor. Pediu Lexa.

- Me desculpa. Eu sei o que ta em jogo aqui. Não vai mais acontecer.

Lexa tirou uma mexa que estava caída próxima ao olho da loira e a colocou atrás de sua orelha, sem tirar os olhos de Clarke. A loira fechou os olhos e Lexa sorrira.

- Boa noite. Disse dando um beijo rápido em sua testa. – Dorme bem.

- Boa noite, Lexa. Respondeu a loira, enquanto a assistia entrar em seu quarto.

Lexa se ajeitou em sua cama e Clarke fez o mesmo...

****

Algumas horas se passaram, mas Clarke não conseguira dormir, encarava o teto ainda apreensiva e pensativa, assim como Lexa que olhava para o relógio, apontando o alto horário da madrugada, escutava seu tic tac enquanto sua cabeça a levava a horas antes.

Clarke incomodada se levantou e foi até o banheiro, lavou sua nuca, seu rosto, reparou em sua boca, não tinha mais sinal de ferimentos, apenas um pequeno hematoma quase imperceptível, seus olhos não estavam mais inchados, apenas manchados e um pouco vermelhos, se sentiu melhor com a imagem.

Voltou até o sofá, onde deitou, mas após alguns minutos estava impaciente novamente. Arrancou o cobertor de cima de si e bufou. Se levantou e foi lentamente até o quarto de Lexa, abriu a porta tentando ser o mais silenciosa possível, ao abrir, a morena já a encarava, desperta:

- Não consegue dormir também? Perguntou Lexa, vencida.

Clarke fez que não com a cabeça, enquanto ainda recostava no batente.

Lexa a encarou firmemente nos olhos, respirou fundo e perdeu alguma batalha interna que aparentemente estava travando. Se levantou e foi até a loira, focada. Clarke esperava que Lexa fosse com ela até a cozinha, pra conversar um pouco, ou assistir algo, mas foi surpreendida ao ser puxada por Lexa, que envolveu suas mãos no rosto da loira e o puxou firmemente de encontro com sua boca, num beijo lento e profundo.

Clarke ainda de olhos abertos, sem certeza do que estava acontecendo, precisou interromper:

- Lexa...Disse em tom de aviso.

Lexa sem responder, continuou a encara-la, e a puxou novamente, ignorando qualquer aviso, qualquer alerta, qualquer perigo que aquelas atitudes podiam ter. Lentamente a guiou até sua cama, enquanto não conseguia desgrudar dos seus finos lábios, eram tão novos pra ela, a sensação, o hálito, a língua macia massageando a sua, aquele beijo lento, mas cheio de desejo, que ela até pensou na rasa possibilidade de passar a noite toda explorando aquela boca.

Clarke se sentou em sua cama, se sentia assustada, até o começo da noite, achava que tinha controle de suas ações, da situação e até mesmo de Lexa, mas ali vira que estava nas mãos da  morena, que num instalar de dedos faria o que ela quisesse, o que ela pedisse, o que exigisse e se entregou a isso.

Lexa tirou sua camisa larga, desnudando o torço de Clarke, aquele que vinha fantasiando a dias. Ela precisou de um momento para visualiza-la, pois dessa vez não era um acidente, não era uma provocação barata, não era um sonho, dessa vez era real. Era ela. Colocou seus dois joelhos na cama, em cima de Clarke, e a deitou lentamente, a puxando para cima até alcançarem a cabeceira.  Lexa desceu seus lábios até o pescoço da loira, precisa explorar aquilo, o cheiro natural de Clarke a enlouquecia, o pescoço aquecido com os pelos em pé por conta do arrepio.

 Clarke que não se continha de desejo levou sua cabeça pra trás com os olhos cerrados, ainda insegura sobre aquilo tudo, tinha medo do quão entregue estava, do quanto estava se doando, do quão escravizada por aquele sentimento se sentia. Tirou a camisola de Lexa num único movimento, ao arranca-la por sua cabeça encarou seus olhos, Lexa tinha fome, estava determinada, pôde ver em Lexa uma fúria, uma vontade que jamais vira em ninguém, seus olhos verdes estavam escuros com um objetivo e isso a deixou mais segura, mais amparada, a deixou dar passos mais firmes.

Lexa recostou no corpo de Clarke, por cima com pressa, fazendo seus seios se encostarem, os bicos da loira estavam endurecidos, Lexa esfregou seus seios nos dela, endurecendo o seu próprio:

- Clarke...Gemeu.

Fazendo a loira apertar os olhos já cerrados, sentindo o tom da voz de Lexa dar um novo som ao seu nome, um novo significado, uma nova importância. As duas esfregavam seus corpos uma na outra, emanando calor, emanando suor, emanando faíscas. Clarke passou a mão pelo cóccix de Lexa, arranhando-o, fazendo a morena arfar:

- Ahhhh. Disse sentindo o arder no impacto das unhas de Clarke com sua pele.

Se enfureceu, feito um animal faminto e segurou os pulsos de Clarke contra a cama, enquanto beijava pescoço, descendo até seus seios, mordiscou de leve sua pele, passou sua língua por seu bico já endurecido, o circulou com pressão e o chupou...Com força. Chupou até que ficassem vermelhos.

Clarke torturada, não se continha embaixo da morena, seu corpo sedento por seu toque se remexia, agoniado. Lexa desceu seus beijos até sua barriga, beijando suavemente quando alcançava os hematomas deixados dias antes. Com delicadeza após passar o caminho da dor e trauma, voltou com sua fúria até seu umbigo, e desceu suas caricias, enquanto começava a massagear seus seios.

Clarke colocou as mãos por cima das de Lexa, pressionando o contato da morena, sentindo suas mãos amassarem seus seios. Lexa alcançou sua virilha, onde deu leves mordiscadas, fazendo a loira apertar os dedos em volta do lençol que agora segurava. Lexa alcançou seu sexo com os lábios e sem nenhum tipo de requinte, nenhuma cerimonia ou timidez enfiou sua língua dentro da loira. Estocou uma, duas, três...Várias vezes com força, enquanto seguia num mesmo ritmo os apertões que dava em seus seios.

Clarke num descontrole agarrou os cabelos de Lexa e os puxou, forçou sua boca cada vez mais internamente nela, aumentando o contato e Lexa a seguiu. Tirou sua língua de dentro de Clarke e lambeu seu clitóris, lambeu delicadamente, provocando. Envolveu seus lábios, nos grandes lábios da loira, beijou seu sexo como se fosse uma outra boca, deixando Clarke escorrer de tanta excitação. A loira forçava a cabeça de Lexa a ponto da morena quase não conseguir cumprir seus movimentos, tamanha era seu desejo. Lexa segurou seus pulsos, censurando-os. Clarke entendeu e levou suas mãos até a cabeça, puxando os próprios cabelos, precisava extravasar o que sentia.

Lexa passou a chupar o clitóris de Clarke, sugava com tesão, com força, sentia suas pernas escorregadias com tanta vontade da loira. Desejava por seu gozo, pelo seu prazer, por tudo que ela tinha a lhe oferecer ali...Em sua boca. Segurou suas coxas, apertando-as, provocando-a. Clarke se mexia, remexia, rebolava na boca da morena, em busca de seu ecstazy.

Voltou a estocar o sexo de Clarke com sua língua, massageando-o, com delicadeza, mas sem deixar a firmeza de lado. Estocou até sentir os movimentos de Clarke cada vez mais pesados, mais intensos, mais endurecidos, tentando não se mexer pra não perder a posição que aquela insanidade lhe proporcionava, quando por fim, Clarke se desmanchou no lábios sedentos de Lexa, escorrendo todo o desejo que a morena esperava.

Sem abrir os olhos, tentando prolongar o máximo que podia aquela sensação de paraíso, Clarke permaneceu estática, com medo de que qualquer movimento, a fizesse acordar daquele sonho.

Lexa ainda faminta por mais, antes que Clarke pudesse recuperar seu fôlego, deu uma lambida de despedida no sexo da loira, dando até breve aquela área...Por hora. Se ajoelhou e num único movimento, abriu as pernas de Clarke que se mantinham endurecidas e se encaixou ali em cima, fazendo com que seu sexo tivesse contato com o dela. Clarke se assustou, mas não abriu os olhos, mesmo cansada, se deixou levar pela sensação, agarrou a cintura de Lexa que repousava em cima dela e a pressionou, aumentando a fricção no contato de ambos os sexos.  Clarke sentira como Lexa estava molhada, excitada e tomada pelo tesão, e rebolou sua cintura, deitada na cama.

Lexa enlouqueceu com os movimento embaixo dela, apoiou suas mãos no joelho da loira que pairava na altura de seus seios, e mexeu seu quadril, aumentando cada vez mais o atrito entre as duas, agora escorregadio, seus clitóris desbravavam numa batalha onde só haveriam vencedoras. Lexa pressionava seu sexo com força, tentando ter o máximo de contato que podia, numa esfregação desenfreada apertou o joelho de Clarke contra seus seios, abraçando-os, sentindo o gozo se aproximando. A loira presa numa zona particular, a admirava, levantou levemente, ficando numa posição meio sentada e meio deitada, abraçando a cintura de Lexa, a forçando pra baixo cada vez mais, contra seu sexo. Apertou sua cintura, e Lexa sentiu suas unhas adentrarem, arderem...Sabia que no dia seguinte olharia aquilo com o puro sorriso e um breve comentário de: “valeu a pena”.

Clarke aumentara os movimentos de seu corpo, acelerando o ritmo da transa, ao nível de seu desejo desesperado. Lexa a seguira, pois partilhava a mesma sensação, as duas se esfregavam cada vez mais fortes, mais rápidas e mais escorregadias, quando Lexa apertara o abraço contra o joelho de Clarke com força, denunciando o gozo que chegava:

- Ahhhh, meu deus. Disse enquanto gozava prazerosamente.

- Eu vou gozar de novo. Admitiu Clarke. Se sentindo ainda mais excitada ao ver a morena gozar em seu sexo.

Clarke apertou a cintura de Lexa com intensidade, os olhos cerrados e a boca em busca de ar, enquanto seus movimentos acelerados, desengonçados e animalescos davam passagem para um alívio e uma calma que só Lexa conseguira arrancar dela.

Lexa repousou sua cabeça no joelho da loira, recuperando o ar.

Clarke tirou os fios de cabelo presos na testa, molhados pelo seu suor e aos poucos, com algumas câimbras e alguns incômodos, as duas se desvencilharam uma da outra.

Lexa estava deitada, ao lado de Clarke na cama, encarava o teto apreensiva, sabia que teria que virar e encarar a loira, mas não sabia como. Clarke recuperou o ar e se sentou, pensativa. Eram muitas palavras engasgadas, mas pouca coragem de ambas as partes. Lexa as colocou naquela situação, então decidiu dar o primeiro passo:

- Desculpa...Clarke, eu não devia...

- Desculpa? Interrompeu, encarando-a. – Depois do que houve aqui, o que você tem a dizer é desculpa?

- Não, não é isso, não quero que pense que to te usando ou que abusei da minha posição, só não quero que pense mal de mim.

- Acho que é um pouco tarde demais pra isso. Disse se levantando, magoada.

- Espera, eu não to conseguindo me expressa, que inferno, são tantas coisas pra dizer...Me escuta. Pediu se levantando.

Clarke pairou na porta do quarto e a olhou, impaciente, aguardando.

- Isso aqui, foi surreal, você é surreal, essa eletricidade foi...

- Surreal? Completou Clarke.

- Exatamente, e eu honestamente Clarke não sei o que to sentindo aqui. Disse apontando pro próprio peito. – Se quer saber, to com uma empolgação tão grande, que queria sair com você, te levar pra uma festa e dançar pelo resto da madrugada, ou pra um pico bem alto e assistir o pôr do sol, ou qualquer coisa que envolvesse eu e você. Disse gesticulando demais.

Clarke, um pouco convencida voltou a se sentar na cama:

- Lexa, você nunca se apaixonou? Perguntou, achando graça.

- Claro que já. Disse na defensiva, olhando a loira de cima a baixo. – Muitas e muitas vezes.

Clarke levantou uma sobrancelha, duvidando muito daquilo.

- Acha que é isso? Perguntou, com sinceridade.

- Não. Respondeu a morena, deixando a outra decepcionada. – É bem bem maior. Terminou, arrancando um sorriso da loira.

Clarke se levantou, respirou fundo, também estava perdida e se sentindo confusa, não queria apressar nada, sentia que teria que ir bem devagar com Lexa que tinha o ritmo lento pras coisas:

- Eu vou dormir. Disse virando as costas.

- Até parece que vou te deixar sair desse quarto. Disse Lexa puxando a loira que caíra na gargalhada com o movimento desastroso. Ao cair na cama, Lexa subiu em cima de Clarke, encarando os olhos azuis:

- Eu lembro dessa gargalhada. Disse encantada, com os olhos apertados.

- Eu não tinha tido motivos pra ela até agora. Admitiu.

Lexa aprofundou um beijo em seus lábios, um beijo calmo, lento, diferente do último que pedia por tanta urgência. Levou sua mão por toda a extensão de seu corpo, conhecendo ele de verdade, suas curvas, suas pintas e manchas, sentiu as mãos de Clarke a abraçarem, aumentando o contato. Lexa alisou seu corpo até suas pernas, arrepiando a loira, explorava sua língua, fazendo-as dançar em sincronia. Desceu seus beijos pela extensão de seu queixo, pescoço, atiçando o transe de Clarke que de olhos cerrados a sentia em toda sua plenitude.

Levou sua mão até o seio direito de Clarke, fazendo-a arfar com a cabeça pra trás. Massageou o seio aumentando a intensidade, apertando e dando pequenos puxões em seu bico enrijecido.

- Ahhhh.

Ouviu a loira gemer previamente, sorriu com a ação. Caminhou seus beijos através de sua pele quente, seguindo pelo pescoço, torço, seios, onde dedicou mais atenção a cada um dos bicos. Chupou e deu leves mordiscadas, aumentando a tortura da loira. Beijou sua barriga pálida, com os olhos cerrados, sentia as mãos de Clarke entrelaçarem seu cabelo. Apertava sua coxa, tateando os pelos que já estavam arrepiados com seu toque. Clarke alcançou sua mão que estava perdida em senti-la e entrelaçou com a dela, com a direita apertando a mão de Clarke de volta, Lexa levou a esquerda até um de seus seios, massageando-os.  Desceu os lábios pelo seu umbigo, mordendo sutilmente:

- Lexa... Disse com voz de súplica.

Alcançou com a boca suas coxas, depositando beijos lentos, e lambidas por la. Lexa se ajoelhou e abriu lentamente as pernas de Clarke, depositou um dedo em seu sexo molhado, sem dificuldade pra entrar. Mirou a mulher lhe encarando, com desejo, e aprovação. Lambeu seu clitóris, fazendo a loira se contorcer, enquanto puxava seus cabelos sem usar muita força. Lexa beijava sua coxa, enquanto fazia movimentos de vai e vem com seu dedo:

- Mais...Pediu.

Lexa obedeceu e penetrou mais um dedo lentamente em Clarke que a medida que sentia a inserção, cerrava os olhos com mais força. Lexa impulsionava os dedos aumento sua velocidade, sem tirar os lábios da loira, beijava as coxas, joelhos, barriga, qualquer parte que alcançasse, só queria mais contato sempre. Massageou o clitóris de Clarke com o polegar, sentindo seu sexo cada vez mais molhado, indicando o prazer que se aproximava:

- Mais forte...Implorou.

Lexa aumentou sua força e sua intensidade, por vezes mexeu seus dedos dentro do sexo da loira. Clarke apertou seus cabelos, e se pressionou contra os dedos de Lexa, mostrando que seu ápice estava acontecendo. Gemeu tão alto, que Lexa quase teve medo de algum vizinho reclamar na porta a qualquer momento, mas ela não se importava se esse fosse o preço, pagaria o que fosse por aquela cena, estava excitada, extasiada, num verdadeiro transe em não só assistir, mas em ser a razão do tesão que a loira sentia. Após abraçar os dedos de Lexa com o sexo quente, Clarke relaxou lentamente, deixando o corpo desfalecer parcialmente em cima dos lençóis.

Lexa retirou os dedos com calma, tentando não machucar a loira e os colocou na boca, lambendo cada parte deles. Clarke mesmo cansada, assistiu a cena deliciada, a puxou pelo braço e a beijou.

- Nossa...Disse Lexa, sem ar.

Clarke a olhava, se apoiou nas mãos, levantando a cabeça e ficando de lado:

- Foi bem melhor do que achei que seria. Admitiu Lexa.

Clarke sorriu:

- Você imaginava como seria isso? Perguntou convencida.

- É claro, desde o dia que te vi. Disse com honestidade. – Você é coisa de outro mundo, Clarke. Disse virando sua cabeça pra encara-la.

- Demorou pra ver heim?

- O que vamos fazer? Perguntou, chateada.

- Sobre o que?

- Isso...Nós. Disse apontando para as duas.

- Eu não to te pedindo em namoro nem nada, Lexa, foi só uma transa, não precisa se sentir tão cobrada. Disse, se sentindo um pouco ofendida com o tom da morena. Se deitou e fitou o teto.

- Você não sentiu a mesma coisa que eu? Perguntou assustada.

- Claro...Gozei, três vezes...Senti muitas coisas aqui. Disse orgulhosa, debochando.

- E foi tudo o que sentiu? Perguntou com receio, encarando-a.

Clarke encarava o teto pensativa, não queria admitir:

- Não, senti bem mais que isso, Lexa.

- Me diz o que. Insistiu.

- O que você quer que eu diga?  Que foi o melhor sexo que já tive? Que foi gostoso e intenso e nunca senti uma mistura de tesão com paixão assim? Pronto...Pode ficar toda alegrinha aí por ter me deixado completamente de quatro por você e voltar pra sua namorada pra comemorar. Disse com ressentimento e tom de voz elevado. Sem deixar de encarar o teto.

Lexa franziu as sobrancelhas confusa:

- Uau.

- Que palhaçada, Lexa. Disse.

- Clarke, me ajuda com isso...Eu vivi isso, te senti, te conheci e te tive nos meus braços.

- Certo...Disse tentando seguir a linha de raciocínio.

- E agora não posso ficar sem. Disse como se tentasse fazer uma simples equação. – O que vamos fazer? Disse com sincero receio.

Clarke sorriu, ao ver tamanha inocência em questões românticas em Lexa, sentiu que ela estava genuinamente confusa sobre isso e era fofo. Se desarmou, deu de ombros e se virou de volta para Lexa, apoiando a cabeça na mão novamente:

- Acho que podemos...Viver isso? Perguntou.

Lexa sorriu:

- Essa é a pior melhor ideia que eu já ouvi.

Clarke sorriu, achando graça:

-  Deixa eu te mostrar que é a melhor melhor ideia que você já ouviu. Se levantou e subiu em cima de Lexa, sentando em sua barriga.

Lexa gargalhou.

- Hey, não é pra rir. Disse cruzando os braços, emburrada.

Lexa a olhou e sorriu ternamente:

- Você é a coisa mais fofa que eu já vi na minha vida. Disse admirando.

- Fofa? Fofa, Lexa? Eu sou gata, sou gostosa, eu fodo bem. Disse levantando a sobrancelha.

- Eu sei que você está tentando ser sexy e não me leve a mal, está tendo todo o sucesso do mundo, mas devo dizer que essa sua carinha ainda é a coisinha mais linda desse mundo. Disse Lexa, temendo a reação de Clarke.

Clarke passou a língua pelo céu da boca, indignada:

- Fofa é? OK, ok...Ser fofa é fazer isso? Ela disse rebolando em sua barriga.

- Clarke...Alertou a morena.

- A carinha mais linda desse mundo, faz isso? Disse colocando a mão pra trás, alcançando o sexo de Lexa e passando a mão em sua entrada, umedecida.

- Deus...Disse a morena cerrando os olhos.

Clarke se movimentou pra trás, sentando em cima de seu sexo.

- E isso? Perguntou rebolando na morena que arfava ainda de olhos cerrados.

Clarke se levantou, despertando Lexa, que a encarava, levantou as pernas da morena e deitou no meio delas, descendo até ter sua boca na altura do sexo da morena. Clarke se abaixou e abocanhou se sexo, enquanto a sentia gemer:

- Clarke...

A loira lambia seu clitóris aumentando a intensidade, desceu sua língua até sua entrada e fez movimentos em circulares, enlouquecendo a morena que gemia sem parar. Clarke a provocou lambendo sem parar sua entrada e ameaçou entrar por ali, mas ao invés disso, desceu sua língua ainda mais, alcançando outra entrada, Lexa se assustou, mas se deixou levar, Clarke circulou seus movimentos por ali, deixando a área sensível o bastante:

- Meu deus, Clarke...Vai me fazer gozar só com isso. Disse.

Clarke sorriu com os dizeres e subiu de volta sua língua até seu sexo, dessa vez fazendo movimentos de vai e vem sem parar, com força, roçando sua língua pela entrada de Lexa, por suas extremidades hora e outra lambendo seu clitóris, mas sempre retornando as estocadas. Sentiu o lençol ser puxado embaixo de si e viu Lexa espremendo o pano entre os dedos, seu orgasmo estava próximo. Ainda estocando com a língua, massageou seu clitóris com o polegar, toda sua extremidade estava molhada, estocou mais algumas vezes, sentindo a morena não suportar mais e alcançando seu paraíso:

- Ahhh. Gemeu em denuncia, apertando os cabelos de Clarke e se esfregando em sua língua com força, até relaxar, satisfeita. Clarke terminou de lamber todo o líquido deixado ali, arrepiando a morena. Subiu em cima de Lexa sorridente, repousou seus braços em cima de seu torço:

- Quão fofa fui agora? Perguntou.

Lexa gargalhou:

- Tudo bem, você venceu. Você não é fofa, você é sexy, sexy pra cacete, você é tão sexy que só de olhar pra você tenho vontade de tirar a roupa. Disse.

- Isso foi óbvio desde o primeiro dia. Disse saindo de cima de Lexa, com bom humor.

Lexa sorriu, achando graça.

- Que horas são? Perguntou Lexa, retoricamente olhando seu relógio de cabeceira, ao seu lado. – Seis da manhã? Meu deus. Disse impressionada.

- Você têm algum compromisso? Perguntou Clarke com um tom de mágoa.

Lexa se levantou da cama, e colocou seu roupão azul marinho, percebendo o receio da loira ainda deitada:

- Tenho. Disse.

- Ah. Disse com desanimo, se levantando.

- Preparar seu café da manhã. Disse abrindo um sorriso inocente.

Clarke a olhou e sorriu na mesma intensidade:

- Você brinca igualzinho ao meu pai, sabia disso né?

-  Acha que aprendi todo esse bom humor como? Perguntou pulando em Clarke e a levando de volta pra cama. – Essa noite foi...

-  Incrível, eu sei. Disse revirando os olhos, deitada embaixo de Lexa.

- Você é incrivelmente confiante, sabia disso? Perguntou, com bom humor.

- Confiante não, orgulhosa. Mas se quer saber, essa noite foi bem...a melhor da minha vida se quer saber. Admitiu.

Lexa roçou seu nariz no nariz de Clarke, que cerrou os olhos sentindo a sensação:

- Me deixa cozinhar pra você? O que acha de um fabuloso omelete? Perguntou Clarke.

- Mi cozinha es su cozinha. Respondeu saindo de cima da loira.

*******

Passado meia hora, Clarke com Lexa na cozinha lhe auxiliando, preparou dois grandes omeletes com bastante queijo e temperos.

Serviu Lexa que estava com água na boca, mas antes que a morena pudesse se deliciar com o que prometia ser o melhor omelete de todos, Clarke coçou a garganta em voz alta, Lexa a olhou confusa:

- O que foi? Perguntou.

- Você tem que comer certo. Corrigiu se sentando na cadeira a sua frente.

- E como seria comer certo? Perguntou cruzando os braços.

- Assim. Disse pegando o maple syrup que estava em cima da mesa e depositando em cima de seu omelete.

Lexa sentiu seu estômago embrulhar:

- Melado? Você bota melado no omelete? Eca, Clarke. Disse fazendo caretas parecendo uma criança.

- Lexa, é o melhor gosto que existe no mundo, a mistura do doce com o salgado, meu omelete não faz sentido sem isso. Disse.

- O que não faz sentido é você achar que vou colocar essa massaroca na boca. To muito bem com meu omelete salgado, obrigada.

- Por favor. Por mim...só um pedacinho. Pediu com as mãos juntas, implorando.

Lexa respirou fundo e revirou os olhos, não podia competir com aquilo. Pegou o maple syrup e depositou um pouco num pequeno pedaço de seu omelete, cortou o pedaço com o garfo e provou.

Clarke a olhava ansiosa.

Lexa sentiu seu estômago virar e desvirar varias vezes:

- Isso é provavelmente a coisa mais nojenta que já comi em toda minha vida. E olha que já comi muitas coisas...Muitas. Disse dando enfase.

- Seu paladar precisa de refinamento. Disse Clarke contrariada.

- Claro, aposto que essa mistura é a última moda em Paris, eu que sou suburbana demais pra isso. Disse debochando.

- Tudo bem, tudo bem. Você venceu, não é a mistura mais popular do mundo.

Lexa sorriu vitoriosa:

- Se fosse, chamariam ela de...Omelete a là Clarke...Sacou? A Là carte...A là Clarke. Disse.

Clarke gargalhou com a cabeça pra trás:

- Que piada maravilhosamente infame. Disse ainda sorrindo.

As duas terminaram o desjejum embaladas por conversas, piadas ruins e um carinho inexplicavelmente íntimo. Lexa adorava como a conversa fluía naturalmente com Clarke, como se as duas tivessem tudo em comum e talvez, elas tivessem mesmo.

- E quanto a aquela agencia dos infernos? Suponhamos que ela fosse fechada por motivos de: A imprensa descobrir, o que acha que aconteceria com você? Perguntou Clarke, mudando de assunto de repente, sondando.

- Bom. Disse Lexa se levantando e guardando os ingredientes que estavam em cima da mesa. – Primeiro prenderiam todos os responsáveis, até descobrirem quem sabia dos cativeiros e quem não sabia, ia rolar um processo super lento, depois mirariam as cabeças, prenderiam Kane e quem mais está na diretoria.

- Quem mais está na diretoria? Perguntou Clarke, interessada, ajudando Lexa.

- Isso muda anualmente, quando ficamos sabendo dos nomes, eles mudam tudo outra vez.

- É rotatório? Porque?

- Pra despistar, eu acho. Você não pode confiar em ninguém lá dentro, já dizia seu pai. Disse sorrindo.

- Não faz sentido, eles trocarem um conselho de direção inteiro de uma suposta “agencia”. Disse fazendo aspas. – Isso custa caro, Lex, estamos falando de grana muito alta. Uma vez, fiz uma matéria sobre salários exagerados e o mal uso do dinheiro público. Claro que não foi aceita pelo babaca do Titus. Disse revirando os olhos. – Mas você ficaria surpresa em saber quanto um diretor desses aí deve ganhar pra ficar trocando uma vez por semana. Disse colocando as xícaras na pia.

- Clarke, eu sei disso. Eu só to te contando o que passam pra gente, na verdade... Disse respirando fundo, como se tivesse algum receio em dizer aquilo em voz alta. – Eles só passam isso pra nós e apresentam pessoas novas o tempo todo e isso nos confunde, nos distrai.

- E como você sabe que estão mentindo? Perguntou a loira, curiosa.

- Uma vez, nos apresentaram uma galera, cinco pessoas. Eu já estava desconfiada disso a um tempo, e bom, testei. Acompanhei a todos numa reunião ultra secreta, e antes que Jake me expulsasse da sala, fiz uma pergunta que qualquer diretor tinha a obrigação de saber.

- Que pergunta?

- Uma senha nova pra sala de interrogatório, seguindo os padrões. Disse com cara de esperta.

Clarke levantou a sobrancelha:

- Padrões? Vocês tem padrões pras senhas?

- Eu acho que chega de perguntas por hoje, né? Disse, encerrando o assunto e selando seus lábios nos de Clarke, calando a loira, por hora. – Agora, eu preciso de um banho.

- Onde ta seu notebook mesmo? Podíamos ver um filme, o que acha? Perguntou Clarke.

- Ahhhh, só se for um daqueles de terror, bem bem sangrentos. Disse.

- Porra, Lexa, porque isso?

- Pra você ficar com medo e me agarrar o filme todo. Disse Lexa, com um sorriso de canto.

Clarke revirou os olhos:

- Bobinha, não preciso disso pra agarrar você. Aliás, não preciso mais de desculpa nenhuma. Disse Clarke puxando Lexa pela nuca e invadindo sua boca com sua língua.

- Depois dessa, eu definitivamente preciso de um banho. Ele ta no meu guarda – roupa, na primeira gaveta. Disse indo até o banheiro.

Clarke pegou o notebook de Lexa e se sentou em sua cama, abriu depressa, e baixou o navegador anônimo.

- Obrigada internet rápida. Disse a si mesma ao ver a velocidade em que o download foi feito.

Abriu o navegador e entrou no uol, abriu seu mais novo email, digitou o endereço de Raven, o que conversavam sem serem rastreadas:

“ A agencia fica nesse endereço: ...

Vê o que consegue sondar de lá, eles usam senhas pra praticamente todas as salas, de 4 a 6 dígitos normalmente. Existe um padrão de senha, não importa quantas vezes eles troquem, o padrão continua o mesmo. Estou providenciando mais informações sobre isso. Conversem com minha mãe, meu pai fazia parte do pessoal alto dessa agencia, e ela sabia. Como estão as coisas? Murphy, falou com Octavia? Mando notícias quando puder. Amo vocês.”

- O que você quer almoçar? Eu pensei num frango com...Disse Lexa só de toalha, entrando em seu quarto.

Clarke pensou em fechar o notebook com pressa, mas sabia que Lexa desconfiaria e não teria acesso novamente pra apagar tudo antes que a morena visse. Então, achou melhor disfarçar da melhor maneira que pode:

- Franguinho? Assado ou grelhado? Acho que prefiro peixe. Disse Clarke sem tocar em qualquer tecla, com tudo aberto, inclusive a mensagem. Lexa seguiu até seu guarda – roupa e pegou uma calcinha, a vestiu ainda com a toalha.

- Já escolheu o filme? Perguntou.

- Não, eu sou muito indecisa. Na verdade, abri a página de notícias, você viu o atentado em Nova Jersey? Perguntou, se lembrando de umas das notícias na página inicial que havia visto sem prestar muita atenção na página da uol.

- Eu vi. Não quis te dizer nada pra não se sentir mais presa do que está. Disse se aproximando.

- Não se preocupe com isso, essa sensação de sufoco está passando. Disse com um meio sorriso e temendo a aproximação de Lexa.

Lexa passou a mão nos cabelos de Clarke com carinho e voltou ao seu guarda-roupa, vestindo uma calça jeans e uma regata.

- Eu posso ir com você? No mercado? Pediu.

- Clarke...

-  Eu sei, eu só queria respirar um pouco. 

- No mercado tem câmeras, Clarke. Desculpa. Disse com o coração partido.

Clarke encarou o chão:

- Tudo bem.

Lexa colocou uma blusa de moletom.

- O que você quer comer? Frango ou peixe?

Clarke repousou o dedo no queixo pensando. Lexa a encarava, o notebook no colo da loira, estava de costas para Lexa:

- Pode ser frango, compre batatas, mussarela, temperos, incluindo pimenta, compra também...Tomates e algumas folhas pra fazer uma saladinha. Molho...Compra molho, pode ser barbacue ou ranch, o que você preferir. E claro...

- Vinho? Completou Lexa.

- Vinho. Sorriu.

- Esse almoço vai ficar surreal.

- Se depender de mim, almoço, sobremesa, tudo...Disse a loira com a sobrancelha erguida.

- Não faz isso, se não eu não consigo sair daqui. Disse se aproximando e tocando sutilmente os lábios de Clarke com os seus.

Clarke se distraiu e fechou o notebook, não podia negar um beijo de Lexa e nem mesmo queria.

Após longos minutos se beijando em cima da cama, Lexa se levantou:

- Você não me deixa ir. Reclamou, falsamente.

Clarke sorrira e se levantara também:

- Vai logo, se não o almoço vai sair cinco horas da tarde. Disse.

Lexa saiu do apartamento e Clarke correu pra pegar o notebook novamente, o abriu e a mensagem ainda estava aguardando pra ser enviada. Respirou fundo, em um minuto de consciência se sentiu mal por agir pelas costas de Lexa:

- Desculpa, Lex. Disse a si mesma, tentando limpar a própria culpa.

Clicou em “enviar”.

Em questão de poucos minutos Raven respondera:

“ Murphy está com sua mãe neste momento, almoçando. Octavia não está lá e desde ontem ninguém consegue encontra-la, a situação com sua irmã está insustentável, sinto que sua mãe vai pirar, Clarke. Não rola a gente te ver? Ela te ver? Ta tão presa assim? Sobre os padrões, eu já ouvi falar disso, tem algo parecido numa matéria sobre a CIA que o jornal fez a uns dez anos atrás. To indo na redação agora buscar arquivos antigos. Beijos”.

O coração de Clarke acelerou com a informação sobre Octavia:

- O. o que você ta fazendo? Perguntou em voz alta. Respondeu a mensagem, queria aproveitar os poucos minutos que tinha:

“Ache minha irmã, vou fazer esse encontro acontecer. Amanhã de manhã é o melhor momento. Me encontre atrás do mercado municipal, com ela e Murphy se conseguirem, às 11h. Em ponto, não se atrasem, prestem atenção no caminho, desliguem o celulares, não tente se comunicar comigo de forma alguma. Cheguem separadamente e esperem em diferentes pontos da rua. Beijos, amigos.”

Bufou, estressada e limpou o navegador do computador, apagando seus rastros.

Alguns minutos depois, Lexa voltou:

- Clarke...Chamou cheia de sacolas.

- Meu deus,  Lexa, comprou o mercado todo? Perguntou correndo pra ajudar a morena.

- Você pediu ingrediente pra cacete, o que eu podia fazer?

- Mas eram em pequenas quantidades, pra uma refeição, não pra uma festa com trinta pessoas. Lexa, você comprou um frango inteiro, o que eu vou fazer com um frango inteiro? Perguntou bisbilhotando em uma das sacolas, depois de coloca-las na mesa.

- Ué, assim da pra semana toda, não preciso ficar saindo toda hora pra comprar comida. Nunca fui tantas vezes seguidas no mercado na vida. Disse, tirando as coisas das sacolas.

- Lexa, isso estraga, o frango inteiro você compra pra ceia de natal, ação de graças, pra fazer macumba...Não pra um almoço de duas pessoas. Eu vou ter que congelar 90% disso.

- Pois congele.  Disse dando de ombros, como se fosse óbvio.

- E desossar, você me comprou um animal cheio de ossos.  Eu vou te matar.  Disse respirando fundo.

- Você vai dar um jeitinho, se bem sei, os genes forte dos Griffins corre aí, dona Abby saberia bem o que fazer com isso.  Disse em tom de humor. Tom que deixava Clarke cada vez mais irritada.

Passadas três horas, Clarke desossou todo o frango, o fatiou e guardou as partes principais num pote com papel filme, congelando. Aproveitou o peito e grelhou no formo com legumes, temperou com shoyo, pimenta e alho.

Lexa fez arroz e amassou as batatas pro purê.  Fez geleia de framboesa, que Clarke auxiliou o tempo todo e lavou as saladas:

- O forno apitou, vou tirar o frango e os legumes, vai pondo a mesa, por favor. Pediu.

- Formamos uma boa equipe. Disse Lexa limpando a mesa e colocando os talheres.

- A melhor de todas. Disse Clarke sorrindo, satisfeita, enquanto retirava a forma do forno.

As duas comeram o franco com legumes, o purê com molho de geleia e a salada, acompanhado de vinho. Se deliciaram e fluíram com assuntos intermináveis:

- Você tem uma coisa com misturar doce com salgado heim? Perguntou Lexa, passando o molho de geleia de uva no frango.

- É a melhor mistura...O diferente. Disse erguendo a sobrancelha.

Lexa encarou o prato, sem jeito.

- Eu gostei de hoje. Muito. Disse cortando um pedaço do frango.

- Eu também, Clarke. Não tinha dias assim desde...Acho que nunca tive dias assim. Disse fazendo graça enquanto comia a salada.

Clarke sorriu.

-  Me sinto tão a vontade com você, é até bizarro. Disse Lexa. – É como se...

- Meu pai estivesse aqui? Perguntou, interrompendo.

- Não. Mas como se parte dele sim. A parte doce, pura, as partes que eu admirava. E acho que estão sabia?

- Acha? Perguntou, levantando seu olhar.

- Sim, em você. Você tem ele todinho, Clarke. As características físicas e a personalidade.

- Como era pra você? Ver a gente brincando e você tendo que se esconder? Não...doía? Perguntou curiosa.

- Pra caramba. Ainda mais quando ele me levava pra treinar no seu porão. Eu ouvia a risada de vocês, principalmente a sua, era sempre a mais alta. Eu sempre sabia quando era você quem ria. Disse nostálgica.

- Eu sinto muito por sua infância, Lexa. Queria que tivesse sido melhor que isso. Disse com sinceridade, sem encara-la. Cortando sua comida.

- Não sinta pena de mim Clarke. Eu cresci bem, nunca me faltou nada, até carinho seu pai me dava e vez ou outra até sua mãe. Só me faltou...Liberdade, uma vida comum.

- Eu tive liberdade e uma vida comum e olha onde eu estou. Disse revirando os olhos.

- Mas isso foi uma coincidência...Uma coincidência de merda, mas foi. Disse. – Aliás, por falar nisso...Vamos falar desse seu chefe aí.

- Titus?

- Isso. Qual foi? Acha que ele armou isso pra você ou o que? Perguntou, provocativa.

- Não, Titus não faria isso. Pelo menos eu acredito que não. Clarke disse parando entre as frases para mastigar. – Mas eu não entendo porque o gatilho desse tal vírus tava com ele, numa máquina acessível pra quase todo mundo.

- O notebook que você mexeu não era pessoal?

- Não. Era profissional.

- Mas era protegido por senha, certo?

- Sim, mas a senha mais imbecil do mundo, qualquer um acertaria. Disse revirando os olhos.

Lexa respirou fundo, limpou a boca com um guardanapo e terminou de mastigar, com calma colocou os cotovelos na mesa:

- Clarke, você não acha estranho ele manter isso num computador em que todos tivessem acesso? Numa sala de vidro que dá diretamente pra uma câmera de segurança?

Clarke a encarava sem saber o que responder:

- Com uma senha teoricamente simples, que talvez qualquer um acertasse, num período que só você estava no escritório?

- Mas ele não tinha como saber que eu estaria lá, Lex. Eu não passo do horário todos os dias.

Lexa coçou a nuca pensativa:

- O que te fez mexer no notebook dele?

- Uma fonte me disse que Titus trocava email com um secretário de segurança que era acusado de panfletagem e pagamento de propina pra ganhar votos. Trabalhamos com medição de dados, ibopes, audiências e etc no jornal. A gente recebe esses dados todos os meses e num deles, os gráficos estavam alterados...

- Você ta falando grego comigo. Disse Lexa, zonza.

- Eu vou resumir de uma forma mais informal, o jornal recebe uns e-mails com umas informações financeiras, todo mês, informações de políticos, de popularidade, essas coisas. Só que em um dos meses essas informações vieram alteradas, tipo, muito alteradas. Alguém alterou isso.

- Beneficiando outra pessoa? Perguntou Lexa tentando seguir o raciocínio.

- Isso. Mas essa não é a questão. A questão é que o politico beneficiado tava pra ser denunciado, isso ia ser grande e o Titus trocava e-mails com ele todo mês, pra receber esses dados. Mas num desses meses o email veio com informação alterada. E foi isso que minha fonte me mandou, mandou eu ver os e-mails trocados, verificar se realmente existia essa alteração, porque se existisse, significava além da desonestidade comprovada desse político, como a interação dele com Titus.

- Mas você ia denunciar seu próprio chefe?

- Não! Ele não leu o email, supostamente. Disse se dando conta de que não tinha certeza do que estava falando.

- Parece que tem alguma dúvida aí. Disse Lexa, sentindo cheiro de dúvida.

- Essa história toda ta muito estranha.

- Eu também acho. Essa sua fonte aí por exemplo...É confiável?

- Claro, ela me manda informação toda hora, é uma moça, não a conheço pessoalmente, mas sempre que apita número desconhecido sei que é ela. Se explicou, tranquila.

- Mas e se eu te mandar uma mensagem de número desconhecido? E disser que sou essa tal moça aí? Como você vai saber que não sou ela? Perguntou, calmamente pra que Clarke entendesse onde ela queria chegar.

- Mas porque alguém me mandaria informações falsas?

- Pra você mexer no computador do seu chefe atrás das pistas, talvez...

- Mas Lexa, isso não garante que eu mexesse no supervírus.  Eu podia muito bem ignorar esse plugin idiota e continuar com a minha vida. Disse se levantando e jogando o resto de comida no pequeno lixo em cima da pia.

Lexa respirou fundo, pensando. Se levantou também e colocou seu prato vazio na pia, pegou a bucha e começou a lavar a louça ali parada enquanto conversava com Clarke:

- Sabe, uma vez seu pai me contou sobre o quanto você queria entrar no porão, mesmo com todo mundo te dizendo que não o tempo todo. Ele disse uma vez pra Octavia não entrar e ela obedeceu, já você? Toda vez que ouvia um barulho, pairava na porta tentando ouvir. Afirmou.

- Claro, precisava saber o que tinha ali. Tava fazendo barulho porque, ué. Disse como se fosse óbvio, enquanto limpava a mesa.

Lexa a olhou e esperou que concluísse o raciocínio sozinha.

Clarke arregalou os olhos, como se tivesse tido uma ideia:

- Ele...

- Sim. Confirmou Lexa se virando e olhando pra louça que estava lavando.

- Acha que Titus me mandou essa mensagem porque sabia que eu fuçaria na porcaria de um plugin por curiosidade?

Lexa confirmou com a cabeça.

- Filho da puta. Ele queria me incriminar o tempo todo, meu deus, como fui usada. Titus barrou meu texto, me fez escrever outro, sabia que isso me levaria o dia inteiro, que eu ficaria depois do horário. Meu deus, como fui idiota. Disse jogando o pano de prato no chão.

- Calma. Você não foi idiota. Titus só é muito espero e minucioso. Isso não te faz idiota, te faz humana. Disse, tranquilizando a loira que se sentou e colocou a mão na testa, pensativa:

- Mas porque eu? O que eu tenho a ver com essa história, Lexa?

- É exatamente isso que quero descobrir. Disse.

*****

No dia seguinte, Lexa acordou dez da manhã, beijou Clarke na testa, a loira dormia no sofá, por escolha própria. Tinha medo do quão entregue estava por Lexa e dividir a cama como um casal podia piorar essa sensação:

- Hey. Chamou Lexa, sentada na ponta do sofá, visualizando Clarke.

- Hmmm. Disse a moça, sonolenta.

- Eu preciso ir trabalhar, você promete que vai ficar bem? Perguntou, preocupada.

- Uhum. Confirmou. – Preferia que você ficasse. Disse.

- Eu sei, mas tenho que trazer o pão pra sua barriguinha. Disse fazendo suaves cócegas em Clarke, que se contorceu segurando o riso.

- Tudo bem, vai lá mamãe urso prover pro nosso lar. Disse bem humorada, com voz de sono.

Lexa deu risada:

- Por favor, não faça nenhuma besteira, me promete?

- Prometo.

- Qualquer coisa que precisar me liga do celular que eu te dei, manda mensagem, qualquer coisa. Nada de sair, Clarke, não faz isso comigo por favor.

Clarke respirou fundo, fez figas com a mão direita, embaixo da coberta:

- Você vai se atrasar pro trabalho. Disse, mandando uma piscadela.

Lexa sorriu e deu outro beijo na testa da loira, carinhoso.

Assim que Lexa deixou o apartamento, Clarke se levantou depressa, foi até o quarto e colocou sua calça jeans que já havia chego da lavanderia, uma regata qualquer e um casaco simples de Lexa. Calçou um all star perdido embaixo da cama da morena, pegou uma toca de lã que encontrou no meio dos casados e um óculos de sol. Cobriu todo o cabelo com a toca, sem deixar um fio loiro sequer fora dela e correu pra porta:

- Desculpa, Lex, juro que vou fazer de tudo pra te manter fora dessa. Disse em voz alta, saindo do apartamento.

Desceu pelas escadas de incêndio, saindo da visão do porteiro e foi até o outro lado da rua, olhou no grande relógio do mercado municipal, marcava 11:14 da manhã. Estava atrasada. Atravessou o mercado correndo, tentando não esbarrar nas pessoas e não chamar atenção, sem muito sucesso. Chegou até o outro lado, saiu do mercado e olhou ao redor, canto direito da rua, nada, canto esquerdo, nada. Andou um pouco e decidiu ir até a esquina mais próxima, a rua atrás do mercado era vazia, se tivesse alguém por lá, Clarke veria.

Um homem de óculos escuro e casaco preto aguardava por lá. Clarke se aproximou:

- Murphy. Chamou quase num sussurro.

O rapaz se virou depressa, mediu Clarke irreconhecível de cima a baixo:

- Meu deus, loirinha. Disse ao garantir que era sua amiga. A apertou num abraço apertado de quase quebrar os ossos:

-  Murphy, de ossos quebrados já me bastam os das surras. Disse sufocada.

- Nem acredito que é mesmo você. Te procuramos tanto, garota. Disse.

-  Elas vieram? Perguntou.

Murphy assoviou e de repente Raven apareceu arrastando Octavia que parecia ter sido levada até lá obrigada.

Ao avistar a irmã, Octávia correu, correu tão rápido que todos pensaram que a morena fosse tropeçar a qualquer momento, correu e pulou no colo de Clarke, como se a irmã estivesse fugindo.

Clarke a abraçou de volta, a segurando no colo como uma criança. Não imaginava essa recepção da irmã, as duas não eram tão próximas desde a morte de Jake. Retribuiu fortemente o abraço da morena.

- Clarke...Disse Octavia.

- O. meu deus, graças a deus você ta bem.

- Eu que o diga. Disse soltando a irmã e repousando os pés no chão.

Raven a abraçou com emoção, derrubando uma ou várias lágrimas:

- Que susto, Clarke. Você demorou, achei que fosse uma armadilha.

- Não consegui sair antes.

- Sair de onde? Perguntou Murphy.

- É, sair de onde? Reforçou Octavia.

Clarke respirou fundo e no meio dos dois amigos e da irmã disse:

- Precisamos sentar, porque vocês vão cair pra trás depois de tudo que eu vou contar. Mas antes, precisam jurar e ter a consciência de que ninguém...Ninguém pode saber que eu estou viva. Nem a mamãe. Disse olhando pra Octavia. – Nem Titus.

- Nem Titus? Perguntou Octavia, impressionada.

- Ninguém, Octavia. Não confiem em ninguém. Esse é definitivamente o melhor conselho pra essa situação.

- Quem te deu esse conselho estranho? Perguntou Octavia, por baixo de seus óculos escuros.

- Papai. Disse encarando a morena, que a olhou em choque. - E é graças a ele também...Que estou viva. Disse intensamente, conseguindo total atenção de todos presentes naquela esquina.

As respirações estavam densas, pesadas, ansiosas, qualquer que fosse a história que Clarke decidisse revelar, afetaria a vida de todos ali, de uma forma ou de outra.A loira respirou fundo, e os encarou, buscando as palavras certas:

- Vamos lá...

 

 


Notas Finais


Agora para aqueles que n sabem, outro motivo da minha demora, foi minha atenção com
uma ONE SHOT que postei essa semana:

HURRICANE
http://socialspir.it/10884855

Muita gente não recebeu notificação dessa SHOT, por isso deixo o link aqui pra vocês acessarem. A historia é Elycia. Espero que gostem.

<3


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