História Gostos Peculiares - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Drama, Erótico, Fifth Harmony, Harry Styles, Hot, Lauren Jauregui, Lésbico, Ninfomaníaca, Normani Kordei, Norminah, Prostituição, Revelaçoes, Romance, Sexo, Suspense, Terrorismo, Veronica Iglesias
Visualizações 210
Palavras 2.522
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Josei, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Passei a semana ansiosa para mostrar essa surpresinha, espero que gostem!

Capítulo 27 - Vero e Ally... velly?


POV NARRADOR

- Caralho, vou precisar no mínimo de mais três dozes dessa. – disse Veronica para Lauren, após serem apresentadas às primas de Dinah. Do outro lado da sala, as duas amigas apenas observavam as loiras altas vindas do Estado do Oregon para parabenizar Dinah por seus vinte e dois anos.

- Tem certeza de que vai dar conta do recado se continuar bebendo? E que recado...

- Vadia, só porque você broxa quando bebe não quer dizer que eu também vá. – devolveu Veronica.

- Eu nunca broxei. – rebate Lauren.

- Ata. E daquela vez com aquela Samantha da turma de medicina?

- O quê? Aquilo não valeu. Para tocar naquilo eu devia estar ao menos com uma serra elétrica. – as duas amigas começaram a rir até que Veronica se engasgou com a própria bebida, Lauren desfere algumas tapinhas nas costas da outra enquanto tenta cessar o próprio riso.

- Você podia ao menos ter brincado de cabeleireiro com ela, sei lá, ter feito umas trancinhas e colocado uns lacinhos. – disse Veronica ao se recompor.

- Sem comentários, Vero. – disse Lauren, ainda sorrindo enquanto tentava fazer sumir da memória a imagem da garota não depilada.

- Até parece que você não gosta de... – Veronica começou, mas parou como se buscasse a palavra correta. – coisas naturais. – completou e voltou a rir.

- Cala a boca, vadia. – rebateu Lauren enquanto ria junto. - Mudando de assunto, você viu aquele link que mandei no seu email? – perguntou, mas Veronica não lhe deu atenção. – Vero? Você me ouviu?

- Mandou o quê? – pergunta Veronica, um tanto deslocada.

- Mandei o link da inscrição do congresso que vai ter na semana que vem.

- Mais um? Eu já estou cansada, Laur. Quantos já tivemos só nesse período?

- Mais do que eu gostaria. – responde Lauren, após uma golada de sua bebida amarronzada.

VERONICA’S POV

Precisei me esforçar para não demonstrar nada na frente de Lauren, já a preocupei demais com esse assunto e chego até a sentir vergonha de mim mesma ao lembrar de todo o desespero que senti. Não estou acostumada com essas coisas. É muito esquisito não ter o controle das minhas emoções, tem momentos que pareço até uma marionete dos meus sentimentos por ela. Ela... Tão perto e tão longe. Tão próxima das minhas mãos e tão distante do meu querer. Sabe aquele frio na barriga de quando se está prestes a beijar alguém e você fica naquela ansiedade de eu beijo ou ela beija? Vou agora ou não vou? E você junta tudo isso e sente uma agonia esquisita no estômago, algo que não sente normalmente? Eu sinto isso todas as vezes que a vejo, Allyson Brooke, um metro e meio discursos religiosos e belos sorrisos. Confesso que não queria ter vindo para não vê-la, para evitar ao máximo cruzar nossos olhares e sentir essa coisa esquisita que faz meu estômago embrulhar. Mas Lauren tinha razão, eu não poderia fazer isso com Dinah, não no dia dela.

- Vou pegar outra bebida, ta bom?

- Ok. Não demora, Laur.

- É do outro lado da sala, Vero. Não vou sair da cidade.

- Você sabe que sou uma pessoa carente. – brinco. Ela sorri para mim e se afasta na direção da mesa de bebidas próxima à janela. Passo os olhos pela sala e chego a reconhecer algumas pessoas, mas minha atenção é completamente roubada por outra pessoa, não apenas a atenção, mas todo o meu juízo. Vejo-a entrar no corredor e provavelmente num dos quartos, não penso, não calculo as consequências do meu próximo ato. Deposito meu copo em qualquer canto e a sigo. Paro em frente à porta de um dos quartos e tento escutar algo vindo do cômodo, nada ouço. Devagar, giro a maçaneta e entro. Fecho a porta atrás de mim e a observo de pé em frente à janela ao fundo do quarto bem arrumado. Sinto meu corpo inquieto, mas agora preciso ter cautela em cada palavra que proferir.

- Você está legal? – pergunto-lhe, ainda da porta.

- É engraçado. – diz ela sem me olhar, continua de frente para a janela.

- O quê? – pergunto-lhe.

- A vida. Tudo pode parecer bem, sob controle e... Correto. Você olha para uma pessoa e consegue ver toda uma vida ao lado dela. Mas acho que nem sempre as pessoas corretas vão conseguir... – tento entender o que ela fala, mas devo ter me perdido na primeira frase. Ela está tentando dizer que tem algo errado com a vida dela?

- Desculpa, mas eu não estou entendendo. – sou sincera. Ela vira o corpo e me encara. Vestido azul na altura dos joelhos, cabelos lisos acima dos seios, batom rosado e olhos tristes. Ela respira fundo. Nos encaramos por alguns segundos e ela se aproxima, senta-se na cama e sinaliza para que eu faça o mesmo. Me aproximo e sento ao seu lado, deixando um espaço de apenas três palmos entre nós.

- O que você pensa de mim? – pergunta-me ao fixar nossos olhos.

- Como assim? – pergunto-lhe e logo me arrependo, que droga! Foi uma pergunta simples, como eu pude ter perguntado “como assim?” devo estar parecendo uma idiota.

- O que você acha de mim e o que você sente por mim? – pergunta ela. Meu coração acelera.

- Você parece ser esforçada e uma boa amiga. – digo-lhe. Ela permanece me olhando inexpressiva.

-Eu te fiz chorar. – ela dispara.

- O quê? Não...

- Você chorou quando eu disse aquelas coisas e eu continuei e... – Allyson começa, mas interrompo-a.

- Não tem importância, isso... - não sei o que dizer.

- Descontei muitas coisas em você, – ela começa. – não no início, como daquela vez no bar em que nos conhecemos. Você foi mesmo idiota naquela noite.

- É. Eu fui muito idiota. – lembro de ter ficado bêbada e cortado a mão, ela fez um curativo no meu machucado e eu acabei tentado agarrá-la.

- Mas depois, nas outras vezes em que nos encontramos, eu te tratei como...

- Um lixo. – completo sua frase.

- Eu errei com você.

- Não, por favor, não se culpa por tudo aquilo. Eu que errei, eu que fui uma idiota o tempo inteiro com você. – rebato.

- Eu não devia usar a minha religião para machucar as pessoas e...

- Eu gosto de você. – disparo. Ela me olha surpresa. Encaro-a com o coração querendo sair pela boca, sinto o suor em minhas mãos e evito movimentá-las.

- Eu sei. – diz ela.

- Desculpa, eu não devia ter dito isso.

- Veronica, por favor, para de pedir desculpas como se fizesse algo errado a cada minuto. Isso está me deixando agoniada. – nervosa, apenas balanço a cabeça em sinal afirmativo. – não é como se eu não te entendesse, eu gosto da Normani e ela é lésbica. Entende o que quero dizer?

- Mais ou menos. – respondo-lhe.

- O ponto em que quero chegar é que não é pela sua sexualidade que eu te evito.

- Por que, então? – pergunto frustrada.

- Por que eu tenho um compromisso. Por que eu fiz promessas de fidelidade e... – ela faz uma pausa. - Quer saber? Isso é uma grande besteira. Nem sei se ainda tenho um relacionamento.

- Vocês terminaram?

- Não sei.

- Como não sabe?

- Paramos de nos falar há uns dias. Está tudo estranho. Parece que tem um vazio dentro de mim que nunca vai ser preenchido. – ouço Allyson se abrir e cada palavra surte como uma facada em minha pele. Claro que é uma boa notícia ela estar solteira, ótima na verdade, mas ainda sim é doloroso vê-la sofrendo por esse cara. Vulnerável bem na minha frente enquanto eu só quero tê-la em meus braços.

- Suas amigas já sabem?

- Não. Ainda não consegui falar sobre isso com elas.

- Mas você acha que tem volta?

- Não sei. Talvez. Ele mudou muito depois que começamos a faculdade, acho que a distância está mostrando que o nosso amor é fraco. – ela estava com lágrimas prontas.

- Você sofre por ele e eu sofro por você. – falo sem pensar. Ela me encara, uma lágrima desce. – droga, não estou ajudando muito.

- Que droga. – ela diz e ri. Mas não um riso bom, parece de nervosismo.

- Merda, eu não sou muito boa nisso. A Lauren sempre fica com a parte de ajudar quando alguém no grupo está triste.

- Tudo bem. Está tudo bem. – ela respira fundo e enxuga o rosto com as costas da mão esquerda. Allyson fica de pé, levanto apenas um segundo depois e ficamos cara a cara, tão próximas que consigo até sentir seu leve perfume adocicado.

- Se ele fez isso, ele não merece o seu amor. – digo-lhe, antes que ela dê qualquer passo.

- O que você entende de amor, Veronica? – pergunta-me com voz de choro e sobrancelhas levantadas.

- Eu... Eu só sei que ele não devia fazer você se sentir desse jeito. Não devia nunca te causar dúvidas ou te fazer chorar de tristeza. Ele devia enfrentar o mundo inteiro ao seu lado e nunca desistir de você como está fazendo, ele devia ser forte por você e te amar acima de qualquer coisa porque você é como a flor mais linda que existe no mundo, a garota mais delicada e bela que meus olhos já encontraram. Você... – Ela me interrompe com um abraço tão forte que precisei fazer força nas pernas para não dar um passo para trás. Acolho-a em meus braços e apoio o queixo no topo de sua cabeça, pois devo ser no mínimo vinte centímetros mais alta. Ouço o choro abafado da garota que revirou a minha vida sem nem ao menos ter a intenção, abraço-a com a mesma intensidade com que sou abraçada e espero enquanto ela coloca tudo pra fora. Claro que não sei o que ela está sentindo, pois até hoje só conheci a dor da rejeição que por acaso é a rejeição da própria Allyson. Após um ou dois minutos, ela finalmente parece ter se acalmado. Solto-a e ela nos dá a distância de um passo. Respira fundo e endireita os cabelos para trás das orelhas.

- Está tudo bem, você é forte. – penso que é a coisa certa a se dizer.

- Você chora assim por minha causa? – pergunta-me, ainda com voz de choro. Penso por alguns segundos se a sinceridade é realmente a melhor coisa para o momento. Incomodada por minha falta de solução, desvio o olhar.

- Você não tem culpa de nada. – finalmente falo.

- Você também devia desistir de mim. Ele que tem tudo de mim chegou a desistir, não vai ser difícil para você fazer o mesmo. – Allyson finaliza a frase e dá meia volta, seguro-a pelo braço.

- Eu nunca desistiria se tivesse o seu amor. – disparo. Ela me encara com os olhos molhados.

- Eu nunca conseguiria te corresponder à altura. Você sabe que eu não sou como você ou como a Normani. Eu nunca senti nada por mulheres como vocês. Me desculpa. – Allyson chora. Sinto meu coração despedaçar e perco a estrutura que pensei que conseguiria manter.

- Por favor... Só uma vez, por favor... Me deixa mostrar o que eu sinto, me deixa gostar de você. – praticamente imploro pronta para chorar. Ela desvia o rosto. Continuo segurando-a pelo braço.

- Você não sabe o que está falando, Veronica.

- Eu te amo. – revelo entre lágrimas desesperadas.

- O quê...

- Eu amo você, Allyson! Eu te amo e sinto isso em cada pedaço do meu corpo, eu sinto esse sentimento aqui dentro, - bato no peito. – e a todo instante parece que vou explodir com isso por não poder demonstrar ou ser correspondida. E isso dói MUITO, arde dentro de mim. Queima a minha pele e me faz sentir raiva de mim mesma por não conseguir resolver isso sozinha. Sinto vontade de gritar e socar a parede de tanta frustração. Sinto vontade de chorar e te agarrar quando te vejo, sinto vontade de falar tudo o que está preso aqui dentro, falar absolutamente tudo até ficar sem fôlego e... – Allyson me faz calar a boca. Ela me beija. Agarro-a pela cintura para fixar ainda mais nossos corpos e dou início a um beijo rápido, tão desesperado quanto a minha própria necessidade dela. Sinto o gosto salgado das lagrimas e um doce de alguma bebida de frutas. Viro o rosto para o lado esquerdo e sugo seu lábio inferior, puxo-a ainda mais para mim e acho que a fiz ficar na ponta dos pés. Agacho-me um pouco para não deixá-la se esforçar tanto, dessa forma acabamos quase da mesma altura. Subo as mãos por suas cortas e sinto o tecido macio do belo vestido azul que lhe esconde a pele. Viro o rosto para o lado direito e ganho o leve toque da língua dela em meu lábio, chego a estremecer debaixo de arrepios e sou obrigada a respirar fundo por reflexo dessa sensação forte. Aperto a laterais de Allyson e sinto seu corpo delicado, conheço suas costelas e logo abaixo sua cintura bem definida e provavelmente muito linda, pressiono-a forte. Colada em mim, Allyson diminui o ritmo do beijo e o mantém lento. A delicadeza desses lábios macios e pequenos me faz querer nunca interromper esse beijo, me faz desejar que alguém no universo pare o tempo para que eu nunca a solte, nunca perca essa sensação boa de tê-la junta ao meu corpo. Devagar, penetro a língua em sua boca e sou bem acolhida por lábios quentes que a sugam no mesmo ritmo lento, Allyson fixa as mãos em meus ombros, os aperta e lentamente as sobe na direção da minha nuca, conduzindo não apenas as mãos, mas arrepios por todo o meu corpo. Esforço-me para continuar beijando-a enquanto sensações quentes me fazem querer apertar os olhos e respirar de forma descontrolada. Essas mãos fazem com que eu me perca debaixo de tudo isso, a quentura da pele dela contra a minha, a eletricidade que esse contato faz meus pelos levantarem, o gosto do beijo doce e essa aproximação que me faz sentir um desejo que preciso reprimir a todo custo para não estragar tudo. Tenho o lábio sugado e logo recebo a língua doce em minha boca, sugo-a forte. Mais arrepios e um gelado na barriga. Interrompo o beijo e arrasto os lábios pelo pequeno queixo, desfiro um selinho, arrasto a ponta da língua pelo maxilar e desço para o pescoço, cheiro a pele perfumada e desfiro pequenos beijos pela região. Desço com a língua até a clavícula exposta e a lambo devagar, beijo-a e subo numa grande lambida pelo pescoço, Allyson libera o ar pela boca e me puxa para um beijo. Enfia os dedos entre meus cabelos e ganha um apoio, me beija de modo quente com uma necessidade que eu nunca sonharia. Alguém bate na porta. Imediatamente ela me empurra e arruma os cabelos, passa os dedos pelo contorno da boca para retirar qualquer rastro de batom borrado e sai do quarto sem nada falar. Vejo uma desconhecida na entrada do quarto, mas não lhe dou atenção. Passo a mão pelos cabelos, respiro fundo e sorrio.            


Notas Finais


Então, meninas? Que tal o shipp "velly"? kkkkk


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