História Hannah Potter - O Cálice de Fogo - Capítulo 28


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Categorias Harry Potter
Tags Cálice De Fogo, Grifinória, Hannah Potter, Harry Potter, Romance, Sonserina
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Palavras 2.224
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!

Espero não ter demorado tanto! E que gostem também

Quem curte uma treta e um drama básico vai pirar hoje *~*

Boa leitura!

Kisses
*3*

Capítulo 28 - O que deu nessa louca?


Draco Malfoy é definitivamente a criatura que mais me causa problemas e dor de cabeça. Sem mais.

Direta ou indiretamente, ele sempre estava ali. Como um Crucio ou como um Estupefaça, ele machucava. E, como uma droga, ele viciava.

Parte do problema foi minha culpa também, confesso. Se eu não tivesse perdido o controle tão fácil e o beijado na frente de quem quisesse ver naquela manhã, nada disso teria acontecido. Porém, como eu já disse anteriormente, Draco Malfoy é uma droga. A pior e mais viciante das drogas. Como resistir? Bem, torça para não ele não notar-lhe, porque se ele gostar de você, está perdida.

A sorte de vocês é que eu provavelmente sou a única que conseguiu toda sua atenção, então fiquem tranquilos, a chance de vocês serem atacados por uma cadela dentro de seu dormitório é bem pequena.

Lá estava eu, furiosa com Daphne e o próprio Draco, me preparando para dormir após um jantar sem surpresas após um dia de aula relativamente chato, quando Pansy Parkinson (chamada carinhosamente de Buldogue no Cio) resolveu aparecer mais do que já aparece.

Já não ligava mais para suas tentativas frustradas de se aproximar de Draco, pois o número de vezes que ele lhe deu bola é zero, mesmo quando ela colava seu corpo no dele feito chiclete e dificilmente largava, algo que particularmente acho ridículo, afinal a pessoa que deveria estar ali era eu, não ela.

A vadia da Sonserina resolveu abrir a porta com tanta força que o baque quando ela bateu contra a parede assustou todas as garotas ali, inclusive as outras vadias que eram suas amigas, ou pelo menos companheiras de trabalho. Minha primeira reação foi arquear as sobrancelhas com certa descrença, afinal quem ela pensava para já chegar assim? Uma rainha? Talvez a rainha das burras, ou das vacas…

Quando pensei nisso, tive que conter o sorriso que queria sair, afinal não sou nenhuma retardada, pelo menos não mais do que as pessoas já acham que sou. Porém, foi fácil ficar séria quando a vi andando furiosamente em minha direção, com os olhos tão furiosos que provavelmente me matariam se pudessem.

Tive medo? Um pouco. Cadelas podem passar Raiva, meus amigos. Todavia, não acreditei que ela fosse ter a coragem, ou burrice, de me atacar até sentir sua mão forte no meu rosto, fazendo um estalo alto ecoar no quarto, assustando as garotas que estavam ali, inclusive Daphne.

Só não cai de bunda no chão porque estava de costas para a cama, caindo no colchão macio. Minha bochecha esquerda ardia muito, mas isso não importava. Dane-se TEI, dane-se minha reputação, eu vou quebrar a cara dessa vaca até deixá-la bonita.

— VADIA! — Berrou.

Algumas lágrimas escorriam pelos seus olhos, de raiva, talvez. Não me importava o porque, ela teria um belo motivo para chorar.

Antes que alguém pudesse segurá-la, me levantei da cama e, sem saber como, eu estava em cima dela a estapeando com o máximo de força que eu tinha. Ouvi alguns gritos de socorro ao fundo, porém estava concentrada demais em não deixar Pansy virar o jogo como ela tentava.

— REPETE! — Berrei, segurando o pulso dela com facilidade.

Pansy ainda foi idiota de tentar me bater com a outra mão, mas a segurei sem nenhuma dificuldade, sorrindo de uma maneira psicopata por minha vitória tão fácil.

— Mandei você repetir, Parkinson… — Comentei, empurrando seus braços lentamente até tocarem o chão. — Mas parece que indefesa você é incapaz disso...

— Você… Você beijou o meu namorado, vadia. — Murmurou, me olhando com algumas lágrimas nos olhos, agora sim de dor.

Pena que eu estou gostando de ver isso.

— Beijei? — Perguntei, cética.

Claro. A história de que eu beijei Draco deve ter se espalhado com tanta rapidez como qualquer outro assunto em Hogwarts, tanto que chegou na parte do canil. Agora a madame está bravinha por eu ter beijado alguém que não tinha nada com ela… Nada melhor do que provocar.

— Deve ter sido porque ele é gostoso…

Acabei sendo idiota. Enquanto falava, acabei me distraindo o suficiente para deixar de usar a força para segurar Pansy, que usou isso a seu favor e ficou por cima de mim, me dando um soco na boca. Senti um dente meu sair do lugar e cair na minha língua junto com o gosto do sangue.

— A vagabunda só sabe quebrar dente? — Perguntei, forçando um riso.

Estava doendo muito. Mas eu jamais iria demonstrar, posso morrer de tanto apanhar, porém estarei com um sorriso sarcástico no rosto.

Infelizmente, antes que eu pudesse revidar o ataque, alguém com força o suficiente para retirá-la de cima de mim apareceu, depois se revelando como Blásio Zabini. Draco viera em minha direção correndo junto com Daphne.

Em um momento os dois estavam me deixando furiosa, mas no outro corriam pra mim… Como é bom ser amada.

— O que deu nessa louca? — Draco perguntou, me segurando pelo braço direito enquanto Daphne me apoiava pela cintura, os dois ajudando-me a levantar.

— Sei lá, ela chegou aqui gritando e depois começou a bater nela! — Daphne respondeu, olhando de canto de olho para Pansy. — Como foi que entraram? Garotos não podem…

Antes que a loira pudesse terminar sua pergunta, alguém tossiu propositalmente. Quando olhei para a porta, vi o professor Snape nos encarando com os lábios crispados e com uma expressão bem irritada. Pronto… Tudo que eu precisava.

[...]

— O QUE FOI QUE ACONTECEU AQUI? — Snape berrou, andando de um lado para o outro pela ala hospitalar.

Eu e Pansy estávamos em macas bem distantes uma da outra, mas provavelmente até quem estava fora dali estava escutando. O professor Snape nunca esteve tão furioso antes, e parecia prestes a matar alguém caso o interrompessem.

— VAMOS, DIGAM! — Berrou novamente.

Pansy estava de cabeça baixa, não ousava nem a erguer a cabeça. Na hora de chegar me batendo ela não teve medo… Vadia.

— A senhorita Parkinson chegou no dormitório me chamando de vadia e me bateu, professor. Eu me defendi o máximo possível, mas é possível ver estrago.

O sangue não escorria mais pelos meus lábios, porém ainda era possível ver os resquícios da nossa briga em meu rosto. Infelizmente, acabei tomando a pior porque não pude completar meu serviço, se não juro que ela estaria com os dois olhos roxos.

— Você o beijou, Potter. — Ela retrucou, me encarando como se eu fosse a culpada da situação. — Beijou o meu namorado!

— E desde quando você o namora, Parkinson? Por acaso foi pedida em namoro e não espalhou para céus e terra seu novo feito? Acho difícil.

Depois de ouvir isso, a buldogue idiota bufou e encostou as costas na maca, desistindo de discutir comigo, afinal quem estava certa era eu. Olhei para Snape, esperando ouvir o castigo enorme que essa idiota iria receber, porém tudo que ele falou foi:

— A partir de hoje, você terá uma cama separada do dormitório feminino, senhorita Potter. Para garantir que isso não se repita, e espero que não ocorra mais nenhum problema entre as duas, entendido senhorita Parkinson? Jamais vi algo desse tipo na nossa casa, fui obrigado a permitir a entrada de dois garotos no dormitório para separá-las… Se mancharem a imagem da Sonserina novamente, as consequências não serão nada agradáveis.

E, sem tirar pontos ou qualquer outra coisa, Snape saiu dali a passos duros. Madame Pomfrey veio em minha direção e começou a ver minha boca, analisando o que deveria fazer para consertar o problema.

— Posso recolocar o dente de volta facilmente. — Ela comentou, pegando o dente coberto por um pano. — Porém precisa tomar cuidado com o que come durante três dias.

Não deveria ter concordado. Péssima ideia. Doeu, muito. Felizmente, logo passou aquele efeito terrível. Daphne observava tudo com atenção, de vez em quando lançando um olhar tranquilizador em minha direção. Aparentemente, sua raiva passou.

Em menos de uma hora eu já estava fora dali, com a mancha de sangue no queixo e o uniforme todo bagunçado como prova de que houve uma confusão. Eu deveria estar na cama, sonhando feliz e tranquila, mas não, estou indo para o meu novo dormitório junto com Daphne.

Um novo dormitório parecia ser uma boa ideia, ainda mais sozinha, pois não teria o problema de ter que dividir e aguentar garotas chatas, porém minha amiga teria que ficar com elas sozinha… Isso era ruim.

— Então… Quarto novo, hein? — A própria perguntou, claramente nervosa. — Isso é bom…

— Sim… — Respondi, entrando nas masmorras. — Meio solitário, mas acho que bom…

— Posso ir lá de vez em quando, se quiser, para deixar menos solitário… — Respondeu, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Se quiser…

Arqueei as sobrancelhas, tendo uma ideia um tanto quanto maluca para brincadeira, mas que ainda assim resolvi usar.

— Isso é uma tentativa de ficar sozinha comigo em um quarto, Greengrass? — Perguntei. — Pensei que fosse santa…

— Ai meu Deus… Não! — Ela exclamou, corando. — Céus, porque tudo com você vai pro lado malicioso?

— Porque é mais divertido! — Respondi, dando uma piscadela.

E assim eu retomei a amizade com Daphne. Sem pedido de desculpas, só voltando a falar por causa de algum assunto que surgiu. Acabou sendo a buldogue, mas fazer o que, acho que tinha como ser pior.

[...]

Na manhã do dia seguinte, Harry veio me procurar nas masmorras só para falar comigo a respeito da Pansy. As notícias voam, meus queridos.

— Por que ela te bateu, Hannah? — Perguntou depois de me dar um rápido bom dia.

— Porque ela sofre de retardo, precisa de mais alguma coisa? — Respondi com outra pergunta.

Não foi bem porque ela é retardada, em partes sim, porque só alguém doente pra achar que tem algum relacionamento com Draco Malfoy. Contudo, se eu der detalhes para o meu irmão, é capaz dele ficar bravo comigo e com o Sonserino, então é bem melhor ficar calada.

Entretanto, o olhar que Harry me lançou deixou claro que ele não acreditou nisso.

— Tem certeza de que foi apenas isso e não um certo acontecimento…?

Engoli um seco. Não acredito que espalharam para ele que eu, sua irmã querida, havia beijado o maior inimigo dele. É um povo muito cara de pau…

— Talvez, não sei… — Respondi. — Que acontecimento?

Harry apenas me fitou com a expressão de “Sério que ainda está tentando isso? Eu já sei, idiota”. Certo, não tenho outra alternativa a não ser contar a verdade, que ótimo.

— O.K… Eu beijei Draco e ela me acusou de ter beijado o namoradinho dela, sendo que ninguém ali é louco de namorá-la. Satisfeito?

Meu irmão apenas revirou os olhos, insatisfeito com a revelação. Algumas pessoas andavam pelos corredores, acompanhadas ou não.

— Malfoy é um perigo, será que não percebe? Ele é mal, cruel, e duvido que realmente se importe com você. E quem sabe se ele não estava mesmo com a Pansy, os dois sempre foram colados um no outro, mais do que contigo, inclusive.

Como acabar com a minha autoestima em um passo: Fale isso com a maior naturalidade.

Minha vontade foi gritar com Harry, mandá-lo ir para o quinto dos infernos e sumir da minha frente. Mas aí eu percebi: Ele não estava totalmente errado assim… Não acho Draco mal, cruel e etc. Só que, realmente, a Pansy passa tanto tempo com ele quanto Crabbe e Goyle, diferente de mim. E se ele escondesse segredos de mim que eu nem soubesse, afinal? Talvez ela tenha ficado calada quando disse que era solteira porque Draco não queria que ela contasse a verdade…

Porém, depois de tudo que aconteceu em um ano, conheço Draco o suficiente para ter dúvidas de que ele fosse capaz de fazer alguma coisa do tipo. Mas seria o meu coração se negando a acreditar ou meu cérebro reconhecendo a bobagem dita?

— Draco… — Comecei, não querendo deixar meu irmão vitorioso nesta situação. Infelizmente, nada parecia suficiente. — Você não o conhece para dizer isso.

— E você conhece? — Harry rebateu, cruzando os braços.

— Provavelmente mais do que você… — Respondi, sem ter nenhum argumento melhor pra usar.

— Hum… Não quero que se machuque, Hannah. Tome cuidado com as cobras, está bem?

Assenti levemente com a cabeça, mesmo não tendo entendido muito sua pergunta, estava distraída demais. Tudo por causa de sua afirmação.

Afinal de contas, eu conhecia Draco Malfoy? Ou apenas conhecia o que ele queria que conhecesse?

[...]

Na sexta-feira, nem eu e nem ninguém pareceu interessado nas aulas. Entretanto, enquanto todos pensavam nos alunos e alunas que viriam para a nossa escola, continuava encucada com as palavras tão convictas do meu irmão. Infelizmente, minhas amigas e até o próprio Draco pareceram perceber que alguma coisa estava errada comigo.

— O que aconteceu, Hannah? Está distraída… — Astoria comentou enquanto pegava um pedaço de pão.

— Nada… — Menti. — Só imaginando como vai ser o Torneio…

Astoria pareceu não desconfiar da mentira, porém Daphne ficou me olhando durante alguns segundos e depois voltou-se para sua comida, sem comentar nada.

Draco não andava mais tão colado a Pansy, felizmente, e toda vez que ela tentava se aproximar, ele se distanciava ou cortava logo, me deixando um pouquinho mais calma.

Porém, uma parte de mim ainda estava desconfiada e provavelmente não se acalmaria até falar com Draco, entretanto o conheço suficientemente bem para saber que ele não gostará nada do questionamento.

Palmas para Harry Potter, que me deixou com uma baita confusão na cabeça, assim como o mundo inteiro parecia estar fazendo todos os dias, se revezando para me deixar cada vez mais confusa.


Notas Finais


O que acharam? Comentem!

Até o próximo!

Kisses
*3*


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