História "Hard Times" Jikook - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Chanbaek, Drama, Exo, Hunhan, Jikook, Namjin, Sulay, Vhope, Xiuchen
Visualizações 46
Palavras 1.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura! <3
{Fic também no WattPad}

Capítulo 3 - Two


No capítulo anterior...
"Eu realmente não queria que ela descobrisse, mesmo que ela me apoie e quer o meu bem. Eu não queria ser ajudado, eu não queria ser curado. Apesar de tudo, todo culpado paga por algo no futuro, e essa era a minha detenção, esse era o meu futuro."

Oi!! Quanto tempo, JungKook!! — minha mãe diz indo abraçar o... garoto? Não sei, mas aquele homem parecia demais um garoto da minha idade ou muito mais novo.

— Olá, senhora Park! Você está bem? Melhorou? Parou de usar aquelas coisas? — diz o "garoto" segurando nos ombros de minha mãe e depois ficou me olhando, então acenei para ele sorrindo e ele me mandou um sorriso de volta.
— Parei, graças à você! Mas hoje eu vim trazer meu filho para passar com você! — minha mãe diz sorrindo segurando no ombro dele, mas ele continuava me fitando. Ele estava me secando?
— Ah, sim, claro! — diz finalmente olhando para ela. — Vamos entrar? — pergunta me chamando e eu acento com a cabeça sorrindo.

[...]

— Então, o que você tem? — ele me pergunta se inclinando para mim.

— Eu tô triste. — respondo seco o olhando com desdém*.
(*=desprezo)
— Hm, sim... — diz anotando em um caderninho.
— Olha, eu sei que você ajudou a minha mãe e eu sou muito grato por isso, mas eu não quero ajuda de ninguém. Ah, e para de anotar as coisas nesse caderninho porque me irrita. Tudo o que eu digo eu quero que fique na mente das pessoas. — digo grosseiro cruzando as pernas e o fitando ainda mais com desdém.
— Hm... — riu nasalado e olhando para o caderno — O que fez com que sua mãe percebesse que você precisaria de um psicólogo? — pergunta colocando o caderno na mesa e logo depois me fitando novamente.
— Isso. — mostro meus pulsos a ele.
— Por que você faz isso? — me pergunta sem ter nenhuma reação com o meu braço. Como ele consegue ser assim?
— Eu te mostrei o meu braço inteiro ensanguentado e você não tem reação nenhuma? Me fez uma pergunta idiota dessas? Se eu estou fazendo isso é bem provável que é porque eu estou triste, coisa que eu já disse quando entramos nesta sala! — digo totalmente revoltado.
— Eu estou acostumado a ver coisas piores. — diz se arrumando na poltrona. — Não sei se você percebeu, mas eu sou um psicólogo.
— E? — digo levantando uma sobrancelha.
— Psicólogos não podem ter reação nenhuma com isto, senão o paciente pode ficar pior. Vai por mim, eu só quero te ajudar. — diz meio que cochichando a última frase e se aproximando um pouco mais de mim,  logo depois me dando uma piscadela.
— Eu não quero sua ajuda. — digo me aproximando dele também o olhando no fundo dos olhos.
— Mas eu vou te ajudar, mesmo que a sua mãe pare de pagar. — ele me olha com a mesma intensidade. Eu meio que acabei me convencendo com seu papo e tentei segurar um sorriso meu que queria escapar de qualquer jeito.
Depois, ele se ajeita na poltrona novamente, pigarreia e eu faço o mesmo, logo depois me lança a mesma pergunta:
— Por quais motivos você está triste? — ele pergunta me encarando.
— Porque tudo é culpa minha. — digo cabisbaixo brincando com os anéis que estavam no meu dedo.
— Como assim? O que é culpa sua? — ele me pergunta, desentendido.
— Tudo! Meu pai morreu culpa minha, minha mãe começou a usar drogas culpa minha, eu sofro bullying por minha culpa! — explodo de vez, falando tudo sem pausas para respirar.
— Isso tudo não foi culpa sua. — ele me diz simples. Ele só vai me dizer isso? Como se adiantasse alguma coisa? Até a minha mãe falava isso para mim. — Isso tudo que aconteceu foi um acidente.
— Todos os acidentes têm um culpado. No meu caso, eu sou o culpado por não tê-lo avisado. — digo com a voz embargada segurando o choro.
— Se você tivesse avisado, ele não teria escutado. Você sabe como os adultos são, eles sempre têm razão e nunca vão escutar uma criança, principalmente uma de dez anos. — Por que ele pensa exatamente como eu?
— Mas eu pelo menos deveria ter avisado, assim, eu não ficaria com tanto peso na consciência. — digo olhando-o.
— Jimin, você não pode mudar o futuro e nem o passado. Você deve superar isso e parar de se culpar, porque, se isso fosse culpa sua, todos concordariam e você provavelmente não iria se culpar. O ser humano é assim, a maioria das vezes, nem todos assumem o que fazem, sempre colocam a culpa em outro ou tentam escapar por conta própria. A maioria dos meus pacientes nunca assumiam o que faziam, inventaram alguma desculpa esfarrapada, colocavam a culpa em outro ou desviavam do assunto. Então, por isso, você não é o culpado de nada. Entende? — ele diz totalmente sério. Como ele sabe meu nome?
— Suas palavras até foram muito sinceras, mas você sabe que vai demorar muito para eu mudar meu pensamento de que eu seja o culpado. — digo o fitando com um olhar sincero.
— Sim, eu sei. Mas quanto mais você pensar sobre essa conversa, mais rápido você se recuperará. — diz e abre um grande sorriso, e eu devolvo um sorriso fraco e triste.
Há muitos pensamentos em minha consciência agora. Ele é ótimo nisso! Como ele consegue quase converter uma pessoa em apenas 15 minutos de consulta? E ele ainda ficou sete anos cuidando de minha mãe! Ele realmente se importa com os pacientes e não com o dinheiro! Se fosse por ele, ele até trabalharia de... (sou interrompido de meus devaneios)
— Eu poderia trabalhar disso de graça se eu pudesse. — ele diz como se tivesse lido meus pensamentos.
— Como você sabe o que eu estava pensando? — pergunto assustado.
— Eu sou um psicólogo. Você pensa que eu só te faço perguntas tolas, idiotas, bestas e que só te dou uma simples resposta, mas eu fico te analisando o tempo todo. — ele diz com um sorriso ladino. Tá, agora deu medo.
— Me desculpe pela minha arrogância no começo da consulta. Eu... pensava que não precisava de ajuda. — digo arrependido cabisbaixo.
— Sem problemas, já fui da sua idade, não há muito tempo... — diz pegando uma xícara de café. — Quer café? — acento com a cabeça e ele me dá a xícara. — Toma com cuidado porque tá quente. — diz isso logo após de eu colocar a ponta da língua no café e queimar um pouco.
— Obrigado por me avisar depois que eu já tinha colocado a língua. — digo sorrindo cínico.
— Me desculpe. — diz logo depois dando uma risada fraca.
— Afinal, quantos anos você tem? E como sabe meu nome? — pergunto sem graça. Queria mesmo saber a idade dele.
— Eu tenho 21 anos, e eu sei seu nome porque sua mãe teve de completar uma ficha. — diz logo bebericando seu café.
— Ah, sim! Uma ficha! Me desculpe, às vezes eu não penso no óbvio. — digo rindo de mim mesmo.
— Tudo bem. — diz logo dando uma risada fraca. — Hm! — resmunga me chamando atenção e logo olho para o mesmo. — Você poderia me passar seu número de telefone? Quero sempre saber como estás. — diz sincero.
— Claro, é **********. — dito meu número e ele anota no celular diretamente.
— Você tem Kakao, né? — pergunta como se fosse óbvio.
— Tenho. — digo e falo o meu nick no Kakao.
— Okay, então. Nossa consulta acaba por aqui. A gente pode ir se falando pelo Kakao ou por telefone. Se você precisar de ajuda, pode me ligar ou me chamar no chat, independentemente da hora, me chama. — diz a última fala sério e logo abre um largo sorriso e me abraça.

[...]

Quando cheguei em casa, vejo que tem uma mensagem para mim no Kakao. "Deve ser o psicólogo", pensei. E estava certo. Seu nickname estava como Kookie e... acho que vou passar a chamá-lo assim.

KakaoTalk ON

Kookie_Jeon: Hey, Jiminie! Aqui é o seu psicólogo, JungKook!

ParkMinnie: Ya! Que intimidade é essa? Não me lembro de ter te dado nenhuma intimidade! Nos conhecemos hoje! Quero que me chame de Park.

Kookie_Jeon: Nossa, ok! Desculpa :v

ParkMinnie: Eu estava brincando, Kookie.

Kookie_Jeon: Gosto quando me chamam de Kookie! Acho que você já está melhor, não é, Jiminie

ParkMinnie: Admito que sim...

ParkMinnie: Bom, agora tenho que estudar, amanhã tenho prova. 잘가세요*!

(*= jal-gaseyo= tchau formal)

Kookie_Jeon: Nossa, já disse que não precisa dessa fornalidade

Kookie_Jeon: Eu sou só dois anos mais velho que você

ParkMinnie: Desculpe, 아주시*!

(*= ajussi= senhor) 

KakaoTalk OFF


Eu vou ser sincero, eu gostei muito deste psicólogo. Ele é legal comigo, parece que não sente pena de mim  — e eu não gosto que sentem pena de mim, gosto que realmente se importam comigo — e outra que ele tem quase a minha idade, então ele me entende mais. Não podemos ignorar o fato de ele ser muito bonito também.
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Continua...


Notas Finais


Não duvide de mim, Luiza! Eu disse que ia postar capítulo essa semana toda! Então se preparem para o capítulo de amanhã!
2kissus e até o próximo capítulo! <3
{Fic também no WattPad}


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