História Harry Potter e a Revolta dos Sangue Ruins - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
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Palavras 2.223
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo 10 pronto

Espero que gostem.

Capítulo 10 - Descoberta Faterna


Harry e Hermione foram para o quarto da garota, era um quarto rosado, bem iluminado, com um guarda-roupa imenso no canto direito, uma escrivaninha bem no final do quarto, ao lado da porta que dava no corredor.


Então viu um retrato dos pais de Hermione esquiando em cima da escrivaninha, enquanto ela escrevia legivelmente Severus Snape em um pergaminho bem surrado.


— A propósito Mione, por que você não foi esquiar com seus pais no ano passado? – perguntou inocente coçando a nuca.


— Ah! Foi para tirar você do desespero lembra? Você não estava bem, por causa daquelas idéias... – ela ficou sem graça puxando ar – Er... você sabe... - murmurou soltando o ar totalmente apaixonada.


Harry corou, nenhuma outra garota faria isso por ele. Simplesmente Hermione, porque ela era única.


— Eu lembro quando você foi nomeada Monitor no ano passado, você ficou tão feliz e até pensou que eu tivesse sido nomeado também, lembra? Entrou no quarto aos pulos e quando eu disse que era o Rony... – ia falando aos suspiros de saudades daquela época.


— E quando você disse que era o Rony – emendou rapidamente – Eu fiquei totalmente desconcertada.


Hermione corou e correu até o guarda-roupa pegar uma tesoura.


— Lembro muito bem, quando cheguei dizendo que minha cicatriz doía, lembra, Detenção com Umbrigde?


— Lembro - murmurou olhando para as próprias costas das mãos - Nem me lembre daquela vaca - disse ela voltando para a escrivaninha onde recortou as letras do nome de Snape e colocou tudo delicadamente em cima da escrivaninha, os papéis picotados.


— Então, naquele mesmo dia o Rony disse que tinha ganhado o cargo de Goleiro, você nem ligou... e quando você soube da minha cicatriz, praticamente ficou em pânico, e quando soube que eu era apanhador, também? Você ficou extremamente feliz. Já com o Rony... não foi a mesma alegria...


Hermione sorriu, sem graça e colocou o cabelo atrás da orelha.


— E sem contar aquela vez que você chegou ao Largo Grimmauld e eu agarrei no seu pescoço com um pulo - murmurou vermelha cortando a última letra do papel - Para ser sincera, eu sempre fiquei na dúvida entre você e o Rony... sempre, só fui descobrir que era realmente você, sabe, dias mais tarde - murmurou ela com um jeito.


— E quando voamos no Bicuço?


— Aquilo foi óbvio demais, sabia que quando se tem Lua Cheia, um Hipogrifo, mais duas pessoas, significam que eles futuramente se amaram muito? - Harry corou muito depois disso.


Isso foi um motivo de riso para os dois, então ela começou a encaixar as palavras com o dedo indicador na escrivaninha.


— Além de que, se lembra na Copa Mundial de Quadribol? - perguntou o garoto encarando por um segundo aqueles olhos que estavam mexendo pra lá e pra cá tentando desvendar uma teoria - Você me tirou do encanto da veela?


— E quem tira do encanto - emendou ela - Significa que ... Um dia também se apaixonarão, e por incrível que pareça, eu também chamei o Rony, mas logo depois que a Fleur chegou em Hogwarts, ele voltou a ficar encantado por ela e não conseguia desgrudar os olhos daquela frufruzinha - ela suspirou e seus cabelos se agitaram levemente de felicidade- já você, não...


— Você sabe mesmo do que eu gosto... Adorei o seu presente no meu aniversário de treze anos, não acreditei que você tinha mandado aquele kit de vassouras.


— Eu gostei do seu livro, aquele que você me mandou no ano passado, no Natal, achei que você tem realmente um gosto bom para escolher as coisas para mim, já o Rony, escolheu um perfume super horrível - ela espirrou -, mas enfim, naquela época você gostava da Cho, se é que você ainda não gosta dela - murmurou vermelha ao mesmo tempo em que tinha a voz chateada.


— Eu não gosto dela, nunca gostei - respondeu rapidamente, então seus olhos percorreram na escrivaninha, e lá estava escrito Perseus Evans, o coração de Harry parou por alguns segundos, ou melhor, ele sentiu parar, Evans, era o sobrenome de sua mãe, isso significava que... ambos tinham o mesmo sangue e provavelmente eram parentes.


Harry soltou uma exclamação de infelicidade e desabou todo seu peso na cama bem próxima.


— Eles são irmãos - murmurou Hermione com certo lamento na voz - Eu lamento dizer a verdade, mas é que, sabe, Snape deve ter mudado o nome para ninguém perceber.


Harry fitou os sapatos e continuou na cama, contemplando o chão.


— Nunca pensei nisso.


— Acalme-se Harry - disse ela bagunçando os cabelos dele - Acalme-se, não é algo tão ruim assim.


— Você não imagina o quanto é ruim - respondeu chateado percorrendo os olhos pelo quarto desejando acordar de um sonho. 


Hermione tentou acalmá-lo, mas era difícil, ninguém em Hogwarts gostaria de ter Snape como parente, além de que era uma verdade que todos haviam escondido de Harry, ele não gostava disso. 


— Ai, Harry, esquece, que tal a gente ir até a sorveteria? Sabe, eu pago.


— Não... Eu não quero que você me banque a vida toda. – disse depressa, sem pensar.


— Vamos fazer o seguinte, eu pago para você tudo agora, depois você me paga tudo em Hogsmeade.


Harry olhou para ela e sorriu.


— Feito.


Sorrindo foram tomar um sorvete conversando amigavelmente bem, nem pareciam ter acabo de ter feito uma descoberta incrível e que deixara Harry mal.


Harry e Hermione andavam de mãos dadas de modo mais amigável possível para ela, foram conversando sobre os professores de Hogwarts até chegarem na sorveteria, o que não era absolutamente nada diferente da Sorveteria do Beco Diagonal.


Aproveitaram para falar mal de Umbridge de várias coisas engraçadas.
Harry e Hermione serviram-se e sentaram numa mesa cuja estava sendo banhada pelo luar, conversavam animadamente sobre o povoado agora, o assunto viera quando Harry se lembrara de que tinha feito uma brincadeira de mau gosto com Draco em Hogsmeade, usando sua capa de invisibilidade, até que ele falara sobre a cara de Snape, e então recomeçaram a falar novamente de Hogsmeade, enfim, não tinha outro assunto para puxar, quando Harry relembrou da cena de Sirius.


— Ah, Harry... bom vou pagar a conta e já volto.


Hermione saiu da mesa, deixando um Harry solitário e pensativo atrás, observando o movimento na rua à sua frente, logo a garota sorridente voltou.


— Vamos?- perguntou esticando a mão atraindo todos os olhares da sorveteria.


— Vamos - disse ele pegando na mão dela, fazendo alguns olhares marotos e maliciosos acabarem.


Harry e Hermione foram caminhando e passando por várias casas.


— Eu não queria ter lembrado da Casa dos Gritos - disse Hermione com a voz magoada.


— Esquece - respondeu fazendo um gesto descontrolado com a outra mão.


Hermione riu, mas ele não, então ao passarem por debaixo de uma árvore, ele a encostou-se à árvore.


— Eu não queria magoar você - respondeu passando seus dedos no rosto do rapaz.


Harry sentiu um formigamento intenso pelo corpo, seus lábios pediam os de Hermione. Ela também queria... insistia...


— Hermione, tem uma maneira de você me alegrar.


— Jura?- perguntou animada mordendo o lábio com muita força - Como?


— Assim ó – ele passou a mão debaixo de seu rosto e a puxou para um beijo. 


Ela abaixou a cabeça, fitando os sapatos e desviando os olhos de Harry, este ficou sem graça e afastou, então ela levantou a cabeça.


— Você me fez jurar que nunca mais ia te beijar hoje no clube. Pela salvação da nossa amizade!


— Estava enganado, meus sentimentos revirados, mas agora eu tenho certeza de que estou afim de você - respondeu com incerteza na voz, mas sabia que algo realmente forte ele sentia por ela, era o inicio de um romance lindo.


— Mas... Harry!- exclamou Hermione empurrando os braços do amigo – Você me fez jurar e acho que você se importa mais com o Rony.


— Não é isso, por favor... me entenda...


— Não, afinal, nós não podemos magoar o Rony. Esqueceu?


— Ah, O Rony não precisa saber disso...


— Harry! – cortou ela aos gritos - Ele é seu melhor amigo. 


Harry resmungou alguma coisa. Ela tinha razão. Precisava refletir mais sobre isso, mas o amor falava em primeiro lugar, agora. 


— Era... agora você é minha melhor amiga.


— Não adianta mentir Harry, eu sei que Rony ainda é mais importante na sua vida do que eu.


Então ela começou a andar em direção a sua casa o mais depressa que pode deixando Harry para trás, enquanto ele andava aos pulos para alcançá-la.


— Você está mentindo! - protestou Harry mexendo a cabeça de um lado e para o outro umedecendo os lábios com a língua.


— Não, não estou mentindo! - disse aos berros e seus olhos começaram a brilhar diante da luz do luar - Só estou sendo sincera, e olha Harry Potter, se for para você tentar me beijar, eu vou deixar bem claro... - disse ela parando de frente ao portão da casa dela – Eu prometi e vou cumprir, portanto, não vou voltar atrás. Pelo bem da amizade do Rony – disse repetindo suas palavras do clube – Por favor, vá embora...


O coração de Harry deixou escapar lágrimas de tristeza, ela, pelo visto, queria que ele fosse embora de sua vida, então ela procurou a chave e entrou, deixando o portão aberto.


— Quando você sentir vontade de entrar, a porta vai estar aberta, boa noite.


Harry não respondeu, lágrimas saltavam dos seus olhos, totalmente humilhado, ele se sentou na calçada, com as mãos na cara, então percebeu que já era tarde e que os pais de Hermione estavam a caminho, entrou batendo o portão de metal e fechou a porta da sala com delicadeza, não ia trancar esta porque em breve estaria saindo por ela, caminhou apressadamente para o seu quarto, totalmente decidido.

~~

Rony, Luna e Gina voltavam de carro com o Sr. Granger e a Sra. Granger, todos estavam cansados e Rony que havia lutado o tempo todo contra o sono não conseguiu resistir após alguns goles de vinho e acabou dormindo no ombro de Luna que parecia constrangida com a cena enquanto Gina dava risadinhas.


— Eu não entendo, pensei que Léo e o Harry fossem se dar tão bem – ela disse em um tom como se a culpa fosse de Harry. 


— O Harry escolhe bem suas amizades - respondeu Gina entre os dentes defendendo sua raça amiga.


A Sra. Granger fingiu não escutar, já que estavam entrando na garagem.


— Bom, vamos...


Luna acordou Rony com tapinhas no rosto e foram saindo do carro.


Com a ajuda da Sra. Granger, Luna e Gina levaram o ruivo para o quarto dos meninos, mas então tiveram uma surpresa, a cama de Harry estava totalmente bem arrumada e seu malão não estava lá, nem Edwinges.


— Cadê o Harry?- perguntou Gina depositando Rony em cima da cama.


— Gina, Luna, vão conferir correndo se a Hermione está lá - disse ela tremendo de medo de Harry ter raptado Hermione ou coisa parecida.


Logo Gina e Luna voltaram com boas notícias.

— Ela está bem, está acordada.


Hermione apareceu desesperada e com a cara toda amarrada, logo atrás de camisola.


— O Harry?- perguntou ela berrando histérica levando a mão direita à boca quando viu que ele tinha fugido - Eu não falei de propósito.


— O que?


— Nada mãe, mas... ele não deixou nenhum bilhete?


— Não – respondeu a Sra. Granger tranquilamente - Ele deve ter voltado para sua casa, agora vão dormir garotas, eu e o seu pai vamos ligar para a polícia.


— Não mãe, não precisa, eu sei para onde ele foi - disse Hermione apressadamente ligando alguns fatos.


Gina, Luna e Hermione foram para o quarto totalmente preocupadas e discutindo sobre o paradeiro do garoto.


Então Hermione desabou seu peso em cima da cama de Gina fazendo um enorme estralo.


— Gina e Luna, eu preciso da ajuda de vocês, agora, mais do que nunca.


— Pode contar com a gente para qualquer coisa - apressou em dizer.


Hermione foi tirando os lençóis das camas com violência e amarrando um no outro.


— O que está fazendo?- perguntou Gina.


Luna que rodopiava em círculos pelo quarto divertidamente.


— Se eu fosse você usava o metódo de Athoy Duwer - respondeu sonhadora como sempre.


Hermione soltou um olhar de censura e berrou autoritária.


— Calem a boca e me ajudem.


Gina e Luna a ajudaram sem entender nada. Ela aproveitou esse tempo e colocou as vestes negras de Hogwarts por cima da camisola.


— Vi isso na novela das sete - disse Hermione amarrando o último lençol que havia pegado no guarda roupa.


— Mione, o que você vai fazer?- perguntaram Gina e Luna preocupadas.


Hermione foi até a sacada e amarrou o lençol na sacada com firmeza e puxou com muita força testando seu trabalho.


— Vou fugir, enquanto vocês, não sabem de nada - piscou para elas.


— Você vai atrás do Harry? - perguntaram as duas assustadas.


— Parece que adivinharam né?- disse com sarcasmo grudando nos lençóis como se fosse um macaquinho ou uma escaladora de montanhas.


— Mas por que você não vai pela Sala?- perguntou Luna.


— Meus pais estão lá, bom...- deu um beijo no rosto das amigas e grudou as mãos nos lençóis, foi deslizando lentamente - Ah! Apenas avisem meu pai que eu vou demorar a voltar, talvez passe um dia fora ou dois e saberei me cuidar.


— Ela deve mesmo amar o Harry - respondeu Luna contemplando a Lua Cheia - Esqueci de dizer a ela também, que poderia fugir com a mesma idéia de Wilson Duker.


— Vamos dormir? - interferiu Gina emburrada.


— Ok, vamos - disse Luna sacudindo os ombros e acenando para Hermione de longe que agora chegava à rua.

 


Notas Finais


Próximo: aviso ( não é capítulo)


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