História Harry Problema X Mia Solução - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Harry Styles, One Direction
Personagens Harry Styles, Personagens Originais
Tags Harry Styles, One Direction, Romance
Visualizações 171
Palavras 5.954
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


|BarBieZinhah na área)

Boa noite... Postando hoje, não queria adiar esse capítulo mais, to muito ansiosa, hehe! Espero que gostem e não me matem pela atitude da Mia, rsrs, sério, isso já tava planejado desde o início, paciência.
Aos leitores fiéis que deixaram comentários, muito obrigada, só estou seguindo com a fic por vocês. Vocês se superaram nos comentários, foi um melhor do que o outro e eu fiquei muito feliz, tipo muito mesmo.

Vamos de capítulo novo?

Espero que gostem desse capítulo, desculpa pelos erros ortográficos, só revisei uma vez por falta de tempo. :-(

/BOA LEITURA MEUS AMORES)

Capítulo 9 - Capítulo Oito


Fanfic / Fanfiction Harry Problema X Mia Solução - Capítulo 9 - Capítulo Oito

Harry Problema X Mia Solução | Capítulo Oito

"Oxford, Oxfordshire, UK, 09/10/17, 1:25min AM"

"Diga algo, estou desistindo de você. Eu serei o único, se você me quiser. Em qualquer lugar, eu teria te seguido... Me desculpe por não conseguir te ter." — Say Something (feat. Christina Aguilera) A Great Big World.

Mia estava assustada.

Harry Styles estava ali em sua frente, ainda tinhas as mãos cravadas em sua cintura; ainda estava com aquele olhar quente sobre ela. Por um momento parou de respirar, como se não soubesse mais como fazê-lo e aquela pergunta... Ah, aquela maldita pergunta.

Saindo, parcialmente, do seu torpor, Mia conseguiu recuar e se afastou dele, embora ainda estivesse mais perto do que considerava seguro. Girou nos calcanhares, ficando de costas e inalou o ar gelado que a madrugada estava a lhe proporcionar. Deveria ter pegado o cachecol como Lisa havia mandado, contudo, nunca poderia imaginar que aquela noite acabaria daquela forma tão gelada. Abraçou-se e só então começou a formular algo em sua mente, queria ser convincente e fazer Harry deixá-la em paz.

Não queria sentir o que sentiu minutos atrás, era uma dor quase insuportável e de forma voluntária ou não, Harry Styles era o culpado. Olhou em volta e a rua estava deserta e escura. Ainda de costas, Mia caminhou até o banco que estava logo à frente e sentou, ouvindo os passos dele, logo em seguida. Ele sentou-se ao lado da garota e se aproximou minimamente, segurou suas mãos e só então, Mia voltou seu olhar para ele.

— Claro que eu não estou apaixonada por você, Harry! — afirmou com a voz mais alta do que normalmente e suas mãos abandonaram as dele. Não queria que ele soubesse o quanto estava tremendo por dentro e por fora.

— Por que está chorando, então? — questionou perspicaz e acariciou seu rosto com os polegares, limpando cada uma de suas lágrimas. — Por quê? — Harry até podia sentir o corpo da garota se contraindo, à medida em que ele se aproximava. Sentindo-se mais seguro de si, ele fez Mia se erguer do banco e depois lhe puxou para seu colo, serpenteando os braços em sua cintura.

— Me senti mal e minha cabeça parecia que iria explodir. Foi só isso. — afirmou com falsa convicção, seu tom era grave, quase para salientar o que havia dito e tentou sair do seu colo, mas foi impedida quando ele a apertou mais entre os braços.

— Não minta pra mim! — murmurou soprando o ar gelado para seus ouvidos e lhe afagou os cabelos, deslizando os dedos afastados, como que penteando-os. — Eu sei que está mentindo, Mia. — afirmou com um meio sorriso e tocou sua nuca com os lábios, observando os pêlos da garota se erguerem.

— Não estou. — lhe assegurou encolhendo os ombros e bastaram alguns segundos para que a garota conseguisse se livrar do embaraço. — Sério que achou que eu poderia me interessar por você?

Ele não esperava ouvir aquela pergunta. Fitou Mia com incredulidade e também se ergueu do banco, descruzando os braços que ela havia enlaçado ao próprio corpo e segurou suas mãos. Ela estava mais arredia que nunca e não demorou para se afastar e a imparcialidade que conseguia segurar em seu semblante, fez Harry duvidar, por um momento, dos sentimentos de Mia por ele.

Das duas, uma: ou ela realmente não sentia nada por ele ou era uma ótima atriz. Decidiu respeitar o espaço que ela havia delimitado entre os dois e sentou-se na calçada. Encarou as luzes piscantes da loja em frente e de soslaio viu Mia se aproximar. Quando se deu conta, ela estava sentada ao seu lado, descendo o olhar, notou que Mia estava descalça. Encarou a loja mais uma vez e notou que era uma sapataria. Não pensou duas vezes e com uma chave-mestre que levava pra todos os lados, conseguiu entrar na loja pela porta da frente. Mia estava incrédula e ainda indecisa de ir até a loja ou não, decidiu entrar também.

— O que está fazendo? — questionou sussurradamente e com ele ainda de costas, tocou seus ombros com as pontas dos dedos.

— Qual seu número de sapatos? — indagou a ela com a lanterna do celular iluminando alguns pares de sapatos e olhou para trás, rindo intimamente da preocupação desnecessário da garota, afinal, tudo estava sob controle. — Aposto que calça 35, acertei?

— Sim. — respondeu e Harry sinalizou com os olhos para que ela se sentasse em uma poltrona branca ao seu lado e Mia sentou-se, mesmo que quisesse arrastá-lo para fora dali. — Como adivinhou? — quis saber enquanto observava o moreno passear entre as prateleiras.

— Um palpite, apenas. — respondeu olhando para trás por um instante e um minuto depois, voltou a passear os olhos pelos pares de sapatos.

Pegou um par de sapatos vermelhos, sempre quis ver Mia calçada com algo daquele tipo. Agachou-se em frente a garota e e dobrou os joelhos no piso de madeira. Subiu o olhar até ela e lhe deu seu melhor e mais sincero sorriso. Colocou o primeiro sapato e e em seguida o outro. Como era branca como neve, o contraste das cores lhe era agradável aos olhos. Levantou-se e esticou os braços em sua direção.

Sentiu-se estranha naqueles sapatos e a cor gritante também não lhe agradava, no entanto, não conseguiu se opor a ele. Deixando-lhe sozinha ali, Harry caminhou até o fundo da loja e voltou um minuto depois com um vestido preto rodado e minúsculo. Mia encarou o vestido e apertou os olhos por um momento. Não queria vestir algo daquele tipo.

— Onde encontrou isso? — questionou encarando o pequeno pedaço preto de pano e encolheu os ombros, já se imaginando dentro dele.

— Estava em um manequim e o manequim tem o formato do corpo parecido com o seu. — informou, se sentando na poltrona e perpassou a língua nos lábios ressecados. — Vista e vamos embora. — ordenou num tom autoritário e a garota revirou os olhos, ainda encarando o vestido e o cumprimento estava lhe incomodando, muito. — Se não se vestir agora, eu vou fazer isso por você. — seu tom agora era de ameaça e pela forma que ele a olhou, não teve duvidas que seria capaz de cumprir o que havia dito.

Contrariada, Mia foi até o provador da loja e vestiu o vestido que Harry havia lhe ordenado, deixando seu BALMAIN branco de lado. Se encarou no espelho e não conseguia se reconhecer com aquela roupa e muito menos com aquele sapato vermelho. Mais tímida do que normalmente, Mia caminhou de volta para onde ele estava e se posicionou em sua frente. Não conseguiu encará-lo, até que sentiu as mãos dele sobre as suas.

— Está linda! — a elogiou sem medo e ergueu seu braço no ar, fazendo a garota girar por vezes seguidas. — Deveria se vestir assim mais vezes. — aconselhou com malícia, fazendo a garota corar violentamente e caminhou até o balcão de madeira, pegou um bloco de notas e escreveu o seguinte:

"Invadi sua loja pra ajudar a garota que estou a ponto de me apaixonar, peguei o vestido do manequim e um par de sapatos, vou deixar o dinheiro no final desse bloco de notas, não espero que entenda, mas... É, você nao entenderá, mesmo assim, obrigado. H. S"

Como escrevou no bloco de notas, Harry pegou o dinheiro equivalente ao vestido e ao par de sapatos e colocou no final das folhas, fechando-o e voltou para onde havia deixado Mia. Saiu da loja e a trancou do mesmo jeito que a abriu, sem qualquer dificuldade e para sua surpresa, ela não fez nenhuma pergunta acerca de sua habilidade para abrir portas e caminharam até a moto dele. As palavras de Mia estavam martelando em sua mente e não sabia se eram verdadeiras.

— Realmente achei que sentia algo por mim. — confessou desanimado, enquanto caminhavam pela calçada e a garota cessou seus passos imediatamente.

— Somos opostos, mundos distantos, personalidades distintas e definitivamente não sinto nada por você. — assegurou sem acreditar em uma única palavra e sentiu as pernas fraqujarem, embora sua postura fosse imparcial.

— Está mentindo e você mente mal. — contrapôs e suas mãos pressionaram seus ombros, numa tentativa inútil de fazer com que parasse de fugir do que sentia, em vão. — Sei que não me comportei bem, isso porque no fundo eu sentia inveja de você e da sua família perfeita. — se desculpou, finalmente, justificando a maioria de suas más ações e subiu as mãos até seu rosto, fazendo ela centralizar o olhar no seu. — Desculpa se falei aquilo pro Louis. Só estava cansado de todo mundo falando que você é perfeita. Só falei aquilo porque não te conhecia. — mais justificativas e então... Então Harry a abraçou com toda a força que conseguiu, detendo aquele abraço por todo o tempo que conseguiu.

— Você ainda não me conhece. — Mia sussurrou para ele e mesmo contrariado, Harry permitiu que ela saísse de seus domínios.

— Mia Louise D'León White, 17 anos, filha de Alejandro D'León White e Lisa Janice D'León White. Considerada um gênio desde o colegial, Q.I assustadoramente alto. Não é à toa que você terminou o colegial com 15 anos de idade e com nota máxima. — ele ergueu as mãos no ar, sorrindo e bateu palmas. — Nunca esteve nas páginas policiais, namorava um babaca chamado Natan...

Ela o interrompeu ab-ruptamente: — É, Nate, Harry. — corrigiu com certo humor na voz e ele revirou os olhos, nem um pouquinho interessado naquela informação. — Natan ou Nate, tanto faz, ele é um idiota pau mole e não importa qual seja o seu nome, vai continuar sendo idiota do mesmo jeito. — Mia apenas o observava.

Como seria tocá-lo agora?

Decidiu ignorar seu subconsciente perverso e concentrou-se em apenas ouvi-lo:

— Voltando a sua biografia: adora ler, seu escritor favorito chama-se Federico Moccia, no entanto, também deve chorar lendo os livros de Shakespeare. Sua trilogia favorita se chama "Três Metros Acima do Céu" e pelos reviews que li, você é igualzinha a Babi Gervasi, nem preciso te explicar o porquê, preciso?

— Como sabe tanto sobre mim? — Mia questionou assustada e se distanciou um pouco mais do moreno com as sobrancelhas erguidas em sua direção.

— Eu admito que andei vasculhando a sua vidinha patética. Foi difícil, já que você sequer tem Facebook, — ela cresceu os olhos em sua direção e ele revirou os seus. — É, eu te procurei no Facebook. — comentou num tom divertido e suspirou encolhendo os ombros que pareciam pesar uma tonelada. — Não queria sentir nada por você, mas... — as palavras morreram no meio do caminho, como se não fizesse sentido continuar falando, entretanto, ignorou sua razão e completou o raciocínio: — Merda, Mia, eu não consigo tirar você da cabeça e isso me perturba tanto que ao invés de estar fodendo a Alexsandra, eu estou aqui e te falando esse momento de bobagem. — deu voz ao seu subconsciente contraditório e a garota riu com sarcasmo, sem acreditar em uma palavra. Harry estreitou os olhos para ela e arfou. — Não rir. — pediu encabulado e o sorriso dela se desfez imediatamente, talvez não quisesse irritá-lo ou temesse que seu estado de ânimo mudasse, como sempre, já que Harry era muito instável emocionalmente.

— Sinto muito. — balbuciou com a voz moderada e inalou, observando Harry baixando a cabeça, sentindo-se, finalmente, derrotado. — Não sinto nada por você. — voltou a afirmar para que fosse creditada e ele firmou os lábios, sentindo toda a cor do rosto sumir de tamanho que fora o choque em seu ego

— Isso é um fora? — questionou incrédulo, num sobressalto e ela fez um sinal positivo com a cabeça, segurando o semblante sério, estava fazendo um ótimo trabalho em seu objetivo de afastá-lo de forma definitiva. — Caralho, eu nunca fui dispensado assim. — segredou-lhe com as mãos enterradas nos bolsos da calça social e sorriu da situação. Sempre ouviu da mãe que rir da própria desgraça ajudava a aliviar a dor, no entanto, não estava conseguindo diminuir o sentimento ruim que havia coberto seu corpo.

— Tudo tem uma primeira vez, Harry. — tentou confortá-lo e entrelaçou os dedos das mãos e a cada palavra pronunciada, sentia o distanciamento entre os dois se tornar maior, quase possível de ser tocado, porém, não iria voltar atrás e se deixar ser magoada novamente.

— Está me pedindo pra te esquecer? — indagou mesmo que já soubesse a resposta. Subiu na moto e sinalizou com a cabeça para que ela se aproximasse.

— Sim. — pronunciou cabisbaixa e desceu as mãos até a barra do vestido ao notar o olhar quente que recebia do moreno. Mais um passo e estava em sua frente, ao toque de sua mão.

Ele riu mais uma vez de sua desgraça e observou aquele vestido que cobria parte corpo da garota. Era realmente muito bonito e parecia ter feito sob medida para ela. Saindo de seu fascínio compulsivo pela Pirralha, Harry jogou o foda-se pra si mesmo e murmurou: — Ok. — havia resignação ali, embora ele não estivesse totalmente convencido sobre os sentimentos de Mia por ele. Ela podia estar mentindo ou ainda não havia percebido o que sentia. — Quer ir pra casa ou quer ir comigo no racha? — a pergunta escapuliu de sua boca e quase se arrependeu de ter falado aquilo, entretanto, não queria deixá-la ir tão cedo, mesmo que já passasse das 3 da manhã, para ele, ainda era cedo pra se despedir de Mia.

— Nem pensar em ir naquele lugar novamente. — retrucou cruzando os braços e ele sorriu da sua reação desproporcional que ele já esperava dela, afinal, ela não tinha boas lembranças de lá.

— Não acredito, está com medo de voltar lá e correr comigo? — questionou em tom de afronta e segurou seu olhar mortífero por um bom tempo até que ambos caíram na gargalhada. Sabia como manipular suas vontades. Ela era o tipo de garota competitiva que nunca foge de desafios.

— Não é medo, exatamente. — murmurou entre dentes e ficou de costas para ele, não queria que soubesse que estava receosa em voltar aquele lugar, ainda mais agora que ele havia externado interesse. — É que você acabou de dizer que...

— Pode ir parando. — pronunciou cortando sua linha de raciocínio e desceu da moto, ficando defronte a ela. — Sei respeitar uma mulher e você deixou claro que não me quer, então, vou saber me comportar com você. — lhe assegurou suavizando suas feições e Mia enxergou verdade ali em cada palavra dita, como se Harry fosse realmente digno de toda sua confiança. — Vem comigo? — propôs indo novamente em direção a moto e inclinou a cabeça em sua direção com um olhar desafiador e sem pensar duas vezes, ela subiu na garupa da motocicleta e enlaçou os braços ao redor de sua cintura.

Meia hora depois, arredores de Oxford;

O local para a prática de racha estava fervilhando e ao som ensurdecedor de Red Hot Chili Peppers, alguns jovens remexiam seus corpos; alguns tinham copos na mão, outros tinham cigarros entre os lábios, mas um coisa era comum a todos: diversão.

Aquela não era a ideia de diversão favorita de Mia, mesmo assim, ao lado de Harry foi em direção a um grupo de pessoas, sendo interceptados por Matteo que surgira, de repente, na frente dos dois. A última lembrança daquele homem não era tão boa para ela e de forma, quase, inconsciente, apertou a mão de Harry e recuou.

— Ora, ora, Harry e sua garota estão de volta. — Matteo pronunciou bebericando seu whisky recém-comprado e fez uma carranca ao sentir algo quente descendo em sua garganta. Mia e Harry riram. — Senti saudades dos dois. — afirmou erguendo a garrafa até Harry que para sua surpresa, recusou com a cabeça, algo que ela aprovou, seu sorriso externava isso.

— Não seja falso comigo, Matteo. — retrucou com um tapa em seu ombro e o outro revirou os olhos. — Vou correr de moto hoje. — informou enquanto caminhavam em direção a pista e se incomodou pela forma como a maioria dos homens estavam olhando para Mia, realmente ela estava muito bonita e até sexy, mas sua intenção não era torná-la tão desejável, não mesmo. — Me arrependo de ter sugerido que você vestisse esse vestido. — sussurrou para ela e Matteo que também ouviu aquilo, sorriu debochadamente do maquiado ataque de ciúmes.

— Você não sugeriu, quase me obrigou a vestir isso. — sussurrou de volta e ambos estreitaram os olhos para o outro que ria como um débil mental, mas logo seu sorriso sumiu.

— Mia vai com você ou vai deixar ela correr comigo? — questionou com esperanças de ter a loira na garupa de sua moto, no entanto, ao receber o olhar fuzilador de Harry, soube que era causa perdida.

— Ela vai ficar olhando e não adianta vir de gracinha pra cima da garota para seu próprio bem. — disse com o braço em volta do ombro de Matteo e após quase asfixiá-lo o empurrou para longe, entendendo o recado, o rapaz foi em direção a sua motocicleta, resmungando algo inaudível.

— Harry, não quero que corra hoje. — ela deu voz a sua preocupação e ficou cabisbaixa, não conseguia encará-lo e os olhares que recebia também estavam lhe incomodando.

— Está preocupada comigo? — indagou entre um meio sorriso, se sentindo extremamente bem e ela assentiu com a cabeça. Mia e suas contradições, a cada ação estava ficando mais claro para ele que ela havia mentindo sobre seus sentimentos. Tinha esperanças, a batalha não estava perdida. — Não precisa se preocupar. — assegurou segurando seu queixo com as pontas dos dedos e precisou lutar contra o desejo quase incontrolável que sentiu de beijá-la. — Fica aí quietinha. — sussurrou em seu ouvido e ignorando a vontade de beijar a Pirralha, Harry beijou seu rosto e foi em direção a sua moto.

A corrida havia se iniciado e Mia limitou-se a observar os praticantes que pareciam querer confrontar a lei da gravidade. O barulho de pneus derrapando no asfalto era ensurdecedor, porém, excitante também. Harry estava alguns centímetros na frente de Matteo. Estava orgulhosa e temerosa também.

Distraída, não notou que alguém havia chegado onde ela estava, só percebeu quando sentiu uma mão gelada em seu ombro. Voltou o corpo para o lado e viu um grandalhão de no mínimo 1,90 de altura e musculoso, sentiu-se anã perto dele. Afastou-se para o lado e rezou para ele ir embora, entretanto, não seria tão fácil se livrar daquele homem.

— Oi, gatinha. — ele a cumprimentou, assim que tirou o cigarro da boca, sem ouvir nada em resposta e questionou: — Vem sempre aqui?

— Não falo com estranhos. — disse da forma mais grosseira que conseguiu e apertou os olhos ao ver aquela mão gigante apertar seu braço esquerdo. — Me larga imbecil! — berrou inclinando o corpo para trás, mas ao invés de lhe soltar o grandalhão apertou seu braço com mais força, tanto que Mia gritou, sentindo uma dor quase insuportável.

— Para de bancar a puritana. — rosnou contra sua face esbranquiçada e ela se assustou ainda mais, sentindo-se incapaz de se livrar daquela situação sozinha. — Podemos ir pra um lugar mais divertido se quiser. — sugeriu descendo a mão até sua cintura e ela tentou, em vão, se soltar. Com o olhar procurou Harry, entretanto, ele não estava ali pra salvá-la, como sempre.

— Pode sair e me deixar sozinha, por favor? — suplicou entre gemidos de dor e apertou os olhos ao sentir ele apertar seu braço com mais força. Se continuasse como estava, logo, logo, ele iria acabar quebrando o braço da garota.

— E se eu não quiser? — contrapôs jogando a fumaça do cigarro em seu rosto e ela começou a tossir de forma descontrolada. Mais uma vez tentou se soltar e mais uma vez falhou em se livrar do embaraço.

— Idiota. — resmungou para si mesma e foi empurrada pelo brutamontes, porém, antes de cair no chão, sentiu as mãos dele em sua cintura. Estava lhe manuseando como se ela fosse uma boneca ou algo semelhante.

— Escuta aqui vadia, eu...

Antes que a ameaça fosse concluída, Harry chegou para ajudá-la: — Se encostar nela novamente, te quebro a cara. — disparou contra o grandalhão mesmo visivelmente menos forte que ele e puxou a garota para seus domínios. Ela realmente estava se sentindo uma boneca.

— Harry Styles, ela é sua garota? — ele questionou num tom brando, para estranheza de Mia e cruzou os braços em sua frente.

Em volta todos resmungavam algo sobre o quase enfrentamento daqueles dois, não demoraria e começariam a incitar uma briga. Mia entreabriu a boca intencionada a falar algo, no entanto, Harry movimentou os lábios e pela leitura labial, soube que tudo estava sob controle. Colocando a garota em sua frente e enlaçando os braços em sua cintura, Harry limpou a garganta e rapidamente formulou algo em sua mente.

— Mia é minha... — o raciocínio foi cortado quando sentiu as mãos da garota sobre as suas e estavam trêmulas, deixando em evidência seu nervosismo. Ele riu intimamente. — Mia é minha namorada, não é amor? — pediu para que ela confirmasse sua mentira e apoiou o queixo em sua clavícula e quase de forma inconsciente, beijou sua nuca e a pressionou contra seu corpo, tirando proveito da situação.

— S-sim. — confirmou a mentira e quase desfaleceu ao sentir Harry apertar sua coxa direita e inclinou o corpo para frente. Quem visse a cena nunca suspeitaria que não eram namorados.

— Se é assim, desculpas, eu não sabia que ela era sua namorada, Styles. — pronunciou coçando a nuca e quase que ela deixa escapar um sorriso. O dom de persuasão do Problemático Styles era sensacional. Mereciam um Oscar pela atuação implacável de um casal apaixonado, ainda mais porque realmente estavam apaixonados.

— Eu entendo, Damon, agora pode me deixar a sós com minha namorada? — pronunciou com o raciocínio mais rapido do que normalmente, querendo finalizar aquela situação onde havia se metido.

— Claro. Desculpa aí garota. — pronunciou entre dentes, sem ouvir nada em resposta e saiu dali o mais rápido que conseguiu.

— Por que mentiu, Harry? — quis saber. Ele fez com que ela girasse, ficando defronte a ele e tocou seu nariz com a ponta do indicador, arrancando um sorriso ruidoso da garota. — Por quê?!

— Não quis entrar numa briga com Damon Heinz, o organizador desses rachas e ele sempre respeita as namoradas dos praticantes, sendo assim, achei melhor mentir pra ele. — elucidou com um sorriso se formando em seus lábios e inalou, soltando o ar lentamente. — Agora é a hora que eu te levo pra casa como apenas um bom amigo. — murmurou com sarcasmo e segurando sua mão, foi em direção a sua moto, frustrado por não ouvir nada em resposta.

O percurso até sua casa era curto e ele aproveitou cada momento que lhe tinha por perto. Após tantos acontecimentos, estava confuso e isso não mudaria tão cedo. Já em frente à mansão White, Mia desceu da moto e Harry fez o mesmo. Não conseguiu evitar o pensamento de Mia sem aquele vestido. Bom... Conhecendo a garota como ele conhecia, sabia que nada seria fácil com ela.

Encararam a casa por um tempo. As palavras pareciam terem sumido naquele momento. Olhou para ela pelo canto do olho e suspirou. Tudo poderia ser diferente, no entanto, ela era cabeça dura demais para isso e não poderia culpá-la, já que tinha agido mal com ela em várias situações.

— Obrigada, Harry.

Conseguiu pronunciar após um longo instante silencioso e sentindo-se exausta de tantas emoções, começou a caminhar em direção a casa, sem olhar para trás.

Não queria correr o risco de encontrar aquele olhar sedutor novamente, certamente fraquejaria e falaria toda a verdade sobre seus sentimentos por ele, mas a cada passo que caminhava, sentía-se cada vez mais distante dele e de qualquer possibilidade de ficarem juntos algum dia. Mais três passos passos e ela colocou a chave na porta e após abri-la, pressionou as mãos na maçaneta, porém, antes de entrar na casa, foi puxada para trás.

— Antes de entrar, eu preciso fazer uma coisa. — disse convicto.

Ele tomou seus lábios com sede, fazendo-lhe gemer contra os seus, impetuosos e quentes de imediato. O beijo que começou com um intuito, estava tomando outro rumo. Harry lhe pressionou contra a parede da casa e posicionou-se entre as suas pernas.

— Quero tanto você pra mim. — disse já ofegante e ela se encolheu parcialmente coberta por seu corpo.

Ele puxou de leve o seu cabelo para trás e aproveitando-se da situação, ela cravou as suas unhas em seu quadril definido. Harry sorriu corriqueiramente e esquivou-se um pouco.

— Hum... isso é bom... — ele suspirou pausadamente.

Seus lábios invasivos direcionaram-se a sua nuca e logo, ela pôde sentir uma rápida queimação naquela região do seu corpo. Sua língua se movia lentamente. Ele parecia saborear a sua pele e simultâneamente as suas mãos dirigiram-se para o zíper do seu vestido, estava perdendo o controle, como sempre.

— Não fuja mais de mim! — sussurrou-lhe, ela ameaçou dizer algo, mas nada falou. Harry continuou com um sorriso provocante entre dentes. — Seja minha! — sibilou suspirando pesadamente e rindo de si mesmo. — Agora eu tenho certeza que estava mentindo, Mia. — afirmou jogando o ar quente de sua boca contra seus lábios e foi empurrado. — Está apaixonada por mim e logo vai se dar conta que seu lugar é comigo, Pirralha.

— Está louco. — rosnou elevando a voz e mais uma vez foi impedida de abrir a porta.

— Estou louco por você. — ricocheteou prendendo os lábios entre os dentes e pressionou a garota contra a porta da casa.

— Por que está fazendo isso? — indagou-lhe já sentindo a voz embargar e afastou sua mão que insistia em tocar seu rosto, no entanto, não conseguiu afastá-lo totalmente. — Isso é errado e você sabe.

— Quero você pra mim e você será minha, Mia. — afirmou convicto e roubou um breve selinho da Pirralha que começava a bufar de raiva e por mais que tentasse, não conseguia sair de onde estava. Esticou os braços ao seu redor e ficou analisando o rubor do seu rosto, satisfeito do efeito que conseguia lhe proporcionar.

— Nunca. — retrucou ávida e lhe empurrou mais uma vez de sua frente e tudo que conseguiu, foi ficar ainda mais presa e prensada contra seu corpo.

— Nunca é tempo demais. — replicou mordendo o lábio inferior e notou que os lábios de Mia estavam secos, quase rachados e sua boca entreaberta lhe causava arrepios por todo o corpo. Afastou seus cabelos para o lado direito de sua nuca e inalou seu perfume adocicado que lembrava os lírios da fazenda dos avós. Acariciou aquela região do seu corpo e sussurrou em seu ouvido: — É tempo demais.

— É o tempo que vai levar pra eu sentir algo por você. — disse quase entorpecida e finalmente conseguiu tirá-lo de sua frente.

— Então prova que não sente nada por mim e eu desisto. — propôs astuto e ela que estava a um passo de entrar em casa, voltou-se para trás e lhe lançou um olhar repleto de desconfiança. — O que me diz? — lá estava ele atiçando novamente o lado competitivo da moça.

— Como? — mesmo sabendo que iria se arrepender, Mia questionou. Não perderia a chance de se ver livre de toda aquela perseguição, mesmo que não o quisesse longe. Sua cabeça estava uma confusão só.

— Passa essa noite comigo e se amanhã você ainda olhar nos meus olhos e me disser que não sente nada e me convencer, juro que paro de te perseguir. — propôs perspicaz, deixando a garota boquiaberta e sentiu que sua tática havia funcionado. Mia estava do jeito que ele imaginou que ficaria, estava completamente assustada.

— Eu...

— Pode entrar e dormir, Mia. — disse abrindo a porta da casa, interrompendo qualquer desculpa que ela viesse a lhe dar e inclinou a cabeça para a frente.

— Mas eu não respondi se aceito ou não. — murmurou num sopro de coragem, ainda contrariada e fechou a porta da casa de forma silenciosa, já que não queria acordar os pais. — Eu...

— Não vai transar comigo hoje, querida, só quando estiver preparada e isso não vai demorar. — balbuciou de forma sedutora e enrolou uma mecha solta do seu cabelo dourado que tanto gostava. — Você está muito sexy nesse vestido. — comentou mordendo o lábio inferior e soltou um sorriso nasalar. — Agora entra e tenha sonhos picantes comigo. — novamente ele abriu a porta e praticamente empurrou a garota para dentro da casa, saindo dali em seguida.

Na tarde seguinte, Clube Villaggio, 16h:34min PM;

Após mais um dia cansativo na faculdade, Harry decidiu ir ao clube e espairecer um pouco. Durante as primeiras horas daquele dia conseguiu exilar a Pirralha dos seus pensamentos, entretanto, foi só vê-la na saída da instituição e todos os pensamentos se voltaram para ela e já não podia evitar a ideia de que estava se apaixonando mais uma vez.

Com seu Ray-ban preto e uma bermuda seguida de uma blusa também branca e um tênis confortável, decidiu ir para a quadra de tênis e com sorte encontraria alguém disposto a perder pra ele, já que nunca perdia, seja no racha ou no tênis, ele nunca perdia.

A tarde em Oxford estava agradável, atipicamente ensolarada.

Ao entrar na quadra, viu sua mais nova paixão sentada em um banco. Estava com roupa para a prática do tênis e estava terrivelmente sexy com aquela saia branca e o top grudado em seu busto fazia o tamanho dos seus seios aumentarem consideravelmente. Sorriu malicioso e foi até ela que mexia no celular.

— Olha o que temos aqui, Mia White. — pronunciou sarcástico e ela desviou a atenção da tela do celular por um momento, mas logo voltou a fazer o que estava fazendo, ignorando-o por completo. — Cadê sua amiguinha? — perguntou projetando o corpo em sua direção, bastante interessado em saber o que ela tanto digitava na tela do BlackBerry.

— Foi pra área das piscinas com Louis. — informou e ao notar que ele estava quase caindo em cima dela, levantou-se do banco e jogou celular dentro da bolsa. — Quer jogar? — perguntou com expectativas e um sorriso que alcançava até a alma do outro que devolveu o sorriso de forma involuntária.

— Acha que é fácil assim, só chegar e me convidar pra uma partida de tênis? — questionou simulando estar ofendido e cruzou os braços em sua direção, meneando a cabeça num sentido negativo.

— Garoto, quer jogar comigo? — ela propôs a um moreno esbelto que passava naquele momento em sua frente e alternou o olhar entre o rapaz e Harry, arqueando as sobrancelhas para o segundo.

— Claro, princesa. — o moreno pronunciou com um largo sorriso, mas antes que pudesse chegar mais perto de Mia, foi impedido do ato por Harry, que surgiucomo um raio em sua frente.

— Se aproxima mais um pouco dela e seu destino será o hospital. — o ameaçou com os dentes cerrados e visivelmente assustado, o outro saiu dali sem olhar para trás. Era um recorde, aquele era o terceiro que ele espantava em dois dias, sem contar com Nate que ele havia espantado de uma forma mais sutil.

— Espantou o cara que estava disposto a jogar comigo. — ela protestou e voltou a se sentar no banco. — Você é mau, Styles. — afirmou quase indignada com sua forma de agir e estreitou os olhos ao vê-lo se aproximar.

— Ele quer mais que um simples jogo. — afirmou revirando os olhos para sua carranca e sentou-se ao seu lado. — Que inferno, todo mundo resolveu te querer agora; primeiro aquele seu ex-namorado, depois Niall querendo pagar de bom samaritano, como se não fosse suficiente, vem Damon te azarar e agora esse metido a Tom Cruise? — disparou sua série de sinceridades e jogou a cabeça para trás, tentando controlar sua irritação.

— Não seja exagerado, não é bem assim. — contrapôs enquanto observava o metido a Tom Cruise passar com uma raquete na mão e sequer voltou a olhá-la, Harry realmente conseguiu espantá-lo.

— Ah, não é? — balbuciou entorpecido e se ergueu do banco, indo em direção a um dos socios do clube. — Você de branco, vem aqui por favor. — chamou um loiro de aparentemente 20 anos no máximo e mesmo confuso, ele caminhou até os dois. — Você levaria essa garota pra sua casa agora mesmo, sem nem saber o nome dela? — perguntou com a maior naturalidade, deixando a garota corada de tanta vergonha que estava sentindo e o loiro sorriu largamente.

— Com certeza. — respondeu com um sorriso flerteito e Harry riu para ela, como se estivesse dizendo: eu sempre tenho razão e ela encolheu os ombros.

— Agora já pode ir. — murmurou e sinalizou com os olhos para que ele se retirasse e mais confuso do que chegou, o loirinho foi embora coçando a nuca. — Viu, tem algo em você, talvez você cheire a virgindade e isso atrai todos, como um fetiche, entende?

— Sim... — pronunciou de modo de inaudível e aumentando o tom da voz, disse: — acho que sim.

— Mas saindo desse assunto, ganho o quê se eu vencer? — questionou indo em direção as raquetes e pegou duas, além da bola branca de formato oval.

— Você vai perder, certeza. — murmurou descontraída e ele cresceu os olhos em sua direção, quase se sentindo ofendido por ouvir aquilo.

— Se eu ganhar você vai me mandar vários nudes com uma lingerie que eu vou te dar e sem ela se você quiser. — propôs malicioso enquanto caminhavam para rede que estava a poucos metros dali.

— Vai sonhando. — resmungou ainda com seu tom divertido que parecia ter vindo pra ficar e deu um tapa leve em seu ombro.

— Então... — ele parou para pensar em uma boa recompensa, mas tudo que formulou em sua mente, foi: — Se você perder, vai me convidar pra jantar e pagará a conta, o que me diz? — propôs sendo mais justo do que de costume e ela ausentiu com a cabeça.

— Mas se eu ganhar, vai me prometer que vai parar de me perseguir. — contrapôs deixando o outro estático. Estava começando a se arrepender de ter dito aquilo. Não queria vê-lo com aquele olhar triste, entretanto, já estava feito.

— Quer tanto assim se livrar de mim? — questionou sentindo-se derrotado emocionalmente e pararam de caminhar, ficando defronte ao outro.

— Eu preciso. — disse como que se justificando e desviou o olhar para a direção contrária.

— Você é muito cabeça dura, Mia. — disparou jogando a raquete no chão e o barulho que causou conseguiu assustá-la. — Poderia estar comigo de verdade, no entanto, a todo tempo me despreza, me pede pra sumir e eu já estou cansando de correr atrás de você como um cachorrinho atrás da dona. É demais pra mim. — expôs tudo que estava sentindo e os olhos da garota marejaram quase que de forma imediata.

— Eu...


Notas Finais


G-zuis!! Vocês gostaram? Não gostaram? Ahhhhhh eu to muito nervosa aqui, parece que meu coraçãozinho vai sair pulando pela boca.

Falando sério aqui, se puderem deixar suas opiniões, críticas, observações, eu vou ficar muito feliz, de verdade, então, vou tentar não pirar aqui.

Ps: espero não ter frustrado vocês, mas sei que estão bem irritados, entretanto, logooooo tudo vai começar a se encaixar, prometo.

Vejo vocês no próximo capítulo? Espero que sim!!!
XxGehxX


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