História Havana - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~jiguk

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jk, Btsonyeondaw, Havana, Jiguk, Jikook, Jk Bottom, Jk!bottom, Jm Tops!, Jm!tops, Sufistas!au, Tops!jm
Visualizações 58
Palavras 2.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Esporte, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


btsonyeondaw: oi galera <3
bom, esse plot surgiu através da música Havana da Camila Cabello, acho que isso já foi bem perceptível, né? enfim, eu gostei bastante do Jeongguk dessa fic, espero que gostem como eu.
P.S.: obrigada pela capa e banner lindos @damnjimilly, eu te amo muito meu amorzão

jiguk: deem mt amor pra essa fic eh isto

Capítulo 1 - Sobre viagens chatas e surfistas metidos


Fanfic / Fanfiction Havana - Capítulo 1 - Sobre viagens chatas e surfistas metidos

Viagens de avião são extremamente desagradáveis e chatas. E, eu sei que na primeira classe elas eram super legais e confortáveis, mas cara, o problema é que não tem como se sentir seguro nesse troço.

Enfim, o fato aqui é que eu estou deixando minha bonita e legal Atlanta para trás para ir em um concurso de surfe em Havana.

Eu não vou mentir, sempre quis ir em Havana já que claramente suas praias são lindas, ainda mais para surfar já que isso é tudo o que eu sou. Sentir a brisa do vento e as gotículas da água no meu corpo enquanto surfo, isso realmente não tem preço. Mas, o problema é que eu sou muito apaixonado por Atlanta, afinal, é minha cidade natal. Sempre batia aquela tristeza em deixá-la por mais que isso já fosse constante por conta dos torneios.

Eu não podia reclamar de nada na verdade, meu nome estava estampado em várias revistas e coisas assim de famosos — por mais que eu não chegasse a ser um nesse nível —. Quer dizer, você deve me conhecer, né? Jeon Jeongguk, alto, moreno, bonito e claro, sem esquecer, muito musculoso. Eu não estou me gabando, estou apenas apresentando os fatos. Mas não vim aqui para falar das minhas qualidades, e sim para reclamar de como é entediante passar dez horas sentado em uma poltrona apertada demais para um corpo que implorava por ter cada parte dele esticada em alguma cama confortável, de preferência na minha, em Atlanta.

Por mais que eu tenha viajado incontáveis vezes para fora, sempre foi difícil me despedir dos meus amigos em Atlanta, afinal foi o lugar onde eu nasci. Eu cresci em meio às águas cristalinas do mar daquele local e tenho planos de viver lá para sempre, então para mim não tem essa de "aproveita os ares novos" — se não for a minha Atlanta, eu nunca vou aproveitar tão bem —. Queria que todos entendessem isso.

Conferi as horas no monitor do avião à minha frente pela milésima vez desde que eu entrei ali e gritei por dentro ao ver que faltava menos de duas horas para chegar em Havana. Todo aquele suposto ódio que eu senti por estar longe de Atlanta se dissipou, e agora eu não podia estar mais ansioso para ver o que as praias de Havana tinham para me oferecer; pelo que eu via em vídeos, fotos e relatos de alguns conhecidos que já foram para lá, eu não me decepcionaria mesmo.

Não demorou muito para que eu já pudesse ver um pouco da cidade, e mais ao fundo seu mar, com um azul estonteante que podia ser confundido com o céu. Sorri, estava muito ansioso para passar a tarde inteira conhecendo-o — ou talvez só umas horinhas, eu precisava de um descanso —. Assim que o avião pousou, peguei a minha mala e fui para fora do aeroporto, vendo logo uma van estacionada, provavelmente a do torneio.

Acho que esqueci de mencionar o fato de que as minhas viagens eram sempre financiadas pelos patrocinadores do torneio, isso era algo bom já que sempre sobrava uma grana extra pra que eu pudesse comprar algumas coisas para mim mesmo. Não é tão fácil assim manter essa belezura que os meros humanos chamam de rosto.

Caminhei até o veículo com as minhas duas malas de rodas juntamente com minha prancha. Digamos que estava complicado levar aquilo tudo sozinho, mas por sorte o motorista saiu da van e se propôs a me ajudar; lhe lancei um sorriso como agradecimento. Entrei no carro, soltando um suspiro alto por finalmente poder esticar minhas pernas nos bancos vagos ao meu lado. O homem vasculhou algo em sua bolsa e tirou um papel, estendendo-o para mim.

— Isso aqui é o cronograma dos seus treinamentos até o dia do torneio. Digamos que as praias de Havana não serão tão calmas quanto as de Atlanta, e mesmo que você já tenha enfrentado ondas de vários tamanhos, é sempre bom melhorar suas técnicas. Palavras do seu treinador. — disse tudo de uma vez. Demorei pouco mais de dez segundos para digerir tudo o que tinha me falado e peguei o papel.

— A-ah, tudo bem. — respondi e passei a ler o cronograma, fazendo uma careta assim que eu vi que não teria descanso algum durante duas semanas.

Qual é, eu amo surfar, mas agora que eu passei por uma viagem longa e cansativa tudo o que eu desejo é dormir e aproveitar mais do que essa cidade tem a me oferecer, e eu não teria tanto tempo assim com os treinamentos. Mas como eu não podia reclamar muito — até porque na programação um dia antes da final havia um luau, teria ao menos alguma diversão — apenas fui até a portaria do hotel no qual ficaria hospedado para fazer meu check-in, que diga-se de passagem, era ao lado de uma praia, onde seria muito melhor para treinar. Pelo menos eu não teria que andar até uma praia distante.

Eu sei o que está pensando: “Como um atleta pode ser tão preguiçoso assim?” E a resposta é simples, apenas seja eu. Quer dizer, não é porque sou um atleta que tenho que levantar às seis da manhã para treinar super feliz e desejando bom dia até mesmo para as flores. Andar era outra coisa fora de questão, você acha que inventaram os carros para quê?

— Uh, oi. Eu queria fazer o meu check-in — dei um suspiro baixo, admirando o local. A portaria do lugar era algo moderno, totalmente praiano, e isso me passava uma sensação legal, combinava com o clima do lugar e com a sua localização  — para que eu finalmente possa dormir pelo menos uma hora no conforto de uma cama.

O recepcionista antes focado no computador se virou para mim e meus olhos puderam ser agraciados com aquela visão divina. Oh, espere, acho que eu esqueci de mencionar o fato de que eu sou gay. Pois é, na verdade eu nunca me senti atraído por garotas e elas sempre foram muito sem graça para mim.  Garotos eram muito mais interessantes.

Eu não fazia questão de desviar meu olhar do moreno bonito à minha frente, e ele deve ter percebido meu interesse nele, já que suas bochechas se tornaram rubras aos poucos. Mas quando ele me entregou a chave e falou o andar e o número do apartamento no qual eu me hospedaria, não bastou um segundo para que eu esquecesse o porquê de estar encarando-o; praticamente corri até o elevador, batucando o pé no chão enquanto esperava o mesmo chegar.

O prédio era grande e por isso o elevador demorou um pouco para chegar na minha suíte. Isso era algo ruim considerando o fato de que eu estava inquieto e ansioso para ver o quarto. Tudo aqui parecia ser tão legal, e olha que eu nem deveria estar tão animado, afinal, amanhã eu teria que acordar às 6:00 da manhã para treinar e caralho, quem fazia isso comigo deveria morrer. Isso é tortura.

E eu sei que pode parecer ridículo, mas tenho um medo fodido de elevadores. Sério, parecia que eles iriam parar a qualquer momento e eu iria morrer de claustrofobia. Uma morte lenta, solitária e dolorosa. Por isso, assim que o elevador parou no meu andar, saí correndo para a última porta enquanto puxava as malas. Observei o número em cima da mesma: 628. Era esse.

Entrei na suíte e, wow, os patrocinadores estão realmente tirando dinheiro das árvores. Era a cobertura do prédio. Era um local muito bonito, com portas de vidro e uma varanda gigante, um quadro grande decorava uma parede branca perto da escada para o segundo andar, onde deveriam ficar os quartos. Observei também a parede no canto onde continha uma lareira muito bonita por sinal, mas sinceramente muito inútil. Quando vai fazer frio em Havana, a ponto de usar aquele troço?

Subi as escadas me direcionando ao quarto, para ver o que mais interessava: a cama. Afinal, seria onde eu teria meus preciosíssimos — e muito merecidos — descansos.

Me joguei no colchão macio e quase pude ver o paraíso. Estava tão bom ali. Porém, eu ainda queria conhecer um pouco da cidade e aproveitar o tempo livre que tenho antes de voltar a época da escravização; mas não era para menos, era a competição mais importante de todos esses anos sendo surfista, e era mais que minha obrigação ganhar aquele prêmio.

Suspirei pesado, passando as mãos pelo meu rosto e reunindo coragem para levantar, arrumar a minha mala, tomar um banho e finalmente relaxar todos os músculos do meu corpo com essa cama que só não supera a maciez da minha. Infelizmente, eu não pude aproveitar direito o tempo de descanso que tive, já que duas horas depois eu acordei — culpa da minha ansiedade, que me obrigava a sair do hotel e visitar o máximo de lugares possíveis antes do meu treinador rabugento me infernizar.

Ao sair do hotel o primeiro local em que estive foi a praia ao lado do prédio em que estava hospedado. Era linda, suas águas verdes claras quase em um tom de azul cristal. A areia clara sujando meus pés sem chinelos ou qualquer tipo de sapatos. Entretanto, como qualquer tipo de alegria estava durando pouco ultimamente, eu não estava sozinho: havia um garoto no mar e o que mais me surpreendeu foi o fato dele estar segurando uma prancha colorida por tons de azul, laranja e vários adesivos, parecendo limpá-la.

Ela era bonita e posso parecer um maluco falando de pranchas — não que eu não seja — mas eu realmente gostava delas. Cuidava da minha como uma mãe cuidava de um filho. Só que diferentemente da dele, a minha prancha já possuía tons nem tão alegres, era branca com roxo.

Porém, o que mais me chamou a atenção foi a tatuagem em seu braço. Fui me aproximando aos poucos, disfarçando só para ele não achar que eu era um maníaco que iria pular em cima dele a qualquer hora, e assim que eu estive ao seu lado pigarreei chamando a sua atenção.

— Bela tatuagem. — falei como se fosse a coisa mais comum chegar em um desconhecido e elogiar a tatuagem, enquanto eu observava o mar. Belos músculos também, pensei. — Gostei da sua prancha, também.

— Hm, obrigado? — respondeu com um tom confuso, com certeza estava estranhando aquilo tudo.

Suspirei e me sentei ao seu lado, continuei a observar aquela pouca movimentação na praia e o mar, vendo algumas pessoas surfando, enquanto ele continuou a limpar a sua prancha. E, aproveitando o intenso silêncio que ficou entre a gente, passei a olhá-lo e quase caí para trás, porque, cara, como é possível alguém ter passado na fila da beleza tantas vezes assim? Seu cabelo com um laranja radiante e com um aspecto sedoso, seu rosto oscilava entre traços fofos e intensos, seu corpo era lindo, mas o brilho intenso em seus olhos enquanto limpava sua prancha conseguia ser ainda mais encantador.

— Sua prancha é legal.

— Você não tem o que falar, né? — ele perguntou se virando para mim com a sobrancelha arqueada, e eu ri sem graça.

— É meio óbvio?

— Sim, muito óbvio. Mas boa tentativa. — sorriu para mim e deixou a prancha repousar na areia. —  Meu nome é Park Jimin, e o seu?

— Jeon Jeongguk. — direcionei meu olhar para a tatuagem realmente muito bonita, que chamava minha atenção cada vez mais. Só não superava o dono dela. — Eu também surfo. Não pensei encontrar um surfista aqui logo de cara.

— Jeongguk, o que você mais vai ver aqui são surfistas. Você é de onde? Não parece ser de Havana como eu.

— Bom, eu vim de Atlanta. Vim para uma competição.

O garoto aparentemente mais velho pareceu surpreso quando disse aquilo.

— Parece que vamos competir então. Isso é, se você chegar até a final né. — como esse garoto ousa duvidar assim das minhas capacidades? Quem Park Jimin pensa que é?

— Te garanto que sou o melhor daqui.

— É o que vamos ver, agora se me dá licença, eu tenho que ir treinar. Foi bom conversar com você.

Jimin sorriu para mim e se levantou, enquanto eu o seguia com o olhar indignado e surpreso com a sua afronta. Pelo visto o bonitão tinha um ego bastante inflado para o seu tamanho…

Eu não me arrependeria de jeito nenhum de fazer ele engolir as próprias palavras, pelo menos foi um incentivo para eu me animar um pouco com as duas semanas de treino.

 


Notas Finais


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