História He doesn't like Badboys - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, TWICE
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Jin, Kai, Sehun
Tags Badboy, Chanbaeksoo, Colegial, Outros, Sekai, Vkook
Visualizações 47
Palavras 5.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, obrigada pelos favoritos e comentarios ;0
Ta sendo, tipo, um empurrãozinho pra mim ;)
Ent, eu vou postar os caps entre sexta e sabado, por conta da escola e etc ;v
Ent, boa leitura pra vcs ;)

Capítulo 3 - Capítulo 2 - Becos, corujas e um samurai


Fanfic / Fanfiction He doesn't like Badboys - Capítulo 3 - Capítulo 2 - Becos, corujas e um samurai

  Sou eu.
     
        O Tiririca.

        Mentira, sou só eu mesmo, Oh Sehun com o rosto machucado e o pulso torcido.

         E sem doramas por um mês.

        Claro, isso se minha mãe fosse mais dura. No caso, era pra ser 1 mês sem doramas, mas eu não apelidei ela de Doçura a toa.

         Eu apenas aderi uma prática totalmente convencional, usada por muitos anos na família Oh, passada em geração e geração, algo de qualidade e sincronia que até meu irmão usa contra mim - e dá certo -.

       Eu apenas fiz o jantar a luz de velas, com o prato favorito dela - Raviolli. -, lavei a louça, limpei a casa, preparei um banho pra ela e fiz mini churros.

       E claro, completei com chave de ouro. 

     " Você é a melhor mãe do mundo, eu te amo muito. "

      Oh Sehun se encontra agora de baixo das cobertas dos ursinhos carinhosos, repleto de pacotes de chocolate e assistindo dorama.

      Traiçoeiro? Eu?

       Claro.

      E ainda ganhei uns pontinhos a mais pelo pulso, Doçura não deixou eu pegar em nada, fazer o mínimo de esforço, e como uma mãe que respeita a maturidade do filho, ela até me deu banho.

      Eu preciso controlar essa mulher.

      Antes que eu faça anotações mentais sobre mais alguma coisa convencional ou não, meu irmão arregaça essa madeira trabalhada em vários detalhes maduros, onde você bate o olho na porta e pensa: " Um alfa lúpus dorme nesse cômodo ".

      Se algum dia você ver uma porta azul marinho com desenhos de nuvens e navios e um placa escrita " Sehunnie ", não é meu quarto. 

      Definitivamente não é meu quarto.

      Voltando.

      Esse filho de uma boa mãe que deu a luz a dois filhos maravilhosos, como um menino educado, meteu aquele pé trabalhado no Spa 24 horas na porta do meu quarto másculo, e como uma boa pessoa bipolar e estranha, ele começa a me encarar.

     Aí tem coisa. 

     Vocês podem pensar que a relação que eu tenho com meu irmão deve ser ruim e repleta de rivalidades - e é assim as vezes - mas minha mãe não calculou os meses a toa pra ter filho ariano e outro leonino. De acordo com os astros e tudo que envolve os signos:

" Arianos e Leoninos são almas gêmeas "

   Assinado: Mercúrio e Vênus.

    Sendo assim, boa parte do tempo, seríamos o que chamam de chiclete com banana, arroz e feijão, café com leite, Bobby do meu Hanbin, ying e yang e todos os derivados.

   E agora, aquele olhar estranho de um garoto de 1,78 de altura me diz uma coisa:

    Ele quer falar alguma coisa. 

    Não quis zoar, quando há algo intalado na garganta desse fúnebre chamado meu irmão, ele fica me encarando e não tem coragem de falar na minha cara.

    - Fala logo o que você quer me dizer, time is dorama. - Tive que puxar logo a corda, se não, não sobe. Preciso procurar citações melhores. O vacilao me olhou com receio, mas logo se jogou na minha cama mais máscula ainda, precisamente em cima de mim.

   - Ai cace- Tentei respirar com aquele brutamontes em cima de mim - Oxe, ta pensando que você tem 5 anos? - O infeliz me ignorou e pausou o dorama.

   - Cara, eu preciso que você seja honesto comigo. - Que?

   - Que?

    Estou realmente chocado, a última vez que ele falou essas palavrinhas, foi pra perguntar se eu cortava pros dois lados. Por incrível que pareça, eu posso ser o irmão mais velho, mas quem tem mais maturidade nessa vida é meu irmão - Até mais que minha mãe. Eu o considero como se fosse um pai ou mãe. 

   Por incrível que pareça. 

  - Jovem, eu ja te disse que eu sou bissexual e que não tinha nenhum problem- 

   - Não, isso nós ja resolvemos. - Corte rápido, Tramontina.

    - Então fala logo, estou perdendo 2 minutos e 22 segundos desse episódio. - Herdei a delicadeza da minha mãe.

    - Veja bem ... - Ish, ta me dando medo ja - .. eu queria saber sobre esses machucados, porque eu ainda não entendi. Estão fazendo bullyng com você de novo? - Ele expressou uma feição preocupada, fazia tempos que não via essa cara.

   - Ah, sobre isso... - Fui obrigado a suspirar, o que só piorou aquela carinha sem acne e oleosidade.

     Eu realmente fiquei puto com o que aconteceu. Eu posso ser lerdo, mas não tão assim poxa. 
   
     Aquilo claramente era Bullyng, não digo isso por causa do soco que eu levei, mas sim do jeito que aquele infeliz disse sobre o "YDB" - apelido carinhoso que eu dei pra aquele trio - realmente, a vontade de vomitar na cara daquele ser era inagualavelmente perigosa e grande. 

      Isso antes de levar um soco na cara.

      Preciso praticar alguma coisa pra me defender: karate, judô, macumba...

      Se bem que eu fui recompensado com aquele anjo com ombros largos.

      Foco Oh Sehun. 

      - Um cara veio do além, colocou o pé na frente pra eu tropeçar, eu caí e ele começou a falar besteira sobre minhas amizades e sobre mim. - Basicamente foi isso, tentei resumir pro meu irmão que ficou com a cara mais carrancuda do que o dia que minha avó ficou reclamando sobre a alimentação dos netos.

      Minha avó é uma figura mesmo, talvez ela venha nos visitar nas férias de Julho.

    - ... ok, me dê um bom motivo pra você não ter me chamado. - Aqui está meu herói de carterinha, meu irmão mais novo. 

     Deveria ser ao contrário? Sim/não.

     Mas quem disse que minha família é normal?

     - Aigo ... você sabe como eu sou, o sangue sobe na cabeça, eu não poderia deixar ele falar aquelas coisas... - Fiz minha melhor cara de coitado, cachorro abandonado, gato de botas. - Hey, promete não fazer nada? - Cutuquei aquelas maçãs enormes do rosto dele - Mamãe disse que iria la resolver, não se preocupe. - Mostrei meu melhor sorriso, mais parecido com um leão marinho misturado com uma hiena.

    Quando eu estava no oitavo ano, tive a infelicidade de sofrer bullyng pela escola inteira, não vou colocar culpa na minha mãe por me enher de colar de pedras, mas naquela época eu procurava fazer amizades boas, duradouras, mas o que me restou foi ficar sozinho ou com meu irmão. O que aconteceu é que as brincadeiras passaram a ser mais agressivas no nono e primeiro ano do Ensino médio. Foi inevitável brigar pela primeira vez e levar meu irmão comigo.

     Naquele dia, nem a cinta da minha mãe foi capaz de substituir o que eu senti quando vi meu irmão virar um saco de batatas no meio daqueles moleques de 14/15 anos.

    Mamãe surtou e logo a escola virou a SM.

     Tudo isso pra me defender.

     - Ta bom, ta bom... - Meu irmão disse levantando as mãos e "se rendendo". - Mas se alguém tocar em você, me avisa o mais rápido que conseguir. - Soltou no ar e meteu as mãos e unhas feitas na minha cara e se levantou, logo saindo do meu cômodo másculo.

      - Eu comi seu salgadinho. - Ele gritou do corredor.

      - Ta... espera, como é? - Gritei mesmo, o que resultou na minha mãe me mandando calar a boca do jeito mais delicado possível e meu irmão rindo da minha cara.

      Ótimo, agora são 19:21. 

       Isso significa que aquela lojinha deve estar aberta, salgadinhos a venda, Oh Sehun feliz. 

       Sai do meu quarto feliz da vida e peguei as chaves de casa, dei um beijo na minha mãe e um porre no meu irmão, ja avisando que eu voltava.
     
       Mentira.

       O que realmente aconteceu foi:

       - Mãe, vou na lojinha do tio Zé comprar salgadinho. - Dei um beijo no rosto dela.

       - Mas ja não brigou antes de ontem e ja vai vagabundear por ai de novo? Oh Sehun, não foi essas atitudes que você herdou de mim, isso deve ser coisa do seu pai mesmo... - Vish, quando essa mulher começa, fica difícil terminar, então como bom filho, apenas peguei as chaves e sai mesmo, escutando as reclamações sobre eu ser um sedentário e que só como porcaria e etc.

     Nada anormal.

     Menos a Senhora das Pedras.

     Na hora que eu pisei no tapete de fora do apartamento, aquela senhora de 15 anos brotou na minha frente com uma saia tubinho de couro acima do joelho e uma blusa social vermelha.

      - Boa noite senhora Kim. - Olha só como eu sou educado.

   - Oh, os deuses estão a favor de minha pessoa hoje... - Aquela doida disse com a mão sobre o peito e começou a me secar, bem na frente da minha casa mesmo. - Boa noite Oh Sehun. - Meu Deus não creio, ela prolongou o " Oh " ou é impressão minha? 

    Sorria e acene.

      - Tudo bom com a senhora? Parece que vai sair pra algum lugar chique... - Eu tentei sorrir, mas meu rosto dá um tic nervoso que preciso exorcisa-lo mais tarde. 

      - Estou maravilhosa... - Ela colocou a mão sobre aquele bico vermelho e susurrou pra mim - ...encontro às cegas. 

     Apenas fiz aquele famoso " Ah " e disse que eu precisava ir no mercado, me despedi e sai do prédio com uma marca de batom no rosto e me sentindo violado com as secadas de uma mulher de 72 anos.

     Peripécias de Oh Sehun 3.

     Na saída eu ja estava quase morrendo de tanta escada que eu desci, aquele trem do elevador não estava funcionando. Pelo menos eu percebi o quão atlético e resistente eu sou. Agora o que me resta é seguir reto até chegar na lojinha do tio. Coragem também, ja que essas ruas são mais escuras que a alma da minha avó materna.

      Fui andando tranquilamente pelo bairro ao som de Macarena, - lê-se dançando igual ao um peixe fora d'água - quando avistei a lojinha do seu Zé, claro, antes de eu reconhecer uma cabeleira em estilo samurai ao longe.

      Espera, o único samurai que eu conheço é o Yixing.

      Não creio.

      Como um bom ninja treinado pelas trevas - meu irmão no caso - , sorrateiramente fiquei atrás da montanha, digo, do Lay e dei um tapão mas costas do mesmo e gritei:

      - Mahoe distraída! - Peripécias de Oh Sehun.

      - Meu Deus, pra que agressividade? - Lay perguntou retoricamente, massageando o local "machucado" com a melhor cara de quem comeu e não gostou. - Tá querendo me matar? Mas já não basta aquele anão pervetido com as mãos de ferro...

      - Você mora por aqui? - Corte rapido, Tramontina.

      - Aigoo, você é insensível Sehunnie... - Olha a intimidade que eu dei sem saber. - Sim, eu moro em alguns quarteirões por aqui. - Disse se virando na minha direção e logo puxando meu braço pra entrar na loja. - Como você tá? Digo, depois da briga, você resolveu tudo?

      - Bom, um olho inchado e um pulso torcido... - Fiz uma cara pensativa - ...acho que está de bom tamanho. - Dessa vez eu exibi um sorriso não forçado e apenas dei uma risadinha fraca. - Doçura ja resolveu isso no segundo dia da minha suspensão, o diretor é um grande amigo dela também, fiquei sabendo no dia... - Completei pegando aqueles macarrão instantâneo.

       - Doçura?  

       - Minha mãe.

       Lay apenas murmurou um "hm" e pegou outro macarrão, me puxando até o caixa pra pagar, ele tá pensando que eu tenho 8 anos e que eu vou fugir.

       Ele tá certo.

       - Você quer comer aqui? - O samurai perguntou.

       É possível você "esquentar" alguns alimentos e comer na loja por aqui, o que eu acho bem interessante e, se eu fosse presidente, eu mandaria abrir uma lojinha dessa em toda esquina. Então como eu não sou besta, eu aproveitei pra comer la mesmo sem as reclamações da minha mãe.

      E também porque eu tava com preguiça de ir pra casa. Então eu apenas disse um " Ok " refinado.

      - E você? - Puxei assunto, aquele silêncio tava me matando.

      - Eu o que? - Precisei de um guarda-chuva agora, o molho da boca dele foi tudo na minha cara.

      - Sua mãe, sua família...quer falar sobre você? - Foi estranho, mas eu senti que deveria saber mais, fortalecer uma amizade, não sei.

     - Ah sim... - Ele pareceu pensar um pouco, será que eu falei algo de errado? - ...meus pais moram nos Estados Unidos, Colorado... - Ai que susto, pensei que eu tinha feito fezes. - ...eles vivem bem até, eles me ajudam a pagar as contas da minha casa, eles não são muito presentes e também eles tem uma empresa por la, meu irmão mais velho toma conta dela, vamos dizer assim...

      Estranho.

     - E como você veio parar aqui? - Não quis soar grosso gente, faz parte de mim.

     - Meu avô morava aqui, então inicialmente eu vim cuidar dele... - Bateu a depressão no ser e do nada ele começou a encarar lá fora, oxi. - ...ele morreu ano passado. - Eita preula, eu sou maravilhoso em dar conselhos.

     Mentira.

     A única coisa que me veio na cabeça foi acariciar as costas da montanha, o que parece que resultou, ja que ele olhou pra mim e sorriu, logo continuando a falar.

    - Mas sabe, eu resolvi ficar aqui, a Coreia me traz boas lembranças do meu avô, acho que só talvez mais tarde eu vá viajar por ai. - Lay terminou, logo começando a me encarar. - O que aquele cara disse pra você? - Oi?

    - Oi? - Oxe, do nada muda de assunto, que gente estranha.

    - Aquela cara que você brigou, o que ele disse pra você? Dahyun não sabe contar as coisas quando está em pânico. - Ele riu no final da frase. 

    - Ah... - Olha, eu realmente não quero magoar ou ofender ele, mas a gente tem que ser transparente. - ... ele disse que Dahyun é uma mulher que trabalha com prazeres alheios e "ofendeu" você e o Baek de Gays. - Sou ótimo em resumir, por isso vou bem nas coisas.

    Ele apenas me encarou e murmurou um pequeno " Entendi " e disse:

    - Se acontecer alguma coisa com você, me chame, Ok? - Mas já é a segunda vez que eu ouço isso, sou uma pedra que atrai herois. Então como bom trouxa, apenas repeti aquela palavra no final da frase. - E você? Sua família e etc...

   - Bom, eu moro com minha mãe e meu irmão mais novo... - Dei um pequeno suspiro. - Meu pai largou minha mãe quando eu tinha uns 14 anos, foi um choque, na minha mente nós éramos a família mais perfeita sob a face da Terra. É estranho pensar que seus pais não eram felizes e que seu pai te trocou por uma mulher mexicana na casa dos 20.

      Nada contra mexicanas é claro.

    - Puts, realmente deve ter sido difícil pra você. - Lay apenas me deu alguns tapinhas nas costas. - E como vocês lidaram com isso?

    - Ah, eu literalmente dei meu apoio pra minha mãe, ela pedia pra eu dormir com ela todas as noites. - Parei no meio da conversa e cai na depressão também, lembrando dos momentos em que sofremos juntos. - A reação do meu irmão foi mais supreendente, ja que ele era chiclete do meu pai, unha e carne; ele pareceu menos abatido, mesmo que todas as noites ele venha dormir comigo depois de um certo tempo, mas ele é mais orgulhoso, meu irmão não o perdoa.

    - Entendi... - Ele se mostrou bem compreensivo e me deu um tempo pra pensar. - E quando você se assumiu? - Nesse momento eu esqueci de como que é que se come e quase morri engasgado com o macarrão entalado entre minha garganta e meu fígado.

   - Co-como...é? - Perguntei tossindo,  tentando me recuperar enquanto Lay dava uns murrão nas minhas costas.

     Poxa, eu engasguei, não afoguei.

   - O que? - Finalmente ele parou de fazer cosplay de Baek e cessou com os murros nas minhas costelas. - Vai me dizer que você não curte uns macho alfa? - Impressão minha ou ele disse isso segurando o riso?

   ESPERA, QUE TIPO DE COMPARAÇÃO É ESSA?

    Finalmente me recuperei e coloquei o macarrão que estava no meu rim de volta no lugar. - Como você sabe que eu...? - Perguntei intrigado mesmo, tava tão na cara que eu era bixa louca?

     - Foi apenas uma suposição, e pela minha perceção, você deve ser no máximo bissexual. - Lay disse se apoiando no balcão com aquela cara de " eu to certo, não é? ", e eu apenas assenti meio perdido. Puta suposição. 

     - Por acaso você lê mentes ou é dobrador de magia negra? - Semicerrei meus olhos com a melhor cara de " estou te julgando " que eu tenho.

     - Isso se chama reconhecimento da espécie, Oh Sehun. - Ele prolongou meu sobrenome, por que todo mundo prolonga meu sobrenome? 

     - Então você é do mesmo vale? - Vi Lay se levantando e indo em direção a saída da lojinha, consequentemente eu o segui. 

     Ele apenas assentiu com a cabeça nesse meio tempo, poxa, olha só como eu, bom Pokémon, evoluí nas amizades e interações sociais cotidianas.

   - Hey, eu vou comprar um negócio que eu esqueci, você espera aqui pra a gente ir junto? - Lay disse já entrando no estabelecimento com um sorriso singelo.

        Meu jovem, com esse sorriso você pode me pedir tudo que você quiser.

        Oi? Disfarça. 

       Apenas assenti, logo pegando meu celular pra cutucar algumas coisas nas mensagens e nas fotos. Não tenho 3G gente, tudo o que me resta é rever algumas conversas - que no caso é da minha mãe -  enquanto o tempo passa.

        E realmente passou.

       Mas o que aconteceu com aquela criança? Foi pra Nárnia? Tô plantado aqui nessa rua escura por 1 hora inteira e nada do ser aparecer. 

        Antes de eu entrar de novo naquela lojinha pra sequestrar o Lay, escutei uns barulhos estranhos em um beco do outro lado da rua, parecia uma briga de cachorro de tanto barulho que fazia.
  
        Fantasmas me perseguem, não é possível.

        E como eu sou trouxa, eu fui lá ver o que é, como um bom corajoso que eu não sou. Aqui podemos ver que tipo de personagem eu seria em um filme de terror: o que morre nos primeiros minutos ou o que consegue se safar no final.

       Adentrei na situação ali que nem o Mestre dos Magos.

       Meu Deus, era uma briga de cachorros mesmo, só que cachorros humanos. Pelo pouca iluminação presente no local, eu pude perceber que eram 3 caras altos e completamente alterados rodeando uma coruja com um casaco de couro.

      Pra quem não entendeu minhas comparações, o cara era baixinho e tinha olhos que pareciam de algumas espécies de corujas, bem grandes mesmo.

      Voltando, eu gostaria que vocês adivinhassem, o que um ariano completamente revoltado com a sociedade faria nessa situação?

        A) Chamar o Lay.

        B) Chamar a polícia.

      Se você respondeu a letra C, você está correto, eu como um bom cabeça quente, corri em direção ao baixinho e dei uma voadora naqueles usuários de infelicidade.

        Um mês no Boxe foi o suficiente pra eu saber que uma voadora bem dada, serve mais que um soco em algumas situações.

        Só a voadora, porque um dos transeuntes se recuperou e deu um soco na minha cara, pela segunda vez no mês, o que resultou em um Oh Sehun mais retardado e lento do que já é.

      - Qual é mariquinha, não aguenta nem um suquinho no rosto? Por que você não toma conta da sua vida e deixa a gente brincar com essa princesa aqui? - Um dos demônios, quer dizer, um dos carinhas que me bateu disse, puxando aquela mini coruja pelo pulso, o que acarretou no mesmo uma expressão de dor enquanto os outros riam.

      Ok Oh Sehun, foi um mês de Boxe Chinês, você tem que lembrar de alguma coisa, você não vai deixar esses projetos de Satanás atasanar aquela coruja, certo?

     Errado.

     Eu realmente não lembro nada das aulas/tortura, só sei que eu apanhei mais do que moleque quando come açúcar escondido da mãe.

     Você já fez isso que eu sei.

      Tentei me recuperar o mais rápido possível, o que foi praticamente impossível com aquele olho já inchado. Oh Sehun tomou coragem e esqueceu do pulso ruim, desferindo um soco no ser que estava segurando o baixinho, enquanto isso, os outros dois foram pra cima de mim.

       E foi ali que eu pensei que eu fosse morrer.

       Não quero velório, ninguém vai chorar em cima do caixão mais macio que minha cama e jogar flores que me dão alergia no meu túmulo. 

      Ouviu mãe?

      Mas graças aos céus, vi alguém chegando com uma voadora, meu salvador, o Samurai Solitário - inventei agora - conhecido como Lay, suas técnicas marciais são incrivelmente sobrenaturais, seu passado é desconhecido por tod- 

     Ok, menos Oh Sehun.

     E como um bom samurai, ele agarrou meu braço e me começou a correr, e eu trouxa, agarrei o braço da coruja e comecei a puxa-lo também.

     Correr por 30 minutos é exaustivo, principalmente quando tem alguém correndo atrás de você.

     Depois da caminhada saudável, achamos um local mais iluminado e movimentado, no caso, um bar.

   Pega leve, a gente podia usar aqueles bêbados pra brigar também.

         Mentira.

        - Você tá bem? - Lay me perguntou, notando minha feição cansada.

        - Não é como se eu não tivesse levado uma surra alguns dias atrás. - Tive que rir. - Ei cara, você tá bem? - Me virei pro baixinho, ele tava com uma cara estranha, digo, ele tava olhando pra parede.

         - Que? - Ele me olhou assustado. - Ah, sim, sim... - disse colocando a mão na cabeça. Oxe.

         - Tá tudo bem mesmo? Eu posso comprar água pra você. - Lay disse se aproximando do baixinho, com cara de " cara, não morre não ".

        - Não, tudo bem... - Ele disse abanando as mãos. - Muito obrigado mesmo por me ajudarem, eu realmente não iria conseguir me safar dessa.

        - Que isso, rela- Lay foi cortado.

        - Espera, você ta bem? - Corte rápido, Tramontina.

         Nesse momento, aquele baixinho parecia minha mãe, pegando nos meus ombros e me olhando de cima pra baixo, procurando algum machucado com o rosto carregado de preocupação.

         Mas que intimidade é essa?

         Adorei.

         - Ei cara, relaxa, só foi um soquinho. - Quem me dera, doeu pra porra. Mas como um bom ator que sou, apenas sorri e dei tapinhas nos ombros do menor.

         - Ah, que alívio. - Ele suspirou. E que suspiro hein. - Muito obrigado mesmo, é... 

         - Pode me chamar de Sehun. - Dei um pequeno sorriso. Olha como eu sou educado. - Aquele ali é o Lay. - Apontei pro samurai atrás do pequeno.

        - Entendi. Vocês podem me chamar de Soo. - Ele sorriu, logo pegando o celular, digitando uma mensagem pra sei lá quem. - Olha, eu vou ficar em dívida com vocês, se vocês precisarem de alguma coisa... - Ele pegou um bloquinho no bolso e anotou uns números, dando pra mim. - ... podem me ligar, vou tentar ser o mais rápido possível pra atende-los.

         - Cara, não precisava de tu-...- fui interrompido.

         - Pode deixar Soo. - Lay disse. Qual dessa mania de cortar as pessoas?

         O tal de Soo disse que estava esperando um amigo antes daqueles caras o puxarem pra entrar naquele beco - Estranho? Nem um pouco. - Jogamos conversa fora e descobri que ele trabalhava em uma pequena empresa de design, o que foi surpreendente pra mim, aquele ser parecia ter a minha idade. Não muito tempo depois, uma daquelas motos legais que correm pra caramba - observem meu conhecimento sobre motos - estacionou do outro lado da rua.

     O dono era muito estranho, digo, aqueles capacetes deixam as pessoas com um ar de "perigo " , ou eu sou doido e paranóico mesmo, principalmente quando o cara parecia o monte Fuji.

     Soo, percebendo a chegada da moto, logo se despediu do Lay com um tapinha nos ombros e virou-se pra mim com um sorriso estranho.

     Agora um momento de choque:

     Eu, lerdo que só uma lesma, nem percebi quando o baixinho colou aquele corpo pequeno porém trabalhado no meu e levou aquela mãozinha quente na minha nuca, tascando um beijo violento nos meus lábios.

     Oh Sehun se encontra paralisado nesse exato momento, com direito a orbes arregaladas que nem aquelas trouxas de doramas românticos.

     Tentei pedir socorro olhando pro Lay da forma mais desesperada que eu conseguia expressar, mas o mesmo se encontrava na mesma situação que eu: uma estátua de marmore no estilo VaporWave.

       Depois desse abuso e ouvir um " até mais Sehunnie " daquela coruja pervetida e enxergar aquela mãozinha antes na minha nuca dentro das calças do motoqueiro, eu pude perceber que:

        A) Ou eu sou azarado.

        B) Ou eu sou fácil.

        C) Ou eu sou gostoso.

     Se você pensou na letra D, você acertou de novo, eu sou muito trouxa mesmo e atraio esses tipos de situação.

      Depois daquele momento super normal que acontece no cotidiano das pessoas e ouvir a moto acelerar e sumir de vista, Lay começou a rir da minha cara.

       - Cara, mas você tem sorte mesmo. - Ele disse em meio ao ataque cardíaco dele - conhecido como risada.

   - Eu ainda estou chocado. - tentei dizer depois de um silêncio de 5 segundos. - Que tipo de sorte é essa? - Dei uma olhada mortal naquela carinha máscula do samurai.

       - Pra alguém que chegou no primeiro dia de aula com uma roupa peculiar e depois conseguir uma suspensão, você tá bem. - Ele começou a rir de novo. - Principalmente ter um beijo roubado dele.

        - Não entendi aonde você quer chegar. - Comecei a encara-lo com uma cara de " eu vou te matar " misturado com " não to entendedo ".

        - Ah, esqueci que você não manja dessas coisas ainda. - Que? - Você por acaso notou as vestimentas dele? - Lay começou a me puxar como se eu fosse um cachorro, andando em direção ao bairro em que nós morávamos. 

        - Blusa, calça, botas e um casaco? - Quando eu falo em resumir, eu não estou mentindo.

        - Nossa, como você é observador. - Disse ironicamente. - Você não notou nada de diferente naquela casaco? - Apenas fiz um "não" com a cabeça, o que fez o mesmo bufar continuar a falar. - Atrás daquele casaco tinha as siglas TN e um desenho de uma bebida, sabe o que isso significa? 

         - Que eu fui beijado por um cara de bom gosto? - Sorry, eu não entendi aonde ele queria chegar.

          - Não, seu trouxa. - Ai que grossa. - Você foi beijado por um dos membros da gangue mais conhecida e competida pelas meninas do Colégio. - Ele simplesmente disse enquanto eu arregalava os olhos que eu não tenho.

           - Aqueles badboys que a Dahyun e o Baek são fãs? - Agora sim eu liguei os pontos.

           - Sim bestão. - Ele deu um tapão na minha nuca, enquanto a gente caminhava naquelas ruas sombrias. - Pra quem não gostava desse tipo de gente, você até evoluiu um pouco. - Lay disse parando em frente da portaria de um apartamento familiar.

           Espera, esse não é o apartamento que eu moro?

            - Lay, você mora aqui? - Nem deu tempo de cuspir meu veneno com o comentário de antes, então apenas fiz essa pergunta com uma cara de suspresa.
       
            - Aham. - Ele apenas assentiu com uma cara desconfiada. - Algum problema?

            - Nós moramos no mesmo prédio seu tapado. - Me permiti sorrir diante daquela situação, assim dá pra eu conversar mais com ele. - Que número é o seu?
     
            - Moro no 64, e você? - Lay disse de uma forma animada, logo mostrando aquele sorriso matador.

            - Moro no 112. - Lay apenas murmurou um " entendi ", enquanto a conversa rolava, começamos a subir as escadas. - Hey, qualquer dia desses eu vou chamar você pra almoçar lá em casa, que tal? - Ofereci mesmo, um deus grego desse.

           Mentira gente.

           Ele apenas assentiu, e de acordo com o relógio, eram 20:45, era pra eu estar na cama faz horas. Minha mãe vai me matar. Então, como um menino educado que eu sou, apenas disse que precisava ir e dei um abraço no Lay - ele que pediu -, dizendo que a gente iria pra escola juntos no dia seguinte. 

           Realmente, subir umas 15 escadas com o rosto mais inchado do que já é, com as pernas bambas de tanto correr, ser abusado por um cara que eu conheço hoje mesmo, me sinto um morto-vivo. 

          Tentei dar uma de ninja - o que pareceu dar certo - e abri a porta do jeito mais silencioso possível, entrei, coloquei as chaves na mesa da cozinha e abri a geladeira pra pegar uma garrafa de água.

          Antes que eu pudesse fechar a geladeira e colocar a garrafa no meu bico, assustei com minha mãe que brotou do inferno e veio parar do meu lado.

         - Ai nossa Senhora! - Susurrei quase gritando e por pouco a garrafa caiu no chão, mas como eu sou ninja, o máximo que aconteceu foi a água cair em cima de mim.

        Peripécias de Oh Sehun

        - Oh Sehun... - Mamãe disse meu nome lentamente, enquanto eu via a minha vida passar pelos meus olhos, é hoje que eu morro! 
           
       - Boa noite doçura...?- Dei meu melhor sorriso falso.

       - Aonde você tava menino? É essa boca sangrando? Oh Sehun, você ta arranjando briga por ai? - Ela explodiu pra cima de mim com o chinelo na mão.

Que algum ser divino venha me salvar até quinta-feira.

Amém.


Notas Finais


Gente, obrigada por ler tudo ;u
Vejo vcs no prox cap
obs: eu sempre coloco um spoiler do q vai acontecer no prox cap nos cap anteriores e.e


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...