História Heart of Fire - Capítulo 4


Escrita por: ~

Visualizações 267
Palavras 1.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi oi ola

cada vez eu demoro mais e posto capítulos menores

desculpa

a faculdade e o lol são minhas desculpas da vez

espero que gostem do capítulo; ;; ;

Capítulo 4 - Capítulo 4


A primeira coisa que Bakugo fez quando voltaram para a caverna foi estabelecer que precisariam ter uma conversa bem séria. Usou dos momentos antes da conversa para organizar suas coisas, retirando as coisas da sacola que carregava para poder colocá-las atrás de uma pedra. Não costumava ser a mais organizada das criaturas, mas estava tentando seu melhor.  

Quando tudo estava do jeito que julgou como necessário, saiu da caverna. Kirishima estava esperando, sentado à sombra de uma das enormes árvores com algumas frutas recém colhidas ao seu lado em um cesto. Agora o rapaz já estava vestido... Bem, estava com calças. Não sabia se podia considerar aquilo como vestido.  

Sabia que já tinha feito perguntas sobre como o ruivo havia recebido a maldição, porém precisava de detalhes se quisesse ajudar a encontrar uma solução para aquilo. Apressou-se na direção do mesmo, sentando-se ao seu lado..., mas com uma certa distância que considerou como segura. Não sabia porque diabos queria segurança, apenas o fez.  

— Sobre o que quer conversar? — Eijiro iniciou o assunto, visivelmente curioso. Talvez preocupado, já que nunca sabia o que esperar do loiro.  

— Preciso que me conte exatamente o que aconteceu no dia em que você foi amaldiçoado. Com todos os detalhes possíveis. — Deixou bem claro o que queria, encarando o céu azul. Ainda estava cedo, provavelmente estavam migrando da manhã para a tarde.  

— Hum... Eu não lembro direito do que aconteceu, mas vou tentar. Já faz muito tempo, eu devia ter quatorze ou quinze anos... — Explicou-se o jovem dos cabelos baixos, pensativo enquanto direcionava o olhar para suas mãos. — Eu tinha saído de casa e vi uma senhora sendo atacada por alguém. Era um homem alto e assustador, todo de preto. Não lembro de seu rosto, mas quando me meti pra defender a senhora ele me atacou. Acho que perdi a consciência... E quando acordei estava no corpo de um dragão em um lugar desconhecido.  

— Então você não é daqui?! — Aquilo complicava a situação. Como dragão seria muito fácil alcançar lugares distantes em um curto período, o que significava que aquele rapaz poderia ter vindo de qualquer lugar.  

— Provavelmente não. Fiquei algum tempo transformado em um dragão, foi uma surpresa quando consegui voltar a ser humano, por mais que estivesse diferente. — Kirishima não parecia muito confortável em compartilhar sua história, nervosismo visível em suas palavras. 

— Diferente como? — Continuou com o interrogatório, inclinado a conseguir o máximo de informações possíveis. Pensar era muito mais difícil do que agir, agora que experimentava a situação.  

— Meu cabelo não era vermelho... — Era algo simples, mas que já podia ser de utilidade. Ou não. Bakugo estava pensando em qual categoria colocar aquela informação.  

— Entendi. Ninguém te procurou? — Quando as pessoas desapareciam, principalmente tão jovens, era normal que fossem procuradas. Já havia cansado de ser procurado quando resolvia desaparecer, chegava a ser irritante. 

— Acho que não... Eu não era tão importante assim pra ser procurado. — A tristeza atingiu a voz de Eijiro, que agora encarava a grama sem ânimo algum em seu olhar.  

— Não seja imbecil, obviamente alguém sentiu sua falta! Mas se você acabou parando em um lugar distante, é normal ninguém ter te encontrado. — Irritou-se, cruzando os braços sobre o peito.  

Kirishima ficou em silêncio, o olhar ainda baixo. Não parecia saber como responder, preferindo não fazê-lo. Bakugo também não quis continuar com o assunto, escorando as costas no tronco largo da árvore que lhes proporcionava uma sombra fresca.  

Ficaria bem com o silêncio, não fosse aquela expressão tão distinta na face alheia. Geralmente não se importava com ninguém além de si mesmo, por isso estranhava que sentisse seu peito apertar tanto com a imagem triste do outro. Suspirou, imaginando que precisaria ser o responsável por melhorar o humor que os cercava.  

— Conheço uma bruxa idiota, acho que ela pode ajudar. O que acha de viajarmos amanhã? — Sugeriu, tentando manter seu tom de voz o mais controlado que podia. Diante de um lugar tão calmo não sentia tanta vontade de gritar.  

— Vai voar em mim de novo? — O olhar do ruivo se iluminou, um sorriso fácil presente nos lábios.  

— Não, vamos a nado. — Respondeu sarcasticamente, revirando os olhos. — É claro que vou! 

— Legal! Quando vamos? — Kirishima estava de volta a seu normal, a expressão não se fechando por nem um segundo que fosse.  

— Se acalma. Talvez amanhã... Preciso descansar. — Relaxou um pouco sua face ao falar, assumindo uma postura mais preguiçosa. Estava realmente cansado após toda a adrenalina de voar em um dragão pela primeira vez em sua vida.  

O ruivo concordou, também encostando as costas contra a árvore. Comeram algumas frutas juntos, sem trocar muitas palavras. Foi uma surpresa para Katsuki perceber que o outro havia dormido, e foi uma surpresa ainda maior ver que ele agora usava seu ombro como apoio.  

Sentiu um leve arrepio percorrer seu corpo, uma queimação estranha em seu rosto. Desviou o olhar, incapaz de se afastar. Não tinha motivos para fazê-lo, pensou. Kirishima era boa pessoa, de fato não merecia receber uma maldição que o isolou tanto. Era cruel, em sua visão. 

Encarou o céu mais uma vez, perguntando a si mesmo se haveria uma solução. Se, por um acaso, aquela maldição fosse inquebrável... Não saberia o que fazer. Seria um castigo muito grande para uma só pessoa. Se fosse o caso, talvez pudesse carregar uma parte desse castigo. Estender sua estadia naquela floresta não parecia má ideia, mas isso estava um pouco longe.  

Esperava por uma solução, sinceramente. Desta forma Eijiro poderia seguir um caminho livre de tantos obstáculos, talvez encontrasse pessoas de seu passado e construísse sua vida novamente. Ele não parecia velho, era possível.  

Novamente seu peito apertou. A ideia de ter que separar seu caminho do daquele rapaz parecendo um tanto assustadora para si. Não era possível que estivesse apegado com tão pouco tempo, era? Sentiu a cabeça girar, fechando os olhos com força.  

Pensar demais realmente era um problema. Decidiu parar por ali, esforçando-se para esvaziar sua cabeça. Infelizmente não conseguia, visto que o calor do corpo próximo ao seu estava bem ali e a imagem do mesmo não deixava sua mente. Sentia-se complicado.  


Notas Finais


obrigada a quem está lendo e atura minhas demorasssss

não vai se repetir, eu espero

até o próxkmo


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