História Heart Scars - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Simon Lewis
Tags Clace, Clary, Jace, Sizzy
Visualizações 71
Palavras 2.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi galerinha ja virou custume eu me desculpar com vcs por estar atrasada mais eu juro que eu nao faço de proposito <3
Espero que gostem :) e desculpa se tiver algum erro!

Capítulo 6 - He's hurt


– Sim. Ele é muito simpático.

 

– Mamãe disse que ele foi ferido.

 

– Sua mãe tinha razão. Foi sim. Mas agora está bem. – Não pretendia assustar a menina com detalhes assustadores. – Só não gosta que fiquem olhando para ele.

 

As sobrancelhas de Izzy ergueram-se, como se estivesse tentando entender por que não queria que olhassem para ele, se estava bem. Clary pretendia adiar o encontro dos dois, até que Izzy estivesse acomodada e á vontade.

 

– Então, está para ver sua nova casa?

 

Izzy assentiu, mastigando a ponta do suéter que vestia. Clary estendeu a mão, tirando-o delicadamente da boca da menina.

 

– Fale. Não consigo ouvir o que está dentro da sua cabeça.

 

A garotinha quase sorriu.

 

– Sim, senhora.

 

– Vai adorar, Izzy. É um castelo, como o da Cinderela.

 

– Verdade?

 

– Verdade.

 

Clary levantou-se e estendeu a mão. Izzy olhou para Maia, suspirou, e então segurou a mão de Clary, que mal pôde esconder a alegria.

 

– Não gostaria de vir até a casa? – convidou. – Tomar um café, antes de pegar a outra balsa?

 

Algumas pessoas já passavam por elas, a caminho do barco. Maia sacudiu a cabeça.

 

– Acho melhor deixar que se conheçam melhor. Telefono mais tarde.

 

– Gostaria que fizesse isso – e, baixando a voz, completou: – já que não há nada de temporário neste trabalho, sabe bem disso.

 

– Ele precisa dela, Clary.

 

– Eu sei, mas... – Olhando para baixo, viu que a garotinha as observava, curiosa.

 

Clary trocou um olhar com Maia, indicando que poderiam conversar melhor ao telefone. Maia sorriu, e inclinou-se para beija Izzy. A criança passou os braços em volta do pescoço de Maia, agarrando-se com força por alguns instantes.

 

O coração de Clary apertou-se.

 

Como devia sentir-se insegura e amedrontada, sendo Maia a única pessoa que conhecia.

 

Maia acariciou as costas da menina, dizendo que a amava muito, e logo viria visita-la. Izzy soluçou, correndo para Clary, assim que Maia soltou-a. com um sorriso, Clary levou a criança até o carro, colocando-a no banco da frente. Depois de acomodar-se atrás do volante ligou o motor.

 

– Pronta?

 

Izzy olhou-a com os olhos negros e assentiu, mordiscando a ponta do suéter. Clary percebeu o brilho das lagrimas e inclinou-se, abraçando-a e sussurrando:

 

– Tudo vai dar certo, querida. Sei que está com medo.

 

Os dedinhos delicados apertaram-na com força.

 

– Quero ir para casa.

 

Os olhos de Clary encheram-se de lagrimas.

 

A menina parecia tão triste e perdida.

 

– Vou leva-la para casa, e será uma grande aventura descobri-la aos poucos. Não acha que vai ser divertido?

 

Izzy deu de ombros, e Clary acariciou os cabelos brilhantes. Tinham um longo caminho a percorrer juntas, e imaginou por quanto tempo ficaria ali. Ou se algum dia desejaria partir. Pois percebia que estava começando a amar aquela garotinha perdida.

 

No instante em que a casa apareceu na frente delas, Clary percebeu que Izzy prendia a respiração, maravilhada, esticando o pescoço para ver melhor. Clary dirigiu pela estrada de terra, cheia de lombadas, até chegar à garagem, esperando que a vista da praia, do estábulo enorme e do grande jardim atraíssem Izzy.

 

E aconteceu, especialmente por causa do escorregador e do balanço, que não estavam ali no dia anterior. Parando o carro, desligou o motor.

 

– Vá, experimente – encorajou ela, e Izzy abriu a porta.

 

Clary apressou-se a ajudá-la a descer, e logo Izzy corria para os brinquedos. Os brinquedos eram grandes e sólidos, e Clary sorriu, ao ver Izzy escorregar um, duas, três vezes, sem cansar da brincadeira. A menina correu para o balanço, experimentando-o, até ver a caixa de areia, cheia de brinquedos.

 

Ela sentiu a presença de alguém, e viu que Alec se aproximara.

 

– Vou levar as malas para cima – disse, estendendo a mão para pegar as chaves. Ela entregou-as, mas não se mexeu.

 

– Ela parece com ele – disse, suavemente.

 

E Clary observou Izzy, imaginando o quanto seria parecida com o pai. De repente, Izzy saiu correndo para eles e parou em frente de Alec, observando-o atentamente.

 

Clary percebeu que ela imaginava que Alec fosse o pai. Ela apresentou-os, e viu o sorriso da criança desaparecer.

 

– Como vai, senhorita? – Alec agachou-se na frente da menina, e os velhos joelhos estralaram.

 

Izzy olhou com surpresa os jeans reforçados nos joelhos.

 

– Dói?

 

– Não. Só faz barulho.

 

– Meu pai foi ferido. Muito ferido.

 

– Sim, meu bem.

 

– Conhece o meu pai?

 

– Claro que sim.

 

– Acha que ele vai gostar de mim? – A voz dela tremia, e Alec trocou um olhar com Clary – Sim, princesa. Ele vai gostar muito.

 

– Mas one ele está?

 

Alec endireitou-se e olhou para as janelas, no alto do castelo.

 

– Lá em cima.

 

Izzy ficou do lado dele, olhando para o alto.

 

Jace olhou para a filha, e amou-a de imediato. Ele a vira brincando, os cabelos escuros, e os olhos da mesma cor como os de Aline, mas o sorriso era dele, na realidade Izzy só tinha essas duas características de Aline o resto era uma perfeita copia dele.

 

Como devia ter sido difícil para Aline, olhá-la todos os dias, e vê-lo à sua frente, pensou, aproximando-se mais da janela.

 

Izzy ergueu o bracinho e acenou, e Jace desejou descer correndo para apertá-la nos braços, dizer o quanto a amava, como iria protege-la e como estava feliz em tê-la ali.

 

Mas não podia.

 

Mantendo-se um pouco afastado, acenou, o olhar desviando-se para Clary.

 

Ela também olhou, apoiando-se no carro, de braços cruzados. O olhar dela dizia tudo, que deveria vir e brincar com afilha, e acima de tudo, indagava como podia resistir a criança? Será que ela não entendia como gostaria de descer? Como gostaria de estar ali, abraçando-a e fazendo com que esquecesse toda a dor? E que ficar longe dela o feria mais do que á própria filha?

 

Alec já estava entrando com as malas, e Clary dizia algo a menina. E quando Izzy segurou a mão de Clary, quase esmurrou a janela. “ Decia ser eu”.

 

Izzy era filha dele.

 

Clary preparou o almoço de Izzy antes de subirem para o quarto, imaginando que depois de ver as coisas maravilhosas que o pai preparara perderia a fome. Depois, disse a menina que o quarto dela era em frente ao eu, do outro lado do corredor, e que poderia ir até lá quando quisesse, de dia ou à noite.

 

Enquanto desfazia as malas, Izzy examinava os brinquedos, o enorme urso de pelúcia, quase do tamanho dela. Ao subir na cama, apertou o urso contra o peito.

 

– Está com medo? É muito alta?

 

Izzy olhou-a diretamente.

– Não. – Ela parecia deslumbrada, e bocejou. – É tão lindo.

 

– É mesmo. Eu gostaria de ter tido um quarto assim, quando era da sua idade.

 

– E que tipo de quarto você tinha?

 

– Era pequeno e escuro – respondeu Clary, continuando a arrumar a coisas. – E eu o dividia com minhas irmãs. – Ela não disse que o telhado era de zinco, e que gotejava forte quando chovia, muitas vezes sobre a cama.

 

– Irmãs?

 

– Tenho duas, mas são casadas. – explicou.

 

Era mais novas do que ela, pensou, sentindo uma pontada de inveja. Ela quase se casara com o homem errado. Um homem que a desejara apenas pelo rosto bonito, pelos títulos de beleza, como o ouvira dizer ao padrinho. Queria mostra-la como um troféu, e continuar com a amante. Clary fechou os olhos, afastando o sentimento de humilhação.

 

Sebastian fora o ponto culminante de uma vida em que todos viam apenas sua aparência. Sabia que também era responsável por isso, já que participara de muitos concursos, desejando usar os prêmios para conseguir uma vaga na faculdade, e construir uma carreira. Ainda assim, acreditara que ela a amava, e quando o sonho se desmanchara, tinha perdido muito mais do que o noivo. Perdera a autoestima, já que Sebastian lhe dera tudo que podia desejar, como se desejasse compra-la. Tudo, menos amor.

 

– Talvez possa conhece-las – disse, por fim. – Minha irmã, Emma, tem uma filha pouco mais velha que você...

 

Quanto não teve resposta, Clary virou se e viu Izzy adormecida, agarrada ao enorme urso. Sorrindo, ajeitou um travesseiro sob a cabeça da menina, tirou-lhe o sapato, e cobriu-a com um acolchoado. Izzy suspirou, mostrando que o dia fora longo demais para uma menina tão pequena. Beijando-a na testa, desligou as luzes e saiu, fechando a porta.

 

Imediatamente sentiu a presença dele e virou-se para a escadaria, no fundo do corredor. Na semi-escuridão podia ver-lhe as pernas, dos joelhos para abaixo, e a mão, apoiada no corrimão.

 

– Ela está bem?

 

– Sim, mas esta exausta, e adormeceu.

 

– Obrigado, Clary.

 

– Por nada. Ela quer vê-lo.

 

– Sabe que não posso fazer isso.

 

– Ela precisa do pai.

 

– Clary... Por favor.

 

A dor, por negar o contato com a filha, expressava-se na voz dele. Naquele instante, Clary percebeu  quanto aquele homem era solitário, e com devia ser difícil ter duas mulheres naquela casa, depois de ter andado por ali, quando e como desejasse, por quatro anos.

 

– Ela esta se sentindo sozinha e com medo. Tudo é novo para ela, embora esteja adorando as novidades, ainda que vê-lo.

 

– Mas não pode. Não quero amedrontá-la ainda mais. E não sei nada sobre garotinhas, ou como cuidar delas. Mas você sabe.

 

Ela não queria discutir, não com Izzy tão perto.

 

– Não vou ficar aqui para sempre – retrucou, entrando no próprio quarto e fechando a porta.

 

Jace suspirou. Ela continuaria ali por quanto tempo ele desejasse, e só de pensar que poderia partir, ficava nervoso. Ela observou as pequenas luzes junto ao chão, que iluminavam o corredor, e a porta do quarto da filha. Não queria que nenhuma das duas o visse, mas a vontade de ver a filha foi mais forte. Descendo os últimos degraus, atravessou o corredor e abriu a porta do quarto de Izzy, entrando silenciosamente. Bem devagar, aproximou-se da cama, olhando a criança adormecida.

 

Parecia tão inocente, tão indefesa. Era tão pequena.

 

Estendendo a mão, tocou uma mecha de cabelos, e então, incapaz de resistir, acariciou o rosto macio com as costas da mão. A pele era macia, fresca. Ela era linda, e o coração de Jace aperou-se. Queria toma-la nos braços, beija-la.

 

– Papai?

 

A palavra quase o fez chorar.

 

– Sim, princesa, estou aqui. Volte a dormir.

 

Izzy mexeu-se na cama e Jace cobriu os ombros delicados, carinhosamente.

 

– Papai ama você – sussurrou.

 

Meio adormecida, Izzy segurou a mão dele. Por um instante, Jace fico imóvel, temendo que ela percebesse as fundas cicatrizes no pulso, mas já voltara a dormir. Não querendo arriscar-se a encontrar Clary, pensou um usar a passagem secreta, mas a raiva foi mais forte. Afinal, aquela era a casa dele.

 

Saindo do quarto, subiu a escada, e já estava quase chegando em cima, quando Clary abriu a porta e saiu depressa. Apressando o passo, ele penetrou na escuridão, sabendo que os olhos dela levariam alguns segundos para ajustar-se à falta de luz.

 

– Sr. Herondale – chamou, suavemente. Imediatamente sentiu-lhe o perfume e estremeceu.

 

– Sr. Herondale.

 

Ele parou.

 

– Estou ignorando você. Indo embora. Será que não entendeu?

 

– Psiu – Ela aproximou-se. – é claro que percebi.

 

– Não dê nem mais um passo.

 

– O que vai fazer? Despedir-me? – perguntou, sabendo que ele não poderia fazê-lo.

 

– Há outros meios de fazê-la ficar longe – disse, ao vê-la desobedecer, aproximando-se ainda mais. – Por exemplo?

 

– Deixa-la ver meu rosto.

 

– Não tem uma boa impressão a meu respeito, não é? – sussurrou ela, olhando fixamente para a sombra, onde ele se escondia. Havia compaixão na voz dela, talvezpiedade.

 

– Pelo contrário. Tenho uma impressão boa demais.

 

Jace deus um único passo, aproximando-se perigosamente, e o calor do corpo alto penetrou instantaneamente as roupas dela. O desejo de apoiar-se nele era muito forte, e o modo como seu corpo respondia ao dele fazia imaginar que já o conhecera em outra vida, outros tempos. Era como uma fome, um desejo incontrolável. Mas não podia. Já fora usada antes por sua beleza, a ali estava um homem que desejava usá-la, novamente, só que desta vez como uma barreira entre ele e a filha.  

 

– E tem raiva por precisar de mim. Desejaria que fosse outra pessoa, não é?

 

– Sim – sibilou ele, como uma serpente pronto para o ataque. – Vejo seu rosto, perfeito, e sinto cada cicatriz, como se tivesse acontecido ontem. – A voz dele tornou-se ainda mais baixa. – E então sinto como sua respiração acelera quando me aproximo, sinto seu corpo pulsar, como agora e ... as palavras saíram antes que pudesse controla-las. – Faz você sentir-se como um homem, não um eremita.

 

Ele gelou, como se cada musculo do corpo estivesse paralisado. O desejo de tocá-lo era tão forte, que mal podia resistir.

 

– Jace...

 

A palavra pareceu despertá-lo. Virando-se depressa, subiu a escada, de volta ao santuário. A porta batendo foi como um tiro no escuro, fazendo-a recuar contra a parede, cobrindo o rosto.

 

Agora ele não viria mais para a luz.

 

Estragara tudo.


Notas Finais


Eai gostaram????? Paro ou continuo?
Até o proximo bjoss.........


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