História Hearts War - Capítulo 19


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Categorias Got7
Personagens JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Choi Youngjae, Got7, Im Jaebum, Jaebum, Jinyoung, Mark, Markjin, Youngjae, Yugyeom
Visualizações 197
Palavras 2.284
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Dezenove


.19.

 

Uma oportunidade falhada, pode reencontrar-se, ao passo que jamais recuperamos uma tentativa precipitada.

Pierre Laclos

         

   Youngjae coloca as mãos no rosto do Jinyoung que contorceu de dor. Choi estava amargurado. O que fizeram com ele? Seu corpo estava tenso, os seus pulsos estavam fechando lentamente. Jinyoung percebeu que o seu amigo lhe encarava. O seu olho machucado e sorriu fraco.

 

            -Eu defendi a nossa nação. –Sussurrou. – Em troca, eu fiquei cego de um olho, mas, melhor vivo certo? Hyung... –Continuou. –Eu sabia que iria me encontrar...

           

            -Não fale muito. –Jae repreendeu. –Iremos sair daqui. Cadê o  Lee?

           

            -Levaram-no para algum lugar. –Murmurou observando as pessoas que estavam atrás dele. –Lee se rebelou. Está pior que eu.

 

            Youngjae balançou a cabeça positivamente, enquanto tentava tirar a corrente dos pulsos do amigo. Observou que suas mãos estavam roxas e ensanguentadas. Seus braços estavam com vários hematomas espalhados pelo corpo. Ele queria chorar ao ver aquela cena.

 

            Jaebum chutou a lixeira acertando em outro rapaz. Com um movimento rápido, golpeou o rosto do outro homem e agachou quando viu uma perna indo a sua direção. Feito isso, segurou a perna e com o cotovelo, acertou a barriga fazendo-lhe que murmurasse de dor. Observou a sua equipe lutando com o restante.

 

            No local, havia 6 homens com toucas na cabeça.

 

            Im caminhou até o Lee que estava jogado no chão, inconsciente. Antes que pudesse dá mais um passo, levou um soco na barriga caindo em uma direção oposta, batendo a cabeça na parede. Quando o desconhecido foi lhe chutar, o tenente virou o corpo para o lado. Agilmente, levantou e pegou o rosto lhe acertando na parede quatro vezes. Viu uma cadeira próxima a ele e pegou, acertando com toda força em cima do intruso.

 

            Correu até o Lee e deu tapas no seu rosto tentando lhe acordar. Conferiu seus pulsos.

 

            -Ele está inconsciente. – Gritou observando ao redor. Ainda lutavam e alguns tentavam avançar contra ele, mas a equipe impedia.

 

            Aos olhos do tenente, Lee tinha que ir urgentemente ao hospital. O garoto tinha alguns dentes arrancados, uma perna fraturada, 4 unhas arrancadas e o seu rosto estava inchado e ensanguentado. Quando viu os desconhecidos desmaiados no chão, Im pegou o Lee e colocou nas suas costas saindo do ambiente.

 

            -Tem muitos corredores aqui. –Analisou o tenente. Outros concordaram. –Perfeito para uma emboscada. Precisamos encontrar Jinyoung. –Observando os três corredores a sua frente, decidiu escolher o corredor mais curto. Seu corpo latejava e ter um homem nas suas costas não estava nos seus planos.

 

            Chegando ao fim do corredor, havia mais dois corredores e novamente, escolheu o mais curto. Quando viu uma luz fraca no final e em seguida, as sombras de várias figuras com armas, Jaebum deu alguns passos para trás, deixando que os garotos ficassem a sua frente.

           

            Seu coração aliviou quando viu que era o Youngjae e ao seu lado, Jinyoung.

 

            -Tenente Im Jaebum-bum. –Murmurou dando um passo à frente com a ajuda do amigo.

O seu coração vacilou quando viu o olho do seu garoto. Ao redor do olho, estava um tom preto em degradê com um roxo. Podia-se ver o sangue seco.

 

            -Meu olho deve estar muito ruim para todos olharem para ele.

 

            -Você está melhor que esse aqui. –Distraiu o Jaebum, mostrando o Lee.  –Inconsciente perna fraturada, unhas e dentes arrancados.

 

            -Fomos marcados. –Jinyoung murmurou levando a camisa. Um pouco abaixo do peitoral, havia um círculo com as iniciais “KN”.

 

            -KN?

 

            -Korea (Coreia) do Norte. –Respondeu observando local. –Há uma saída. É perto de um esgoto. Eu ouvi quando me trouxeram para essa imundice.

 

            Com a dica de Jinyoung, em dentro de 15 minutos, conseguiram achar a saída.

 

            -Está trancada. –Won, um dos soldados, resmungou tentando abrir a porta usando a força. Procurando nos bolsos, tirou um papel enrolado. Dentro dele, tirou um alfinete grande. Jaebum sorriu orgulhoso quando a porta foi aberta. Choi e JB afastaram-se esperando a averiguação completa. –Tem dois no portão, mas não sabemos se há pessoas escondidas. Escondam-se atrás da caçamba que resolveremos isso, senhor.

 

            Apesar de não serem da mesma força, Jaebum era respeitado pelos exércitos coreanos, americanos e chineses. O tenente assentiu escondendo-se juntamente com Choi e os feridos. Um grito assustou o tenente, soltando o Lee, que havia acordado.

 

            Uma troca de tirou começou e Jaebum pegou sua arma afastando-se da caçamba. Youngjae avançou tampando a boca de Lee que urrava de dor.

 

            -Sou eu, idiota. Youngjae. –Isso não o deteu. Com um empurrão forte, jogou o Choi para longe e colocou a mão no nariz e na perna. Sem conseguir pensar, pegou a arma de Jae e mirou para em sua direção, o assustando. Quando puxou o gatilho, Youngjae abaixou assustado. Quando iria levantar para revidar, caiu de volta no chão.

 

            Observou o sangue escorrer pelo ombro.

 

            Virou de lado jogando o corpo para longe.

 

            -Não estou conseguindo respirar, me ajude. –Com uma voz fina e falha, Jae assustou-se ainda mais. Avançou dando tapas no seu rosto. Jinyoung lhe chamou desesperadamente que estava sentado no canto.

 

            Quando Jinyoung apontou para trás, na mesma hora virou o rosto e sendo chutado. Por alguns segundos, perdeu a consciência. Quando a visão ficou nítida, levou outro soco. Dando de cara com o chão.

 

            A sua solução estava a 1 metro. Uma garrafa de vidro.

 

            Sem esperar, pegou-a e virou lhe acertando no seu rosto. Levantou rapidamente e chutou o seu rosto fazendo que os cacos de vidro afundassem no rosto. Sem tempo para pensar, virou para Lee, que tentava mexer no nariz.

 

            Entendendo a situação, Youngjae virou o seu nariz ouvindo levemente um “crac”. Lee urrou de dor colocando a mão no rosto.

 

 

            Por baixo da sua palma, o sangue escorria pingando no chão.

 

            -Aigoo! O que houve? –Jaebum aproximou levantando a blusa de Lee e colocando no seu nariz. –Ele está perdendo a consciência novamente. Jogue o corpo para frente para que ele não engula o sangue. Lee! Lee respire a boca. Respire. –Jaebum segurou o nariz na parte de cima e

            Lee contorceu de dor. –Seu nariz está quebrado.

 

            -Ele está consertado. –Choi murmurou agachando ao seu lado. –Ele começou a ter falta de ar e não parava de gritar sentindo dor, colocando a mão no nariz.

 

            -Bom trabalho, Youngjae. –Sorriu, voltando a observar o Won que estava próximo aos dois. –Won, preciso que fique de olho. Teremos que ficar aqui. Lee corre risco de morrer.

 

            -A polícia não está demorando?

-O batalhão é longe. –Murmurou Jaebum. –Eles não podem falar com a polícia de rua, pois podem estar disfarçados. O batalhão fica a 40 minutos a pé.

            Park e Choi arregalaram os olhos, surpresos. Won riu e ficou em posição frente a eles.

 

            -Eles são novos nas patentes? –Won perguntou de costas para o pequeno grupo.  –Choi Youngjae é um ótimo soldado. Ele é esperto, observador.

 

            -Sim, faz 10 meses que estão no quartel. Todos os meus garotos são bons.

-Claro. Eles têm um ótimo instrutor. –Respondeu Won. Por mais que Choi estava focado no Lee, alerto a qualquer sinal, estava ouvindo também a conversa dos dois rapazes. –E os celulares? Estão todos descarregados? Precisamos ligar para uma ambulância.

 

            -A hemorragia nasal parou. –Youngjae tirou as mãos de Jaebum e olhou o nariz. Lee meneava a cabeça tentando abrir os olhos. O moreno lhe cutucava as pernas para que ele não pudesse fechar os olhos e estava funcionando. –Deve haver um hospital por aqui. Vamos carrega-lo sentado. Temos que sair daqui. Somos iscas enquanto estivermos aqui.

 

            -Mas e ele? –Won apontou para Jinyoung que lhe observavam silenciosamente.

 

            -Tem mais de 10 soldados aqui. –Jinyoung respondeu, sentando um pouco melhor. –Vocês estão realmente pensando? Somos dois feridos e uns 10 soldados. Estamos em vantagem. Tem um hospital a 15 minutos daqui.

 

            -Você conhece aqui?

 

            -Sim. –Respondeu observando um ponto atrás deles. –Um pouco a frente, se eu estiver certo de onde estou, há uma creche e a sua frente, uma lanchonete com letras verdes na fachada.

 

            -Se estiver certo, onde estamos? –Youngjae perguntou aproximando-se dele.

 

            -Próximo à boate que fomos. –Respondeu apontando para outra direção. –Se seguir naquela direção, vamos chegar lá, mas é um longo caminho.

 

            JB, Won e Jae se entreolharam confirmando a cabeça. Chamaram o restante da equipe que estavam vigiando local e juntos, foram na direção do hospital. Três pessoas carregavam Lee, que estava no “colo” de Youngjae, que segurava o nariz. Jinyoung estava com um dos braços ao redor do ombro de Won.

 

            -Qual é sua patente? –Won perguntou observando.

 

            -Soldado. –Respondeu Jinyoung, que encarava a rua deserta. Jinyoung sentia que iria desmaiar a qualquer momento. Seu corpo doía tanto que parecia que ele tinha caído do penhasco. –E você?

 

            -Segundo tenente.

 

            -Deveria fazer uma reverência, mas não consigo ficar em pé.

Won riu lhe observando continuamente. Ele estava curioso sobre um assunto, mas se perguntou se aquela era a hora certa. Aliás, existia a hora certa? Won não sabia. Para ele, não existia a hora certa. Sua visão é que quanto mais cedo, melhor.

 

            -Ali. –Jinyoung apontou para lanchonete. –Estava certo, daqui alguns quarteirões estaremos no hospital. –Deve ser quase de madrugada para não passar nenhum carro e as lojas estarem fechadas.

 

            -Provavelmente. –Won indagou virando-se para trás observando a rua. –Você está bem? Está muito pálido.

 

            -Sinto dores pelo corpo e tem horas que não alimento. –Jinyoung sussurrou vendo que sua visão estava começando a embaçar. Sua cabeça doía. –O que está fazendo?

 

            Won colocou o garoto na parede e virou de costas, agachando. Encostou o seu corpo nele e puxou suas pernas entrelaçando com o seu tronco. Jinyoung colocou os braços em volta do seu pescoço sem apertar. Com uma visão embaçada, conseguiu ver que o Segundo tenente tinha cabelos loiros. Como de Mark. 

 

            -Obrigado. –Respondeu deitando a cabeça no próprio braço, cansado demais pra impedir que o leve. Na verdade, Jinyoung gostou muito do que ele fez. Sentiu-se sendo cuidado. –Minha visão não está boa, mas você é de qual força?

 

            -Sou do Exército americano. Coreia e EUA entraram em um acordo.  –Jinyoung sorriu, lembrando-se do Mark. Lembrava que ele comentou que era mestiço. Taiwanês com americano. –Qual é a sua idade?

 

            -22 anos e a sua?

 

            -26. Sabe me dizer se estamos chegando?

 

            -Acho que estamos na metade do caminho. –Sussurrou sentindo seus olhos pesarem. –Só alguns quarteirões... É nessa rua que estamos... –Won riu vendo que a voz do garoto ficava cada vez mais baixa.

 

            Atrás dele, Jaebum os observava. Voltando a olhar a rua e para frente, viu Youngjae totalmente concentrado no nariz. Lee lutava para manter acordado, mas a cada minuto podia sentir seus olhos ficarem pesados. Aqueles que estavam segurando-o estavam com a função de fazer perguntas a ele para que não possa dormir.

 

            Ambos fizeram várias perguntas sobre o exército, mas já estavam esgotados. Não sabiam mais o que perguntar. Então um deles improvisou, tornado o clima mais leve e engraçado. Ainda que todos estivessem concentrados em vigiar e mirar as armas para todos os lados, entraram na brincadeira.

 

            -Lee, Miss A ou Twice?

 

            -Twice.

 

            -Eu prefiro Miss A, aquela garota é muito linda.

 

            -Quem? –O outro perguntou.

 

            -A chinesa.

 

            -Fei. –Respondeu o outro. –Ela tem uma voz seduzente. Mas eu prefiro a Suzy.

 

            -Temos um fã de Twice aqui. –Brincou o outro. –Lee, Song Hye-kyo ou Kim Ji-won?

 

            -Mano, tu viu Descendants of The Sun? Na América? –Perguntou o outro. –Hye-Kyo, com certeza, eu adoraria que ele fosse minha médica.

 

            -Ela é fresca. –Respondeu o outro. –Ji-won é firme e uma ótima soldada e bela atriz.

 

            Jaebum observou confuso. Twice? Miss A? Descendants of the Sun?  Não sabiam quem são elas. Youngjae ria com as respostas dos garotos e um sentimento de tristeza apossou a ele e se sentiu excluído. Continuaram conversando sobre os grupos até chegar ao hospital. O clima tornou tenso quando as enfermeiras arregalaram os olhos e acionou um alarme chamando os médicos.

 

            Talvez por ser do exército, eles foram priorizados.  Em poucas horas, os repórteres chegaram tentando invadir o hospital. Jaebum sabia que iria acontecer isso, lembrou ano passado quando o seu pai foi ao hospital visitar um parente e em poucas horas, estava nas principais notícias da Coréia. 

 

            Para conseguir sair de lá foi uma luta. Os repórteres estavam tão afobados que os soldados não estavam conseguindo segurara-os. Foi preciso chamar mais que a metade do exército por uma pequena coisa.

 

            Então, prevendo tudo isso, quando chegaram ao hospital, Jaebum foi direto a recepção fazendo vários telefonemas. Sua equipe chegou a poucos minutos bloqueando as entradas. As viaturas de polícia estavam em frente ao hospital e Choi Youngjae estava assustado com essa tamanha recepção.

 

            Jaebum caminhou até Jackson, que havia chegado há poucos minutos.

 

            -Mark já deve estar chegando. –Jaebum comentou observando Choi desconfortável em posição frente aos jornalistas. –Choi Youngjae, vá procurar informações sobre Hyunk Lee e Park Jinyoung.

 

            -Youngjae? –Jackson perguntou observando o garoto sumir pelo corredor. –Mark já me falou sobre ele.

 

            -São melhores amigos. –Esclareceu. –Mark conhece todo mundo. É até difícil de explicar. Eu conheci você quando entrei no exército, ano retrasado conheci o Mark. E fiquei surpreso quando vi eram amigos. E fiquei ainda mais quando você me contou que namora Bambam que você conheceu através do Mark. Eu e Bambam somos amigos desde a infância quando morei em Tailândia por 2 anos. Quando fui treinar os garotos, aparece o Mark. Descubro que conhece o Youngjae e Jinyoung. Não é confuso?

 

            -Mark tornou-se presidente de uma das maiores empresas mundialmente. Saiu a notícia há três dias. Ele está na América. Ele deve chegar amanhã.

 

            -Ele? Amanhã? –Jaebum riu. –Vai chegar em poucas horas. Ele é muito preocupado. –Continuou. –Mas mudando de assunto... E os meus garotos?



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