História Heaven - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Hera (Juno), Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Paul Blofis, Percy Jackson, Piper Mclean, Poseidon, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Thalia Grace, Will Solace, Zeus
Tags Jercy
Visualizações 90
Palavras 3.788
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, FemmeSlash, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amores da minha vida!!!! Tudo bom?? ❤

Desculpa o pequeno atraso, mas ontem eu não tava com cabeça nem pra raciocinar direito, já que tinha trabalho pra hoje, mas enfim!

Boa Leitura!

Capítulo 9 - "Independente de tudo"


Sábado, 28 de Novembro de 2015.

Tenho que confessar que essa última semana namorando Percy, mesmo que escondido, foi uma das melhores da minha vida. E não era como se a gente não tivesse discutido nenhuma vez, mas estar com ele era bom. Simples assim.

Eu sabia que com o tempo íamos acabar brigando, às vezes de forma mais séria, às vezes por algo bobo. Mas eu também sentia que podíamos dar um jeito, porque gostávamos o suficiente um do outro pra isso.

E pensar nessas coisas sempre me fazia sorrir. Acho que eu estava me tornando um bobo apaixonado, mas pra ser sincero? Eu estava adorando tudo isso, principalmente a sensação gostosa que me causava.

Sinto alguém me puxar para um canto atrás dos armários do vestiário e acabo sorrindo porque sei exatamente quem é.

- Estava com saudades de você. – sussurra Percy em meu ouvido.

Rio disso e envolvo meus braços ao redor do seu pescoço. O lugar estreito não nos permitia muito movimento, mas era o suficiente pra mim poder abraçá-lo.

- Nos vimos ontem, Per. – digo com carinho.

Percy faz um bico fofo e me olha com aquela carinha de cachorro abandonado, o que me derrete por completo.

- Mas eu preciso de um beijo de boa sorte, não preciso? – pergunta esfregando o nariz na minha bochecha. – É um jogo importante.

Rio novamente e beijo seus lábios lentamente, sentindo o gosto de menta em sua boca. Percy desce suas mãos para a minha bunda, onde ele aperta com certa força. E eu peço mentalmente aos deuses que ninguém apareça nesse momento, porque seria bem constrangedor ter que explicar aquilo.

Solto um gemidinho sobre seus lábios e me separo dele com a respiração levemente mais rápida, encostando a minha testa com a dele em seguida.

- Faça uma cesta por mim e quem sabe nós não comemoramos à noite? – proponho em um tom meio malicioso.

É a vez dele rir. Percy beija meu pescoço e morde o lóbulo da minha orelha, o que faz com que eu me arrepie por inteiro.

- Não esqueça que promessa é dívida, loirinho. – provoca ao pé do meu ouvido.

Beijo a pele do seu pescoço e embolo meus dedos em seus cabelos, puxando-os de leve na base em sua nuca.

- Não esquecerei. – sussurro em tom provocante.

Ficamos alguns segundos apenas abraçados, desfrutando da companhia um do outro. Apoio minha cabeça em seu ombro e suspiro de leve, pensando em todas as coisas complicadas que um relacionamento envolve.

Será que aquilo ia durar?

Fecho os olhos e lembro da minha conversa com Thalia sobre meu pai. Eu ainda estava receoso e com medo da sua reação, mas já tinha decidido que mais cedo ou mais tarde eu ia contar pra ele. Pra todos, na verdade.

Porque o que eu sentia por Percy era algo muito mais importante que as opiniões das pessoas e o meu medo. Ele era compreensível, amigo e doce comigo e não tinha como eu não querer estar com ele. Não mesmo.

Às vezes eu tinha impressão de que quanto mais tempo passava, mais eu gostava dele. E isso estava tomando uma proporção tão grande que parecia até um pouco assustadora.

É, eu esperava que durasse.

- Ansioso? – pergunta no meu ouvido.

Assinto com a cabeça de leve e sinto ele me apertar um pouco mais.

- Você sabe o quanto é importante pra mim, não sabe? – pergunto baixinho em seu ouvido.

- Claro que sei. É o mesmo tanto que você é importante pra mim. – sussurra de volta. – Por quê?

Separo-me dele para olhar suas íris verdes mar e sorrio, dando-lhe um pequeno selinho.

- Por nada, Per. – digo esfregando nossos narizes. – Agora vamos que já devem estar sentindo a nossa falta.

Percy finge um biquinho.

- Mas eu não sinto falta deles. – diz manhoso, sorrindo em seguida. – Gosto de ficar apenas com você. – sussurra puxando uma das minhas coxas pra sua cintura.

Sorrio e bato em seu braço.

- O jogo, Per. Lembra?

Ele faz um biquinho e suspira dramaticamente.

- Como a vida é difícil. – diz me fazendo rir.

Beijo-o rapidamente e dou um tapinha em uma das suas nádegas, o que o faz abrir um sorriso malicioso pra mim.

- Nem diga nada, Per. – digo quando ele abre a boca. Ele a fecha. – Depois, meu amor.

Sorrimos um para o outro e depois saímos de trás dos armários, juntando-nos ao resto do time.

O jogo foi legal e nós estávamos indo bem, mas eu sabia que minha cabeça não estava cem por cento ali. Lá no fundo ainda tinha algumas coisas que estavam me preocupando, por mais que eu tentasse relaxar.

Eu sabia que não podia mais ficar sem Percy, porque ele era essencial pra mim. E eu também sabia que o que eu sentia por ele não era apenas gostar e desejar, na verdade eu tinha a sensação de que o que sentia por ele era muito maior que isso. Mais puro e mais forte. Algo que eu ainda não tinha coragem de falar em voz alta.

No entanto, o problema maior ainda era meu pai. Eu me sentia um covarde por não ter dito nada ainda, mas eu sempre travava quando tentava sequer falar duas palavras.

Jason, você é um idiota; digo pra mim mesmo.

Saio de meus devaneios e tento prestar atenção no jogo. Faltava apenas alguns segundos, o jogo estava empatado e Luke estava com a bola, mas dali ele não ia conseguir acertar. Ele passa a bola para Percy e, antes dele jogá-la, posso ver a piscadinha que ele manda pra mim.

Sorrio sem evitar com isso e, quando o apito soa, eu corro para abraçá-lo. Jogo os braços ao redor do seu pescoço e sinto os seus rodearem a minha cintura.

- Uma cesta por você, loirinho. – diz em meu ouvido com carinho.

Sinto meu coração se aquecer com aquilo e, sem me importar com mais nada, eu o beijo. Carinhoso e profundo, tentando mostrar o quanto eu gosto dele. Porque nada mais importava além disso.

Percy demora dois segundos para me corresponder, seu corpo se inclina sobre o meu e nós aprofundamos nosso beijo, como se não tivesse mais ninguém além da gente ali. E eu me sinto tão certo em seus braços que não posso achar mais nenhum motivo para o meu medo.

Nos separamos quando o ar faz falta, a respiração rápida. Sua testa encosta na minha e nós abrimos um sorriso carinhoso.

Percy ri de leve.

- Você é maluco, loirinho.

Sorrio ainda mais.

- Eu sei. – digo mordendo o lábio. – Mas não me arrependo nem um pouco.

Percy esfrega seu nariz com o meu e eu apenas posso ouvir nossos amigos nos chamando, fazendo-nos rir de leve.

- Vai dar tudo certo, loirinho. – sussurra em meu ouvido. – Estou com você.

Sorrio e aceno com a cabeça, separando-me dele e entrelaçando nossos dedos carinhosamente enquanto nossos amigos vinham na nossa direção.

Sim, ia dar tudo certo, porque ele estava comigo.

***

Percy ia jantar em casa, porque minha mãe insistira que ela ainda não conhecia seu genro oficialmente – o que era verdade, já que ela só o conhecia de vista. Então ali estava eu terminando de me arrumar para um jantar de "apresentação".

Ouço alguém bater na minha porta.

- Já vou, mãe! – exclamo.

A porta é aberta e uma cabeleira preta aparece.

- Está vestido? – pergunta uma voz feminina.

- Thalia?!

Minha irmã ri e entra no meu quarto, sem esperar a resposta. Ela caminha até a cama e se senta, olhando-me com um sorriso.

- Percy está pra chegar e sua mãe me ligou me chamando. – explica direta. – Feliz em me ver?

Balanço a cabeça em concordância e me sento ao seu lado.

- Estou feliz que esteja aqui. – digo sincero. – Apenas um pouco surpreso.

Thalia concorda com a cabeça e empurra meu ombro de leve.

- Nosso pai quer fazer um almoço amanhã em casa. – diz simples.

Suspiro e brinco com os meus próprios dedos, sentindo-me um pouco nervoso.

- Amanhã, Thals. Vou contar a ele. – digo olhando pra baixo.

Sinto seu braço se enrolando com o meu e sua cabeça em meu ombro. Thalia acaricia minha pele com o polegar carinhosamente.

- Estarei lá com você, mano.

E isso me faz sorrir. Porque era bom saber que minha irmã me apoiava e que, por mais que tudo fosse uma bagunça, nós nos importávamos um com o outro.

- Obrigado, Thalia. – agradeço suavemente. – Por tudo.

Thalia me olha com seus olhos azuis elétricos e tenho a impressão que não posso esconder nada dela, como acontecia quando Reyna ou minha mãe me olhava desse jeito. Ela sorri e então volta a apoiar a cabeça em mim, como se não fosse nada demais.

- Irmãos são pra isso, Jas.

E então ficamos ali sentados até minha mãe vir nos chamar. Ela nos olha com um sorriso, dizendo que Percy chegou e que o jantar já está pronto. Thalia e eu nos levantamos e seguimos para a sala, implicando um com o outro no caminho. E aquilo faz com que eu me sinta, realmente, irmão dela.

O apoio, a confiança, o jeito como passamos a nos tratar. Tudo isso parecia mesmo algo que dois irmãos fariam e, mesmo que fizesse pouco que nos conhecemos, sei que posso conviver com ela. Ser irmão de Thalia era fácil e eu adorava isso.

O jantar se passou de forma agradável e leve. Thalia parecia ter se dado bem com a minha mãe, assim como Percy. Eles conversavam casualmente e no fim da noite já estavam se tratando pelo primeiro nome, o que me deixava feliz.

Porque era como se eu estivesse juntando as pessoas importantes na minha vida em uma família só. Thalia não era só a irmã que eu descobri, não, agora ela era parte da família. Eu sentia que sim.

Com Percy era a mesma coisa, mas eu gostava dele de um jeito diferente. Eu já não podia mais evitar, por exemplo, os sorrisos que dávamos um para o outro eventualmente. E muito menos o jeito como meu coração parecia pular como louco quando ele me dizia algo carinhoso.

No final da noite, Thalia foi embora. Minha mãe até ofereceu para ela dormir em casa, mas ela disse que precisava ir. E como estava de moto, ela disse que não tinha tanto problema sair aquele horário.

Percy, ao contrário da minha irmã, ficou em casa. Ele apenas me abraçou e me perguntou se eu queria que ele ficasse. E como eu disse que sim, ele não protestou.

- Pensando em alguma coisa, loirinho? – pergunta me fazendo sair de meus devaneios.

- Nada. – digo suavemente. – Estou feliz que esteja aqui.

Ele sorri e me abraça, envolvendo minha cintura com seus braços e suas pernas com as minhas. Já estávamos deitados para ir dormir.

- Você é tão bonitinho, loirinho. Adoro seu jeito.

Rio suavemente, sentindo meu rosto corar. Percy beija meus cabelos e começa a acariciar as minhas costas.

- Per, amanhã tem um almoço na casa do meu pai. – começo em tom cauteloso e passo a fazer formas imaginárias em seu peito. – Você quer ir?

Ergo os olhos pra ele e o vejo sorrir pra mim. Percy parece tão relaxado que eu me pergunto se aquilo é real ou se ele apenas não quer me preocupar.

- Claro que quero. – diz tranquilo. – Estarei lá com você.

E eu sei apenas aí que ele sabe o que eu quero fazer. Sorrio e me aconchego em seus braços.

- Bom. – sussurro. – Mas agora precisamos resolver uma coisa. – digo baixinho.

Percy me olha confuso e eu apenas lhe ofereço um sorriso travesso. Nos viro na cama, ficando por cima do seu corpo e sentando sobre a sua pélvis.

- Eu disse que ia te recompensar, não disse? – sussurro me inclinando para encostar a boca em seu ouvido. – Promessa é dívida, Per. E eu cumpro as minhas.

Ele ri e me olha de forma maliciosa. Suas mãos vão para a minha cintura e eu me inclino para beijá-lo rapidamente.

- Acho que eu te corrompi, loirinho. – diz baixinho, ainda com os lábios sobre os meus.

Rio de leve e esfrego meu nariz com o seu, remexendo-me em cima dele.

- Isso é ruim? – pergunto em tom baixinho.

Percy desliza suas mãos para as minhas coxas, alisando-as e apertando-as.

- Isso depende do ponto de vista. – diz e então aproxima a boca da minha orelha. – Pra mim isso é ótimo.

Rio disso e o beijo de novo, sentindo meu peito se aquecer. Gemo baixinho sobre seus lábios quando ele aperta minha cintura. Olho em seus olhos verdes e sorrio de leve.

Eu, definitivamente, era louco por ele. E não importava o que iriam dizer, eu era dele e ele era meu. Simples assim.


Domingo, 29 de Novembro de 2015.

Eu estava um pouco nervoso.

Tá, admito, eu estava muito nervoso. Mas Percy estava me ajudando a relaxar – embora eu achasse que no fundo ele também estivesse ansioso. E eu não sabia como fazer para parar de fazer meu coração bater rápido daquele jeito, porque ele parecia estar correndo uma maratona.

Meus olhos se fecham e eu suspiro longamente. Por mais que eu tivesse certeza do que eu queria, ainda era difícil encarar tudo aquilo. Eu sabia que minha mãe e Thalia me apoiavam, mas meu pai também se tornara importante pra mim.

Sinto um beijo em minha testa e suspiro satisfeito com o carinho, abraçando a cintura de Percy enquanto estamos em meu quarto esperando dar o horário do almoço. Ele afaga minhas costas e o sentimento que tenho no peito faz tudo parecer ainda mais certo.

- Não pensa muito nisso. – diz em meu ouvido. – Vai dar tudo certo. Ninguém vai tirar você de mim. – promete.

Assinto com a cabeça e o aperto contra mim. O cheiro de maresia que emanava da sua blusa me acalma, fazendo-me respirar fundo e erguer os olhos para encarar suas íris verdes.

Percy está sorrindo pra mim de forma tranquila. Seu cabelo está tipicamente desarrumado, seus lábios meio vermelhos e seus olhos parecem emitir algum tipo de brilho que faz meu coração se aquecer.

E foi, naquele momento, que eu percebi que independente de qualquer coisa, Percy estaria comigo. Percebi que ele estava bem mais preparado que eu pra aquilo, como se tivesse pensado naquilo várias vezes.

- Per, quando você começou a gostar de mim? – pergunto num impulso curioso.

Percy ri e esfrega o nariz com o meu.

- Por que quer saber isso?

Dou de ombros.

- Estou curioso. E foi você disse pra mim não pensar muito. – digo o fazendo sorrir.

Ele puxa minha pernas para o seu colo e esconde o rosto no meu pescoço, inspirando o cheiro do meu perfume. Seus lábios traçam uma trilha de beijos pela minha pele e isso me causa arrepios. Logo percebo que ele está me distraindo.

- Percy.... – digo em tom de aviso.

Meu namorado ri de novo, mas parece constrangido dessa vez.

- Não sei quando comecei a gostar de você, loirinho. – sussurra em meu ouvido. – Eu te achei interessante desde a primeira vez que nos vimos. Mas gostar... Bem, eu só me dei conta que gostava de você quando percebi que tinha ciúmes de você. – confessa.

Afasto-me para olhar em seu rosto e percebo que o rosto dele está levemente mais avermelhado, o que me faz sorrir um pouquinho. Toco suas bochechas com as duas mãos e encosto nossas testas, sentindo meu coração palpitar dentro do peito.

Pelos deuses, eu estava tão apaixonado.

- Acho que comecei a perceber que gostava de você apenas depois do nosso primeiro beijo. – confesso sincero. – Eu estava tão assustado com a perspectiva de estar apaixonado, Per. Tinha medo de te perder, de não poder mais te ter ao meu lado. Mas eu não tinha como negar o quanto gostava de você, ou como você sempre mexeu comigo.

Suspiro e deslizo meus dedos para o meio dos seus cabelos negros, embolando-os ali. Puxo seu rosto para mais perto do meu e deixo nossos lábios praticamente encostados. Percy segura minha cintura e me faz um carinho leve, como se tivesse apenas me confortando.

- Foi um pouco assustador no começo pra mim também, loirinho. Mas eu queria você perto de mim, desse jeito que você tá agora e eu simplesmente não podia ignorar isso. Eu tinha que tentar. – diz esfregando o nariz com o meu e me olhando intensamente.

- Fico feliz que tenha feito isso, Per. – digo sincero, encarando seus olhos de volta.

A sensação que tenho agora é tão intensa e meu coração bate tão rápido, que não consigo evitar que minha respiração se acelere um pouco. E, quando finalmente nos beijamos, parece diferente de tudo que já fizemos, como se tivesse um tipo de certeza diferente dessa vez. E é tão bom, tão único.

Minha mente fica nublada e eu apenas consigo beijá-lo ainda mais, de um jeito quase necessitado. Suas mãos apertam minha pele e ele toma meus lábios com posse e carinho, como só ele sabe fazer. E eu amo aquilo. Muito.

- Hey, vocês não cansam de se pegar não? – a voz de Thalia nos interrompe.

Levo um susto e me separo de Percy automaticamente, corando em seguida e escondendo meu rosto em seu pescoço. Thalia apenas ri.

- O almoço está na mesa. E seu pai está aí, Percy.

Então ela fecha a porta de novo e vai embora.

Percy me encara com suas íris verdes e me dá um selinho leve, dando aquele sorriso que eu adoro em seguida.

- Preparado?

Sorrio e aceno com a cabeça.

Sim, eu estava.

***

O almoço parecia aquelas propagandas de comercial de TV. Todo mundo parecia estar lá, ou pelo menos boa parte. De um dos lados da mesa estavam Luke, Thalia, Will e Nico; já do outro estavam Poseidon, Percy e eu; e, por fim, meu pai na ponta da mesa.

Ele estava olhando pra todos com um sorriso gentil e não parecia tão incomodado de ter Nico e Will sentados perto, o que me fez imaginar como será a sua reação.

Suspiro de leve, sentindo a mão de Percy apertar o meu joelho. Olho pra ele e o vejo sorrir pra mim, o que me acalma automaticamente.

- Fico feliz que tenham ganhado. – elogia meu pai. – Deve ter sido um ótimo jogo, mesmo que eu não tenha visto.

Sorrio a ele, assim como os outros na mesa. Aperto a mão de Percy com a minha e tento decidir qual seria o melhor momento pra contar a verdade. Decido, por fim, que seja melhor no fim do almoço.

Então eu deixo tudo passar tranquilamente. Meu pai comenta algumas coisas durante o almoço, assim como os outros. Parece tudo bem na medida do possível. E, principalmente, agradável.

Parece que pela primeira vez desde que entrei na HBS e tentei me aproximar da minha irmã, que eu me sinto pertencente a algum lugar. Não me sinto mais deslocado e perdido, sinto-me parte da família. Algo que eu sempre quis sentir.

Eu não sabia o que tinha mudado exatamente, mas ficava feliz com a mudança. Porque tudo parecia entrar nos eixos de alguma forma e isso me fazia bem, como os momentos que eu tinha com meus amigos ou com Percy. Era bom.

Quando Rosa traz a sobremesa, resolvo que é o momento de contar. Eu me levanto da cadeira e pigarreio, chamando a atenção de todo mundo pra mim. Posso sentir meu rosto começando a ficar quente e meu coração começando a bater forte.

- Hum é. – respiro fundo e tomo coragem. – Eu queria dizer que estou namorando. – solto desajeitado. – E essa pessoa...

Percy me interrompe, levantando-se e envolvendo minha cintura com um braço gentilmente. Ele sorri de forma sarcástica e posso ver que ele está adorando aquela situação.

- Comigo. – diz mordendo o lábio de leve. – Jason está namorando comigo, não é loirinho? – pergunta de forma carinhosa.

Não resisto e acabo abrindo um sorrisinho bobo, como sempre que estávamos juntos. Ele beija minha bochecha e isso faz tudo valer a pena.

- Até que enfim! – exclama Luke sorrindo quando o silêncio se faz presente. – Eu digo que o Percy é lerdo. – brinca.

Foco meus olhos nos nossos amigos e sorrio de leve ao ver que todos parecem contentes. Até mesmo Nico parece estar feliz por mim, embora ele não demonstre muito isso.

Então eu me viro para olhar meu pai. Ele está com uma expressão totalmente perdida, como se não estivesse entendendo o que estava acontecendo. Sinto um aperto no coração ao vê-lo desse jeito. Não queria que ele ficasse desse jeito.

Poseidon, ao contrário de meu pai, está sorrindo grandemente e parece feliz por nós. Ele se levanta e caminha até nós, abraçando a mim e a Percy com carinho.

- Meu genro! – exclama me fazendo rir.

Sorrio de leve, mas o desmancho assim que meu pai se levanta da cadeira. Ele me olha com uma expressão cansada e confusa, parecendo realmente perdido.

- Se me dão licença, eu vou me retirar. – diz deixando a sala de jantar.

Olho pra Thalia com uma expressão perdida e ela apenas balança a cabeça de leve, indicando que eu devo ir atrás dele. Viro-me pra Percy e o vejo sorrir pra mim de forma carinhosa.

- Vai lá, meu amor. – diz me dando um selinho de leve. – Sei que ele vai entender.

- Obrigado, Per. – digo lhe dando um abraço rápido.

Assinto com a cabeça pra confirmar e vou atrás do meu pai, seguindo para o seu escritório que tinha a porta entreaberta. Meu pai estava sentado em sua poltrona, a cabeça encostada no encosto e a expressão um tanto vazia.

Respiro fundo e bato duas vezes na porta, anunciando que estou ali. Meu pai ergue o rosto e me vê, olhando-me com um suspiro.

- Posso entrar?

Ele assente, levantando-se da sua cadeira e se encostando na mesa. Seus olhos me examinam com cuidado e ele suspira. Encosto-me na parede, abraçando meu próprio corpo com meus braços.

- Desculpa por aquilo, filho. Mas eu preciso de tempo pra entender. – diz em tom baixo.

- Eu sei, pai. – digo olhando para o chão. – Só queria dizer que isso não muda nada, entende? Eu estar com Percy não quer dizer que algo vai mudar e... – paro e suspiro.

Eu sabia que meu pai ia demorar pra digerir tudo aquilo e eu não sabia bem o que estava dizendo. Tinha tanta coisa pra dizer, mas ao mesmo tempo nada. Era como se não tivesse como eu descrever o que eu sentia e o que eu queria dizer.

Fecho os olhos e respiro fundo, sentindo meu peito em um nó. Sinto uma mão em meu ombro, o que me faz erguer o rosto e olhar para meu pai com uma expressão carinhosa.

- Eu amo você, filho. Independente de tudo, mas eu preciso digerir isso com calma. Foi muito de repente. Eu...

Seus olhos brilham com algumas lágrimas e eu simplesmente o abraço, afundando meu rosto em seu peito e sentindo ele me abraçar de volta de forma meio desajeitada.

Porque era aquilo que importava pra mim. Talvez o que sempre importara. Eu precisava saber que ele me amava mesmo com tudo aquilo e ouvir as palavras dele fez com que tudo fizesse mudasse de alguma forma.

Eu não me importava em ter que esperar ele entender meu relacionamento com Percy, mesmo que quisesse que ele me aceitasse. Eu só precisava que... Precisava que aquilo não mudasse o que ele sentia por mim.

E era tudo tão confuso e tão estranho. Mas parecia que, ao sentir ele beijando minha testa, tudo ia entrar nos eixos de alguma forma.

- Eu também amo você, pai. Independente de tudo. – digo baixinho.


Notas Finais


AAAAAAAA TÃO LINDOS!

Gente, confesso que eu estava MUITO nervosa com esse cap. Não sabia bem como descrever tudo isso do Jason com seu pai, já que nunca passei por algo parecido. Espero não estar muito ruim ❤

Mas falemos desse beijo maravilhoso, não? O Jason agarrando o Percy na frente de todo mundo foi tipo AAAAAAA SANTA AFRODITE, QUE LINDOS!

E também preciso ressaltar que eu, absolutamente, não sei narrar jogos. Mds, eu nem sou fã de esportes kkkkk

Enfim, espero que tenham gostado! ❤

Beijos no <3 e até o último capítulo!


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