História Help! - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Lílian Evans, Marlene Mckinnon, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Blackinnon, Jily, Marotos
Visualizações 41
Palavras 3.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 15 - Ticket To Ride


TICKET TO RIDE

 

 

Sirius Black,

1986.

 

_Remus Lupin e Dorcas Meadowes se conheceram em meados de 1982 e estão juntos desde então. – O casamento do casal estava finalmente acontecendo e Sirius tinha sido escolhido para discursar. – Nossa banda participou de um programa de televisão, muito conhecido aqui no Reino Unido, Juke Box Jury e no último segundo um dos jornalistas desistiu do show e sobrou para a jovem atriz Dorcas Meadowes ocupar seu lugar. Depois de muitos jogos engraçados e muitas risadas, nós gostamos dela e decidimos chama-la para nossa pequena comemoração no camarim e ela aceitou. –

Todos no grande salão de festas estavam com os olhos vidrados em Sirius, que discursava em cima de um palco improvisado e contava a história do casal –.

“No início todos pensaram que Peter estava interessado nela e eu acho que estava mesmo, viu? Mas não importa, porque quem realmente chegou junto foi Remus. Quando todo mundo notou que aluado precisava ficar sozinho com a loira, nós saímos da sala. Depois voltamos e os dois ainda estavam conversando sobre comida. Acho que até hoje esse é o assunto favorito deles, né?” – Perguntou fazendo piada e todos riram. Dorcas e Remus confirmaram que ainda conversam sobre comida. – “A verdade é que os dois se encantaram por eles mesmos em questão de segundos e agora estão casados, começando uma vida juntos e eu garanto que serão felizes...”.

“Porque eu acredito no amor verdadeiro”. – Nesse momento Sirius tinha decidido improvisar. Agora era um compositor e palavras bonitas eram fáceis de ser encontradas. – “Acredito no amor à primeira vista, ou no amor à quadragésima vigésima segunda vista”. – Naquele momento ele lançou um olhar para Lene, que ouvia tudo atentamente em uma das mesas. Ela sorriu. – “Acredito que o amor conquista tudo e que ele transforma o mundo e isso não quer dizer que não haverá dias difíceis ou coisas complicadas demais a se superar, porque sim haverá”. – Remus e sua esposa encaravam-se com paixão. – “Mas encontrar a pessoa certa, encontrar a pessoa que nasceu para estar com você e receber o amor dessa pessoa de volta, ah’, isso deixa tudo mais fácil.” – Sirius respirou fundo. – “Vocês dois estão juntos agora, Remus e Dorcas, e eu desejo do fundo do meu coração que sejam felizes para sempre”.

Em uma questão de segundos o salão repleto de convidados encheu-se de palmas e assobios honrados.

Existiam muitos convidados no salão de festas, entre eles pessoas influentes no mundo da música e familiares. Diversos paparazzi e programas de televisão publicavam coisas sobre o evento que eles chamavam de “festa do ano” e todos se divertiam muito. Remus e Dorcas passaram mais de um ano planejando a festa perfeita e isso resultou naquele momento: Um hotel inteiro tinha sido alugado para os dois, onde os convidados ficariam em quartos e os salões de festas seriam o lugar de comemoração.

_Agora eu quero chamar meus companheiros de banda... Peter e James para subirem ao palco junto comigo. – Sirius falou no microfone, quando as palmas cessaram. – O senhor e a senhora Lupin já podem vir ao centro da pista de dança. Remus nos enviou uma música em que ele trabalhou durante um ano e nós iremos a apresentar a vocês, chama-se: Here, There and Everywhere. (Link nas notas finais. ESCUTEM).

To Lead a Better Life (para ter uma vida melhor)

I need my Love to be HERE (Eu preciso que meu amor esteja AQUI)

 

Remus puxou a esposa levemente pela mão e a guiou até a pista de dança. Dorcas já tinha lágrimas em seus olhos, pela letra da música.

 

HERE, making each day of the year (AQUI, fazendo cada dia do ano)

Changing my life with a wave of her hand (transformando a minha vida com um aceno de mãos).

Nobody can deny that there’s something THERE (Ninguém pode negar que existe alguma coisa LÁ),

 

THERE, running my hands through her hair (LÁ, passando minha mão sobre seus cabelos).

Both of us thinking how good it can be (Ambos pensando como isso pode ser tão bom).

Someone is speaking but she doesn’t know he’s there (Alguém está falando, mas ela não sabe que ele está lá).

 

I want her EVERYWHERE (Eu a quero em todo lugar).

And if she’s beside me I know I need never care (E se ela está junto a mim, eu sei, eu não precisarei me preocupar).

But to love her is to need her (Mas amá-la é ter necessidade dela).

 

Everywhere, knowing that love is to share (Em todo, sabendo que o amor é para compartilhar).

Each one believing that love never die (Cada um acreditando que o amor nunca morrerá).

Watching her eyes and hoping I’m always there (Olhando em seus olhos e esperando que ela sempre esteja lá).

 

Remus e Dorcas dançavam tão absurdos em seu próprio mundo que, por mais que não gostasse de dançar, Sirius desejou estar ali na posição dos dois. A canção era extremamente bonita e ele sabia que Remus tinha dado tudo de si para compor uma letra especial daquelas. Dorcas tinha sido uma de suas melhores inspirações.

 

I want her everywhere (Eu a quero em todo lugar).

And if she’s beside me I know I need never care (E se ela está junto a mim, eu sei, eu não precisarei me preocupar).

But to love her is to need her (Mas amá-la é ter necessidade dela).

 

Everywhere, knowing that love is to share (Em todo, sabendo que o amor é para compartilhar).

Each one believing that love never die (Cada um acreditando que o amor nunca morrerá).

Watching her eyes and hoping I’m always there (Olhando em seus olhos e esperando que ela sempre esteja lá).

 

I will be there, and everywhere

Here, There and Everywhere.

(Eu estarei lá, e em todo lugar).

(Aqui, lá e em todo lugar).

 

Assim que terminaram sua apresentação especial para os noivos, os três marotos saíram do palco e foram em direção à sua mesa, pois estavam todos sentados juntos. Marlene estava lá, com lágrimas nos olhos e com um sorriso enorme no rosto. James sentou-se a seu lado e passou um braço envolta de seus ombros, em uma atitude protetora e consoladora, mas os olhos dela se encontraram com os de Sirius e permaneceram ali por longos minutos incontáveis.

_Vocês foram ótimos. – Ela admitiu, bebendo a bebida escura que estava em sua taça. – Sirius aquilo que você disse foi muito tocante.

_Obrigado – Agradeceu com um aceno de cabeça. – Eu tenho uma grande inspiração para dizer aquelas coisas...

_É mesmo, é? – James perguntou.

_É... – Sirius coçou a cabeça, ficando envergonhado. – Remus e a Dorcas são a demonstração do amor, ao vivo!

James concordou e ao mesmo tempo ficou um pouco tristonho, olhando para um ponto distante e abaixando a cabeça em sinal de cansaço. Sirius virou-se para trás, na direção em que James olhava, e viu Lílian Evans e Harry Potter conversando com alguns outros convidados, sorrindo como se nada tivesse acontecido em suas vidas. Lily lhe devolveu o olhar e acenou discretamente, mas deixando claro que era somente para o Black.

_Tudo na minha vida está indo embora. – Ele falou. – Lílian, Harry, Le...

_James! – Marlene o interrompeu rapidamente, parecendo muito nervosa.. – Será que eu posso tirar o Sirius para uma dança? – James a olhou com as sobrancelhas erguidas. – James...

_Ok. Pode! – Respirou revirando os olhos. – Você precisa conversar com ele ainda, né? – Ela fez que sim com a cabeça.

Marlene levantou-se de sua cadeira, que era na outra ponta da mesa, e parou em frente a Sirius, lhe entendendo uma das mãos: _ Que tal uma dança? – Perguntou calmamente. – Uma longa dança?

Sirius aceitou prontamente, certo de que conversariam muito naquelas músicas que dançariam. Ele estava disposto a pedir Marlene em namoro, oficializar quaisquer coisas que eles tinham e contar tudo a seu melhor amigo, demonstrando que o sentimento entre eles era real. Estava cansado de ser tratado como um “problema”, pois na mente de Lene, eles poderiam ter um relacionamento na mesma intensidade em que ela seria somente mais uma para o baterista e isso o deixava triste, desanimado e desmotivado.

_Nós vamos subir para algum quarto? – Ele perguntou animadamente, já sentindo uma excitação.

_Sim.

Juntos eles foram em direção à escada de incêndio, tentando não chamar atenção para eles mesmos, afinal estavam em uma festa com centenas de paparazzi e jornalistas que dariam o sangue para uma matéria nova e sensacionalista, sobre a banda dos marotos.

Subiram lentamente e sem trocar nenhuma palavra, pois Sirius sabia bem o que iria acontecer e estava feliz demais para atrapalhar o delicioso silêncio. Enquanto subiam na direção que parecia ser a do quarto em que Lene estava, ele pensou sobre como diria a ela que estava preparado para um namoro adulto e bem resolvido. Milhares de coisas passaram por sua mente, mas nenhuma delas parecia boa o suficiente ou real, ele teria que dizer coisas que saíssem de seu coração.

Assim que chegaram ao quarto grande e espaçoso, Marlene suspirou cansada e se jogou na cama, como um gesto de que não estariam ali para fazer o que Sirius estava pensando.

_Não vamos transar, é isso? – Ele perguntou se deitando ao lado da garota e distribuindo beijos por seu pescoço. – Se estiver cansada, saiba que não é desculpa, porque você sabe muito bem o quão cansados nós ficamos quando fazemos aquilo. – Ele dizia mordendo a orelha dela, mas ela não parecia gostar. – Marlene, o que foi?

_Precisamos conversar. – Ela disse o olhando timidamente.

Sirius se deitou mais adequadamente na cama e ficando de frente para a morena.

_Eu sei. – Respondeu. – Posso falar primeiro? – Marlene fez um sinal com a cabeça, para que ele prosseguisse. – Quase contei pro seu irmão que estávamos namorando, a sorte foi que ele estava prestes a assinar o contrato de divórcio que Lily lhe mandara e eu acabei desistindo. – Ela iria o interromper. – NÃO. Lene, nós temos que resolver a nossa situação. – Então Sirius se levantou um pouco, apoiando seus braços na cama para encará-la de cima. – Nós precisamos assumir o nosso namoro pro James, porque tem sentimento real aqui entre nós e será a coisa certa a se fazer. Oficializar o que já é real.

Marlene prendeu a respiração e se levantou o suficiente para ficar sentada na cama. Foi quando Sirius percebeu que uma lágrima caia de seus olhos em direção a sua bochecha rosada, pela maquiagem, e fazia um pouco de seu rímel desmanchar sobre seus cílios inferiores.

_Lene. – Sirius recomeçou a falar, limpando as lágrimas dela. – Eu te amo! – O coração de Sirius saltava enquanto ele dizia aquilo.

_Estou indo embora. – Ela soltou gritando e logo depois de perceber a maneira como disse aquilo, tampou a boca em censura.

_Como assim? – Sirius perguntou sem entender. – Por quê? Não está gostando do hotel? Pode trocar de quarto comigo se quiser, ou ficar lá hoje a noite. É bem grande.

Ela fez um sinal negativo com a cabeça, passando a língua pelos lábios em um sinal de nervosismo e fechando os olhos com muita força. Os sinais de seu corpo fizeram com que Sirius se preocupasse um pouco a ponto de ficar calado e deixar a menina falar tudo que precisava.

_Eu conheci o seu irmão mais novo, Régulos, e eu não sei se você sabe, mas ele estuda direito. – Ela contava, gesticulando com as mãos em forma explicativa. – Na nossa universidade o primeiro ano de direito tem que fazer um trabalho em beneficio de outros alunos, como, por exemplo, conseguir algumas doações ou petições para que as outras turmas trabalhem. – Ela revirou os olhos rindo. – Só que o seu irmão é um Black e a sua família é reconhecida em todo o planeta e as possibilidades são infinitas.

_Você não está dizendo nada com nada... – Sirius admitiu, rindo um pouco. Marlene fez um olhar preocupado.

_Enfim, o nome do seu irmão e o seu também, é claro, são muito importantes e ele acabou conseguindo uma coisa enorme. Muito grande mesmo. Pra minha turma de arte. – Sirius começou a prestar mais atenção. – Ele conseguiu uma bolsa de estudos para dois estudantes de artes, para irem até a Austrália, em Sydney e estudar lá com grandes artistas do século vinte. – Inesperadamente Sirius fez gestos negativos com a sua cabeça, bagunçando os cabelos levemente. – Sim... Eu e Nymphadora fomos as escolhidas e eu... Estou indo embora, na semana que vem! – Marlene prendeu a respiração para dizer aquilo.

Foi como se um soco tivesse preenchido o estômago de Sirius naquele momento e ele só sentisse dor.

_Você está me deixando?

_Estou indo estudar.

_E isso é quanto tempo? – Ele perguntou rapidamente. – Seis meses? – Marlene fez que não. – UM ANO?

_Quatro anos...

_QUATRO ANOS?

_Sirius...

O moreno apenas colocou a mão na frente do rosto de Marlene, lhe impedindo de falar qualquer coisa. Eu entendo, ela precisa estudar. Ele reconhecia que a faculdade era mesmo uma coisa muito importante e que Marlene era nova e cheia de oportunidades pela frente, além de todo o talento que a menina tinha e que iria fazer muito sucesso. Mas ele tinha acabado de se declarar e dizer que a amava e ela simplesmente soltou aquela notícia da maneira mais inesperada.

Sua primeira reação foi levantar da cama calmamente e adquirir uma postura fria, afinal ele não queria sair de coitadinho na história. Colocou as mãos na cintura.

_Parabéns.

Marlene suspirou totalmente aliviada e saltou da cama em apenas dois segundos. Foi até ele e tentou o abraçar, mas Sirius não correspondeu.

_O que foi?

_Ah... – Ele tentava fazer com que sua voz saísse firme. – Esquece todas as coisas que eu disse.

_Como assim?

_Todas as coisas, McKinnon. Todas. – Explicou, sabendo que ela entenderia. – Eu estou muito feliz pela sua oportunidade de estudos e você merece todas as congratulações. – Tentava escolher as palavras certas para dizer à menina. – Mas... Você sempre deixou claro que não queria se envolver a sério comigo e eu... Eu... Concordo.

_Você disse que amava e eu também te amo, Sirius. Isso não muda as coisas. – Ela dizia com receio. – É claro que não vamos estar juntos nesse tempo, mas eu te amo e teríamos uma coisa séria se fossemos continuar juntos.  

Sirius Black apenas deu de ombros, sentindo-se a pessoa mais injusta da fase da terra, mas colocou as mãos no bolso friamente e fez uma faceta de desinteresse.

_Já tem tudo o que precisa?

_Sim. – Ela respondeu animada. – Já tenho a passagem, já tenho um local pra ficar e está tudo certo, só esperando até que chegue para estudar lá e... Ser a artista que eu sempre sonhei.

_Então você já tem a sua passagem só de ida, já tem todos os seus documentos certos, já tem sua casa e todos os seus livros de estudo. Você já tem tudo e eu sou a última pessoa a saber?

Ela não quis responder.

Ele entendeu perfeitamente que a resposta era sim, todo mundo que importava já tinha ficado sabendo antes dele e isso foi a pior coisa que Marlene poderia ter feito.

_Boa sorte. – Disse apenas aquilo e saiu pela porta sem falar mais nenhuma palavra ou fazer qualquer gesto como um simples abraço. A única coisa em que pensava era em Lene, a garota que o deixou maluco e que agora estaria indo embora, por um longo período. Saiu do hotel e da festa de casamento de seu melhor amigo do mesmo modo: Deixando todos para trás e sem dizer adeus.

 

James Potter

 

Ainda na festa de casamento de Remus e Dorcas, James teve a sorte de conseguir conversar por alguns minutos com Lílian, mas fora de uma forma tão especificamente formal que ele ficou constrangido.

_Boa noite, James. – Ela disse cordialmente, apertando a mão ele e lhe lançando um sorriso tímido. – Estou aqui por dois motivos. – Respirou fundo e prosseguiu, quando viu que o homem tinha aceitado a conversa. – O primeiro é agradecer por você ter tornado a minha vida mais fácil, quando assinou aquele papel. Eu achei que teria que correr por meses atrás disso, mas você me ajudou muito. Obrigada.

_De nada, Lílian. – Ele respondeu.

_E a segunda é sobre Harry e Marlene. – Ela começou a explicar, cruzando os braços em frente ao corpo. – Marlene salvou a minha vida também, quando disse que iria viajar e que essa seria sua última semana aqui na Europa. Bem, eu fiquei muito admirada com a sua atitude de deixa-la viajar com tanta facilidade. – Na realidade James tinha deixado Marlene irritada por muitas horas, enquanto listava todos os problemas da Austrália, mas depois ele viu que era para o bem dela. – Então eu vou deixar o Harry com vocês nessa semana e vou aproveitar para controlar as minhas mudanças. Estou indo morar em Liverpool e vou trabalhar no porto, em um cargo de secretária do meu amigo Severus Snape, você conhece.

_Parabéns. – Foi tudo que James respondeu. – Você merece uma carreira e pode ficar tranquila que eu e Harry iremos nos dar muito bem.

_Ótimo. No fim da festa você pega ele.

_Tá.

_Tenha uma boa vida, Potter.

_Você também, Evans.

 

Uma semana inteira passou-se muito rapidamente. James teve que pedir a banda uma licença, para ficar alguns dias longe dos ensaios de gravação, pois iria aproveitar os últimos momentos de Marlene em Londres e de quebra iria agradar seu único filho com uma ótima semana ali em Londres. Aproveitaram da melhor maneira possível. Os três – James, Lene e Harry- foram ao cinema, ao parque de diversão, a bares com jogos de fliperama e passaram consideráveis horas pintando o muro que Sirius tinha dado a Marlene e ela fizera uma obra bem específica.

Para homenagear Sirius (que por algum motivo estranho tinha simplesmente sumido do mapa), que tinha lhe dado aquele presente, ela pintou a frase “Remember Yesterday, that yesterday.”, e depois para declarar seus sentimentos a James escreveu “I Miss You 4ever”. Choraram muito depois que ela terminou um desenho bem colorido e psicodélico, que lembrava James de como Marlene era a menina mais especial que existia no mundo inteiro, sendo capaz de ver cor em um momento preto e branco.

Quando o dia de ir ao aeroporto chegou, Marlene ficou chateada por só ter James e Peter a acompanhando. Chegaram lá uma hora antes de voo e conheceram Andrômeda e Teddy Tonks, os pais da melhor amiga e companheira de estudos de Marlene. Os minutos passavam-se rapidamente e nenhum sinal de Sirius ou dos pais de James.

_Ninguém vem! – Marlene admitiu para si mesma. – Eu preciso entrar na sala de embarque e não tem ninguém aqui, James.

_Lene. – O irmão tentava acalmar a menina, que estava ficando vermelha de nervosismo. – Não importa se não vierem, eles te amam e vão te amar para sempre e para toda a vida.

Marlene fez um sinal positivo com a cabeça, indicando que entendia sobre o que James estava falando e as lágrimas começaram a sair de seu rosto quando ela viu um casal correndo em direção aos outros.

_Lene! – Eles gritavam.

Marlene obviamente não aguentou e chorou copiosamente, dizendo que iria sentir muita falta de todos eles. A mãe da menina precisou tomar um remédio calmamente antes de chegar ao aeroporto, pois não sabia como iria lidar com a notícia de que sua única filha estava do outro lado do oceano, estudando uma matéria que era bem reconhecida na universidade de Londres.

_Peter! – Ela disse abraçando o gordinho. – Você é muito especial pra banda, pro meu irmão e pra todo mundo que o cerca... Então não use as porcarias que você está usando e seja feliz com seus amigos. – O menino entendeu a abraçou de volta, mais apertado.

_Vou sentir saudade.

_Claro que vai. – E então ela se abaixou, para ficar da mesma altura que o pequeno Harry. – Oi meu amor. Oh Deus, como isso é difícil... Harry, você é um motivo menino. É inteligente, é simples e vai conquistar os melhores amigos do mundo, sempre. Eu te amo até o infinito e vou mandar pra você todos os presentes possíveis. – Harry gargalhou um pouco, mas estava chorando e Lene limpou as lágrimas da criança. – Obedeça a sua mãe e cuida bem do seu pai, Ok? Ele precisa de alguém que mande nele e você é essa pessoa. Combinado?

_Combinado!

Então chegou a hora dos irmãos se despedirem.

_Não consigo. – James disse, sabendo que já estava sentindo seu coração se quebrar aos pedaços por ver sua irmã saindo de perto dele mesmo. – Lene, se cuida lá, ok? Não deixe garotos mandarem em você e se concentra nos seus estudos, pra voltar mais cedo pra casa. Nada de reprovar não, em!

_Eu te amo. – Ela disse simplesmente e deu um abraço de urso em James. – Sempre reclamei de você, mas é o melhor irmão que eu poderia ter. Eu te amo.

_Eu também te amo, minha pequena. – Ele respondeu. – Pra sempre?

_Pra sempre!

Então o momento de ir embora tinha chegado, mas antes disso Marlene ainda olhou ao redor, na esperança de que mais alguém aparecesse. Vendo que mais ninguém viria, ela se virou para James novamente.

_Diga a Sirius que eu o amo e que vou sentir muita falta dele. – James assentiu. – E diga ao Remus a mesma coisa. – Ela respirou fundo, segurou sua mala fortemente e disse adeus. – Até mais, moçada!

Marlene e Nymphadora entraram na sala de viagem e foram diretamente para o avião, que estava prestes a decolar. James pegou seu filho pequeno no colo e, com os outros que ali estavam, observaram o voo partir pelo céu azul brilhante e sem previsão de volta.

Deu um abraço mais apartado em Harry, enquanto lágrimas caiam copiosamente em seu rosto e lhe faziam sentir um aperto no peito.

_Não chora não, papai. – Harry disse com a voz mais doce do mundo. – O avião não vai cair, não se preocupe.

James deu uma risada: _ Eu sei meu filho, mas obrigado por me lembrar disso.

_De nada. Agora que tia Lene se foi eu prometi que iria cuidar de você.

Potter engoliu o choro e observou o céu novamente.

Tudo estava prestes a mudar.

 

1986 – 1990.

HELP!

 

 

 

 


Notas Finais


Dêem tchau pra Lenizita, ela vai ficar fora por um boooom tempo e SEJAM BEM VINDOS AOS ANOS NOVENTA, BABYS.

Link música que Remus e Dorcas dançaram: https://www.youtube.com/watch?v=7evp3eZJGGs


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