História Highway to hell - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Tags Dean, Sam, Supernatural, Winchester
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Palavras 1.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Um espírito me disse


Os dias em que estavam no caso o estavam deixando exaustos, todas as pistas esfriavam antes mesmo de entregar alguma coisa. O demônio parecia ter farejado eles e por isso desapareceu, nenhuma outra vítima feita e todo aquele silêncio preocupava os irmãos Winchester. Algo estava muito errado e eles precisavam descobrir o que era.

Já era tarde da noite e Dean voltava do bar, entrou sorrateiro no quarto onde o irmão dormia. Evitou fazer qualquer barulho que fosse, entretanto o seu celular não estava interessado em economizar ruídos quando tocou desesperadamente dentro do bolso da jaqueta. Sam pulou no escuro e acendeu uma luz, estava pronto para o ataque quando viu que o invasor era na verdade seu irmão.
- Dean! Quer me matar do coração? Atende logo esse celular...
- Alô!
Disse o Winchester mais velho ao aproximar o ouvido do aparelho.
- Detetive Twist?
- Sim, isso mesmo.
- Aqui é a Madre Teresa e eu estou lhe contatando para pedir –lhes ajuda. O padre Marcelo saiu mais cedo para um encontro com uma fiel que lhe pediu ajuda para se confessar em casa e até agora não voltou, estou preocupada, poderiam me ajudar?
- Ah, claro. Meu parceiro e eu estamos indo para aí.

- O que foi?
Perguntou Sam preocupado ao ver a expressão do irmão.
- Acho que nosso amiguinho acaba de dar sinal de vida...
- O que? Por que?
- O padre saiu cedo para ir a casa de uma idosa que queria se confessar e até agora não voltou e nem atende as chamadas perdidas.
- Isso é péssimo! Como vamos encontra-lo? Não sabemos onde ele está!
- Pensei em um feitiço de localização. Pegamos algo do padre e fazemos o feitiço, o que acha?
- Boa ideia, vou me vestir.

***

- Aquele é o carro do padre!
Sam pontou ao ver o veículo encostado ao lado do velho galpão abandonado.
- Será que o padre não percebeu que havia algo de errado com o endereço?
- Ou percebeu e era aqui mesmo que ele queria vir, Sammy!
Os dois entraram sorrateiros com suas armas em mãos, estavam indo pelos corredores quando ouviram os gritos do padre ecoarem pelo local, enquanto uma voz feminina familiar berrava perguntas: - Me dize? Onde ele está?
- Vai para o inferno vadia!
Disse o padre.
- Eu vou mesmo, mas vou levar você comigo!
Mais gritos. Os irmãos se entre olharam, seja lá o que fosse que estivesse acontecendo ali de uma coisa eles tinha certeza, não havia ninguém se confessando.

- Eu vou perguntar só mais uma vez seu demônio desgraçado. Onde eu vou encontra-lo?
- Sabe Alex, você até pode tentar evitar, mas não há como fazer isso. Sua natureza é demoníaca, seu eu interior é demoníaco e você sabe disso...
- Cala a boca!
- Ooh! Você sabe e está com... medo?
- Desgraçado!
Mais gritos de dor do padre. Dean e Sam se aproximaram por um dos lados silenciosos e espionaram o que acontecia do outro lado, suas expressões surpresas ficaram desenhadas no rosto quando viram o padre amarrado em uma cadeira em meio a uma armadilha para demônios e a falsa jornalista segurando seu queixo com os olhos ardendo em ódio enquanto encarava a coisa sentada na cadeira.

- Vamos lá docinho! Liberte o seu demônio interior. Me mostre do que é capaz amor...
- Cale a boca, eu já disse! Cale a boca ou vou mata-lo.
- E como vai fazer isso? Não tem faca sagrada, não tem colt e nem latim você sabe direito, acho que não vai rolar docinho...
Desta vez ela sorriu sádica enquanto dizia calmamente: - Ora, não foi você mesmo que disse que eu tenho um lado demoníaco? Sou filha do diabo, lembra?
Os olhos azuis da loira tomaram tons escuros, como os dos demônios e o tal padre começou a berrar de dor.  Ela o estava exorcizando apenas com a mente, exatamente como Sam fazia quando estava sob o efeito do sangue de demônio.

Antes que ela completasse o processo de exorcismo os irmãos Winchester apareceram apontando suas armas para ela e o padre que tentou fingir-se de inocente.
- Esta maluca pensa que eu sou um demônio! Me ajudem.
- Bela tentativa seu desgraçado.
Dean vociferou sem tirar a falsa jornalista da mira, ela o encarou com os olhos enegrecidos, um arrepiou percorreu todo o corpo do mais velho, aquilo era sempre aterrorizante.
- O que os idiotas querem aqui? Está tudo sobre controle.
O azul céu voltou para suas pupilas novamente: - Caçadora? Bela tentativa sua vadia do inferno!
Dean rebateu nervoso.
- Hey! Olha como fala comigo idiota.
- Sammy exorciza! Agora vai.
Sam começou a ditar as palavras em latim e o padre se contorcer lá atrás a garota revirou os olhos cruzando os braços, estavam mandando de volta para o inferno sua única chance de encontrar o chefão. Após a fumaça negra deixar o corpo do padre, os irmãos ficaram encarando a menina surpresos: - Por que você não...
Sam deixou escapar lentamente assustado.
- Fui para o inferno? Não se decepcione eu vou, mas não vai ser agora e não vai ser por causa de um exorcismo mal feito.

- Como você...
Foi a vez de Dean questionar sem tirar a arma da direção da garota.
- Ai Deus! Odeio ter que explicar tudo, é por que não sou um demônio seu idiota.
- Não é?
- Não e se me derem licença eu já estou de saída.
Ela deu alguns passos na direção da saída antes de sentir um baque na nuca e tudo ficar escuro.
- Dean!
- Que foi? Ela ia fugir. Não podemos deixa-la ir sem saber se é perigosa ou não.

***

As vozes ainda estavam ali, sussurrando coisas ruins. Os pedidos de socorro latejavam dentro de sua cabeça, todas aquelas imagens de pessoas sendo torturadas e implorando ajuda passavam em sua mente. Alex tombou a cabeça para o lado e abriu vagarosamente os olhos que arderam com a claridade feroz que tomou conta da sala. Alguém estava conversando alguma coisa no ambiente, mas ela não conseguia distinguir a voz da pessoa que ali estava presente das vozes que estavam sussurrando coisas em sua mente. Estava a muito tempo sem ingerir álcool, isso a ajudava a abafar as vozes.
- Hey! Eu estou falando com você...
Finalmente ouviu a voz grave entre as outras, ainda meio zonza encarou os rostos que a observavam sério na sombra. Os idiotas do orfanato.
- Quem é você?
- Pergunta errada Sammy. O que é você?
O estômago revirou, fazia horas que não comia nada, estava fraca e esquizofrênica, nada que lhe agradava muito.
- Vão para o inferno seus idiotas!
- Olha aqui garota ou seja lá o que você for, não estamos para brincadeiras ok? Então você vai responder nossa pergunta ou vamos fazer picadinho de você.
O loiro metido a galante cuspiu as palavras segurando o rosto de Alex.

Ela riu alto ignorando a ameaça. Aquilo irritou Dean que descontroladamente deu um soco no rosto dela fazendo o nariz jorrar sangue.
- Dean!
Sam exclamou não mais reconhecendo o irmão.
- Essa vadia acha que me engana. É um demônio, só está preso nesse corpo Sammy!
- Seu idiota.
Ela cuspiu sangue no rosto de Dean que ia dar outro soco quando fora impedido por Sam.
- Podemos conversar?
- É claro!

Eles se afastaram e pareciam discutir algo quando o espírito que vinha ajudando Alex reapareceu, só ela podia vê-lo.
- São eles.
- O quê?
Sussurrou ela, já estava nas mãos de dois pirados que pensavam que ela era um demônio – o que em partes estava certo – imagine se eles soubessem que ela podia ouvir vozes do inferno e ver espíritos?
- Eles são os caras que vão te ajudar.
- Tem certeza? Por que olha bem para mim? Veja o que aquele pirado fez.
- Ai Deus! Não acredito que Dean fez isso.
- Eu não sei não, hein!
- Acredite em mim, são eles. Pode chama-los. São Sam e Dean Winchester, peça ajuda deles. Eles podem resolver seu problema.
- Eu não vou!
- Pare de ser teimosa.
- Eu não vou e não adianta insistir.
Agora Dean e Sam a observavam falar sozinha: - Além de demônia é doida, só o que me faltava!
O espírito continuou insistindo para que Alex perguntasse a eles.
- Como vou saber que são eles?
- Eu tenho certeza.

- O maluca já terminou?
- Já sim baixinho!
- Diga a eles que os conhece e precisa da ajuda deles.
Alex revirou os olhos e engoliu o orgulho antes de falar: - Olha, sei que estão pensando que eu sou algum tipo de demônio maluco, mas eu não sou ok?
- Nossa já me sinto melhor!
Dean ironizou mais um pouco e ela suspirou fundo: - Vai me deixar falar ou não?
- Dean, deixa ela terminar, por favor?
- Que seja!
- Como eu dizia, não sou um demônio. Sou... só alguém que foi amaldiçoada e que precisa de ajuda e um passarinho me contou que vocês podem me ajudar.
- Nós?
- É. Vocês são os irmãos Winchester né?
- É somos.
- Muito bem, eu estava em busca de vocês enquanto interrogava alguns demônios. Não sabia que eram vocês, se não tinha falado antes.
- Sei. E eu sou o coelhinho da páscoa, esse aqui é meu amigo papai noel! Faça-me um favor.  Está achando que tenho cara de idiota?
- Sinceramente bonitão? Sim, mas isso não vem ao caso agora
- Preciso da ajuda de vocês.

Sam encarou Dean que tinha uma expressão debochada no rosto.
- O que foi? Não vai me dizer que está caindo nessa Sam?
- Eu não sei, ela não parece mentir sobre isso.
- Eles não estão acreditando.
Falou ela, o espirito cochichou algo e ela disse: - Olha, a pessoa que me indicou vocês os conhece muito bem e é de confiança.
- Ah é? E quem foi que nos indicou? Lúcifer?
- Não seus bobinhos. Foi um espírito, ele diz que é amigo de vocês.
- Você falou com espíritos para nos encontrar?
Perguntou Sam curioso.
- Tecnicamente ele falou comigo, eu posso ver espíritos. Faz parte da maldição, ai ele me ajudou e me disse que vocês poderiam conseguir me tirar dessa...
- E deixa eu adivinhar quem foi, nosso pai?
Dean já tomado de raiva esbravejou, ela fez uma expressão confusa enquanto parecia ouvir algo e depois respondeu: - Não bobinho! Quem me disse para achar vocês foi o espírito de um cara chamado Bobby Singer. 



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