História Him - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~topkthsquad

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), TWICE
Personagens Dahyun, Jungkook, V
Tags Taekook, Top!taehyung, Vkook
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Palavras 6.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Já sabem né? Não me matem.

Capítulo 19 - Amizade


Dois meses.

60 eram os dias que haviam se passado desde o noivado. 60 era o número de dias fingindo sorrisos para todas as felicitações pelo noivado vindo de pessoas diferentes da faculdade. 60 eram os “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” que antecediam o “meu lindo noivo” em mensagens de celular, vindos de Dahyun.

Mas não chegava a 30 o número de dias que viu Taehyung. Não que estivesse contando – apesar de estar – mas queria entender porque sua vida era tão trágica. Mal trocavam mensagens de celular, já que Jungkook se sentia travado e sem assunto. Era como se tivessem voltado à estaca zero.

Zero mesmo.

As visitas noturnas eram esporádicas e grande parte das vezes, tristes. Acabam chorando durante alguns beijos que trocavam, fora que não conseguiam conversar direito. Dos menos de 30 dias, tentaram transar duas vezes, mas não conseguiriam porque Taehyung brochou.

Jungkook se preocupava com isso, não pelo sexo em si. O cunhado parecia mais fechado, no entanto, ele próprio não estava em diferente situação. Eram dois estranhos machucados por uma burrada que só se estendia e piorava.

Até quis terminar com o noivado uma semana depois, mas não conseguiu falar nada quando o pai lhe deu um relógio que havia sido do seu avô. O pai contava que o relógio era de família e era passado para o primeiro herdeiro que se casasse.

O próprio pai não ganhou o relógio, pois não se casou. Mas ganhou-o de herança, com o falecimento de seu velho e por ser filho único. O relógio de bolso era antigo, bonito e não funcionava mais. Era um objeto inútil que marcava 10:45 para todo o sempre, como se o tempo tivesse parado. No fim, Jungkook aceitou o presente, pois lhe fez sentido. Sua vida estava parada também.

Tentou terminar uma segunda vez e falhou miseravelmente novamente. Desta vez porque Dahyun surgiu feliz dizendo que havia marcado de ir experimentar alguns “bem-casados” com duas amigas. Ela estava tão empolgada que a pouca coragem que tinha se esvaiu como fumaça.

A culpa da terceira tentativa frustrada foi sua mesma. Ou melhor, da sua ansiedade que desceu para o intestino, soltando-o no mesmo instante que proferiu as palavras “Precisamos conversar”. Até aquele momento a conversa ainda não havia acontecido.

Era bombardeado por seus familiares por assuntos relacionados ao casamento. Junghyun lhe perguntava sempre que estavam sozinhos se ele daria seguimento ao casamento, já que havia lhe segredado que não amava Dahyun. Sentia que o irmão o pressionava para terminar e foi assim que Jungkook descobriu que não conseguia funcionar sobre pressão, ficando cada vez mais enrolado nos próprios pensamentos.

A mãe era outra que parecia bastante desgostosa com a ideia do casório. Tentava fugir da mãe mais do que fugia de Dahyun. A genitora sempre vinha com uns papos estranhos sobre como a comunidade gay crescia na Coréia, ou sobre a taxa crescente de divórcios.

Jimin parecia fazer piada da situação, dizendo para que ele evitasse se reproduzir, para não disseminar o gene da família. A tia, Sunhye, continuava com aquela feição indecifrável, mas pelo menos ela não enchia o saco, nem para um lado e nem para o outro.

A verdade é que nessa história sentia-se sozinho. Não tinha ninguém para conversar de maneira tranquila, expor o que sente e o que pensa. Falar de seus medos, suas raivas e seus desejos de vingança.

Jimin não se importava.

Sunhye parecia já ter morrido.

Junghyun o pressionava a terminar.

Dahyun lhe cobrava amor.

Soonyoung lhe presenteava com artigos familiares.

Jiwoo lhe soltava indiretas.

Taehyung se afastava.

Era isso. Não tinha ninguém ao seu lado. Ninguém que lhe ouvisse sem dizer nada, sem se intrometer em sua vida, sem lhe julgar. Não estava afim de saber se estava certo ou errado. Não queria saber se devia ou não se casar. Não queria tentar entender o lado de Taehyung e nem o de ninguém.

Só queria xingar e gritar e esmurrar coisas. Mas, em sua miserável vida, não tinha um amigo que prestasse. Tentava caçar em sua memória o que havia dado errado para não ter criado laços fortes com os colegas que fez em sua trajetória. Simplesmente não sabia.

[Hoje 19:47] Não se preocupe, não vou dormir em casa hoje.

E foi por isso que enviou a mensagem para sua mãe. Não queria ninguém enchendo seu saco. Não queria ninguém lhe questionando horário. Só não queria voltar para casa. Só queria poder afogar suas incertezas em paz. E já que ninguém poderia ouvi-lo, então que o copo o escutasse.

Entornou o soju para dentro do copo cheio de gelo, antes de beber do copo. Era a terceira garrafinha do início da noite. Pegou o celular novamente e abriu a conversa de Taehyung, voltando a ler a última mensagem que recebera.

[Hoje 12:14] Estou indo viajar com o Yoon. Quando voltar eu aviso.

— Vou viajar com o Yoon, pipipi popopo – falou com uma voz irritante para si mesmo, revirando os olhos, balançando o corpo todo de maneira desengonçada e bufando em seguida – Ridículo.

Fechou o chat mais uma vez sem responder. Mais um gole do soju entrou em seu corpo e reclamações mentais começaram a invadir seus pensamentos. Franzia o cenho com as próprias indignações, como se estivesse brigando com alguém de fato.

Mas que porra Yoon. Como esse apelido dos infernos lhe incomodava. Yoon para cá, Yoon para lá. Queria que Taehyung enfiasse o Yoon no cu. Onde que ele ia com o tal do melhor amigo do universo todo?! Será que iriam sair de lua de mel atrasada? Onde ficariam se chupando mutuamente? Inferno.

Queria esfregar a cara do Yoon no asfalto e jogar uma cadeira em Taehyung. Não, só uma cadeira não! Ele merecia apanhar com uma sala de jantar inteira. Além de inventar um casamento sem cabimento ainda ia comer o cu do Yoon querido, perfeito, que sabe pintar cabelos.

Jungkook bufou audível.

— Vou casar mesmo – reclamou sozinho – Ele vai ver só, vou esfregar meus filhos na cara do Yoon – bebeu de novo – Quero ver ele ter filho também – continuou bufando sozinho.

Abriu a porcaria da mensagem de novo. O ódio lhe corroía por dentro. Era assim, Taehyung lhe jogou para a irmã sem graça só porque não devia saber como dizer que ele não queria mais ficar consigo. Certeza. Entornou todo o líquido de uma única vez e levantou o dedo, indicando para o garçom que trouxesse mais uma garrafinha.

— Idiota – começou a xingar a tela do celular, visivelmente irritado – Viado, imbecil, brocha – disse e começou a rir sozinho – Brocha, verdade, é isso o que você é, brocha – elevou o tom de voz, sem se importar com o que poderiam ouvir – Kim fucking Taehyung é brocha, ai, que decepção.

O garçom lhe entregou a quarta garrafinha de soju e a abriu, rindo miúdo da situação.

 — Vem cá – chamou o garçom para perto e abriu a foto de Taehyung – Está vendo esse cara?

— Estou sim.

— Maior brocha da história – riu alto.

— Vai querer mais gelo? – disse segurando o riso.

— Não, vai no gargalo mesmo – levou a garrafa a boca, bebendo mais um pouco daquele líquido alcoólico.

Sentia o corpo começar a pesar um pouco, assim como os olhos, mas não ligava. Estava disposto e determinado a ficar jogado na sarjeta, abandonado. Quem sabe ele fosse abduzido, finalmente, por alienígenas?

Resolveu responder, cheio de uma coragem que não sabia de onde vinha. Talvez do ar.

[Hoje 20:17] Tá!

Riu satisfeito. Fora uma bela resposta. Isso mesmo. Ele merecia só duas letras. Saco. Ele também colocou uma exclamação. Taehyung não merecia a exclamação, no máximo merecia um ponto final. Tomou mais um pouco do soju. Estava meio mole e acabou se babando todo.

— Saco – reclamou e sentiu mais raiva ainda – Desgraçado, quero ver sua cara quando eu beijar sua irmã no meu casamento – brigou com o celular.

Bateu a testa na mesa, completamente tonto. Levantou a mão, pedindo a quinta garrafinha de soju.

Taehyung era ridículo. Isso. Não era bonito e nem legal. Era só feio. Aquela pinta no nariz era horrorosa, assim como as tatuagens. Principalmente o tigre no peito. Verde. Riu com a própria lembrança.

— Nem existe tigre verde – riu sozinho – Como ele é besta.

Começou a fantasiar o que ele e o Yoon deviam estar fazendo. Fez uma careta quando pensou que eles deviam estar se enrolando nos lençóis de um hotel chique e caro, em Paris. Nojento. O Yoon também não era nem um pouco bonito. Por isso se merecem. São dois feios, bêbados e fumantes.

A imagem de Taehyung fumando na janela de seu quarto na primeira vez dele surgiu em sua mente. Sentiu um ódio instantâneo invadir seu peito. Queria ter um motivo para odiá-lo naquela vez. Tentava focalizar em alguma coisa, qualquer coisa. Felizmente perdeu seus pensamentos quando a outra garrafinha chegou.

Abriu um sorriso largo para o garçom, que não parecia tão atraente quando chegou. Levou a garrafa aos lábios numa tentativa frustrada de seduzi-lo. O viu se afastar lentamente e soltou o peso do corpo na cadeira. O mundo começava a girar em torno de si.

— Moço – gritou o garçom – Moço, homem, grande, você – balançava a mão de maneira descontrolada.

O garçom chegou perto de si e perguntou sobre o que ele precisava.

— Jukebox, tem? – perguntou meio enrolado.

— Vai querer quantas fichas?

— Todas, não, dez – começou a rir.

O garçom se afastou do estado deplorável de Jungkook em plena quarta-feira. Retornou depois de um tempo trazendo dez fichas para a máquina de música. Jungkook sorriu agradecido e se levantou meio cambaleante, levando consigo a garrafa de soju.

Chegou até a máquina que estava em silêncio ainda e selecionou a primeira música: Sexy and I Know It. Começou a dançar descontrolado, tentando cantar a música, errando em várias partes. Em sua cabeça imaginava-se em uma balada bem frequentada. Ele era paquerado e Taehyung o olhava com ódio.

Estava dando seu troco finalmente.

Bebia do líquido de sabor característico, mais derrubando do que bebendo de fato. Estava começando a perder o controle. O garçom lhe serviu mais uma garrafa à seu pedido.

A segunda música MmmYeah começou após coloca-la. Não sabia a letra, já que a escolhera por conta do nome. Imaginou que fosse algo bem sensual, para continuar sua vingança imaginária. Não era muito, mas deu para o gasto.

A próxima, Shut Up and Drive, cantou usando a garrafa de microfone. Falava coisas desconexas e mal sabia mais o que estava cantando. Errava o refrão e ria quase descontrolado. Taehyung era um filho da puta. Isso sim. Ele que ficasse lá com o Yoon querido e amado. Que se casasse com ele, porque ele sim devia ser o mais importante da galáxia.

Mentiroso.

 Gritava ao som de Scream & Shout. Pediu mais uma. Já havia perdido a conta. O importante era extravasar toda a frustração de sua vida. Lembrou-se do casamento. Lembrou-se do noivado. O que automaticamente o remeteu aos beijos proibidos na cozinha.

A música agora não o animava mais e o corpo parecia perder energia. Lembrou-se do cuidado do tatuado para consigo. Dos toques cuidadosos, da voz grossa, do olhar intenso e do sorriso. Que sorriso. Sorriso este que agora custava a aparecer.

A melancolia crescia com o fim da música agitada. Mais uma ficha. Black. Estava com vontade de ouvir essa música mesmo. Não que o álcool estivesse começando a deprimir seu sistema nervoso central. Não mesmo. Era só. Vontade.

Vontade de ver Taehyung sorrindo para si de novo. Sorrir de maneira verdadeira e não forçada ou triste como nos últimos tempos. Vontade de tê-lo enroscando-se consigo entre os lençóis de sua cama. Vontade de ouvir ele se gabando dos exercícios de matemática.

Era vontade de estar perto dele.

Vontade de dizer que o amava e que não se importava com nada. Seus erros e bagunças consertavam sua vida, era isso que queria dizer. Olhar nos seus olhos e dizer que ele não era a primeira coisa mais importante em sua vida, mas que sim era A pessoa mais importante. A única.

Queria conversar com ele. Dizer o quanto sentia falta da sua pele, do seu beijo com gosto de cigarro, que já não aguentava mais sentir o sal das lágrimas de ambos se misturando na saliva deles.

Mais uma música. Fools.

Porque era assim que se sentia afinal. Um tolo.

Um idiota por ter caído nos encantos da versão tingida de vermelho do cunhado, que pintara os cabelos de roxo a seu pedido. Ele não podia ter feito isso. Não podia ter sido tão cuidadoso consigo.

Começou a chorar. Não bebia mais o soju, apenas segurava-o nas mãos tristes.

Era para ele continuar sendo o Taehyung grosso, que o assediava a contragosto. Que o provocava de maneira irritante. Não era para ele ter lhe mostrado a sua parte mais bonita. Não queria conhecer os sonhos e os medos do outro. Não queria sonhar todos os dias em vê-lo de jaleco.

Odiava o apelidinho que tanto amava.

Odiava o cuidado que o outro teve quando decidiu se entregar completamente, assim como odiava ter gostado de transar com ele. Taehyung lhe mostrou um novo mundo, não só de prazer, mas de amor.

E o amor doía.

E muito.

Era muito diferente dos filmes que via com Dahyun. Não tinha nada de engraçado naquilo. E o final estava longe de ser feliz. Só queria não ter sido tolo o suficiente para se apaixonar. Não queria ter entregue seu coração, seu corpo e sua alma nas mãos daquele que sem dúvida merecia tudo isso e mais um pouco.

Mais uma ficha se foi e a música escolhida foi No Surprise. Nada melhor do que Radiohead para destruir o resto que havia sobrado de si.

Agora as lágrimas rolavam sem pudor. Sofria. E então percebeu que ainda estava sozinho. Bêbado. Deprimido. E sozinho.

Enquanto Taehyung devia estar se divertindo, ou até mesmo se lamentando, com Yoongi em algum lugar do mundo. Limpou o nariz com a manga da camiseta branca que usava e pegou o celular.

A saudade gritava em seu peito de maneira desesperadora. Queria xingar e queria se declarar. Queria muitas coisas. Mas acima de tudo, queria ouvir a voz de Taehyung. Resolveu ligar para ele.

Jungkookie?

Ficou em silêncio. Queria falar e queria desligar. O coração acelerado não sabia como reagir. Planejou ligar. Planejou um monte de frases, mas tudo desapareceu ao ouvir a voz do cunhado do outro lado da linha.

Está aí? Estou ficando preocupado.

— Estou – respondeu baixinho.

O que foi? – perguntou visivelmente preocupado.

— Onde você está?

Eu disse que precisava viajar com o Yoon.

— E como está aí? – sua voz saiu enrolada.

Onde você está?

— No bar.

Com quem?

— Sozinho.

Céus, Jungkookie, você é fraco com bebidas, quem vai te buscar?

— Eu só queria dizer que – começou a chorar – eu od…

Sentiu o celular ser puxado de sua orelha. A ligação foi encerrada. Começou a chorar e deitou a cabeça na mesa.

— Chega por hoje – a voz de um homem lhe falou.

— Por que não me deixou falar que eu o odiava?

— Porque você está em um estado deplorável e vai por mim, amanhã se arrependeria até o último fio de cabelo – sentou-se a mesa – Tome, guarde – entregou o celular.

Jungkook olhou o desconhecido, tentando focalizar o seu rosto, querendo puxar em sua memória algum traço mnêmico que o fizesse lembrar de quem se tratava.

— Acho que você não me conhece, mas eu te conheço – disse apoiando o rosto na mão.

— Você é do FBI? – falou enrolado.

— Não – riu.

O celular de Jungkook começou a tocar. Taehyung estava lhe ligando. Olhou para o estranho, para o celular e para o estranho novamente.

— Não atenda – disse firme – Vai por mim.

— Você conhece ele? Acho que ele é o amor da minha vida – voltou a olhar para o celular.

— Péssimo gosto para amor da vida, se bem que, eu não tenho um gosto muito bom também.

— Ele está viajando para chupar o pau do amiguinho querido dele – revirou os olhos.

— Sinceramente, eu espero que ele não esteja fazendo isso – disse sério – Senão eu arranco aquele mini pintinho do Yoon com o alicate – falou com um sorriso cínico no rosto.

— Yoon – bufou – Yoon? – olhou confuso para o garoto à sua frente.

— Yoongi, o amigo do Taehyung.

— Quem é você?

— Jung Hoseok – estendeu-lhe a mão – Pode me chamar de Hobi, Jungkook.

— Espera – começou a rir alto – Mini pintinho?

— Ele tem outras habilidades – cruzou os braços sustentando um sorriso divertido no rosto.

— Ah, eu não acredito que meu inimigo tem pau pequeno – quase gritou.

— Fala baixo – tocou os braços de Jungkook – Se ele souber que eu te contei ele vai me engolir, e não é do jeito bom.

— Desculpa – levou as mãos a boca. O humor estava lábil demais, já estava feliz de novo, culpa do álcool.

— Tudo bem, mas o que acha de sairmos daqui? Esse lugar é meio nojento e deve ter insetos horríveis – disse com nojo.

— Mas quer onde?

— Fui abandonado pelo namorado por causa do meu inimigo, nada mais justo do que a gente sair para se divertir um pouco, já que o seu crush viajou com o seu inimigo – disse simples – Aliás, me diz que o pau dele é pequeno, também quero rir dele.

— Isso não posso dizer, ele é grande sabe, e meio grosso assim – tentou demonstrar no próprio braço.

— Aí, sério? – levou um dedo à boca, começando a roer o canto da unha – Tomara que o Yoon não sinta vontade de chupar ele, aí, agora estou preocupado.

— Não se preocupe – bateu na mão do garoto, retirando o dedo dele da boca – Ele é meio brocha, sabe?

— Não acredito – bateu uma palma e riu alto – Aí, sabe como é né?! Melhor um pequeno trabalhador do que um grande idiota.

Jungkook riu escandalosamente com a fala de Hoseok e se levantou, guardando o celular que já contava com quatro ligações perdidas de Taehyung. Pagou a conta e saiu com o novo colega.

{…}

Entrou no apartamento de Hoseok, que era amplo e muito organizado. Jungkook sentia-se ainda meio zonzo por causa do álcool. Sentou-se no sofá de couro branco e almofadas coloridas. Bebericou uma xícara de café que lhe foi servida pelo dono da casa.

— Tem uma balada legal aqui perto – disse entrando em um cômodo – Eu devo ter alguma roupa que te sirva.

— E como é essa balada?

— Gay, oras.

— Mas eu não sou gay – retrucou.

— Claro que não – riu debochado e jogou uma camiseta que era metade de uma estampa e metade de outra – Mas tem músicas ótimas e drinks gostosos.

— Que camiseta maluca é essa? – retirou a própria camiseta.

— Tendência ela, não? – trouxe um perfume – É alérgico? – negou com a cabeça e sentiu o líquido perfumado tocar a pele de seu pulso e atrás de suas orelhas – Yoon é chato e odeia a maior parte das minhas roupas.

— Vocês namoram a muito tempo?

— Namorar de verdade, com pedido e tudo? – calçava um tênis branco.

— E tem outro jeito de namorar?

— Tem o jeito do Yoon, tipo, sem pedir em namoro e ficar cobrando as coisas. Às vezes me pergunto porque ainda estou com ele.

— Pelas habilidades? – riu.

— E pela comida. Ele cozinha bem, viu?! Enfim – sorriu delicioso – Que bom falar enfim e não levar um xingo, aí, enfim, enfim…

— Está maluco?

— Yoon odeia a palavra enfim, mas, enfim – riu – ele é muito chato. Estamos namorando com pedido e tudo há uns seis meses, mas o siricotico todo tem uns dois anos ou mais.

— Ele e o Tae saíram do mesmo saco.

— Sim, foram cagados, provavelmente – levantou-se – estamos lindos. Vou tirar uma foto nossa arrasando na balada e mandar para o Yoon.

— E onde eles foram? – acompanhou Hoseok até a saída do apartamento.

— Coisas do Taetae – revirou os olhos fazendo uma voz irritante – Não faço a mínima ideia – trancou a porta e chamou o elevador – Não me meto mais. Sabe, Jungkook, os dois vivem se levantando e se jogando na lama.

— Eles já foram namorados, é?

— Daquele jeito do Yoon – abriu a porta do elevador – Mas não deu certo porque os dois são ativos, sinceramente, o Tae nem ia se incomodar se fosse o passivo – riu de novo.

— Céus, Hobi – riu junto.

— Estou com raiva – se justificou, saindo do elevador.

Chamaram um táxi e foram o caminho todo conversando sobre a vida de um de outro. Hoseok era muito divertido e alegre. Jungkook ainda sentia o efeito do álcool, apesar do gosto de bebida velha na boca, e por isso estava mais soltinho e falante.

Chegaram a balada, que tinha como tema da festa de quarta-feira, as divas do pop americano. Hoseok estava animado e já dançava na fila, por causa da música que vazava de dentro da festa.

— Já foi em balada gay?

— Não.

— Essa é ótima, a única que funciona a madrugada toda em dias de semana – olhou cheio de expectativa – Não tenha medo, é só não retribuir os olhares, a não ser que queira experimentar outras bocas.

— Acho melhor não, já estou muito enrolado estando noivo e apaixonado pelo irmão da noiva.

— Aliás, e essa história?

— Do casamento? – Hoseok confirmou com a cabeça – Coisas do Taetae – riram juntos.

— E você acatou? Simples assim? Ah claro, você quer que eu desencalhe sua irmã, então eu caso? – parecia indignado.

— É – respondeu meio envergonhado.

— Nossa ele acha que ele é o que? A pica dourada? Mas, e você, porque aceitou esse absurdo?

— Acho que nem eu sei responder isso, só fiquei sem ação e estou empurrando com a barriga.

— Ah, mas eu levaria esse casamento até o fim.

— Como assim? – perguntou surpreso.

— Sim, ele não quer sofrer? Que sofra. Que veja você entrar na igreja todo bonito. E sabe o que eu faria ainda?

— O que?

— Diria não, na frente de todo mundo, aí a sonsa da irmã dele ia sofrer e ele ia sofrer duas vezes, ai eu saía da igreja todo lindo, fino e solteiro.

Jungkook riu de Hoseok, ele era tão natural.

— Desculpa, Jungkook, mas o Taehyung é um idiota 90% do tempo. É essa palhaçada a vida toda, Dahyun para cá, velha chata para lá, Dahyun isso, ah… já falei para o Yoon que ele precisava fazer terapia, até peguei indicações com minha terapeuta, mas ele é tão cabeça dura quanto o Yoon.

— Você faz terapia? – perguntou sério.

— Você acha que eu aturo o mal humor do Yoongi como? – sorriu – Prometo que depois conto tudo, mas prefiro falar mal do meu namorado hoje, é mais divertido e estou irritado com ele.

Sorriu para Hoseok. Seria essa uma oportunidade de ter um amigo? No fim, Taehyung lhe proporcionava – mesmo que indiretamente – novas experiências, como ir à uma balada gay com o namorado daquele por quem roía as unhas de raiva.

Foram revistados na entrada da casa noturna e em seguida adentraram o local pouco iluminado. Para acessar a pista de dança e os bares, precisavam descer uma escada velha de metal enferrujado, que devia fazer muito barulho, mas que não podiam ouvir devido a música alta que tocava: Welcome to St. Tropez.

— Hobi – gritou, mas foi ignorado pelo garoto que descia cheio de gingado e passos de dança que eram feitos apenas com os braços. Seguiu o rapaz e quando terminaram de descer pegou o braço do garoto e se aproximou de sua orelha. Imediatamente Hoseok tampou a orelha com o dedo, com a finalidade de diminuir o ruído da fala do outro – Você não disse que eram músicas de divas do pop?

Hoseok levou o próprio dedo até o ouvido de Jungkook, para protege-lo também.

— É tipo um especial, antes de começar toca umas eletrônicas house, você vai gostar – gritou perto de sua orelha – Vamos beber algo, vem – pegou na mão de Jungkook e o direcionou entre os corpos dançantes para alcançarem o bar.

Jungkook estava estranhando o local. Não parecia uma boate gay, a não ser pela quantidade exagerada de homens mais fortes de regata colada no peitoral. Riu consigo mesmo, Taehyung era muito gay.

Chegaram ao balcão que estava relativamente vazio. Hoseok curvou o corpo todo em cima do balcão de mármore, ficando com a bunda quase toda para cima. Jungkook olhava a cena com o cenho franzido. Fez uma varredura visual, vendo alguns casais de meninos e meninas flertando discretamente. Na pista – que não se diferenciava do resto da balada – pessoas dançam descontroladas ao som de S&M.

Hoseok pegou as cervejas e desceu completamente descontrolado. Pela leitura labial, Jungkook entendeu “Rihanna diva”. Sentiu o corpo ser puxado agressivamente para o meio daquelas pessoas que balançavam as suas cabeças de uma maneira engraçada. Recebeu a sua lata de cerveja e bebeu, ainda tentando o que devia fazer.

Começou a observar Hoseok. Ele dançava bem. Aliás, ele dançava muito bem. Seus movimentos saiam fluídos e ritmados. Jungkook podia estar muito errado, mas podia jurar que o outro sabia dançar.

Hoseok, segurando sua cerveja, estendeu a mão livre para Jungkook, pedindo com os olhos para que se juntasse de si para dançar. Ele, por sua vez, deu mais um gole na cerveja e correspondeu ao pedido do outro.

Segurou em sua mão e logo começaram a dançar juntos. Sem desfazer o contato visual, sorriam um para o outro. Estavam conectados naquele momento. Jungkook deu mais um gole, e sentia que o álcool descia por sua garganta levando consigo um pouco mais de sua vergonha de estar ali.

Juntou o seu corpo ao do outro e começaram a dançar juntos, em movimentos sensuais e controlados. Hoseok provocava-o, alisando seu rosto, findando a carícia em sua boca. Riu em seguida, e aproximou a boca de sua orelha, enquanto Applause começava.

— Somos irmãs, viu?! Não gosto de enfiar nada em ninguém, mas olhe – guiou o olhar de Jungkook para homens que o secavam – Não tem vingança melhor do que se sentir desejado – separou-se e piscou um único olho – Mesmo que eles nunca saibam – Jungkook entendeu por leitura labial.

Então era isso. Ia se vingar internamente de Taehyung. Quem ele pensava que era? A pica dourada? Não, não era. Ele tinha ensinado Jungkook a provar da fruta que mais gostava, mas não era o único que poderia o desejar. Hoseok estava certo. Aquilo faria bem para seu ego afinal.

Usando de todo o seu conhecimento de dança, se envolveu com a música. Hobi o acompanhava, como se fosse seu companheiro de dança há anos. Tocavam-se e divertiam-se retirando mãos atrevidas que queriam alisa-los.

— Vamos morrer de dançar hoje – Jungkook ouviu devido a proximidade de seus corpos.

— Você dança muito bem.

— Dou aula em um estúdio.

Jungkook afastou-se brevemente fitando o novo amigo – isso, amigo, já o considerava assim devido a taxa alcoólica em seu sangue – nos olhos.

— Sério? – disse se reaproximando.

— Sim, mas não me formei como você, sempre fiz cursos livres.

Chantaje começou e Jungkook sorriu e Hobi o acompanhou.

Puxou Hoseok para uma salsa sensual. Ele era bom. Esfregavam-se, arrancando olhares e suspiros dos outros frequentadores do local, que timidamente abriam uma roda para os dois. Eles quase se estavam em uma apresentação particular.

Os corpos se ritmavam. Jungkook estava feliz, pela primeira vez desde a ideia maluca de casamento de Taehyung. Não sabia o que ia fazer da sua vida no dia seguinte, mas tinha certeza que naquela noite, pelo menos naquela noite, morreria de dançar e se divertir.

No meio da salsa super caliente, dois homens se aproximaram cheios de técnicas. Cada um retirou um deles para continuar a dança. Jungkook olhou quase em desespero para Hoseok que só lhe disse sem sono “aproveita” antes de rir.

O rapaz com quem dançava era um pouco pior do que o amigo – o corpo era meio duro – e Jungkook percebeu que ele inventa desculpas para se esfregar em si. Mas ele era dançarino profissional, apesar de ainda não ter diploma, e deu um jeito para comandar a dança, mantendo aqueles movimentos pervertidos longe de si.

Foi salvo por Peacock e um pulo do outro em cima de si. Hobi lhe abraçou por trás, ficando próximo de sua orelha.

— Eles são bonitos – disse simples – depois dessa música a gente pede uma bebida para eles, tira uma foto com eles e dá um perdido fenomenal.

Jungkook riu com o plano maléfico do rapaz que já parecia bêbado com uma única cerveja. Os dois continuavam os cercando como dois urubus. Hoseok continuava interagindo consigo apenas. Dançando como se não houvesse amanhã.

A música acabou e os dois se encaminharam para fora da pista. Jungkook olhou de soslaio e viu os dois rapazes o seguirem.

— Eles estão atrás de nós – disse meio temeroso.

— É claro que estão, ativos são tudo essas carniças – sua voz saiu confiante. Hoseok devia estar acostumado com esse tipo de situação.

Viu o outro se encostar no balcão como se nada estivesse acontecendo e preferiu imitar o ato. Viu os dois rapazes se aproximarem. Hoseok abriu um sorriso enorme. Tão cínico.

— Vocês dançam bem – um deles disse.

— Trabalhamos com isso – Hoseok respondeu.

— E por que saíram de lá?

— Sede, mas – fez uma cara pedinte – Nossa comanda ficou no guarda volume – Jungkook sorriu, abaixando a cabeça por conta da cara de pau do rapaz.

— A gente paga para vocês – o outro da dupla disse – O que querem?

— Hum – Hoseok pegou o cardápio – Vamos de quatro doses de tequila?

— Você quem manda.

Jungkook arregalou os olhos ao ver um dos caras estender a comanda para o barman e pedir quatro doses de tequila ouro, que foram servidas em seguida. Nunca tinha tomado aquela bebida. Viu Hoseok colocar sal em cima do limão e repetiu seus atos. Viu o outro pegar o copo com uma mão e o limão cheio de sal com a outra.

Arriba, abajo, al centro y adentro – as palavras eram acompanhadas com movimentos da mão, que levam o copinho de dose para cima, para baixo, para o meio e finalmente para a boca.

Sentiu o líquido rasgar a sua garganta e repetiu o ato do outro, que chupava o limão salgado. O líquido esquentou todo o caminho em que percorreu, da faringe ao estômago. Mas na verdade sentia que o álcool sequer havia descido. A sensação que tinha era que o líquido havia subido direto para a cabeça.

— Vamos tirar uma foto – Hoseok gritou e os quatro se juntaram, ficando bem pertinho. Os olhos vermelhos e os sorrisos largos denunciavam o nível sérico do etanol – Obrigado, meninos.

Riram os quatro em conjunto. E então sentiu um pequeno desespero, ao perceber que ambos os rapazes se aproximavam felinos, prontos para atacar. O corpo paralisou e as extremidades estremeceram. E foi nesse momento que sentiu a cabeça ser puxada por Hoseok, que lhe beijou tímido, em um selinho casto, que logo se findou.

— Somos um casal de relacionamento fechado – pegou na mão de Jungkook que ainda estava assustado – Desculpa se transparecemos outra coisa, mas obrigado pela tequila – e antes que eles falassem alguma coisa, sentiu seu corpo ser puxado de volta à pista de dança.

Man! I Feel like a Woman! estava pela metade quando começaram a dançar. Jungkook ainda estava confuso com o que havia acontecido. Claro que não havia beijado Hoseok de fato, mas aquilo já era algo. E uma estranha sensação de liberdade tomou conta de si.

Passageiro ou não, sentia-se livre. Livre de Dahyun. Livre de sua família. E principalmente livre de Taehyung.

Dançou com Hoseok muito mais. Não beberam mais. Apenas dançaram e se divertiram provocando os dois caras que ainda os queriam. Jungkook nunca tinha se sentido tão bem em sua vida, tão leve e tão feliz.

Ficaram no local até serem expulsos – literalmente!

Hobi lhe disse que conhecia um bom local para o café da manhã – visto que já se passava das sete da manhã. Checou o horário no celular, ignorando as ligações perdidas de Jungkook.

— 32 – resmungou para Hoseok, com olheiras fundas e feição cansada.

— O que? – perguntou confuso, sentando-se à mesa da padaria meia boca onde estavam.

— Ligações do Taehyung – completou antes de bocejar.

— Então deve ter 40 do Yoon – retirou o celular do bolso e riu – 75 ligações e muitas mensagens perguntando sobre os carinhas da foto – riu alto, chamando a atenção do atendente.

— Você não tem medo dele terminar com você?

— O Yoon? – debochou – Quem mais vai dar a bunda para aquele projeto de pênis? Não, Jungkook, vou te ensinar uma coisa…

Foram interrompidos pelo atendente que retirou o pedido dos dois.

— Voltando – olhou-o com os olhos cansados – Ativos se acham, e se a gente não põe eles na linha, vamos terminar esfregando cuecas sujas. O Yoon sabe muito bem o que vai perder se me deixar.

— E o que ele vai perder? – perguntou curioso.

— Um homem que além de amá-lo é gostoso na cama dele, e de outros se ele vacilar.

Jungkook riu tímido com a fala do outro, mas continuou o olhando.

— Escuta, o Taehyung não é o único cara bacana do mundo.

— Mas eu o amo.

— Eu sei, mas não deixe ele saber disso, não fica lá alimentando o ego dele não. Se valorize menino.

— O que você acha do casamento? – perguntou receoso.

— Uma palhaçada – parou de responder quando o atende os servia. Agradeceu o rapaz e esperou que ele saísse para continuar – Mas eu iria até o último momento.

— Sério?

— Sim, se eu tivesse concordado com isso de primeira, coisa que eu não faria, eu iria até o fim, nem que fosse para mostrar para ele que ele deve medir suas ações antes de propor maluquices para mim.

— Sabe – disse enquanto adoçava o próprio café – Eu tentei terminar, mas não tive coragem – falou entristecido.

— Jungkook – falou suave – Você tem a vida toda pela frente, se está em dúvida, case oras! Ser divorciado não é a pior das coisas.

— Tenho medo de um monte de coisas.

— Do que?

— De ver ele seguindo em frente… de não conseguir terminar com Dahyun no futuro… e… de realmente gostar dela um dia e descobrir que tudo isso foi uma aventura mesmo – foi sincero. Sentiu as mãos de Hoseok segurarem as suas e um sorriso fofo surgir no rosto dele.

— Não tem como saber o que vai acontecer, mas posso dizer que tive uma noite muita boa com você e que eu quero estar do seu lado daqui para frente, independente da sua decisão – olhou para cima brevemente – Se for se casar com ela porque não sabe o que fazer, case, e pelo menos gaste o dinheiro de Taehyung, vai por mim, ele merece – riu bonitinho.

Com certeza Jungkook não sabia o que fazer, no entanto, agora sentia-se confortado, ouvido e acolhido. Poderia parecer pouco nos olhos dos outros, mas para si era uma conquista imensa que aquecia seu peito e acalantava seus desesperos.

{…}

Viu Hoseok destrancar a porta do apartamento no mesmo instante em que desligava uma ligação que havia feito para sua mãe, já que queria avisa-la sobre seu paradeiro.

— Ué – Hobi falou confuso e entrou no apartamento, sendo seguido por Jungkook.

Os olhos do mais novo arregalaram quando viu Yoongi e Taehyung sentados no estofado branco, um de cada lado, adormecidos.

— Eu vou matar ele – Hoseok resmungou para Jungkook antes de se direcionar até o namorado e o acorda-lo com uma almofadada – O que está fazendo aqui?

— Hobi – falou meio sonolento – Onde você estava?

Jungkook viu Taehyung se remexer, mostrando que estava prestes a acordar.

— Coisas de Jungkook – respondeu cheio de ironia – O que vo-cê está fazendo aqui?

— Eu tenho a chave, lembra?

— Mas isso não te dá direito de entrar aqui quando não estou, é um-dois para você transformar minha casa no chiqueiro que você vive! – quase gritou, completamente irritado.

— Mas eu fiquei preocupado.

— Comigo? – fez drama levando a mão no peito – Ou com os delicinhas que nós dois conhecemos?

Taehyung franziu o cenho e fitou Hoseok e depois Jungkook. Yoongi ficou sem palavras.

Jungkookie… – levantou-se rapidamente, aproximando-se do cunhado.

Sentiu o corpo estremecer com o tom manhoso de Taehyung, mas antes que pudesse pensar em responder, Hoseok rapidamente se moveu, puxando o corpo de Jungkook para perto de si.

— Vocês não iam viajar? – disse claramente alterado.

— Hobi-hyung… – Taehyung tentou falar.

— Nada de hyung, você não tinha que estar sei lá eu onde? Então vão para lá.

— Mas amor… – Yoongi tentou intervir.

— Mas amor é o caralho, eu e Jungkook dançamos muito e estamos cansados. Fora daqui os dois! – gritou e Jungkook riu tímido, levando a mão à boca enquanto via o rapaz expulsar – literalmente – os dois corpos para fora do apartamento – E Yoon, o Jungkook tem o pau maior que o seu – quase cuspiu as palavras cheio de raiva, antes de fechar a porta e começar a rir, abafando o som com a mão.

— Pegou pesado – comentou.

— Ah, que folga – trancou a porta, passando o trinco de segurança – Tenho certeza que eles não voltariam da lua de mel se estivéssemos tristes em casa. Machistas! – caminhou em direção à Jungkook, ignorando a campainha que soava insistente – Só vieram porque mandamos a foto com dois mega gatos, vem, vamos dormir, deixa eles mofarem na porta.

Jungkook o acompanhou, totalmente satisfeito e realizado. Deitaram na mesma cama, usando apenas as camisetas e as cuecas. Conversaram sobre muitas coisas, a maioria ligada à balada e passos de dança, até pegarem no sono, o que não demorou muito.

Agora, ele tinha um amigo. Não estava mais sozinho com suas angústias.


Notas Finais


Não tá do jeito que você sonhou? Poxa, que pena. Mas eu sei como é, eu mesma, sempre quis ser uma Kardashian, mas sou só uma Flávia normal. Infelizmente as coisas não são como a gente queria em 99% do tempo.


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