História História 5 - Mudanças - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Criação Original, Drama, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.212
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - OneShot


Fanfic / Fanfiction História 5 - Mudanças - Capítulo 1 - OneShot

A cinco anos atrás eu era outra pessoa. Somente mais uma garota 'normal' no primeiro ano do ensino médio. Sagakie foi onde eu estudei o primeiro, segundo e terceiro ano após meus pais morrerem, até por que, eu não tinha dinheiro para pagar algo melhor. O dia vinte e quatro de julho de dois anos atrás seguia normalmente, estava sentada na sexta cadeira da última fileira à esquerda, como sempre fazia, a professora Susana passava o conteúdo para a prova de Química, que já se aproximava, então, com medo, todos permaneciam em silêncio, fora, claro, os sempre presentes "grupinhos da conversa".

Quebrando o meio silêncio impregnado na sala, ouvisse batidas leves na porta, logo o responsável, adentrando o ambiente juntamente com um misterioso acompanhamente, era a coordenadora geral e ela trazia com sigo o que se acreditava ser um novo estudande, e como esperado, era isso mesmo, Kairo Mizukalya, um aluno transferido, esse, que logo ganhou a atenção do público feminino por sua transferência não vir de qualquer escola da região, e sim, da Itália. A identificação dele era de nacionalidade italiana, mas por sua aparência, chutava que seu pai ou sua mãe era japonês. Não podia negar, era de dar inveja, ele possuia cabelos vermelhos e tinha uma franja  virada para a esquerda que cobria parte de seu rosto, e seus olhos, bom, os olhos quebravam o clima pesado oferecido pela cor do cabelo, pois estes eram azul marinho, mas por mim, eles eram e ainda são mais verdes que azul. Talvez, possa comparar a uma esmeralda, isso! Isso mesmo. Enquanto isso, eu estava lá, hipnotizada pela beleza do novo estudande que a partir daquele dia, sentaria ao meu lado.

E os dias passaram-se, faltava uma semana contada para a prova que aparentemente seria a mais difícil da minha vida. Aquele dia cheguei o mais cedo possível, entrei na sala vazia e me pus a estudar, em casa, as coisas seguiam difíceis, mal tinha tempo para estudar, isso por causa do trabalho e os afazeres. Com o tempo, concluía de ler as cinquenta páginas do capítulo, olhando para o teto descansava a minha mente, até que ouço uma voz rouca, essa, um tanto familiar.

- Está estudando ou visitando a lua?

- Ah, Mizukalya-kun, era você. - Reconheci o popular garoto após virar-me para o lado. - Eu... Já terminei de ler.

- Kairo, é horrível ser chamado pelo sobrenome, odeio esse costume japonês.

- Ah, sim. Desculpe, mas então, o que faz aqui tão cedo?

- Nada de especial. Só não estava confortável em casa.

- Entend-

A interrupção causada pelo sino alertando o início das aulas nos tirava da conversa repentina, principalmente, após o garoto ser tomado pelos braços das outras meninas. Eu me sentia desconfortável com isso, portanto, tentava simplesmente não formar laços, não sofreria por alguém novamente, não tão cedo assim.

Aos terminos das aulas, caminhava devagar para casa, lugar que não me era nada confortável, por ser terrivelmente solitário, não que a escola não fosse, mas lá, pelo menos tinham vozes ao redor. Não sei o motivo do Kairo não gostar da sua residência, mas seja lá qual for, no fundo, eu o entendia. Mas espera? Por que já o estou chamando assim? Só por que ele me pediu? Não, pare, você não é assim Sayka, não é. Respirando fundo adentrava o sóbrio local. Me jogando na cama ainda com o uniforme dormia calmamente, até sonhos perturbantes invadirem minha mente, lembra-me dos meus indo embora e não voltando mais, lembro do meu primeiro amor, Mia Tadokoro, ele me alegrava, me fazia sorrir, ele me deu novamente vontade de viver, mas o mundo também tirou ele de mim, não, pessoas tiraram, pessoas más...

Sem perceber eu já me via acordada, sentada na cama, engasgando em lágrimas e me abraçando com a esperança de fazer meu peito doer menos. Eu precisava ser forte, sabia disso, mas não podia evitar, a dor ainda era forte demais. Não consegui me acalmar até o horário de ir para a escola chegar, então fiquei em casa, lendo livros, ouvindo música eletrônica e, cozinhando um bolo de chocolate. Já era tarde e eu tinha acabado de tirar ele do fogo, estava bonito, mas muito quente, fui ao meu quarto trocar de roupa, sairia um pouco para respirar ar puro, era o tempo para o bolo esfriar.

Uma blusa branca sem mangas, um short jeans curto e botas de couro. Nada de especial, não passaria muito tempo na rua, então saí sem rumo, apreciando o clima frio. Não olhava por onde ia, somente focando-me no  chão molhado pela chuva que caiu mais cedo e, curtindo o barulho das minhas botas se chocarem nas poças, mas algo me fez olhar para frente, agora já não vacilava mais, aquela voz rouca era do Kairo, ele gritava no telefone chorando, como se odiasse seja lá quem estivesse do outro lado. Fiquei imóvel, até que ele desligou o aparelho e olhou para mim secando as lágrimas livres.

- Está tudo bem? - perguntei preocupada.

- Sim, suma daqui. - ele respondeu nitidamente envergonhado.

- Não, nem sei por que perguntei, você não está bem, aquilo não foi uma ação de quem está bem, venha à minha casa, fiz um bolo de chocolate.

E ele realmente não estava bem, por que aceitou meu pedido, o grosso, mulherengo e popular garoto da escola simplesmente aceitou o que eu disse sem me esfolar de comentários provocativos antes. Ficamos conversando a noite toda e comemos metade do bolo, os comentários foram aceitáveis como; por que não moro com meus pais, por que tenho o cabelo branco e outras coisas aleatórias. Ele era um garoto interessante, tanto que eu jurei para mim mesma, que no nosso próximo tempo, as perguntas seriam sobre ele e não sobre mim. Isso não vinha à acontecer tão cedo, mas na escola, as meninas morriam de ciúmes, por que Sayka Kizuna e Kairo Mizukalya eram melhores amigos.

-

Dois anos passaram como vento, ainda me lembro de como foi aquela prova de química, nem sei como consegui passar por média, mas aqui, estou no terceiro ano do ensino médio!

- Sayka?

- Ah! Kairo! Chegou cedo.

- Não, vamos entrar antes que o sino toque.

Ah, ele continua o mesmo, nem sei como desenvolvi algum sentimento por ele, eu tentei evitar, fiz uma parede na minha frente mas Kairo à destruiu com a conversa que tivemos na última férias da escola, ele sabe do meu passado e me ajuda dês de então e, eu também sei sobre ele, sei que seus pais o tratamento como lixo e como sua mãe trai o seu pai, talvez seja daí que saiu o lado mulherengo dele, ri baixinho mesmo me sentindo deconfortável sobre a razão do riso, mas o mundo mudou, está tudo mais confortável agora. A vida segue...

Eu já o amava, e me lembro agora, como ele me pediu em namoro três meses depois, me lembro do dia em que ele me levou para  a cama pela primeira vez, eu comecei a amar tudo aquilo e com o tempo, eu já havia esquecido do passado. Tempos passaram, mas nada entre a gente mudou. Dia onze de agosto na frente da praça da cidade, ele estendeu as mãos me mostrando passagens para a Inglaterra, agora a casa é nova, a vida é nova, mas o amor, bom, esse como sempre continua o mesmo.








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